PORCO DIO
O pobre Lamparina desta vez pirou o cabeção, onde já se viu aparecer com aquela equação de doido e nos enfiar goela abaixo. Tá mais louco que a Veja e o Batman juntos!!! Até que a receita faz sentido. Umas piadinhas ridículas (piadas envolvendo o Zé Mayer, o Ronaldo e o Rubinho, deveriam ser terminantemente proibidas, pois estes são hors concours), um amontoado de informações, seguidas rapidamente por uma estória de um lendário grileiro local, digo, impoluto empreendedor do campo, para ilustrar e tumultuar o quadro de informações. Depois se segue com a equação alucinante e alucinógena, que de tão descabida e impossível, marcada pelo acréscimo indevido de três dígitos no resultado final, certamente já nos daria mostras de pretensões outras. Segue-se borrifando água benta nas aberrações bestiais e termina com certo requinte de crueldade, onde o amalucado sai disparando sua metralhadora carregada de extrato de alho e estacas de madeira contra figuras discriminadamente descritas por seus indesejáveis adjetivos inocultáveis. Ao final e quase desapercebido, uma apunhalada na autoridade policial parcial (provavelmente será o motivo de um novo convite) e novamente, mais estocadas naquele que, por determinação de tamanho e por ocupar mais lugar no espaço, acaba por ser o alvo preterido, tudo devidamente encoberto pela atrofia de pensamentos causada pela equação impossível, praticada absurdamente como ação normal e corriqueira. É aquela brincadeira inocente de quando éramos criança, aonde se chegava no amigo que estava com o copinho de sorvete na mão e dizia – Olha lá o avião??? Quando o distraído amigo olhava para ver, dava-se uma lambida em seu sorvete, daquelas bem babadas, que era pra ver se ele desistia e voluntariamente te entregava o resto. Esta é só uma mostra daquilo que fazem conosco, em nossa manipulação diária por parte daqueles que retiram interesses deste escravizante domínio. Do texto do Lamparina, facilmente podemos separar o joio do trigo, mas das mentiras divulgadas diariamente pela grande mídia, ninguém volta no dia seguinte para desmenti-las, semeando assim um amontoado de mentiras destoantes implícitas, sempre muito bem misturadas em meio as verdades insignificantes, ou sendo ainda escondidas as verdades potenciais, vergonhosamente no lamaçal de mentiras que são jogadas todo dia no massacre da mídia, pois algumas verdades estão tão visíveis, que precisam ser minimizadas. Esta técnica é a prova concreta daquilo que nos fazem diariamente e como fazem. As fórmulas são muitas, onde qualquer pessoa conhecedora da técnica pode direcionar o foco para uma situação e sempre tentando passar esgueirando-se por entre a lacuna deixada pelo direcionamento contrário. Imaginem o que não fazem os grandões da mídia com telejornais, novelas, e programas outros, tudo devidamente se encaixando no perfil e nas intenções daqueles que operam o sistema sempre em causa própria, ou dos grupos que alugam os seus serviços. O comportamento e a resposta ao estímulo pretendido das pessoas é algo ainda mais lamentável, pois poucas se dão conta das verdadeiras intenções a que estão sendo submetidas, ou possuem uma percepção aguçada e mais abrangente ao seu redor, podendo ter uma ampla ou até múltiplas visões possíveis da mesma ação. No caso do texto do lunático Lamparina, dentre um universo reduzido de meia dúzia de leitores, no entanto, uma única leitora conseguiu captar as verdadeiras intenções na sua plenitude, fazendo parte daquela mínima porcentagem dos que realmente estão entendendo o filme que estão assistindo. O mesmo texto estava à disposição e na mesma configuração para todos, porém somente uma captou a mensagem e a interpretou na pretensão do autor. Apenas para ilustrar, há uns oito anos atrás eu trabalhava agregado em uma empresa que fabricava derivados de milho em Primavera do Leste-MT. O ICMs do transporte, naquele tempo, era recolhido somente depois que o veículo estava carregado e a NF emitida, pois não havia recolhimento pela Internet ainda naquela época. Então, se o caminhão terminasse de ser carregado à tarde, provavelmente o veículo só seria liberado para viagem no dia seguinte, depois que a empresa fizesse o recolhimento do imposto. Outra possibilidade seria se o transportador se comprometesse em fazer o pagamento diretamente no posto bancário 24 hs, que funcionava no posto fiscal da divisa em Barra do Garças-MT e na viagem seguinte, apresentando a guia de pagamento devidamente autenticada, seria ressarcido do valor pago. Acontece que este pagamento só poderia ser feito em espécie e dinheiro, na estrada, já era algo muito complicado. Então quando tínhamos muita urgência em seguir viagem na mesma noite, abastecíamos no posto em Primavera e fazíamos a reserva dos quinhentos ou seiscentos Reais que seriam suficientes para o pagamento do ICMs, conforme tabela pautada pelos agentes fiscais, levando em consideração o peso e a distância a ser percorrida pelo transportador. CONTINUA...
Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 11h59
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...CONTINUAÇÃO
Uma ocasião, eu com muitos problemas pessoais (meu filho havia sido atropelado por um irresponsável menor, que pilotava com o devido consentimento dos pais - já que seus colegas na escola, atestaram que ele comparecia todos os dias de moto nas aulas -, uma motocicleta) e precisando estar em casa no dia seguinte, carreguei e não deu tempo para fazer o pagamento do imposto no horário bancário. Apelei para o dinheiro no posto, porém o gerente me informou, que por medida de segurança, não estava mais disponibilizando altas quantias nos caixas e não poderia me arrumar mais do que trezentos Reais. Diante da minha necessidade extrema, fui embora mesmo assim e nos trezentos e quarenta kilômetros que separam Primavera da divisa fiscal em Barra do Garças, fui pensando em uma maneira de passar pela barreira fiscal sem ficar retido para fazer o pagamento no dia seguinte, ainda obrigatoriamente, tendo que encontrar alguma maneira de sacar dinheiro para fazer o pagamento do imposto devido. Chegando na barreira fiscal, de longe, tentei procurar por entre os atendentes, uma alma que me pudesse parecer accessível de alguma forma, quem sabe até a falta de pagamento pudesse passar desapercebida pelo agente fiscal. Para minha má sorte, entre o grupo da recepção naquela noite, nenhum deles compunha o perfil do funcionário público típico, aquele senhor já bem passado da meia idade, óculos com graus bem elevados e de visão dificulta, com sonolência visível e perfeitamente contaminado pelos filmes que passam na madrugada. Todos ali ligados e serelepes, só esperando a vítima passar e a vítima em questão, seria eu. Cheguei ao guichê e tinha uma pessoa na minha frente para ser inspecionado o documento fiscal. Notei que um dos servidores do guichê usava um pequeno broche com o distintivo do Palmeiras. Aquele era o meu..., santo porco, ou “porco dio”, como dizem os italianos, era o que eu precisava. Acontece que na hora do almoço eu assistira no programa esportivo a reportagem da vitória por 4 a 1 do Palmeiras sobre a Ponte Preta no campeonato paulista e aquele broche no servidor, me indicava o caminho mais curto. Esperei pela vez de ser atendido por ele, no momento em que o colega ao lado vagou, eu disfarcei e fui até o bebedouro tomar água. Quando voltei para a fila, ele estava livre e me chamou ao guichê batendo com a caneta no vidro. Aproximei-me e entreguei o documento fiscal já falando – O nosso verdão ontem heim..., não teve pra ninguém!!! O servidor abriu um sorriso de orelha a orelha e respondeu-me – É..., ontem nós comemos a bola!!! Bateu o carinbasso na NF, me desejando uma boa viagem e saudações palmeirenses. Dá-lhe verdão, o único problema é que sou são-paulino desde criancinha. Desta forma, na procura pelo presumível e, identificando-o e me colocando em situação de visível identificação também, consegui passar desapercebido pelos olhos atentos de um servidor que, definitivamente, não compunha o perfil dos distraídos, ou daqueles que não mais enxergam outro caminho, senão o da aposentadoria próxima, completamente a sombra, bem na beira do Araguaia. Naquele momento éramos sublimes e cúmplices no amor ao verdão, solidários na mesma causa e entre aliados, não pode haver rupturas e quebra de confiança. Assim, estudando o nosso perfil e as nossas reações presumíveis, grupos interessados em permanecer nos ditando ordens e guiando as nossas vidas por caminhos por eles estabelecidos, fazem este estudo detalhado e se aparelham das ferramentas necessárias para esta dominação. Se você não quer mais ser um dominado, o caminho mais curto seria desligar a tv, porém, como isso hoje é quase impossível, sugiro que possamos começar então analisando as intenções daqueles que sempre nos analisaram e comecemos assim a nos perguntar – O que será que ganharão com isso? Porque estas pessoas não disputam nada pelo sabor natural da disputa, somente se motivam pelo prêmio e o prêmio deles é se divertirem com as nossas agruras. Sentem um imenso orgasmo com o nosso sofrimento. Se vocês se perguntarem então o que eu estaria ganhando tentando abrir-lhes os olhos para o óbvio, eu responderia facilmente – Aliados..., para que possamos travar a grande batalha anunciada desde do dia em que o homem pisou na terra. A esperada guerra do “bem” contra o mal.
Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 11h56
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PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER
Eu também quero reclamar, afinal, como alguns servis me acusam de que eu só reclamo, desta vez, estou em profundo lamento com as coisas que andam fazendo. O Raul fazia música, o Pelé fazia gols, o Maradona esticava carreiras, o Ronaldo se inebriava com dois travestis em motel e depois alegava inocência - como se desse mesmo pra confundir -, mas ele brilha muito no “Curintia”, então tudo se torna perdoável. Julgo-me no direito de reclamar, afinal, pra puxar saco e babar em ovos, já existe a Câmara de Vereadores que “está” especializada na função e que me perdoem aqueles que não compartilham desta visão e que tentem provar o contrário. Parem este mundo, pois não dá pra ligar a tv de bordo e ver as notícias que estão correndo a praça. Se banqueiro ladrão invade terras da União, o caso vai para o Judiciário e certamente passará toda a eternidade por lá, mas se os trabalhadores do MST invadem as terras de um grileiro que usurpa nas terras da União, a mídia julga e condena, emitindo a sentença imediatamente. Faz-me lembrar do caso de um grande agropecuarista local, lendário senhor que abriu muitas glebas de terras no MT, um pouco compradas no tempo do muito barato, quase de graça e outros tantos, griladas e anexadas a gleba legal. Dizem os mais antigos, que fantasmas locais assombram aquela região de Juara-MT, pois foram muitos que pra lá partiram, para trabalharem no desmate da fazenda e nunca retornaram. Assim se fizeram muitos outros grileiros, na maioria, gente com muita influência e que se aproveitaram desta influência para dominar uma área e impor o terror e o pânico a pequenos proprietários e posseiros mais antigos. Aqui, o senhor grileiro foi pessoa impoluta, até imortalizaram o seu nome em homenagens póstumas concedidas, mas por lá, era só mais um grileiro na força da jagunçada, milícia que o ajudava a garantir a posse indevida da terra. A fazenda ainda está lá e pelas minhas últimas informações, os herdeiros estão tendo dificuldades para a manter a unidade da posse toda, já que não possuem documento de boa parte dela. Eu conheço muito bem a região e sei que vale uma boa fortuna, mas está custando muito caro manter a propriedade, haja visto que um dos herdeiros está morando na região, apesar de estar muito doente. Juara é região onde se fixaram muitos votuporanguenses que partiram pra lá nas décadas de 70 e 80, em busca da largueza de terras e um futuro que já não mais se vislumbrava aqui e, volta e meia alguém sempre vê a placa da terrinha e chega-se para perguntar os ventos que rumam nas Brisas Suaves. Não tenho lhes poupado e tenho dito sempre a verdade – Lá como cá, terra de meia dúzia de grileiros e de aproveitadores, com um povo trabalhador e dócil rodando a engrenagem no meio de toda esta trama. Mas então, se são evidentes as irregularidades nos grandes lotes de terras – Por que ninguém consegue impor uma revisão agrária e fazer justiça no campo? Não repitam estas palavras em voz alta, pois senão, amanhã poderão estar convidados a comparecerem ao meu velório, pois a palavra Reforma Agrária, ainda cheira defunto e ainda existe uma meia dúzia tentando se valer pela força bruta para que consigam manter a unidade agrária do pequeno grupo de grandes latifundiários que se apropriaram das terras do povo brasileiro. Eles possuem senadores, deputados, magistrados e um grande bloco de mídia aos seus serviços, tentando fazer você pensar que a propriedade é um direito sagrado – Mas, que propriedade é esta, se eles grilaram e foram incorporando aos poucos com as brechas das leis e a ajuda dos graduados do Judiciário? A propriedade é um direito sagrado, desde que esta tenha se dado de maneira legal e não por grilagem e anexação indevida. Os grandes grileiros atendem por sobrenomes conhecidos do público, São Vilelas, Caiados, Almeida Prados, Junqueiras & cia., se escondem por trás de uma bancada chamada ruralista e fundaram o PIG (Partido da Imprensa Golpista – centenárias famílias midiáticas, incansáveis na arte de defenderem inimigos do povo brasileiro), um conglomerado de mídia para dominarem as opiniões e exterminarem o senso crítico das pessoas, fazendo com que elas se tornem simpatizantes voluntárias da causa deles, ou seja, para que continuem donos de tudo e de todos. Assim o PIG fez do movimento mais legítimo na reivindicação da terra e que tem ações em todas as partes do mundo, um grupo de baderneiros e arruaceiros que querem acabar com o regime democrático e com o direito a propriedade. Assim também o PIG fez de Daniel Dantas, um banqueiro metido em tudo quanto é sujeira que existe neste país, inclusive grilagem, um gênio incompreendido, segundo o próprio grão-mestre tucano afirmou em uma entrevista. A bancada constituída nas esferas de poder inventam as leis e criam os atalhos do grupo, os magistrados participantes, com poder de julgo, as fazem cumprir e o PIG as tornam aceitáveis na opinião pública. Este é o Tripé da covardia e da subserviência que impuseram ao povo brasileiro, tudo debaixo da devida saga pessoal e empresarial que encobrem estes bandidos. É lógico que os latifundiários não querem dividir os grilos, é mais lógico ainda que o MST não poderia comprar um conglomerado de mídia para fazer uma campanha positiva das suas ações, então cada um no seu quadrado, com os ruralistas se dizendo vítimas de baderneiros da foice e do martelo que invadem suas terras e na defesa das suas grilagens, contratam pistoleiros e jagunços que de vez por outra, acabam entrando em conflito direto com estes baderneiros e matando um aqui e outro ali. Às vezes este número sobe um pouco mais, quando alguém decide eliminar o foco contaminado todo de uma só vez e ordena uma chacina coletiva, como em Eldorado dos Carajás-PA. Descobriram - os latifundiários que já conseguiram regularizar os grilos -, que podem vender estes grilos legais para o INCRA, para fins de Reforma Agrária e conseguirem um preço muito melhor do que o de mercado. Então se infiltram no Movimento e direcionam as invasões para as suas áreas. Alguns têm conseguido êxito. Então senhores leitores, não acreditem em tudo que passa na tv, pois 99% daquilo que diz a mídia golpista do PIG, é mentira e unicamente interessada em fazer de vocês, testemunhas passivas do descaramento deles, além de já estarem atuando com interesses próprios dentro do MST. Nas outras ações do PIG, continua tudo bem. Em Honduras, os golpistas e ideólogos desta nova versão de ditadura-democrática, continuam tentando convencer o mundo de que isso é possível. Aqui em nossa cidade, a versão local do PIG, tenta por toda forma, avalizar as ações de bicudos corruptos que estão com todo um esquema montado em regime de linha de montagem, pois este sistema todo de corrupção partiu dos bicudos maiores da Capital e foi implantado ao longo de duas jornadas dentro da nossa PM. Convictos de que a corrupção não tem cura, se especializaram em aliviar as arcas em proveito próprio. Assim, já que não dá pra evitar, que a grana venha a ser canalizada para um bicudo da elite. Continua...
Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 16h48
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...Continuação
No meio de todos estes interesses, estamos nós, os que consolidam e fomentam o caixa de todos essas transações com a tributação do nosso consumo e de tudo a nossa volta. Pagamos impostos e taxas de tudo e deveríamos ter como contrapartida o amparo de um Estado que, pelo custo, deveria ser absolutamente perfeito e a contento, porém com o advento da corrupção e de péssimos administradores, o Estado é uma máquina lenta e ineficaz. Só para que tenhamos uma vaga idéia desta inoperância, somente do governo federal, de 01/01/1996 à 13/10/2009, foram liberados para o município de Votuporanga - segundo o Portal da Transparência Brasil -, a quantia de R$ 15.253.851,91. Dinheiro este que se fosse rateado entre os 80.000 moradores, aproximadamente, colocaria no bolso de cada um a absurda quantia de R$ 190.673,13. No caso da minha família, com três membros, teríamos um caixa de R$ 572.019,39 à disposição. Neste período todo, eu proporcionei um gasto em assistência médica no nosso PS municipal de uns R$ 20,00 ou 30, referente a uma injeção analgésica e anti-inflamatória que tomei para o nervo ciático, conforme comprovariam o meu trânsito pelo hospital nos seus prontuários em arquivo. Meu filho também esteve em visita ao PS e também tomou um analgésico para problemas digestivos e lhe foi aplicado um gesso no pé torcido durante as atividades de judô - esporte este, que devidamente arquei com as mensalidades junto ao Clube Cerejeira -, o que não deve ter custado mais do que uns R$ 200,00. Minha esposa sempre usou o plano de saúde privado da empresa em que trabalhava, pois teve alguns problemas de saúde e não podendo assim, ficar a mercê dos mercenários do serviço público de saúde. Meu filho cursou o primário em escola particular, porém devido a minha impossibilidade em continuar pagando por este estudo particular, tivemos que colocá-lo no ensino público para cursar o ginasial e já no segundo ano do segundo grau, o que dariam sete anos de ensino público, ao custo de R$ 400,00 ao mês, daria algo bem próximo de R$ 35.000,00, já devidamente acrescido do custo do material didático necessário. Graças a Deus, jamais tive meu nome ou de qualquer membro da minha família ocupando os autos do Judiciário, cumprindo pena, ou coisa parecida, classificando assim o meu débito neste setor, como sendo “zero”, mas coloquemos aí uma taxa de R$ 50.000,00, pois mesmo não usando, ele esteve à disposição. Segurança pública, este quesito não existe pra mim, pois eu abriria mão deste aparato ineficaz do Estado, se eu pudesse usar o equipamento que verdadeiramente me protegeria e a minha família, já que fui preparado pelo Exército Brasileiro para servir a minha Pátria e defendê-la, se preciso fosse, com a minha própria vida, porém para portar uma arma e defender a minha integridade e a da minha família - coisa que até as leis de DEUS na Bíblia Sagrada nos garante este direito -, aqueles que nos querem dóceis e desarmados para que não coloquemos o cano dentro das suas bocas e apertemos o gatilho, não nos permitem. Então, não devo pagar caro pelo que eu poderia fazer bem feito e a um custo muito mais barato. No resto das outras coisas, tudo que nos é oferecido como essencial, é devidamente tributado, como IPTU, escoamento de esgoto e saneamento básico, energia elétrica e água tratada. Resta então a conta da diversão, do lazer – Mas que lazer é este se eu fui criado na Vila Marin, tenho quarenta anos e até hoje, prefeito safado nenhum teve coragem de construir um centro de esportes no bairro mais antigo da cidade? Quando trazem uma atração nacional para se apresentarem na cidade, é pra que os grupos que gerenciam a política, se afirmem publicamente como promoters e aufiram um caixa para ser usado lá na frente, no próprio gerenciamento da política. Fazendo as contas bem por cima então, descobri que está faltando dinheiro no meu caixa federal, pois se dos quinhentos e tantos mil que me cabem, só proporcionei um gasto de oitenta e poucos mil – Já sei com que dinheiro aqueles gordões safados e aquele peruquinha penteada de lado, andam comprando aquelas caminhonetes invocadas e fazendo tanta pose com aquele braço de fora, enquanto permaneço trabalhando duro, dezoito horas por dia e com aquele fietinho véio, ainda com o imposto atrasado. Dê uma boa olhadinha na sua contabilidade e descubra onde está o furo no caixa – Será que a fazenda de Cocalinho também não foi comprada com o vosso dinheiro? Ps: Desculpem minha falha, esqueci de adicionar o custo da iluminação pública na minha contabilidade. Então veremos: a conta de iluminação pública do município deve estar em algo próximo de R$ 80.000,00 mensais (que me corrijam aqueles que possuem tempo hábil para uma consulta em números inteiros), o que divididos pelos 80.000 habitantes, daria uma taxa de R$ 1,00 por habitante, tendo eu que honrar com a parcela de três habitantes por cada mês. Mas, bem que a aquele gordão escroto tentou a exaustão repassar esta conta da iluminação pública diretamente para os consumidores naquele plebiscito regulador, ainda com o aval de outros enganadores da cidade. Ainda bem e para nossa sorte, que esta sacanagem não pegou. Seriam mais R$ 3,00 mensais se esvaindo no ralo da coisa pública!!! Quase ia esquecendo... Um dia desses o aparato de polícia civil foi mobilizado para me entregar uma intimação em que o senhor Delegado de Polícia exigia a minha presença em sua delegacia para esclarecimentos sobre um artigo que escrevi sobre o estoque indevido de inseticidas em uma sala dentro da Secretaria de Saúde. É curioso o fato, pois ao invés de intimarem os responsáveis pela irresponsabilidade, intimaram aquele que aponta a desordem. O agente policial foi até minha casa umas duas ou três vezes para entregar o convite, perfazendo assim as despesas entre combustíveis, efetivo e etc..., acho que uns dez paus deve dar pra pagar todas estas despesas. Continuo ainda com muito crédito em haver. Por favor, parem, quero descer da nave e me reembolsem minha quantia devida já.
Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 16h43
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