COZINHEIRO DISTRAÍDO E INSANO
Alô mangueirão agora é sério..., segura!!! Brincadeiras à parte, a coisa agora é séria. Quem aí sabe responder a diferença entre pinico e panela? Tenho recebido muitas denúncias de irregularidades que estão acontecendo na armazenagem, estocagem e transporte de inseticidas que são usados no combate ao mosquito da dengue aqui em nosso município. As irregularidades e o desconhecimento ao que determina a legislação vigente, quanto a estocagem, manuseio e transporte destes produtos, são muitas. Comecemos então pelo local da estocagem, que atualmente fica em uma sala dentro do prédio da Secretaria de Saúde, alí na Santa Catarina. Acontece que inseticidas com classificação química de risco na ONU, como é o caso dos inseticidas MALATION e FENETROTION, organofosforados numerologicamente classificados pela ONU como sendo de classe 6 (produto tóxico), estão sendo estocados atualmente em uma sala dentro da Secretaria de Saúde. Que ironia, local que deveria - por termo lógico -, abrigar saúde e não um potencial risco iminente à esta. No mesmo local onde ficam estocados estes dois e mais alguns outros produtos com classificação de risco, além de equipamentos usados nas pulverizações, também estão instalados o atendimento odontológico municipal, o banco de aleitamento materno, o atendimento psicológico, algumas variedades de vacinação infantil, além de toda a exposição ao contingente funcional da repartição municipal e logicamente, o risco iminente aos moradores das imediações. Fica claro o desconhecimento das regras e normas de uso destes produtos, assim como está muito claro pra mim, o desconhecimento aos possíveis efeitos da falta de responsabilidade observada pelos responsáveis por esta estocagem irresponsável. Tive informações seguras - mais segura do que leite de mãe -, que a responsável pelo SECEZ (Setor de Controle de Endemias e Zoonoses), a senhora Cléria Aparecida Mesquita, está informada dos riscos, porém ignora os avisos dos subordinados e as providências para que estas irregularidades absurdas sejam sanadas. Eu posso falar com responsabilidade sobre o assunto, pois além de ser orientado com curso MOPP (movimentação de produtos perigosos), uma ocasião me entoxiquei com o produto MALATION que é usado no combate aos purgões na cultura do algodão. Durante uma pulverização com equipamento de turbina, o vento virou subtamente e o jato me atingiu serenos tóxicos. Naquela época não existia ainda os exclarecimentos atuais e o hábito corriqueiro quanto ao uso correto e das prevenções individuais, como uso de macação de combate, máscara e luvas e botas de borracha. Depois do banho tóxico, senti na pele os efeitos da intoxicação, onde até hoje tenho problemas com repúdio imediato ao cheiro de venenos e imediata repulsa estomacal diante de leve inalação ocasional. Eu proponho um acordo com o Dona Cléria, eu vou arrebentar o meu porquinho e ver se juntando todas as minhas moédinhas dê pra comprar um bombóm bem gostoso, daqueles vermelhinhos, um Sonho de Valsa. A senhora entrará com um inofensivo tubo de creme dental. Colocaremos o meu bombonzinho e o seu creminho dental na mesma gaveta da sua escrivaninha e lá deixaremos os dois juntinhos e trancafiados por um único mês. Passados este único mês, abriremos e aí então, a senhora poderá degustar o bombonzinho. Certamente descobrirá que aquele delicioso bombom contaminou-se com o cheiro do creme dental e aquele paladar que enche a boca da gente de água só de pensar, também estará modificado pela influência da contaminação do creminho dental. E era só um creminho dental inofensivo, aquele que a gente usa pra fazer a higiêne bucal, fraquinho, produto químico tão fraquinho que dá até pra comer. Imaginem a contaminação que não está acontecendo com um produto classificado de classe 6, acomodados num mesmo ambiente que os descritos lá em cima? Desculpem-me pela ironia, mas isso é um absurdo. Tive também notícias seguras de que somente há muito pouco tempo é que foi direcionado um transporte específico e exclusivo para estes produtos classificados e perigosos, sendo que anteriormente, o transporte era feito por uma perua que depois, na sequência, poderia estar sendo utilizada em transportes diversos, além de passageiros. Senhora Cléria, Senhora Secretária de Saúde, Senhor Prefeito Marão Filho, sinto muito em não poder aceitar o convite para ir almoçar nas vossas casas, não posso almoçar na casa de quem não sabe a diferença entre pinico e panela!!!
Escrito por roberto.lamparina às 17h54
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