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BRASIL, Sudeste, VOTUPORANGA, VILA MARIN, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Esportes, Informática e Internet
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BLOG DO ROBERTO LAMPARINA
 


FECHADO POR LUTO

 

          Parece que o faraônico marketismo devotado pela ex-administração municipal para aquela lagoa criadora de pernilongos e sapos, ao qual o pseudo-garboso título exaustivamente escolhido adentrou as somatórias vitoriosas da brilhante administração passada pela reluzente e sonora alcunha de Centro de Lazer do Trabalhador, fez a sua vítima segunda.

          É lamentável o acontecido, mais profundamente ainda, porque era um membro de uma família das minhas relações. O pai do garoto falecido é meu companheiro de ofício e já trabalhamos juntos por alguns anos na mesma empresa. Conheço a trajetória de vida da família que reside ali no Cosme e Damião há muitos anos.

          Não quero explorar esta tragédia familiar, muito menos atribuir culpa por algo que certamente aconteceu por um descuido primário, um ímpeto de juventude, uma atitude impensada da vítima. A devida atribuição de culpa aos que realizaram e pensaram a obra sem objetivarem uma devida preocupação com a segurança, é secundária e ainda neste momento, profundamente inoportuna.

          No entanto gostaria de ressaltar que como já é o segundo acontecimento, mesmo sendo os dois marcados por contextos diferentes e por atitudes isoladas, porém ambos levando ao óbito, alguma providência terá que ser tomada para garantir a segurança para as pessoas que usufruem da área. Certamente a segurança não foi prioridade do projeto, porém os acontecimentos últimos reforçam a necessidade de garantir esta proteção para que tais incidentes não se repitam.

          A exploração da tragédia, deixemos para a mídia cor-de-rosa, mercantilista que é e interessada em isentar totalmente o patrão do acontecimento fatídico, certamente cobrirá o acontecido com a parcialidade de sempre. Notícia é notícia, dá até pra sair um pouquinho da exaustiva rotina das publicações massantes dos editais nosso de cada dia, folhas e mais folhas de uma absurda burocracia que ainda se faz necessária e obrigatória, sendo o combustível que alimenta a máquina produtora de notícias, o portal oficial da PMV. Mesmo porque, nós os marrons, já possuímos matérias-primas suficientes decorrentes das generosas colaborações provenientes das tiradas marcadas pela incompetência e ingerência administrativa de alguns dos setores sob as mãos trêmulas e "alzheimeradas" dos novos pilotos da máquina. Não sei porque tanto pavor e pânico ao volante, afinal os comandados são os mesmos, apenas o comandante chefe é outro, mas isso já faz parte de uma outra questão...

           Em respeito à família enlutada, deixemos as críticas merecidas para um futuro breve e mais oportuno.

         

         

     



Escrito por roberto.lamparina às 00h56
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EU, EU MESMO & LAMPARINA

 

          Quando alguém me questiona sobre o porquê da minha militância sem trégua no blog, vou logo dizendo da minha inquietude e da busca incansável pela cidadania que nos fizeram esquecer propositalmente ao longo dos muitos anos de escravidão moral. Um outro orgulho é o de me sentir em sintonia coerente, sendo o meu passado, à ponte sólida que me conduz ao meu amadurecimento presente e ao meu desejado envelhecimento lúcido, ciente do meu papel e das minhas atribuições, tudo como tem que ser.

          O blog, assim como a minha militância “escrevinhadeira” de mais de dez anos perpetuada nos arquivos jornalísticos do Diário de Votuporanga, me faz crer que tenho obtido alguns bons êxitos no intento de clarear o túnel escuro a procura pelos meus pares e quem sabe até, conseguir mobilizar uma pequena legião de devotados e corajosos guerreiros para as batalhas que se fazem necessárias pelo nosso próprio bem e o da nossa gente.

          Ao longo de todo este tempo fui sério tentando ser engraçado, fui sarcástico, fui cínico, fui verdadeiro, fui cidadão, fui pai, fui filho e principalmente fui lamparina, aquela luz que não tem poder de clarear uma imensidão, porém conduz seguramente a passos pequenos, aqueles que se dispuserem a serem iluminados pela sua pouca claridade.

          O Lamparina é somente uma esquizofrenia, um surto psicótico, uma personalidade dupla delirante e contestadora, o contrário do pacato sujeito invisível que normalmente habita o meu ser, tão comum e tão refém dos problemas cotidianos quanto a maioria dos que seguem os meus delírios habitualmente. O Roberto é carne, é matéria, está em todo lugar, é um andarilho e nessa, vê tudo sem ser visto, porém não consegue falar nada, está preso dentro de uma personalidade muito lúcida e centrada, cheio de amarras. Já o Lamparina é um vento irresponsável, sujeito a mudanças no transcorrer do percurso. Não tem família, não tem sexo, não tem filhos e por não ter estes vínculos, é um destemido total, além de sofrer de terrível insônia. Aproveita da invisibilidade e da locomoção fácil do Roberto e, por ter influência sobre ele, tem a capacidade de transformar esta condição em ferramenta de trabalho na árdua missão de informar, denunciar, reclamar, pedir e reivindicar, aquilo que deveria estar à disposição para todos.

          Os dois travam muitas batalhas, até mesmo entre eles, porém me orgulho de nestes muitos anos - e os arquivos me dão estas certezas -, olhar para trás e perceber que o meu discurso ainda se mantém uníssono, coerente com as minhas ações e principalmente, ainda continuo acreditando naquilo que prego.

          Escrevi muitas coisas, páginas e mais páginas..., a maioria de escrita a mão, de próprio punho. Muitas sequer foram publicadas, pois pesou sobre aquelas palavras a mão pesada da censura moral (imoral), mesmo já sendo em tempos de aparente liberdade de expressão – São os tais muros invisíveis, que mesmo depois das barreiras terem caído, continuavam ali presentes naquela geração contingenciada pela necessidade de calar-se diante da conveniência de alguns poucos.

          O surfista busca a onda perfeita, o artilheiro busca o gol de placa, os velejadores procuram pelos melhores ventos e os escrevinhadores almejam o texto completo, aquele que em poucas palavras resumirá toda uma ação, simples e rápido, com todo mundo entendendo e acompanhando o seu raciocínio em poucas linhas. Eu me considero um felizardo, pois tenho certeza que por algumas vezes atingi este objetivo. Numa dessas poucas vezes, o texto se referia - com ampla desenvoltura irônica -, ao fato de que em inaugurações de praças de pedágios, nenhuma das autoridades envolvidas e que possibilitaram a obra, compareciam para perpetuarem o seu nome na imponente placa de bronze e nem descerrarem a faixa inaugural. Por ocasião, o jornalista Sr. Nelson Camargo do Diário, se desculpou e disse por meio de um bilhete a mim enviado, que não poderia publicar aquela perfeição, mesmo diante de tanto brilhantismo no contexto e estético, devido ao fato de ser amigo do então governador de SP Mário Covas. O texto foi guardado, porém se perdeu com o tempo e mesmo eu tendo lembrança do seu total conteúdo, jamais conseguiria reorganizar aquelas palavras na ordem perfeita e eficaz como a que se encontrava na sua forma original.

          Recebo críticas e recebo elogios, porém gostaria mesmo é de receber a minha microscópica parte de crédito por estar ajudando a pavimentar uma rua de duas mãos, com possibilidades infinitas, eliminando este monoteísmo político e econômico implícito que privilegia poucos com uma existência plena, em detrimento de uma grande maioria de excluídos e escravizados por este sistema imoral imposto.

          Então fica combinado assim..., a minha parte eu quero em pinga, quem sabe inebriado pelo álcool, o Roberto consegue perder este estado permanente de lucidez e possa se fundir ao mandrião Lamparina.

Ps; O blog é o arquivo, é a trajetória documentada daquilo que eu fui, do que eu sou e daquilo que pretendo ser. É o meu compromisso pessoal para com as pessoas que me seguem, é o legado moral que meu filho terá como herança única. Se ao final estas três etapas não fecharem o ciclo, vocês podem me cobrar à conta, pois não obtive êxito algum.



Escrito por roberto.lamparina às 04h03
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COM DINHEIRO É MOLE, QUERO VER É DURO

          Com os debates na blogosfera envolvendo as mudanças políticas que urgem serem implantadas para dar mais transparência e representatividade na atividade política, algumas questões parecem ter um contexto ludibriador característico da atividade criada para dar a suposta representatividade democrática.

          O financiamento público de campanha é uma destas mudanças nas regras, em que uma boa maioria dos políticos reitera a sua necessidade para dar maior credibilidade nas relações políticas e diminuir os abusos que hoje são cometidos pelos políticos e aspirantes, que de posse de um razoável capital, podem facilmente chegar pelos votos do povo, aos mandatos públicos. 

          Assistimos muitos destes abusos aqui mesmo na nossa região, onde temos um representante regional que se perpetua no poder legislativo Federal há vários mandatos. Começou o seu ciclo de poder como um açougueiro interiorano que prosperou com um pequeno frigorífico na região e já na sua primeira tentativa de incursão política, logrou êxito imediato. Também pudera, financiou em dois anos anteriores ao do pleito, todas as festas agropecuárias regionais, premiando com carros motos e caminhonetes todas as festas e os rodeios regionais. Mobilizou todos os cabos eleitorais regionais com a promessa de dinheiro farto para trabalharem com as pequenas necessidades do eleitor. Hoje é possuidor de algum respeito dentro do seu partido, sendo um dos seus caciques e abençoado das graças do proprietário da legenda. Não precisa mais mobilizar aquele maravilhoso contingente de caixa para a sua perpetuação política, já é possuidor dos eleitores de cabresto para os quais direcionou a sua atividade parlamentar e principalmente, não mais precisa estar rodeando as festas caipiras e patrocinando-as obrigatoriamente.

          Do nobre deputado, só sentimos o cheiro da fumaça do seu jatinho quando cruza o nosso espaço aéreo e murmuramos – Lá se vai mais um la...uto defensor da democracia!

          Aposto que todos pensaram na palavra proibida né..., pois erraram. Todos nós sabemos que ele é possuidor de todos os adjetivos e predicados da palavra proibida, porém se eu a pronunciar e não comparecer com as provas, provavelmente eu é que estarei brevemente usando a roupinha de zebra que deveria ser dele. Coisas do suposto universo democrático!!!

          “Com dinheiro é mole, quero ver é duro”.

          Em nosso terreiro – O que dizer da trajetória política do nosso alcaide? Um dia era um desconhecido súdito de Sua Majestade, no seguinte e pelas graças da absoluta maioria do povo, já era o príncipe eleito. E quais seriam os seus planos, qual a sua formação ideológica, o que será que defendia, militou aonde, em quais causas? O seu passado político é um grande buraco vazio e o seu futuro, o novo marketing comprado com o nosso dinheiro da administração municipal, se encarregará de modelar ao gosto e as intenções daqueles que o criaram. Porém, mesmo com todas as limitações ideológicas do candidato, as bênçãos da política jorraram sobre os seus ombros e a vitória se fez farta, assim como as suas comprometidas relações que se farão obrigatórias, no decorrer do mandato comercializado entre algumas associações e aquela sociedade secreta, dona dos desígnios do mundo.

          Então, eu como total incrédulo das relações que se iniciam das sombras e sem histórico, lanço um questionamento – Que mecanismos legais e técnicos serão criados para impedir que o candidato enfie a mão na gibeira pública e se aproprie da quantia que lhe será destinada para as campanhas e, em seguida, continue a receber por debaixo do pano, as bênçãos interesseiras do privado?

          Não me venham com a alegação de que os mecanismos terão que serem criados no decorrer da implantação das mudanças, pois é demagogo demais pensar que alguém, acostumado com o clientelismo da representatividade política interesseira, perderá os seus clientes usuais, tentando uma disputa igualitária com pessoas muito mais preparadas e com uma bagagem ideológica sólida e constituída.

          Os mecanismos de contenção destas práticas fraudulentas deveriam ser apresentados antes mesmo do teor pregado pela intenção de mudança, afinal o atual conjunto de regras, naufraga justamente pela falta de mecanismos possíveis e vigilância do órgão eleitoral, que não consegue dar transparência e legalidade nas disputas infinitamente desiguais.

          As contas de campanha é algo absolutamente irreal e fantasmagórico, uma ficção primária que qualquer bom auditor enumeraria as discrepâncias, não precisaria de nenhuma lupa, é algo grosseiro, que qualquer indivíduo modicamente esclarecido apontaria a farsa, porém a despreparada justiça eleitoral continua validando e dando seqüência legal nesta farsa.

          Eu não sou contra o financiamento público de campanhas, mas gostaria de saber primeiramente, a receita do remédio.  O que será feito para impedir que o nosso dinheiro público não seja também queimado no financiamento dos mesmos picaretas de sempre, aqueles que nascem, crescem, se perpetuam e se reproduzem, a partir de um único pleito, com interesses devidamente loteados ao bem comum..., de alguns poucos é claro.

          Ainda no papel de inquisidor, gostaria de lançar uma pequena questão – Por que ao invés de tentarem implantar a qualquer custo o financiamento público nas campanhas eleitorais, não reconhecem a promiscuidade existente nas relações dos políticos e do setor privado e validam de forma organizada esta relação, criando regras claras e passíveis de vigilância verdadeira? No final, cada um verdadeiramente deixaria claro os seus interesses e o seu papel na sociedade. Da forma como está, é lamentável que continue. O TSE finge que fiscaliza, os partidos e os candidatos fingem que são fiscalizados e o povo finge que vive uma representação democrática, tão somente porque no dia do pleito, comparecem as urnas para depositarem os votos “livremente”.

          O povo comum não consegue antever as criações e as inovações das fábricas de picaretas. Aqui mesmo no terreiro local, está sendo vislumbrado um projeto e já está em franca evolução, a transformação de um empresário das sombras, forja impecável que circunda as cinzentas relações de poder local. Ao público, se apresenta mais limpo do que bunda de santo. Em privado, indivíduo nebuloso, onde o quebra-cabeças não monta, as pedras não se encaixam, afinal, se padaria desse dinheiro assim tão rápido e fácil; seus ex-sócios que o ensinaram o ofício, teriam ficado milionários. Se caminhão desse dinheiro; seu pai passou a vida inteira enterrado dentro de um.  Finalmente se posto de combustíveis desse o dinheiro presumido; certamente teríamos meia dúzia de milionários no setor.  Empresário badalado, possuidor do toque de “Midas”, auferiu fortuna própria em poucos anos, decorrente de vantagens provenientes das ilícitas relações de políticos e do setor privado, é a ponte entre os interesses e a materialização deles. Seria personalidade certa em Pessinus, porém estamos falando da piguesca Bacon City, terra de oportunidades únicas, gloriosamente disponibilizadas para alguns poucos privilegiados.

          O nosso legislador mor, dado que é a projetos de grande envergadura, encabeça a diretoria da fábrica. O projeto tem tudo para alçar vôos altos, assim como este que plana suavemente na atualidade.

          Não vai nem precisar ficar tomando Cristal quente em festa empoeirada de peão inventada pra que ele seja o patrocinador do primeiro prêmio, nem freqüentar churrasquinho de gato em quintal de galinheiro, tendo que ficar palitando os dentes com a ponta do espeto e falando como iguais de uma classe que você nunca soube realmente como vivem, pois passou toda a sua vida muito distante daquela realidade. Em tempos de gripe suína, melhor será passar muito longe de pobres, mexicanos e dos plebeus de Bacon City.     

          Fabricar picaretas..., com dinheiro é mole, quero ver é duro!!!

          A militância à exaustão, é a única forma de se contrapor a estes canalhas e defender a nossa terra, a nossa gente e consequentemente a nossa existência comum.

                

         

         



Escrito por roberto.lamparina às 14h27
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