A ÁGUIA, A CORUJA E O CANARINHO DO PAPO VERMELHO
O golpe que a Globo deu no BBB9 colocando aquele muro que dividia a casa em lado A e lado B, foi uma declaração clara de que as coisas são como são, já estamos condicionados a estas divisões e tendemos a nos aglutinar aos nossos iguais. Mesmo caindo o muro alguns dias depois, a casa nunca mais se tornou heterogênea. As possíveis variáveis que pretendiam mostrar, ficaram consolidadas na reação presumível dos habitantes, que se comportaram basicamente, como se o muro ali ainda estivesse. Grandes ratinhos de laboratório. Eu estou frisando a ação devidamente interessante e interesseira da Globo para poder entrar no principal assunto da pauta, a invasão de Cuba, o primeiro transpor do muro. A seqüência lógica da possessão, depois que colocarem a cabeça, em seguida vem o resto. O presidente Obama deu o primeiro passo no sentido de iniciar a invasão de Cuba. Não fará por terra, nem pelo ar e muito menos pelo mar, pois a reintegração de posse não se dará por vias militares e sim bancária. Quando os dólares dos cubanos que residem na América começarem a chegar à Ilha de Fidel em quantidade ilimitada, o muro cairá. O muro invisível só resistiu até hoje pela força do próprio bloqueio e das sanções americanas. Não foi Fidel quem não quis ser capitalizado, foram os capitalistas que não o queriam capitalizado. Além de que, dois Chávez socialistas e capitalizados pelos milagres do capitalismo moderno na América Latina, ninguém agüentaria. Os americanos preferiram então isolar Fidel dentro da sua Ilha, vide Alcatraz do Caribe. Junto com o castigo ao Fidel e a sua escória de revolucionários barbudos, paga o preço do isolamento, toda uma população de cubanos que sofreram e estão sofrendo para sobreviverem ao domínio revolucionário de Fidel e a tirania mundial imposta pela “democracia” americana. Ao que se seguiu com a velha URSS, a corrupção latente que corrompia as paredes do Partido Comunista e as suas ramificações no poder, deram origem a um sistema de corrupção geral, total e indiscriminado, onde não mais se faziam corruptos alguns camaradas com poder no partidão de ferro, mas sim todo e qualquer indivíduo se tornou um corrupto em potencial. Os que se destacaram no cenário eminente de corrupção, os que conseguiram maiores e melhores associações para o crime, estão hoje com o domínio das elites russas, donos das fortunas e donos dos destinos do povo russo. Não mudou muito, ou nada, a vida da população comum que não conseguiu se estabelecer e empreender algum ganho com os novos nichos de corrupção, impostas pela abertura ao capitalismo. Agora vivem sob as mazelas de um sistema que empreendeu poucas e bilionárias fortunas, muita miséria e permitiu a entrada do maior e mais lucrativo e interessante mercado capitalista, as drogas ilícitas. Contudo, podem se dizer livres, um estranho conceito de liberdade. Com a Ilha de Fidel, não será diferente. A entrada do inocente dinheirinho que os irmãos cubanos capitalistas mandarão sem restrições, não resolve o problema dos cubanos, apenas é uma sórdida jogada ianque, que despertará a cobiça, a gula, a luxuria e todos os outros pecados que os cubanos - pelo menos a maioria deles - já esqueceram do gosto. Logo, os camaradas barbudos terão que abandonar o exílio e se mudarem para Miami, comprar hotéis e mansões no paraíso tropical capitalista americano, com o dinheirinho usurpado durante os mais de cinqüenta anos de domínio do povo cubano e se alimentarem das lembranças dos tempos em que, prazerosamente colocavam os inimigos do regime no paredão e mandavam bala. Agora, serão os americanos quem condenarão o povo cubano à morte, assim como fazem com o resto do mundo, porém será uma morte autorizada pela comunidade internacional e politicamente correta. Morrerão pela criminalidade descontrolada que se fará presente nas favelas de Havana com o pós Fidel, pelo detereoramento interesseiro imediato do bom e eficaz - apesar de precário - sistema de saúde pública em detrimento da absorção das marcas e patentes capitalistas internacionais e no final, morrerão feito moscas no melado, entorpecidos com a cocaína e a heroína capitalista americana (aquela dos cartéis protegidos sulamericanos e dos campos de papoula do território afegão ocupado, que tem a proteção militar do Pentágono) que logo estarão servindo livremente para a população nas ruas, assim como vigora na lei do tráfico livre, nos países capitalistas. Quem tem dinheiro pra viajar, viaja, quem não tem, rouba, se prostitue e mata pra pagar a passagem. Esta é a lógica seqüencial das estatísticas criminalistas que a ninguém interessa combater. Se quisessem mesmo ajudar o povo cubano a se livrarem da tirania castrista, teriam terminado com os embargos há muito tempo, não teriam deixado o povo cubano morrer por falta de remédios e equipamentos médicos, tecnologias e soluções que poderiam ter salvado a vida de milhares de cubanos. Cuba paga o preço de ser livre moralmente, porém agora com o enfraquecimento físico do Comandante libertador do espírito, é chegado o momento da libertação física, mas não á do povo cubano e sim a do corvo disfarçado de coruja (aquela ave inofensiva que só anda a noite e tudo vê) que irá devorar a pele e o osso do povo cubano. A carne, Fidel jamais permitiu crescer entre as partes, que era pra não alimentar o inimigo. Velha estratégia de guerra socialista! O paredão matava poucos e rápido, com o exemplo, o boi seguia puxando a carroça sem saber da sua verdadeira força. O capitalismo matará muitos e bem lentamente, todos devidamente cônscios dos seus direitos e da sua força, porém mesmo assim não saberão lutar pelo verdadeiro direito de viverem livres, só trocando de algoz. Qualquer semelhança com a realidade nacional, será mera coincidência.
Escrito por roberto.lamparina às 15h28
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WHAT IS THIS CRISIS?
Com todo mundo falando em crise, o monstro se mostra ainda mais feroz do que parece. Aqui no Brasil, parece que este monstro está domesticado e lambendo suavemente a mão de alguns amestradores. Se ele foi monstro algum dia, quando chegou aqui já era um gatinho. Quem foi ao supermercado na quinta, percebeu que a crise aguda e feroz, é só na boca daqueles que manipulam - por convenções políticas - os telejornais. Ovos de coelhos não sobraram, mesmo os ditos tendo vindo com aumentos substanciais. Foi uma verdadeira tortura andar com carrinhos no engarrafamento metropolitano dos nossos supermercados. A fila do açougue então, nem se fala, isso que a páscoa é um feriado dos tradicionais perus, tenders e chesters, que não necessariamente é preciso de uma senha para alcançá-los. As loritas foram consumidas da BOA até a da recém preferência assumida do fenômeno gordão, passando por aquela campeã da sonegação e aquela água de Boituva, que agora está vindo de Itaipava por problemas também com o fisco. Então que raio de crise é essa que não sobra carne no açougue, nem ovo de coelho e muito menos cerveja, nem aquela batizada com água de Itaipava, que no nome é cristalina, porém seu recolhimento tributário é negro? Como não consegui comprar ovo no sábado, decidi que na segunda voltava para adquirir com calma o produto resultante da botada do coelho, quem sabe até pagaria um quarqué mais barato. Tenro engano, na segunda à tarde, a multidão já não se fazia mais presente, os poucos ovos que ainda encontravam-se pendurados no que fora o túnel da tortura, ainda estavam ali a espera dos consumidores, porém nadica nenhuma de abaixarem os preços. Sem perspectivas de uma economia pós pascal, me vi obrigado a cumprir com as obrigações pascoalinas e me fiz proprietário de três ovos da Lacta, dois de número 15, daqueles que vêm com o reloginho, ao preço de R$ 19,90 cada e um terceiro de número 20, o famoso sonho de valsa, pela módica quantia de R$ 21,90. Êeeta coelhinho dos ovos de ouro!!! A crise alvissarada por alguns - que estão tirando farto proveito dela - não é constante, só aparecendo vez por outra, porém a mídia a tem reproduzido com devida exaustão nos ouvidos desavisados de uma população de desinformados. Semana passada eu estive no canteiro de obras da BRENCO em Mineiros-GO (Morro Vermelho), aquele grupo do mágico inventor da internet, que ostenta na ata de sociedade as principais fortunas mundiais, inclusive a coroa inglesa. Esplendoroso escrete de capitalistas mundiais, que não apostam no escuro. As obras das usinas de álcool e bioenergia do grupo continuam a todo vapor. No final de ano deram uma pisada no freio dos pagamentos para os prestadores de serviços, porém já está tudo sendo regularizado. Então, que crise é essa que não sobra ovo, não sobra cerveja e nem se paralisam as grandes obras do setor privado? A BRENCO toca obras a todo vapor, os frigoríficos Sadia, Perdigão, Bertin e Independência, idem. As PCHs (pequenas centrais hidroelétricas) das parcerias público-privadas, continuam em ritmo acelerado. As montadoras de automóveis, depois da diminuição do IPI, voltaram a desovar os estoques, a construção civil, pouco foi atingida pela suposta crise e, o imperador do ferro e do cimento continua vendendo como nunca, sendo o grande amestrador de crise brasileiro, passando para a condução estatal aquele seu banquinho que se dedicava a financiar a compra do carro próprio e tinha em carteira milhões em financiamentos de automóveis – É bobinho o home né? A única e verdadeira crise existente é na agricultura, porém esta, já caminha agonizante a quase uma década de exploração e descaso com a nossa verdadeira classe produtiva, não é novidade de agora. O homem do campo continua o mesmo jeca tatu de sempre, mesmo morando nas cidades e andando em caminhonete japonesa. Esta crise fabricada é mais um golpe capitalista para desfalcar os cofres estatais e enfraquecer a atuação governamental, principalmente das economias em desenvolvimento, com ainda forte alavancagem de apego estatal. Quem está perdendo mais com esta crise são as nações que caminhavam para uma suficiência econômica e agora estão tendo que servir de bengala para o pessoal da livre iniciativa não se esborracharem no chão. Vide isso, Brasil. Além do que, em crise verdadeiramente, está o Mirassol depois que contratou todos os travestis da cidade pra recepcionar o Ronaldão e ele não apareceu. Travesti... , você sabe como é, se não pagá “mete a boca”. Com medo, seu presidente foi logo fazendo o cheque e honrando o contrato, mesmo não tendo se utilizado dos seus serviços!
Escrito por roberto.lamparina às 14h47
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JESUS, NÃO PERMITA APAGAR A LUZ
Talvez nunca tenhamos tido uma personalidade no desempenho de um importante cargo público - como é o de governador de estado - com tamanho repúdio pessoal contra si. Serra é odiado por todos os recônditos em que se manifesta o seu nome em público no estado. Quando se diz Serra, é melhor que o faça bem sussurrante para que as reações não sejam extremas. Então, como ele chegou à vitória fácil no governo de SP e é o provável candidato do consórcio demo/tucanalha a sucessão de Lula? Esta é fácil, administrando muitas prefeituras paulista, o PSDB adotou a política de amarrar os cabrestos políticos que implantou na interminável dinastia secular que administra em SP, fez de cada político da réstia menor do partido e das coligações que os apóiam, um militante poderoso, pois é o militante no poder, aquele que está com o domínio máquina municipal, usando e abusando das máquinas públicas que operam para angariarem votos para o chefe. Aqui mesmo na réstia das Brisas, a máquina pública municipal está constantemente a serviço do Zé e da sua agremiação, são parceiros incondicionais e vice-versa. Quem não se lembra daquela reuniãozinha que teve no Votuporanga Clube dias antes da eleição para presidente, onde ficou acertada a fabricação, invenção, distribuição em massa, divulgação na mídia parceira e a propagação corpo a corpo por parte dos militantes estafetas, de factóides contra Lula, durante o pleito contra o picolé de chuchu. Os militantes da cúria bem que tentaram empreender uma campanha monstruosa, tentando fazer daquele oglo metalúrgico de nove dedos, um dragão de sete cabeças que soltava fogo pelas ventas. Não foi suficiente e o intento não teve êxito, porém não foi por falta de articulação e mobilização. O PSDB implantou um sistema gerencial que transforma o político local obrigatoriamente em cabo eleitoral dos seus quadros, tendo como combustível que alimenta esta aliança, à barganha política gerada com os recursos públicos que o estado administra. Com este estando há muitos anos sob a batuta dos seus expoentes, é duradoura e vitoriosa esta aliança. O mesmo não podemos dizer para com o povo, que fica sem contrato direto com o candidato em questão, é mero subcontratado, ficando apenas com o comprometimento hipotético do político local. Resumindo, o PSDB não é compromissado com povo, somente com políticos. Talvez seja esta a razão de o governador Serra ser odiado pela população comum, porém os políticos menores da réstia o veneram e o idolatram. E não é de hoje isso, quem não se lembra da ovada cinematográfica que transformou o ex-Mário Covas (três batidas na madeira, três cuspidas de escarro empelotado e três coçadas no lado esquerdo da bolsa escrotal, repetindo sempre entre os atos bancolelêee marovaiôoo, vá de reto, hu, hu...) em um grande omelete, durante uma palestra para alunos universitários. Nem respeitaram o seu estado canceroso já em fase terminal. O Bush é mais querido, nele, só jogaram sapatos, por azar ainda, errou o alvo, sorte que o Covas não teve. Este repúdio popular é característica tradicional nos quadros tucanos, porém eles permanecem muito efetivos nas urnas por conta desta manobra gerencial. Na hora de depositar os votos nas urnas, o eleitor está no terreiro local, sob a influência e condução dos políticos locais. Não possuem uma militância popular significativa, não militam em Ongs, não têm o respaldo dos movimentos sociais e religiosos como parceria, dos sindicatos preferem distância, tendo apoio somente de algumas organizações de classe. Porém possuem o apoio incondicional da boa e velha FIESP, da FEBRABAN, do patronal do comércio, do PIG e da prefeitada. Também, com uma galera dessas... , só trabalham com aquilo que se reverte em lucros, o resto só faz confusão e converseiro mesmo, o tal do debate público que nunca dá em nada. A boa e velha ditadura política sempre obteve os bons resultados almejados, isso tudo até o dia em que a população perceber que está fazendo parte do bolo, mas não está se alimentando dele, sequer tem o direito de cobrar resultados, pois não tem nenhum compromisso assumido diretamente com o governante em exercício. Representa somente o óleo que azeita e lubrifica a máquina de produzir canalhas, cínicos e picaretas em sistema de linha de montagem. Povo que te querem povo, que jamais se tornem cidadãos e, que nunca comecem a enxergar pelo olho da verdade, só por aquele da pirâmide das treze camadas, lá no alto do olho que tudo vê!
Escrito por roberto.lamparina às 16h43
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