CORRENDO ATRÁS DA VIDA
Estou de saída para uma breve (espero) viagem até Rondônia. Gostaria de estar presente para os desmembramentos do assunto “ditabranda”, pós manifestações do MSM na porta da FSP, porém não será possível, pois minha ingrata condição de pobre de marré-de-sí me obriga a sair de casa pra ganhar o pão de cada dia. Espero que corra tudo pacificamente e denote de uma ação cívica de direitos plenos, com consciência e respeito de ambos os lados. Aos meus dois ou três leitores..., não chorem..., logo estarei de volta para continuar com os exercícios para o aperfeiçoamento das técnicas de exorcismo dos demônios nacionais, estaduais e municipais para que possamos obter o sucesso garantido no OPUS DEI. Aos cor-de-rosa, espero que na minha breve ausência, alguém lhes faça frente dinâmica e combativa para impedir a vossa ordenha interesseira nas mamas daqueles seres medonhos que possibilitam o vosso leitinho de cada dia. Parece que vejo o olhar tristonho e melancólico do meu parco e seleto grupo de iguais e a alegria retumbante dos que desejam a minha anátema perpétua. Até muito breve!!!
Escrito por roberto.lamparina às 17h08
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A FANTÁSTICA FÁBRICA DE IGNORÂNCIA
Muito mais extravagante do que Johnny Depp em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, mais fora de moda do que o carnaval do Gala Gay e extremamente multi, mega, máster, blaster poderoso como o nosso legislador-mor Renan Calheiros, a crise anacrônica provocada pelas declarações infames de um dos grandes veículos da mídia paulista e nacional, conseguiu atingir o efeito desejado. A Folha de São Paulo, neste ato, não só minimiza as ações bárbaras e covardes daqueles que pela força, oprimiram por vinte anos toda uma nação, reprimindo todo e qualquer tipo de liberdade, elegendo moldes e prioridades para nos serem impostas, como também no papel de mãe gentil assumido, permitiu-se ser madrasta cruel, torturando, barbarizando, estuprando, mutilando e matando seus filhos e filhas insurgentes, sem sequer permitir que estas mortes fossem sacramentadas e formalizadas na forma da lei, pois simplesmente desapareceram e seus corpos que, nunca foram encontrados para um digno enterro e continuam por aí em alguma vala comum. A FSP tem todo o direito de achar e até de rotular de ditabranda os “Anos de Chumbo”, porém não tem o direito de confundir liberdade de expressão com libertinagem de expressão. Estes fatos marcantes na nossa história estão devidamente analisados e demarcados, já fazendo parte do nosso contexto histórico, estando por vias de um passado próximo e recente, ainda vivos em nossa memória, não é algo que está lá longe e vêm sendo contado de diversas maneiras ao longo dos tempos, lhe sendo atribuído novas emendas. É algo que aconteceu recentemente e, muitos ainda vivem com e sob as marcas desta tragédia. A pior parte de tudo isso, é que tudo indica que este atentado ao nosso lamentável histórico de sofrimentos e perdas, vem carregado de simbolismos e intenções políticas inconfessáveis, visando já o pleito de 2010. Com a mobilização política de Lula praticamente definindo a sua escolha para concorrer pela sua fileira em 2010, a oposição, ainda indefinida, corre atrás da sua definição. Com este golpe de mídia, os debates se intensificaram como se estivéssemos às vésperas do pleito. Quem acompanha os grandes e pequenos formadores de opinião, sabem do que estou falando. Não se fala em outra coisa na mídia, senão no embate entre Dilma e Serra. Na internet então, é febre, não tem outro assunto, os blogs mais lidos estão a estampar as dezenas e até centenas de comentários a esfolar os dois lados. Catedráticos e intelectuais de fato, com o fino trato das letras e os de ocasião, que agridem a pena de Camões, lavam a roupa suja das ideologias contrárias on line. O que a FSP queria, ela conseguiu. Conseguiu fazer com que o Serra se adiante como candidato certo no consórcio oposicionista, evitando um embate com possíveis rupturas com o Aécio. O empresariado paulista e os remanescentes da velha burguesia quatrocentona paulista, são Serra desde criancinha, ninguém esconde. Ninguém esconde também as ligações íntimas do Serra com o Grupo Folha. Os objetivos foram atingidos na sua plenitude, Dilma (Dr. Hollywood) é a candidata governista e Serra (Zé pedágio) é o oposicionista do momento. A disputa já está em franco andamento desde o dia do fatídico editorial. O tempo que supostamente o consórcio oposicionista perdera com a indecisão e a teimosia do Aécio em levar a disputa para a consulta interna no partido, já foi devidamente reembolsado pela FSP. Já deram a largada e os dois combatentes já estão tomando posição na disputa. A grande mídia já não tem mais o poder de convencimento e de direcionar uma grande maioria pelas suas intenções. Então usam os recursos de mídia para mobilizar os parceiros de sempre e seus simpatizantes. Com o advento da internet, o conhecimento e as intenções são distribuídos muito rapidamente. Milhares de coisas são ditas e jogadas ao vento no decorrer de um único dia, não precisando esperar a edição do dia seguinte para obter respostas e questionamentos. Então a grande mídia joga a isca e depois os peixinhos ficam se digladiando na intenção de serem fisgados. Os peixinhos governistas da Dilma, já sabem que o adversário oposicionista a perseguirem é o Zé pedágio. Como estão supostamente na desvantagem e na retaguarda, agora correm com a intenção de comerem-lhe o rabo. A disputa está tão acirrada que a mídia nacional nem está levando em conta as barbaridades que aquele arcebispo louco e gagá do Recife está falando. O caso está tendo mais repercussão lá fora do que aqui. Dizer que o direito do aborto naquelas condições específicas, legalmente garantido é um pecado maior do que o próprio estupro..., só pode ser prova de senilidade, afinal foi o estupro e a figura do estuprador, o causador do segundo pecado. Como ele pode ser mais brando do que o segundo. Daqui a pouco o religioso vai afirmar que o estupro de um padrasto em uma criança de 9 anos nem é mais pecado, ou então um “pecadobrando”. Quem deveria ser excomungado é este arcebispo e quem mais da igreja católica que assinar debaixo desta insanidade. Eu sei que certamente alguns fanáticos dirão que este pobre “escriba de ocasião” também deveria ser excomungado, porém – Coloquem a mão na consciência, estamos no século XXI, não no XV. Roma há muito já não tem mais os poderes da Santa Inquisição aos seus serviços.
Escrito por roberto.lamparina às 04h08
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SARCÓFAGO ELEITORAL XVI

Guerra e Paz Aos que estão estranhando os panos gelados alçados sobre o assunto sub do Butantã, o tiro, até agora, ricocheteou na parede e acertou no meio dos fundilhos. Os cor-de-rosa fizeram carnaval e alardearam na busca pela ordenha certa, porém somente conseguiram expor o ex-alcaide a um vexame, que ele bem que poderia ter passado despercebido nessa. Idolatraram há ausência que muito supostamente seria sentida pela família, só pra valorizar a partida e, até agora nada. Parece que tinha cacique demais querendo a sub butantesca e estiveram todos a estraçalhar os pares para alçar algum dos seus cupinchas na vaguinha. Não há de ser nada, a qualquer momento a mídia local nos surpreenderá com a nomeação do nosso cunicultor para alguma outra barbada. O cumpade Serra e o cumpade Kassab não vão deixar o nosso ex-alcaide na mendicância a labutar na fila pelo seguro desemprego. Um político sem um cargo é igual a um garanhão eunuco. Enquanto isso, bem que o cumpade Junin também poderia arrumar uma vaguinha pra ele na coordenação política, afinal já estão lá todos os desamparados que ficaram a vagar pelas filas do desemprego nos corredores políticos municipais – Um a mais, um a menos, não fará diferença! A coisa mais terrível para um homem e, não precisa nem ser político, é acordar pela manhã e não saber ao certo aonde irá pendurar o paletó e assinar o ponto. Depois de algum tempo, a patroa começa a enxergar o seu ócio e a lhe empurrar aquelas tarefas domésticas desagradáveis – Ai môr, limpa o cocô do cachorro pra mim! Isso quando a dona encrenca não vem com aquela alegação insuportável – Já que você tá parado, bem que podia arrumar a torneira que está pingando e limpar a tela do chuveiro que tá toda entupida daquele saibro misturado com cloro dessa água da SAEV (se a tela do chuveiro fica naquela situação, imaginem os nossos rins). Mas aí quando a megera, já indignada com a sua incrível capacidade de nada fazer e viver a coçar os culhões no sofá da sala assistindo todos os dias aquelas receitas da Ana Maria Braga e, ainda depois exigindo dar sugestões para o almoço, chega logo intimando com aquele ar de superioridade de “gente que faz” – Vê se levanta cedo amanhã pra colocar o lixo na rua já que você não tá fazendo nada mesmo, aproveita e vai à padaria buscá pão! Aí é o fim do relacionamento amigável e está rompido o acordo de paz, a guerra está definitivamente deflagrada. Um homem pode fazer qualquer serviço, porém buscá pão na padaria..., definitivamente é degradante. Esta é a prova mais cabal do seu ócio. Você vai à padaria pela manhã e obterá a comprovação desta afirmação, verá lá somente mulheres e aposentados a se digladiarem pela vez de serem atendidos – Como se tivessem compromissos inadiáveis pelo resto do dia! Eu prefiro passar a noite inteira no postinho de saúde do SUS pra pegar uma guia pro Raposeiro (sorte quase igual à de ganhar na loteria), escutando as lamurias daquelas senhoras que são possuidoras de múltiplos males (têm ursa, gastitti, ostoporóis, dor nus quartu, gurdura nu figo, espinhela caída, etc...) do que ter que ir à padaria. Outro dia, obrigado pelas circunstâncias, tive que ir à padaria pra buscar um pãozinho. Para meu espanto e surpresa, eu não era o único ocioso a povoar a multidão de mulheres e aposentados, estava lá na cabeceira da fila o radiante ex-alcaide. Acho que ele, assim como eu, também já está em estado declarado de guerra. Pra ter chegado ao ponto de se submeter ao calvário de ir até à padaria pela manhã...
Escrito por roberto.lamparina às 14h33
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DALIT
Tem um “dotorzinho” na perícia do INSS que, certamente ainda encontrará alguém com “sangue nas ventas” e lhe dará o que já está merecendo há muito tempo. Isso se antes, nenhum dos seus colegas médicos não o fizer, pois ele nas suas técnicas para desmerecer e desmontar os diagnósticos expedidos pelos seus colegas, usa como arma, desqualificar profissionalmente os seus pares. De um dos mais antigos e renomados psiquiatras locais, ele afirmou durante a perícia de uma usuária do sistema, que o médico estava gagá, ultrapassado e, que a paciente deveria procurar tratamento com outro médico para poder obter novas técnicas de controle da sua doença e não ficar buscando benefícios contínuos. Além de ser um comentário eticamente infeliz, o dotorzinho que não possui especificação na área psiquiátrica, não podendo assim transmitir conhecimentos que não possui para poder justificar o corte no benefício da usuária, sugere a interrupção de um longo e eficaz tratamento, podendo influenciar negativamente na recuperação da paciente já tão abalada e desorientada com o mal que a aflige. Os médicos que fazem a perícia no INSS, certamente devem conhecer as finalidades desta perícia e, aplicar as práticas e técnicas necessárias para se julgar procedentes à extensão ou o corte dos benefícios. Não precisam comentar diagnósticos, nem tratamentos para pacientes da qual não fazem acompanhamento contínuo e nem conhecem a real extensão dos seus males. Quem cuida do acompanhamento médico e das técnicas utilizadas neste tratamento, é o médico do beneficiário, aquele que atesta e recomenda a sua incapacidade momentânea para o trabalho. O perito, somente investiga e reconhece a aptidão do mesmo para voltar ao trabalho, ou seguir em frente com a recuperação. Com a negativa do perito, o beneficiário em ainda se sentindo incapacitado para o trabalho, precisa se submeter a uma nova perícia. É com este vergonhoso emperramento burocrático, que contam para minar os direitos e a paciência do usuário, que além de estarem doentes e sentindo-se mal, ainda precisam ficar correndo pra lá e pra cá atrás de driblar todos os entraves burocráticos nas intermináveis e desumanas filas geridas pelo sistema. O sistema de seguridade social vigente encontra-se realmente em crise há muitos anos, porém esta crise advém da ação nefasta de grandes golpistas e devedores do sistema. O trabalhador usuário que sofre uma intervenção cirúrgica, um acidente de trabalho, ou qualquer outro tipo de impossibilidade de saúde e depende do benefício para continuar sobrevivendo já que não está podendo trabalhar, não deveria ser o alvo da repressão criminosa do INSS, pois estes têm os descontos relativos à contribuição devidamente debitados em Folha de Pagamento. O INSS deveria perseguir os que descontam dos funcionários e não recolhem o pagamento para o sistema, os grandes golpistas do colarinho branco, os fraudadores reunidos em quadrilhas especializadas em fraudar este desprotegido sistema. Porém esta tarefa é complexa e de desmembramentos indeterminados..., sabe-se lá aonde dará uma investigação aos grandes fraudadores, provavelmente nos corredores do poder em Brasília e numa grande pedra que se colocará no caminho das investigações. Então, na impossibilidade de se fecharem as torneiras que jorram e sangram o sistema, arrocham ao máximo o pequeno e suposto gotejamento, dando poderes ilimitados a um “ignavo fechador de torneiras”. Nesta premissa, espremem os reais necessitados do sistema e cometem as piores injustiças possíveis, dificultando ao máximo e até negando benefícios aos que realmente precisam, enquanto as torneiras continuam francamente a disposição dos ilegítimos para as práticas costumeiras. Aos senhores responsáveis pela administração do INSS local, sugiro que preparem melhor os profissionais da perícia e os orientem das suas atribuições, antes que algum se torne vítima da própria função e tenha que requerer pra si o benefício por acidente de trabalho. O povo está revoltado e a qualquer momento a boca deste dotorzinho pode aparecer acidentalmente grudada na mão de algum beneficiário insatisfeito, afinal ele não é um dalit (intocável), qualquer um pode pretender lhe aplicar as suas próprias regras (a ignorância e a falta de educação). Caso contrário, sugiro que contratem mais seguranças, ou disponibilizem para os peritos aquelas armaduras medievais para usarem como uniforme de serviço. A ignorância é o último dos recursos, porém notoriamente o mais eficaz. Os seguranças do Instituto se fazem presentes, porém até a chegada deles, muita coisa pode acontecer!
Escrito por roberto.lamparina às 22h20
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