PANELA DE PRESSÃO III
Na Balada dos Inconseqüentes Na quarta, tudo é cinza. Os “turistas” batem em retirada depois de terem deixado seus tostões em nossa economia. Um bom dinheirinho..., há que se salientar, porém – Será que vale a pena e, pra quem? Quanto vale a sua paz e o bem estar da sua família? Os balanços positivos da festa serão noticiados à exaustão pelos promotores do evento e os seus meios, porém os negativos serão minimizados e atirados no lixo das inexpressividades. As fotos nos jornais realçarão os dias de folia e alegria pagã. Os comerciantes com ação direta nos festejos, contarão os seus lucros, os indiretamente abençoados com as receitas, também – Então quem perde? Todos nós perdemos..., e muito com isto. De imediato, com o custo operacional da estrutura municipal e estadual, que estiveram à disposição dos festeiros, como: o congestionamento no atendimento médico e os custos desnecessários gerados nestes atendimentos, que se fizeram constantes devido aos excessos verificados, a mobilização total do efetivo da segurança pública, com o contingente máximo mobilizado pela polícia militar no trabalho ostensivo (lamentavelmente ordenados a agir com passividade pelas autoridades interessadas) e os desdobramentos dos casos que se darão pela Civil, podendo ainda alguns casos, possivelmente virem a congestionar ainda mais o atravancado e custoso Ministério Público. Já o balanço das perdas sociais só se dará com o passar dos anos e com a sedimentação das péssimas atitudes e influências banalizadas pelos festeiros nos festejos. A exposição da péssima conduta permitida, demonstrada pelos nossos habitantes e pelos visitantes, criará um ambiente excessivamente negativo gerado pela sensação de impunidade com que as autoridades municipais recomendaram o acolhimento destes visitantes, que andaram por aí em padarias e farmácias de biquínis e sungas, como se estivessem numa região praiana, inclusive com arruaceiros que foram ainda mais além e, desfilaram bêbados e nus pelas nossas ruas. Bloquearam ruas com automóveis e promoveram a desordem pública ligando sons excessivamente altos, além de homens e mulheres em atos e atitudes obscenas, embriagados e a distribuir palavras de baixo calão em áreas residenciais. Contudo, a péssima influência do consumo exagerado de drogas lícitas e ilícitas, será o nosso maior prejuízo, porém este, nós somente sentiremos os efeitos lá na frente. Não existe tragédia maior para uma família do que ter um membro dependente de drogas, sejam elas lícitas, ou ilícitas. O alcoolismo mata aos poucos, tornando o sofrimento das famílias vitimadas, ainda maior. Porém o pior de todos os vícios é mesmo os das drogas ilícitas. Estas provocam uma dependência cruel e degradante ao escravizado, tornando as famílias reféns comuns deste nefasto algoz. Quem não conhece os seus males, não sabe o sofrimento que uma família passa, ao ver o membro querido chegar ao fundo do poço, tendo que roubar os próprios talheres da mesa de refeição pra entregar na “boca” em troca do produto. Irmão rouba irmão, pai, mãe e quem tiver a chance. Filho bate em mãe, pai e irmãos. Mulheres se prostituem e se degradam na maior decadência que um ser humano consegue chegar. Mas se nenhuma destas conseqüências óbvias conseguirem te convencer de que nesta festa, mais perdemos do que ganhamos, ainda o tempo contará ao meu favor pra provar que estou certo e todos estes interesseiros inescrupulosos, que divulgam, possibilitam e promovem este absurdo para contentar uma minoria e expor todos nós aos seus malefícios, na hora em que as conseqüências começarem a cobrar a conta e, os descontroles indicativos acusarem esta negligência, serão os primeiros a negar a dívida. Eles só se norteiam por índices, não sabem que por de trás daqueles números, existem famílias e seres humanos, que poderiam ter sido poupados deste sofrimento. Como votuporanguense legítimo, nascido aqui nesta terra, eu poderia citar os nomes de muitas (todas) famílias que já passaram por tudo isso, que tiveram seus filhos corrompidos, se degradando e se afunilando no terrível vazio promovido pelas agruras das drogas. Nesta caminhada dolorosa, o sofrimento é mútuo, ninguém da família é poupado e o final é sempre o mesmo. Ou estão mortos, ou estão morrendo aos poucos, vivendo dos coquetéis anti-aids, que prolongam a vida da vítima infectada e o sofrimento das famílias. Com a popularização do crack, poucos são os dependentes que conseguem reverter à dependência, compondo a maioria, os índices de mortes. Os poucos que conseguem reverter esta situação, são acometidos de graves lesões cerebrais irreversíveis. Se você não quer ver esta ameaça real rondando a sua família, a hora de fazer alguma coisa é agora. A diversão e os festejos da nossa comunidade, não precisam necessariamente da ação sórdida destes ingredientes. O mal já se propaga por si só, se o estimularmos, aí então teremos uma colheita frutificada em terras férteis. A repressão a estas atitudes vergonhosas de algumas das nossas autoridades, precisa partir dos seguimentos organizados da nossa sociedade. As lideranças religiosas (padres, pastores, etc...), Câmara de Vereadores, Ministério Público, oficiais que respondem pelo comando da PM e Delegados, clubes de serviço, associações de classe, entre outros seguimentos da sociedade. Todos juntos, precisamos fazer alguma coisa para impor limites nesta orgia generalizada, caso contrário, também terão que ratificar, num futuro bem próximo, as responsabilidades negligenciadas, juntamente com estes “alguns”, que as priorizaram.
Escrito por roberto.lamparina às 03h28
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PANELA DE PRESSÃO II
Com a obrigação de noticiar os fatos aos meus três ou quatro leitores, domingo à noite também coloquei o blog na rua pra acompanhar algumas horas de um plantão carnavalesco do Pronto Socorro da Santa Casa. A mídia cor-de-rosa vai cobrir a festa no sambódromo, a orgia nos camarotes, a folia dos bastidores, reviram o luxo do carnaval. O Blog do Lamparina, marrom que é, desgraçadamente descredenciado e sem passe livre pra festa, vai revirar o lixo, cobrindo os horrores do plantão do PS. Cheguei lá pelas 23:00 e fiquei umas duas horas por ali. Se não fosse trágico, seria uma piada, digna de interpretação por parte dos melhores humoristas do país. A cada dez casos atendidos, metade era resultante de ferimentos causados por embriaguez, ou mesmo os sintomas típicos da cachaçada. Vários Canabravas se revezaram solicitando atendimento médico. Homens e mulheres buscavam a cura para um único sintoma, embriaguez. Uma grande maioria vestidos com um abada, o uniforme oficial do pingaiada. O cara gasta uma grana pra ficar bêbado, depois ao invés de curtir a viagem e o momento, vai pra porta do PS, querendo ser medicado pra abortar o vôo – Quem não agüenta balanço não pode ser marinheiro, nem astronauta, muito menos cachaceiro! O plantão estava congestionado, uma verdadeira panela de pressão. O cara chegou amparado por mais dois companheiros, todos uniformizados, os três visivelmente embriagados com aquelas canequinhas lamentáveis a tiracolo. O que estava em pior estado foi levado para a sala para ser medicado. Depois de algum tempo saiu com o algodão ainda no braço, se juntou com os dois que esperavam na portaria e procuravam informações com a atendente, de como faziam para voltar para o carnaval. A placa do veículo era de Campinas, fiz questão de sair pra fora e verificar o veículo que os três inconseqüentes dirigiam. Na próxima edição da festa, eu sugeriria ao prefeito, que fosse montado um centro de informações ao turista na frente do PS. Outro chegou completamente embriagado, também amparado por um segundo nada sóbrio. A bermuda toda suja, como se estivesse rolando na terra, trazia a tiracolo, pendurado por aquele cordãozinho verde e amarelo, uma leiteira dessas de alumínio de 2 lts. O tornozelo completamente inchado, provavelmente uma torção. Gritava com as atendentes para que fosse socorrido rapidamente, pois sentia fortes dores no pé. Fiquei pensativo então – Se bêbado desse jeito ele ainda está sentindo dor, analgésico nenhum conseguirá amenizar o seu sofrimento! Sentado no saguão da portaria, um cidadão reclamava enraivecido, que solicitou uma ambulância com urgência para prestar socorro pro seu irmão, que sofrera uma cirurgia na perna e estava sentindo fortes dores no local onde lhe fora implantado os pinos. A ambulância demorou 01h45min pra chegar até a sua residência. Em fúria, o sujeito direcionava sonoros predicados à senhora mãe do Carlão. Senti-me na obrigação de avisá-lo de que o prefeito já não era mais o Carlão, assim a correspondência estava sendo enviada para o endereço errado, o Juninho havia tomado posse em janeiro – Será que fiz bem? A dona Neyde (que DEUS a tenha) foi minha professora e, muito boa professora. Cheguei à conclusão de que mãe de prefeito sofre mais do que mãe de árbitro de futebol! Eu conversei informalmente na portaria com um motorista de ambulância, que estava prestando serviços na festa e, este me relatou que não dá nem tempo de chegar e já tem que voltar novamente trazendo outro folião, quase sempre muito ruim com mal súbito e aparentando sintomas de embriaguez. A coisa não andou nada boa em nosso PS, a demora para o atendimento era angustiante e tentei levantar a informação de quantos médicos atendiam naquele momento. Fui informado de que somente dois médicos faziam o atendimento e, ainda pude notar pelo sotaque, que um deles era boliviano. Estamos em nítida evolução, o MERCOSUL está a todo vapor, mesmo depois da crise. Piadas a parte, informações colhidas no calor dos acontecimentos me foram relatadas por uma paciente que estava na sala de atendimento clínico, onde um enfermeiro (a), não estava usando o chamado “garrote”, aquele elástico usado para extração de sangue e aplicações endovenosas. Amarrou então uma luva de borracha no braço do paciente, com a alegação de não ter disponível o tal acessório, ou desculpa para justificar a preguiça de procurar por um. Nada de errado, a luva faz o mesmo serviço, porém machucou o braço do rapaz tentando pegar a veia. Outros tantos casos e descasos aconteceram naquelas breves duas horas, imaginem vocês os transtornos que uma irresponsabilidade deste porte causam na estrutura de saúde, já tão precária como a da nossa cidade, por cinco dias e noites. Os custos financeiros da festa são passíveis de cálculos e todos nós pagamos. Os sociais, jamais saberemos o quanto está nos custando e se daremos conta de pagar no futuro. As pessoas têm o direito de se divertirem, afinal “nem só de pão vive o homem”. O efetivo policial tem a obrigação e o dever de se colocar em todas as ruas que dão acesso a festa, munidos com aparelhos de verificação do nível de álcool pra ser usado aleatoriamente nos motoristas foliões, além de solicitar a verificação do veículo na procura por possíveis drogas ilícitas e armas. Isso deveria ser prática normal e corriqueira para a segurança de todos e o bem comum. A polícia não pode fazer vista grossa, precisa deixar claro aos bandidos e foliões, daqui e de fora, que nos tornamos uma cidade festeira, porém pacata e ordeira. Este é um breve relato da publicidade negativa que ninguém quer ver. Ninguém lhes mostra estes balanços proibidos. Só nós podemos mudar esta situação e exigirmos a moralização desta anarquia. Acredito que ainda deve ter sobrado algumas pessoas de bem nesta cidade, desinteressadas completamente dos dividendos da festa e preocupadas com o bem estar da maioria dos nossos cidadãos.
Escrito por roberto.lamparina às 18h45
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PANELA DE PRESSÃO I
Eu não sou um inimigo declarado dos carnavais como o companheiro Artur de Carvalho, que se declara publicamente assim, mesmo porque já tive os meus dias de dedinho pra cima em outras épocas, mas sou obrigado a admitir, os carnavais mudaram muito nos últimos vinte anos. Nos tempos do dedinho pra cima, ficávamos inocentemente enchendo a cara de cervejas, cuba libre e aquele uisquinho paraguaio, que sempre alguém da turma conseguia passar escondido pela portaria do Assary, sem que o Duda, ou o seu Antonio notassem, quase sempre escondido dentro da calça, naquela área de difícil revista. Depois de devidamente exorcizado o lamentável e chato estado de lucidez, saíamos pelo salão a rodar com o dedinho indicador de cada uma das mãos apontando pra cima. Eu nunca fiquei sabendo ao certo o significado daquilo, mas como era hábito de todos, repetíamos aquela coreografia, quase militarmente como em uma ordem unida. Os casais de namorados, ou iam para o centro da pista para demonstrar aquela técnica do dedinho pra cima em outras versões, ou então, também rodavam ao redor do imenso salão com as mulheres na frente abrindo o caminho e, os homens segurando-as nos ombros e guardando a retaguarda da dama, mesmo assim ainda apontando os dedinhos indicadores que estavam nos ombros da dama, pra cima. Às vezes até aconteciam alguns desentendimentos por motivos mil, alguém tropeçou no pé de um valentão e ele acompanhado da sua dama, não podia deixar barato, pra mostrar a sua masculinidade aflorada, dava uns empurrões no desafeto e, logo os seguranças chegavam e conduziam os dois pra fora do salão. Se fossem sócios, recolhiam as suas carteirinhas e provavelmente receberiam uma suspensão das dependências do clube por alguns meses, ou até um ano, dependendo da gravidade do desentendimento. Se não fossem sócios e tivessem apenas pago os ingressos da entrada, eram postos pra fora e iriam para a lista dos que nem pagando, seriam bem vindos nos bailes do clube. A banda batucava firme e o zezé se descabelava com a sua cabeleira, eu mato eu mato quem roubou minha cueca..., comprei uma panela de pressão só pra ver se eu cozinho mais depressa..., roubaram o coração da minha sogra puseram um coração de jacaré... E, quando todo mundo já estava com câimbra no dedinho indicador e não mais conseguia abaixá-lo, nem querendo, os músicos também já meio pra lá de Bagdá, começavam a puxar o tá chegando à hora em ritmo de carnaval. Era o sinal de que acabara a folia, mas no outro dia tinha mais... Aí, era passar no chumbinho pra tomar a canja e, ir pra casa e se amarrar na cama pra não cair dela – Como rodava aquela cama! Naquela época, já era uma situação que não me agradava, pois o carnaval nos clubes, nem todos podiam pertencer aos quadros associativos, ou sequer podiam pagar pra freqüentar, porém tinha o de rua e, este realmente era público, pra assistir, ou mesmo brincar nos blocos e nas escolas de samba. Lamentavelmente hoje, nós presenciamos a descida dos foliões pela Avenida João G. Leite, com a canequinha amarrada na cintura, já chegando ao local da festa completamente embriagados. Meras crianças empunhando livremente pelas ruas as latinhas de cervejas nas mãos como troféus, na outra mão vai o glamuroso e famigerado cigarro aceso (porque Hollywood é o sucesso). Está tudo em pé de igualdade, meninos e meninas disputam quem bebe mais, quem beija mais e pega mais geral. Os guardiões da retórica, afirmam que os pais devem educar os seus filhos e ensinar a eles o que é certo, diminuindo assim os efeitos do inevitável errado, porém com esta massificação do absurdo banalizado e disfarçado de alegria geral – Qual discurso ordeiro e moralista de um pai surtirá os efeitos necessários em um universo de valores tão contraditórios? Hoje, a situação está muito pior, pois dentre todas as mudanças carnavalescas dos últimos anos, acabaram com o carnaval de rua e criaram este carnaval mercantilista que inventaram para estabelecer oceanos entre as pessoas, para que alguns poucos se divirtam, ganhem muito dinheiro e ainda de quebra, demonstrem o poder político que ostentam na sociedade. Esta última versão oriente médio, que impuseram ao povo para seguirem adiante com a continuidade do carnaval da elite na sua plenitude, sem que seja possível identificar claramente as práticas discriminatórias que ali estão devidamente ocultas, é simplesmente absurda e ridícula. Quem comprou e unificou todos os antigos blocos para fundir em um único e dominar a festa, ganhando muito dinheiro? De um lado temos a Faixa de Gaza, território ocupado por aqueles que não podem pagar trezentos e tantos contos, no mínimo, pra brincar um carnaval com as mesmas dimensões participativas de liberdade e econômicas que os vizinhos do lado oposto. Já no outro lado do alagadiço criadouro de aedes egypt, que tão garbosamente nomearam de Centro de Lazer do Trabalhador, temos o Estado de Israel pagão, muito mais perverso do que o original judaico, pois além dos muros aparentes, se esconde por trás daqueles tapumes, a sua real segregação. Querem mesmo é distância daqueles que não podem pagar pra estarem ali. Pobreza deve ser algo contagioso e pode contaminar o ambiente requintado e a exploração econômica ímproba que gira em torno da festa, além da exploração abusiva nos preços dos produtos vendidos no interior do evento. É justo, que tudo deva ter um preço compatível, porém até em casa de tolerância, existem certas regras e limites. Eu lamento muito por tudo isso que permitimos criar e se instalou em nossa sociedade, porém esta discriminação fere não só o direito de igualdade das pessoas brincarem um carnaval em comum, como também, esta geração está sendo estimulada a alimentar esta crescente segregação discriminatória injusta e imoral, já que a PM disponibiliza recursos e infra-estrutura pública para a festa, então deveria ser para todos, não para uma minoria que possa pagar. Eu, no máximo dou umas voltas pelo local da festa, esta galera não conhece a cor do meu dinheiro. Meu único filho, desde criancinha foi acostumado a passar os carnavais em um retiro espiritual sob a orientação de uma comunidade evangélica, onde não está sob a influência do álcool, nem das drogas e muito menos sofrendo discriminação por não ser “in”. Lá ninguém precisa fingir fins solidários e muito menos ocultar os lucrativos, quem pode pagar pra ajudar nas despesas, paga. Quem não pode, os dirigentes têm o maior prazer em fazer um esforço coletivo e custear as despesas, simplesmente com o convicto propósito de que, afastando as pessoas do carnaval, estão protegendo-as do mal, o que facilmente notamos, não deixa de ser um fato. Com a devida colaboração de um leitor amigo e ká entre nós, esse pessoal que está aí se aproveitando de tudo até a última ponta, só se criam fácil assim por aqui, porque Votuporanga possui algumas definições únicas. Que me perdoem os pudicos, mas este texto requer linguajar rodrigueano - É o único lugar do mundo onde as prostitutas se sentem à vontade pra gozar primeiro, os gigolôs sentem ciúmes das protegidas e os traficantes são viciados. Êta terrinha abençoada! Pra bom entendedor, meia palavra basta.
Escrito por roberto.lamparina às 02h28
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