SARCÓFAGO ELEITORAL XIII
...E Vai Rolar a festa A mídia cor-de-rosa gentilmente deu um time no assunto “subprefeitura do Butantã”, porém os nossos munícipes não podem ficar assim totalmente desinformados sobre os novos passos do éxxxxx... Então vamos lá – Dizem que já está tudo acertado para a partida, porém a galera que irá junto com o chefe está se queixando da demora da oficialização do convite e, estão ansiosos para a nomeação formal, para assumirem logo as suas respectivas cadeiras, depositando por lá os paletós que receberão os proventos generosos da prefeitura da Capital. Dizem que tem até empresário se afastando da sua empresa por aqui, para depositar o paletó numa cadeira no gabinete da subprefeitura, afinal, eles podem passar a semana por lá e no final, retornar para as Brisas. Lá, no cair da tarde, dá pra tomar aquele chopinho com o chefe, degustando umas porçõezinhas de frutos do mar, tipo... um filézinho de peixe com batatas gratinadas, um camarãozinho com requeijão, um bobózinho de camarão no palito, umas perninhas de siri na manteiga de búfala..., o que apetece muito bem com um chopinho zero grau exaustivamente ordenhado pelos retireiros dos barzinhos da Francisco Morato, com colarinho devida e milimetricamente adequado ao gosto do freguês – Eu quéeero!!! O deslocamento de 540 km não é mais problema depois que inventaram os aviões. Além do cartão fidelidade que lhe acumulam milhas voadas, tem sempre a possibilidade de pegar uma carona no jatinho daquele empresário daqui que tá sempre por lá, ou do deputado, que também tem a sua disposição aquele barulhento jatinho – Quem sabe não seria esta a oportunidade que estava faltando para estimular as empresas de aviação a iniciarem a operação diária de pousos e decolagens no nosso aeroporto. Poderiam iniciar com a ponte-aérea Votuporanga/São Paulo. Clientela cativa, em breve terão. Então..., nada mais podemos fazer, senão desejar um bom trabalho ao éxxxxx e sua equipe, isso se der tempo, é claro!!!
Escrito por roberto.lamparina às 16h21
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ÊPA Ê MISI FIO!
Algumas crenças africanas e caribenhas acreditam que a ingestão de bebidas alcoólicas e a inalação de ervas alucinógenas, pode ser a ponte que conduz o homem a uma liberação total do seu verdadeiro eu e, utilizam-se destes métodos para fazer esta invocação. O sujeito inebriado pelo agente invocador, é conduzido então ao êxtase, aflorando a sua real e verdadeira índole. Deposto da máscara hipócrita da lucidez, o inconsciente se liberta das amarras e revela verdadeiramente do que se constitui o seu interior. Por isso, alguns indivíduos quando estão sob efeito do álcool e drogas se tornam seres prepotentes, violentos e se julgam onipotentes. Outros amolecem e, ficam amorosos e carinhosos, contemplando calmamente o momento em plena paz. Os efeitos físicos, todos sentirão igualmente, a ressaca, a dor de cabeça e o gosto de guarda-chuvas na boca, serão características comuns aos opostos no momento seguinte ao êxtase. O espetáculo lamentável protagonizado pelo procurador do estado de Tocantins João Rosa Júnior, proporcionou o embasamento prático das teorias de algumas dessas crenças afro-caribenhas. Flagrado dirigindo embriagado em uma blitz da polícia em Palmas, o procurador do estado liberou o seu lado verdadeiro diante da câmera da PM que filmava a ação policial. O resultado foi uma lamentável exposição de tudo aquilo que tanto fazemos questão de escondermos bem lá nas profundezas do nosso interior. João Rosa Junior, do alto da sua superioridade declarada de abastado e de funcionário público estadual muito bem remunerado, tentou intimidar os policiais da blitz dando-lhes um “carteiraço” e, os submetendo as intimidações do seu poder funcional, demonstrando vergonhosamente para quê faz uso do poder que lhe é conferido pelo seu cargo. É certo que um policial militar do Tocantins, não deva ganhar muito mais do que míseros R$ 1.000,00 e que o nobre procurador declarou ganhar R$ 12.000,00, além é claro de pesar o fato de que os policiais não possuem, presumivelmente, o alto nível de instrução e preparo que o nobre procurador certamente é possuidor, porém os policiais, infelizmente naquele momento se encontravam sóbrios e, o nobre procurador embriagado. Se os dois lados estivessem nas mesmas condições (alcoolizados), provavelmente os policiais libertariam também os “eus” verdadeiros e levariam o nobre procurador para um local ermo e deserto dos arredores da bela e planejada Palmas, aplicar-no-iam uma bela e exaustiva surra, que serviria como passaporte de volta para a realidade, uma espécie de ritual para libertá-lo da possessão do álcool e do transe que ele provoca (tirar o cabocô do corpo dele). Depois de liberto, deixá-lo-iam por ali caído à própria sorte, curtindo os desprazeres da ressaca. Teria sido muito melhor para o nobre procurador. Infelizmente isto não aconteceu e, presenciamos pelas gravações feitas pelos policiais, a decadência de um indivíduo, dito intelectualmente normal, denegrir a sua formação individual, a sua classe profissional, a instituição pública a que pertence e, que honra pelo seu alto salário (atributos de uma microscópica minoria) e a própria raça humana, pois sabemos perfeitamente que muitos de nós, na situação dele, faríamos tão ou pior do que aquilo que ele fez. É próprio de alguns da raça humana, sempre que acuados, responder com uma carteira que ostente um brasão, ou outro símbolo qualquer que estabeleça poder diferenciado. A pior parte da comédia-drama foi o fato de as filmagens indicarem uma clara menção de racismo por parte do procurador e direcionado ao cabo Jeorreis Félix de Oliveira, o policial que naquele momento empunhava a câmera e, que devidamente registrou uma ocorrência contra o procurador. Com todas as provas incontestáveis, veremos no desenrolar do caso se a Justiça é mesmo cega, ou se somente são os seus servis aplicadores, os desprovidos da visão. Quando você quiser invocar o seu verdadeiro eu, é melhor se certificar de que no período de transe, não terá que dirigir um veículo, mesmo você já sabendo que pertence a classe daqueles que permanecem dóceis. Se beber não dirija, se dirigir não beba, porém se beber e for surpreendido dirigindo, tente esconder o cabocô que habita no seu interior e esconda também aquela carteira que o diferencia da maioria, você pode ficar tentado a usá-la e alguém pode estar filmando. O dia hoje não deve estar sendo nada fácil para o procurador, de ressaca, deve estar amargando o gosto do guarda-chuvas, porém deixou de ser um desconhecido rico procurador do estado do Tocantins e desfruta de considerável notoriedade nacional, que sá, internacional. O preço da fama..., nada que R$ 12.000,00 por mês, não dêem para cobrir os prejuízos materiais! Eu participo regularmente de uma galera que se encontra por aí pra tomar uns tragos e jogar um truquinho de vez em quando. O meu parceiro corriqueiro, o Bobra (figura mais conhecida do que o padre), já no seu êxtase possessivo, não consegue mais transmitir os indispensáveis sinais tão necessários num jogo de truco. Daí em diante, ele passa então a dar referências, que até então, só nós dois conhecíamos: Os reis passam a ser o home do maverick (uma alusão àquele já falecido comerciante antigo lá do baixo-meretrício). O três é o prefeito (até que é bãozinho, mas no fundo não vale muita coisa). O sete-ouro (é o home da Jóia) e assim por diante. Vou sugerir de hoje em diante, que o zap seja o procurador do Tocantins. Assim quando ele me disser – Tô com o home do maverick, o prefeito e o procurador do Tocantins, já saberei que ele ta com um rei, um três e o zap!
Escrito por roberto.lamparina às 16h53
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