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BRASIL, Sudeste, VOTUPORANGA, VILA MARIN, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Esportes, Informática e Internet
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BLOG DO ROBERTO LAMPARINA
 


INSTITUCIONALIZAÇÃO DA BURRICE - PÚBLICA E PRIVADA

 

          Eu ultimamente ando meio revoltado com a programação televisiva. Sem saber ainda ao certo se a arte imita a vida, ou vice-versa, as novelas estão fugindo muito de uma realidade possível. Imaginem só, que na realidade de um país como o nosso, onde o emprego público, principalmente num cargo de elevado prestígio como o de prefeito, que é algo almejado por todos os que rodeiam as administrações públicas, onde sabemos que alguns pleiteantes gastam verdadeiras fortunas para se elegerem em pequenas cidades, que sequer existem nos mapas. Matam, ameaçam de morte rivais e possíveis adversários, burlam a Justiça Eleitoral, coagem a população com o poder econômico que ostentam de longa data e na novela das nove, o prefeito eleito pelo povo de Triunfo, um suposto vilarejo cênico, irá abandonar as suas funções na prefeitura, por pura incompatibilidade com o cargo, nomeando um dos seus amigos para uma secretaria de onde irá governar a cidade.  Além de ir contra toda a estrutura constituída de poder, é totalmente algo inimaginável na prática - Será que este autor pensa que somos assim tão idiotas?  Quem tem coragem de largar uma "boquinha" dessas, com toda certeza, se der uma nota de cem na mão dele, além de soar o nariz nela, também certamente ele a picaria em mil pedacinhos.

          Porém, deixemos os delírios da arte de lado e entremos na dureza da vida real. O Brasil conhecidamente é o país das oportunidades, aqui os espertalhões têm todas as facilidades para se criarem e aproveitam destas possibilidades até a última ponta.

          Com a verificação da crise mundial em que o governo federal fez de tudo para transparecer confiança, afirmando que aqui só chegaria uma marolinha, o mês de novembro não deixou dúvidas de que a marolinha havia ganhado força e poderia virar um maremoto. O governo tomou as providências necessárias para assegurar ao mercado, que se preciso fosse, poderiam contar com o empenho governamental nas ações de socorro e no auxílio aos grandes impulsionadores da economia. Concedeu isenção provisória no IPI para os automóveis de 1000 c.c., abriu linhas de créditos para financiamentos de automóveis novos e usados, entre outras ações, não permitindo que a escassez de crédito se verificasse uma realidade na nossa economia.

          O mês de dezembro, então voltou a ser um mês de rotatividade econômica normal, com o mercado respondendo positivamente as medidas governamentais e se aproveitando da entrada providencial do décimo terceiro salário recebido pelos trabalhadores, que puderam ter alguns breves momentos de paz e tranqüilidade.

           Em janeiro, toda está paz está ameaçada pelo desemprego na indústria e pela ganância das grandes empresas que só visam os lucros imediatos. Sequer tiveram ainda um mês no vermelho e, já estão demitindo funcionários e fazendo pressão para que os governos financiem as suas crises. As montadoras de automóveis, essas são as piores. Enquanto acumulavam lucros astronômicos e remetiam para as suas matrizes no exterior, estava tudo certo.

          No primeiro semestre de 2008, os setores automobilístico, metalúrgico e o financeiro, foram os responsáveis por quase 50% das remessas de dinheiro enviadas para o exterior, dinheiro este que foi subtraído das nossas riquezas e configuraram a nossa sangria interna para engrossar os lucros, ou amenizar os prejuízos de bancos e outras unidades industriais de grupos multinacionais. A GM, por exemplo, obteve um aumento de 32% nas vendas no Brasil e amargou uma queda de 16,5% nos EUA.

          A crise mundial existe, o arrocho econômico é inevitável, porém os trabalhadores não podem ser penalizados com o desemprego em um setor que ainda não teve os índices influenciados pela suposta crise e muito menos depois de já receber toda sinalização de apoio e boa vontade governamental no sentido de amenizar os efeitos desta crise.

          O Presidente Lula na qualidade de líder máximo e principalmente com a própria experiência sindical no setor, tem que agir com firmeza e criar mecanismos que garantam os empregos dos brasileiros. Precisa deixar bem claro aos espertalhões, que não cederá aos apelos e pressões dos federados empresariais para abrir as burras públicas sem a garantia da contrapartida na manutenção dos empregos. Compensar prejuízos privados com o nosso dinheiro público, já nos parece um apagão de inteligência sugestionado pelos meios capitalistas vigentes, se não houver uma única contrapartida que assegure os resultados almejados, aí então vira a institucionalização nacional da burrice. Neste caso seria mais eficaz e mais justo então, que o poder estatal invista os seus (nossos) recursos na manutenção social dos desempregados, pelo menos até que os efeitos desta crise aliviem.

          Não é hora de ceder aos apelos classistas como o de rever os rigores das nossas leis trabalhistas e muito menos tentar flexibilizá-las bem no meio da partida. Outra grande ilusão pregada pelos grandes empresários é a de pressionarem os políticos e a opinião pública, com o objetivo de fazer uma reforma tributária às pressas, que neste momento só privilegiariam os que estão fazendo de tudo para tornar o monstro da crise muito mais perverso do que ele é realmente, com o objetivo de obterem vantagens. Nós temos urgência em rever todo o nosso sistema tributário e adequá-lo a uma tributação mais eficaz e justa, porém tivemos muito tempo para estas adequações e os interesses políticos não convergiram neste sentido. Neste momento, seria necessário um amplo debate e uma demanda de esforços conjuntos que a realidade partidária no poder, não dispõe de mecanismos necessários para que se implantem tais reformas. Para que a tal reforma tributária saia do campo demagógico dos políticos, seria necessário o entendimento conjunto das lideranças no sentido de se fazer um pacto político que defina as nossas prioridades na reforma, sem que haja perdas significativas nas arrecadações e originando um modelo tributário mais justo para aliviar a classe produtiva. Matéria impossível de consenso com tantos interesses em jogo e em meio a um turbilhão de instabilidades deixadas pelo furacão especulativo que devorou as receitas dos grandes capitalistas mundiais. Agora evidentemente, querem nossa voluntária ajuda para tapar os buracos com os nossos imprestáveis cadáveres terceiromundista. Se permitirmos, eles nos usarão como entulho para nivelarem os terreiros deles.

          É chegada à hora das centrais sindicais, que tanto se fortaleceram nos últimos anos com os recursos advindos do pagamento obrigatório daquilo que um dia foi à contribuição sindical, fazerem a sua parte e, parar de fazer comícios para enaltecer e inventar lideranças sindicais, se dedicando verdadeiramente à defesa dos trabalhadores, colocando os caminhões de som na porta das fábricas e exigir verdadeiramente os direitos dos trabalhadores como os seus legítimos representantes.

         



Escrito por roberto.lamparina às 23h21
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NOVIDADE NA PRAÇA...

 

          Eu fui obrigado a paralisar a construção da obra da minha vida. Não é uma casa nova e bonita, nem um prédio que possa trazer a segurança e o conforto que todos nós almejamos. É um romance que presumo ser o que há de mais moderno e atual em literatura, obra esta que escrevo já há muitos anos, porém momentaneamente tive que paralisar esta obra, para direcionar os esforços em escrever um folhetim literário para acordar os meus pares, que estão temporariamente repousando, deitados eternamente em berços esplêndidos. Este folhetim deverá se chamar "O BEIJO DOS VAMPIROS À LUZ DE LAMPARINA" e poderá estar disponibilizado para o público, assim que eu conseguir viabilizar os meios necessários para uma edição gráfica.

          Se alguém se interessar em adquirir um piloto deste projeto, ele poderá lhe ser disponibilizado uma cópia pelo telefone (17) 9149-5149, ou pelo e-mail roberto_lamparina@hotmail.com e você receberá aí no seu endereço esta cópia, pagando a quantia de R$ 10,00 (dez reais) por ela. Estes recursos serão de vital importância para ajudar na materialização de uma edição gráfica.

          Desde já, o meu muito obrigado!

          Segue abaixo a Introdução do livro:

 

 

          Quando perdi o meu tempo, me propondo a escrever este pequeno livro, tão somente o fiz com o ideal de clarear o túnel escuro a procura pelos meus pares, não os ideológicos, mas sim os de verdadeira honestidade, lisura e moral, cujos fundamentos básicos, ficaram esquecidos na caminhada pela busca do poder a todo custo, objetivando alimentar estas necessidades que alguns homens têm de amarrar peias nos pés dos outros pra que possam exercer o domínio sobre eles. Não tendo as tais peias amarradas aos meus pés, pude me revestir de verdades, que não são absolutas, mas sim cênicas e que, bem poderiam significar alguma coisa, se não fossem teatrais demais para serem verdadeiras, mas levando em conta que a vida imita a arte e vice-versa, então tudo é possível.

          Este livrinho sem contexto histórico, é tão somente uma ficção, não se preocupando em estabelecer nem marcar claramente períodos de tempo e de espaço, de realidade ou de fantasia, de conceitos ideológicos certos, errados ou a falta deles. É apenas um conto que acontece, aconteceu ou pode estar acontecendo aí mesmo debaixo dos olhos do leitor, sem que ninguém se aperceba, ou se percebem, não se interessam em modificar o seu contexto, pois compartilham das mesmas idéias, convicções e interesses comuns.

          Seguir uma caminhada salutar entremeando as virtudes e os delírios das ideologias foram as reais intenções, não somente para nos preservar das suas convicções absolutas, como para não se dar por vencido diante da sua finitude. Afinal, quem é mais populista, aquele político de intenções espúrias que joga com as necessidades do povo vendendo os seus interesses aos grupos oligárquicos, ou aquele que se diz posicionar contrariamente a isso, mas usa o poder conferido pelo povo para conspirar contra os seus interesses e ainda se perpetuar no poder. Simplesmente os vejo como o produto acabado da mesma máquina de forjar picaretas, podendo os dois tipos, por ventura estarem nas graças do povo desinformado.

          Brincar com uma dura realidade, talvez seja a única forma de torná-la menos imoral, menos perversa e odiosa. Transpor os alicerces do certo e do errado, podendo caminhar dos dois lados, é obvio e prático, difícil é ratificar as ações do errado como se fosse o mais fiel retrato da perfeição.

          Desmistificar velhos dogmas nas relações de poder, é tão somente afirmar e militar ao lado daqueles que acreditam que não existem os "meio honestos", ou são honestos, com todos os valores de caráter, ou não são. Reafirmar velhas práticas administrativas como a do "rouba, mas faz", é tão somente entender e deixar bem claro a todos, que o roubar advém do fazer. Quem não faz, não tem sequer dispositivos disponíveis, nem os meios necessários para roubar. O que é certo mesmo, é que só rouba quem faz. Quem não faz, não tem onde roubar, não se pode meter a mão no caixa e sair contando o dinheiro público, colocá-lo no bolso e pensar que ninguém dará pela falta dele. Os mecanismos de vigilância existem, eles só precisam ser manipulados e, é na ação de "fazer", que os desonestos administradores públicos, conseguem manipular estes mecanismos.

          Não me preocupei basicamente com o número de páginas e sim, com a compreensão e a interpretação do vasto conteúdo esclarecedor que verão em algumas poucas. Poderia ter estendido o assunto em mil páginas, os estoques de matérias-primas existem com sobras, porém as conclusões finais teriam que ser as mesmas.           O entendimento do título só se dará pela leitura da última página, somente nas últimas linhas, é que estarão escondidas às verdadeiras intenções do título.

          O meu livrinho não se preocupou com regras lingüísticas, técnicas de escrita, ou criatividade admirável em nomear personagens, pois todos sabemos quem são, de onde eles vêm e o que querem, simplesmente narrei um conto que pode ser verdadeiro, ou não. Real ou fictício? Eis a questão, vocês decidem!

          Uma boa leitura...

 



Escrito por roberto.lamparina às 14h27
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SE MEU MUNDO CAIU...

 

          Normalmente os novos anos não iniciam com aquela euforia com que sempre terminam os velhos e o de 2009 em especial, promete piora acentuada nesta característica de desaceleração. A ressaca do velho ano não colaborou para a entrada no próximo em condições, digamos em conformidade hepática saudável.

          O ano se inicia com uma guerra histórica em andamento entre israelenses e palestinos e, mais uma vez com os dirigentes da maior nação do mundo protegendo um dos lados, ao invés de tentarem apagar a fogueira que arde entre as fronteiras.

          Em uma guerra não existe um lado certo e muito menos vencedores, todos estão completamente errados e são perdedores em potencial, principalmente quando esta guerra não é dirigida diretamente para um confronto militar entre dois exércitos. O poder de fogo de um dos mais bem treinados e aparelhados exércitos do planeta, marchando contra uma facção de rebeldes islâmicos do Hamas, que se misturam e se escondem na invisibilidade de civis, ficando a população em geral exposta e desprotegida no campo de batalha urbano, ao escárnio de uma guerra involuntária, onde só têm a certeza da morte, não podendo fazer outra coisa, senão rezarem e enterrarem os seus mortos, em meio aos inevitáveis sentimentos de vingança que certamente virão. Este sentimento de vingança tem sido o combustível para que perpetue esta guerra absurda e interminável.

          No mais, a desaceleração proveniente da entrada no novo ano, segue normal e costumeira, agravada apenas pelo cenário da "depressão financeira" ocorrida no finado 2008. O mundo capitalista demorou um pouco pra mostrar o seu lado podre, mais caiu.

          Os governos sabem que precisam incentivar as suas economias para salvar as empresas, disponibilizando os meios necessários para um consumo acentuado. Os nossos governantes em especial, não temem mais que este consumismo desregrado destrua as nossas conquistas de estabilidade financeira conseguida a duras penas, porque existe uma temeridade muito maior. Sem consumo não existe produção, não existe emprego e não existe governo, então, para que esta corrente não se rompa e o anarquismo não se instale, o consumismo desenfreado está permitido, mesmo que este consumismo escravize a população, que é quem paga e sempre, por todas as crises em tudo quanto é setor. Mas cadê os recursos que estão saindo dos cofres do governo e não estão chegando até as nossas mãos? Como sempre, estão indo parar nas mãos de alguns poucos. Com uma peneira de malha bem fininha, estão segurando os recursos na sua malha, permitindo escoar apenas as migalhas para a população. Com estes métodos de sempre, insistem em deixar o monstro da crise muito mais perverso do que já é.

          Esta nossa geração atual, com poucos remanescentes que testemunharam à última grande depressão financeira e a última grande guerra mundial, não têm muitas experiências em crises mundiais profundas, não sabem diferenciar que uma é o oposto da outra. Na depressão financeira, as pessoas precisam consumir para alavancar a produção e girar a roda financeira, enquanto que na economia de guerra, as pessoas precisam consumir o essencial, somente o necessário para a sua subsistência, pois naquele momento não encontram disponíveis os insumos necessários à sobrevivência. Com os esforços de guerra, toda a infra-estrutura da produção está paralisada, destruída ou direcionada para estes esforços.

          Nós estamos em um período de crise financeira, se o dinheiro não chegar verdadeiramente onde deve para alavancar o consumo, entraremos em uma economia de guerra, mesmo estando em tempos de aparente paz.           Então, os tempos não estão para brincadeiras, que disponibilizem logo o crédito e abram alas, que eu quero comprar. Eu pessoalmente não, pois as minhas convicções ideológicas não me permitem este vício, porém têm muita gente comichando as mãos, só de pensar na possibilidade de se abaixar os juros e aumentar as possibilidades de crédito.

          O tempo é de seriedade, brincadeiras só no universo televisivo. A última, é que se você quiser acabar com uma festa, é só chamar a Flora da novela das nove pra cantar "Beijinho Doce", se sobrar algum sobrevivente,  a seguir você convoca a Maysa pra cantar "Meu Mundo Caiu", se ainda sobrasse algum teimoso, ela certamente o mataria com aquele bafo de whisky e de cigarro. Dizem que, se a Maysa tivesse sobrevivido as loucuras do seu tempo e alcançado os tempos atuais de tolerância quase zero no teor alcoólico com a "lei seca" ao volante, iria viver muito mais que a Dercy. Também, conservada em tanto álcool, talvez vivesse eternamente, só iria ficar com a aparência igual de uma cobra de laboratório.

          Os tempos atuais de depressão financeira sugerem a depressão pessoal a que Maysa se encontrava quando compôs "Meu Mundo Caiu", a receita para se recompor, por suposto seria a mesma - Se meu mundo caiu / Eu que aprenda a levantar.

 

           



Escrito por roberto.lamparina às 13h46
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