HERRAR É UMANO
Pelo testemunho nos deixado nas Sagradas Escrituras, sabemos que o homem já foi mais forte e teve uma longevidade maior do que nos dias atuais, supostamente deve ter sido mais inteligente também. Pela própria necessidade de “crescer e se multiplicar”, a raça humana foi se definhando e entrando nesta nossa frágil e decadente forma atual.
Temos uma expectativa de vida atual de aproximadamente sessenta e poucos anos em nosso país, já esteve pior, melhorou um pouco com os últimos avanços da ciência.
Talvez o homem não perceba as mudanças no exato momento que elas acontecem e, somente depois, com o passar dos anos é que estas mudanças passarão por diferentes conceitos e avaliações, se tornando notórias e pertencentes ao nosso histórico humano.
Estas mudanças em todos os âmbitos, fizeram com que o nosso histórico aqui no Planeta Terra seja reconhecidamente denodado. O homem vai adiante e volta pra trás, morreu e nasceu várias vezes com os seus costumes, sua organização social e administrativa se diferenciando a cada ciclo na sua história. Quando se viu incapaz de se auto-regulamentar, criou barreiras para conter o seu ímpeto procriador. Habilmente freou o enfraquecimento da raça a certa altura da sua existência, baseando-se na pecaminosa relação consangüínea. Aquilo que era normal e necessário, já não era mais, virou prática repudiada e pecaminosa.
E nós, somos os herdeiros deste homem que se adapta a tudo e, inventa e reinventa aquilo que garantirá a preservação da sua espécie para um próximo ciclo.
O que será que nos aguarda no futuro? Nem sempre o futuro será a garantia de evolução. A história do homem mostra os seus avanços e os seus regressos inevitáveis. Quando ele chegar a determinado estado avançado, a necessidade o fará regressar novamente para um inconsciente estágio primário que, é o que garantirá a sobrevivência da sua espécie.
O homem atual vive a plenitude do saber. Socialmente, tenta conviver com as diferenças que sempre o conduziram a comportamentos e atitudes discriminatórias, vide a eleição de um negro para a maior das Nações. Em maioria, reconhece a existência das diferentes preferências sexuais que sempre povoaram a existência humana, porém devidamente encobertas pelo manto execrável do profano e, tenta regulamentar estas diferentes escolhas protegendo-as com ordenamentos jurídicos. Então, o que está nos faltando para realmente evoluirmos definitivamente para um outro ciclo mais humano e justo?
Talvez a resposta mais simples fosse entendermos que somos irmãos também nas fragilidades humanas e sendo assim, estamos todos acometidos pelos males que assolam o planeta sem distinção e, direto ou indiretamente, sofreremos as conseqüências pelas prioridades erradas.
Fizemos e acontecemos, desmatamos, construímos e pavimentamos o mundo, construímos muros e muralhas para nos protegermos de nós mesmos. Destruímos estes muros na hora em que não mais serviu aos propósitos estabelecidos pelos que fizeram deles barreiras protetoras para todos os da sua espécie, pretensos portadores de toda a perfeição humana.
Fomos ao espaço e investimos uma boa parte dos recursos que angariamos destruindo o Planeta para nos localizarmos no universo, porém nos países mais pobres e em desenvolvimento do globo, a população ainda morre por doenças ditas da pobreza como tuberculose, tifo, varíola e a famigerada fome, aquela inacreditável condição de não se ter o que comer em um planeta capaz de produzir de tudo em quantidade suficiente para todos.
Para o futuro as previsões são ainda mais sombrias, além destas enfermidades que não conseguimos deter, virão outras advindas da falta de água potável que já é uma previsão unânime para o nosso futuro bem próximo. Isto tudo sem entrar no mérito das mazelas que serão causadas pelo efeito estufa que, ainda existem contestações dos seus reais efeitos devastadores por parte da comunidade científica, porém a contaminação dos mananciais não é suposição, é um fato já verificado e que poderíamos ter evitado ou estar fazendo alguma coisa para reverter esta situação. No entanto, só nos lembraremos disso no dia em que abrirmos as torneiras em nossas casas e, a água não cair incolor, inodora e insípida, ou sequer cair.
Como disse Frederico García Lorca, “a Terra é o provável paraíso perdido”. Que todos nós também possamos fazer esta descoberta antes de destruirmos todo o resto!
Escrito por roberto.lamparina às 15h10
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