Eu e DEUS, ELE e eu
Eu detesto me envolver em debates que resultem em defesa das teorias religiosas e me fazer conhecedor deste tema. O meu conhecimento é prático, não tenho entendimento teórico nenhum.
Como diria o velho ditado, “política, religião e futebol, não se discute”, cada um tem uma preferência. Procurei então desenvolver a minha espiritualidade alheia a conceitos impostos por aqueles que formulam estes conceitos com a finalidade de formar seguidores incondicionais, ou daqueles que querem explicar ou minimizar os inexplicáveis.
Eu já deixei bem claro em alguns artigos passados que, hoje em dia o Estado é completamente dependente das ações das diferentes crenças religiosas para o controle e administração do caos social que há muito está instalado em nosso país. Nos lugares onde o poder constituído não consegue chegar, lá estão os diferentes e diversos difusores da fé, fazendo o trabalho que deveria estar sendo feito pelo Estado. O preço, nós estamos pagando sem perceber, com a disseminação desta legião de mercadores da fé que, se criaram a partir desta nossa incapacidade de oferecer soluções práticas e reais para os problemas da matéria e não do espírito do cidadão. Isto infelizmente é um fato, não teoria.
Que argumentos um líder religioso poderia usar para tentar controlar o ímpeto e a ira de um pai de família que vive ilhado pela pobreza extrema em uma favela carioca, sem emprego formal, vendo os filhos quase analfabetos como ele e, sendo recrutados pelo tráfico de drogas? A filha cedendo aos apelos do consumismo difundido pelo capitalismo moderno e, se prostituindo para satisfazer a sua necessidade consumista que a falta de uma distribuição digna de recursos e de renda, lhe está negando.
A única forma de tentar fugir desta dura realidade é criar um universo alternativo. Este universo alternativo chama-se “vida eterna”, onde nada destes problemas atuais desta dura realidade serão possíveis naquele plano. O crescimento espiritual exigido para se chegar até a esta dimensão alternativa é o que está conseguindo colocar ordem nesta zona. Em time que está ganhando não se mexe, então deixam tudo como está!
Não sei se alguém notou, mas neste pequeno trecho, estão dispostos conceitos de política, religião e futebol que, querendo ou não, estão sempre entrelaçados e fazendo parte de um mesmo contexto.
Eu só abordei o tema, porque abri o jornal um dia desses e, na mesma página estavam dois artigos abordando o mesmo tema e no mesmo dia. O primeiro compunha a visão de um fanático defensor do cristianismo na versão catolicista e em seguida, vinha o segundo, céptico, racional, incrédulo, baseando-se apenas nos conhecimentos adquiridos em leituras dos vultos do agnosticismo (ateus ou não), ao longo da história da humanidade. Fiquei ali pensando se o editor talvez não tivesse feito aquilo de propósito, para confundir ainda mais a cabeça do leitor que ainda não possui sedimentado os seus alicerces espirituais.
Eu não estou julgando nenhum dos dois lados, só estou tentando oferecer um terceiro, através das minhas experiências próprias, sem teorias e muito menos fanatismos.
Só de olhar para a perfeição do universo, já sabemos que tudo isso não é obra do acaso, porém de vez em quando as imperfeições que a nossa estadia irracional causa nesta maravilha de criação, desencanta esta nossa visão perfeita do mundo e desencadeia certa incredibilidade.
Eu sempre admirei e enxerguei esta maravilha a minha volta, porém meu primeiro contato direto com DEUS, só veio quando eu tinha vinte e poucos anos. Eu trabalhava como tratorista e estava ensinando um rapaz a operar com um implemento agrícola conhecido como arado. O rapaz operava a máquina e eu lhe passava as coordenadas sentado no pára-lamas do trator. Subitamente uma arrancada brusca do operador e eu fui deixado pra traz, caindo pra debaixo do implemento em serviço. Por segundos eu gritei desesperadamente de cabeça pra baixo com a barra da calça enroscada na chaveta que travava o implemento ao trator, porém em vão, pois o trator já estava em alta rotação e não dava para o operador ouvir os meus gritos. Sem conseguir me levantar, parar o trator seria a minha única chance. O terraceador que controla a profundidade do implemento fica do lado direito do operador e, ele opera só com a atenção daquele lado, como eu estava sentado do lado esquerdo dele, não notou a minha queda. Naquela situação, de cabeça pra baixo, com a perna enroscada em uma chaveta e tentando me desviar da lâmina cortante do primeiro dos quatro discos do arado, além da terra que era cortada pelo arado e jogada na minha cara. Naqueles segundos eu conheci DEUS na presença física e, a minha alma se alegrou com a garantia dele de que, não seria daquele jeito e nem naquele dia. Sem motivos aparentes, o operador parou a máquina e notou a minha ausência, olhou pra baixo e eu estava lá, sem nenhum arranhão, todo sujo de terra, porém vivo. Depois eu perguntei para o operador o que o fez parar sem motivos, já que não estava no final do risco e nem tinha nada na sua frente... Ele não soube responder, só parou pela GRAÇA de DEUS. Depois deste contato direto com Ele, eu senti a Sua presença por diversas vezes, porém nunca mais visível, somente aquela harmonia maravilhosa e aquela sensação de Graça que os que Nele crêem sentem quando estão na Sua presença.
Os Cristãos poderiam explicar esta minha experiência, como sendo uma dádiva do “Espírito Santo” invadindo a minha alma e se fazendo presente nela. Os agnósticos explicariam como sendo um fator natural em que por eu não ter sido feito vítima daquela tragédia, desenvolvi este roteiro para explicar os nossos inexplicáveis mistérios da vida.
Eu aprendi com tudo isso e, com muitas outras coisas das quais passei que, DEUS não se explica, DEUS se sente e, se segura nas mãos Dele nas horas difíceis. Alguns O abandonam na bonança, porém Ele é quem nunca nos abandona em todos os momentos, do dia em que nascemos até o dia em que morremos. Por que então morremos? Eu não tenho pressa e nem interesse em saber, já vivo no lucro há muitos anos.
Talvez eu pense assim, porque vivo pelo mundo completamente entregue as Graças de DEUS. Já sofri um acidente com proporções mortais, já fui assaltado e estive na mira de uma arma esfregando as minhas costas, com um bandido me chamando de vagabundo, entre outros lugares que eu entrei e saí, somente pelas Graças de DEUS. Não posso ignorar estes fatos e nem deixar de enaltecer Esta Maravilhosa Companhia!
Eu não sei por quantos outros caminhos Ele ainda me levará, porém sou grato por Ele ter me permitido chegar até aqui e poder exaltar o Seu nome diante de um fanático e de um agnóstico.
Escrito por roberto.lamparina às 18h24
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A CABRA AINDA CONTINUA CEGA
Desde que eu postei “Cabra-Cega”, tenho tentado convencer os que me questionaram sobre o problema CARNAVOTU. Respondi muitos questionamentos defendendo o meu posicionamento contrário a esta insanidade total das autoridades locais de não reprimirem ferozmente este evento em que, de um modo geral, muito mais perdemos do que temos a ganhar.
Em primeiro lugar, o blog é um espaço livre, sem censura e que se pode dizer e fazer qualquer questionamento. No local para os comentários do post, não existe nenhum tipo de censura na publicação, estando qualquer individuo livre pra comentar, questionar ou emitir qualquer opinião, por mais absurda que possa parecer, ela é publicada livremente, não estando condicionada a minha apreciação prévia.
Recebi muitos e-mails desde então sobre o assunto, no entanto os leitores preferiram fazer por via do meu e-mail pessoal e, não público e abertamente em comentários do blog. Uma única pessoa colocou as suas opiniões abertamente e, isso deixa bem claro que mesmo as pessoas estando cientes dos riscos gratuitos a que estão submetendo a nossa comunidade, ainda é mais prático discordar na escuridão, ou deixar este assunto de lado.
Como cidadão e pai, eu não posso deixar este assunto de lado, porque ele interfere diretamente nas nossas vidas, colocando como opção na vida dos nossos filhos, caminhos que nós não queremos e não podemos permitir que eles sigam.
Então vamos aos fatos. O CARNAVOTU é um evento particular, promovido por empresários que só visam os seus lucros, não estão nem aí se o seu filho vai sair de lá vivo, morto ou pessimamente influenciado pela banalização generalizada do uso de drogas.
Como o evento é particular, logicamente não existem meios para impedi-lo, estando o procedimento burocrático em ordem, é expedida a liberação legal para a festa, porém as autoridades competentes deveriam exigir muito mais rigor não só por parte dos organizadores, como também mobilizar e disponibilizar todo o contingente possível de policiais militares nos dias da festa para que possam agir ostensivamente, não só coibindo o abuso do álcool em motoristas nos arredores com o uso de bafômetros, como também revistar sistematicamente os foliões e os veículos para coibir o porte e o conseqüente uso de drogas que corre livre e vergonhosamente nas imediações. Ao contrário do que fez o contingente policial nas edições passadas que, assistiram a festa de longe, sem sequer fazer o seu trabalho. Ordens de quem, não sei, porém cumpriram fielmente esta determinação. A segurança interna ficou por conta dos organizadores que, logicamente também fazem vista grossa pra tudo aquilo que nós sabemos que acontece lá. Despreparados, sem qualificação, os seguranças são meros foliões que gostariam de estar ali brincando também, porém por motivos diversos, estão trabalhando, imbuídos de uma ocupação onde mais colocam as pessoas em risco, do que as protegem.
É lógico que a movimentação financeira proveniente do evento é importante na economia local. Mais lógico ainda é que estes organizadores tenham total apoio dos setores do comércio do município, porém jamais deveriam ter facilitadas as suas ações pela Prefeitura Municipal e muito menos pelo Poder Público que, estão assinando debaixo deste atestado de abandono, colocando em risco todas as nossas conquistas sociais e humanas ao longo de muitos anos. Somos uma comunidade pacífica, ordeira, com um povo de maioria centrado nestes princípios e, assim nossas autoridades nos tem conduzido até então. Porém parece que estão deturpando as nossas escolhas para proveito próprio de uma minoria que, estão se fazendo com estes eventos.
Uma leitora me disse que já freqüentou várias edições da festa e aposta na capacidade do folião de auto-gerir a sua folia. Eu perguntei a sua idade e, ela me disse ter 20 anos. Eu sinceramente não consigo acreditar que um jovem sob influência de bebidas alcoólicas diversas livremente disponibilizadas, além de acesso a qualquer outro tipo de drogas que possam embalar a sua alegria, tenha parâmetros para auto-gerir a sua folia e o seu ímpeto humano no auge dos seus 20 anos, mesmo já sendo uma veterana em micaretas.
Os jovens, mesmo os muito bem preparados, são inconseqüentes por natureza, são movidos pelo momento, pelo ímpeto. A experiência e o aprendizado a partir dos erros é que nos conduz a um aprimoramento e condicionamento da nossa conduta, por isso é que não podemos permitir que se façam senhores das suas escolhas.
Nós que já passamos por este amadurecimento e aprendizado, temos a obrigação de alertar para o precipício, depois se quiser pular, aí já é o tal do livre arbítrio.
Ninguém consegue me influenciar a beber se eu não estiver a fim, muito menos fumar maconha ou cheirar cocaína. Ao longo da minha vida eu fiz escolhas em que estas coisas não faziam parte dos meus anseios, porém a maioria dos jovens que vão estar lá no CARNAVOTU, ainda não fizeram as suas escolhas, suas vidas estão em aberto, podendo estes atos citados passar a fazer parte do leque de opções.
Eu não estou generalizando, é lógico que muitos estarão lá com um comportamento exemplar, brincando a micareta civilizadamente (se é que dá pra enquadrar neste conceito), o problema está naqueles que não conseguem assimilar esta conduta grupal ordeira e, estão lá justamente para quebrar todas as regras e burlar todos os conceitos sem ter nada e, nem ninguém capacitado para impedi-los.
Eu não me preocupo com aqueles “senhores foliões” das antigas que, estão divulgando o evento como se fosse uma das maravilhas do mundo, afinal eles são senhores já vividos, porém devem estar beirando a senilidade, até acreditam piamente que, num passe de mágica, nos transformamos na capital da educação. Também não me preocupo com aquele pessoal que estará lá no camarote das autoridades, pois aqueles podem beber, cheirar e até comer se assim desejarem, o problema é o “bobinho” que pagou o que não tinha pra estar lá, já bebeu muito mais do que deveria e, tem um sujeito pulando em transe do seu lado, super animado, desinibido, bem relacionado, fluente com as meninas e que está inalando com um canudinho, um pó branco espalhado em carreiras na capa de um CD do Chiclete com Banana. O bobinho pode pensar que o combustível para toda aquela alegria energética seja aquele pó branco e, também queira dar um “tirinho” naquele inofensivo pozinho branco, quem sabe até depois, consiga ter a animação e o pique do colega ao lado, ou do Bell!
Ps; Eu passei quinta-feira em frente ao ponto onde estavam sendo distribuídos os tarecos que darão acesso à festa e, vergonhosamente presenciei uma enorme fila de gente que aguardava a vez pra pegar o seu valioso prêmio (um abadá, uma pulseira pra cheirar loló e um canudinho de caneta...???). Pais com seus filhos inclusive, foi inevitável lembrar de Roberto Benigni em a Vida é Bela, a diferença é que lá, os pais eram conduzidos junto com seus filhos para a morte nos campos de concentração Nazista debaixo da mira de fuzis e metralhadoras. Aqui, estão indo de livre e espontânea vontade, até pagando para tal!
Enquanto existirem os rufiões, os garanhões só “trepam” pra fazer a cobertura!
Escrito por roberto.lamparina às 12h21
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CABRA-CEGA
E agora, o que faremos neste restinho de ano que está por vir? O Obama já ganhou a América e o mundo, o Massa perdeu, os prefeitos já estão eleitos e tramando as alianças pra elegerem os seus favoritos para o Planalto em 2010, o Tricolor como sempre, chegando na reta final do brasileirão e possivelmente será novamente campeão!
Se ninguém jogar ninguém pela janela de um prédio, ou ninguém seqüestrar ninguém e aprisionar por cinco dias – O que faremos para agüentar o marasmo agonizante de 2008?
O próximo ano promete ser mais quente, teremos uma crise mundial em andamento, um ano efervescente com o despontar dos candidatos que disputarão uma vaga temporária em Brasília e, toda aquela sujeira que emana deste período que ocasionalmente é deixada propositalmente para ser espalhada pelas pás dos ventiladores da política – Quem não tem pecados, que atire a primeira pedra.
Aqui nas Brisas, meio que com elas ausente, estamos reféns daquele calor insuportável demarcando os perímetros do inferno, aí então o CARNAVOTU promete. É incrível como se pode numa única tacada, contentar todos os seguimentos da sociedade de uma só vez.
No primeiro escalão social, os comerciantes estabelecidos e formais estão todos excitados (dá pra notar no semblante, todo o contentamento). Também pudera, com uma crise dessas, mais uma tocaia agendada pra meter a mão no bolso do povo e, com muita gente de fora, não tem esse negócio de assinar notinha pra pagar depois não, é tudo na “pórva”, ou naquele cartãozinho que garante o crédito. Os políticos..., bom pra estes agora é só festa, já pincelaram a retaguarda do eleitor, porém é bom chinchar na venta pra vender os votos para os grandões lá de Brasília. Para o povão que pode pagar R$ 240,00 no mínimo (corra que está acabando); pra ver uma “pelegada” pulando e entrando em transe, o que sinceramente é de gosto bastante duvidoso; é só festa.
Depois então, começa a alegria do segundo escalão social. Primeiro, dos comerciantes informais que farão à venda dos seus produtos nos arredores da festa e, vendem de tudo, comidas, bebidas, entre outras coisas. Eu estou pensando em inovar, adaptar um carrinho velho que eu tenho e, estacioná-lo nos arredores vendendo artigos de sexshop, preservativos, lubrificantes e outras ferramentas que terei que ler o manual de instruções pra poder fazer uma venda, pois de olhar, não consigo objetivar o seu uso. Em segundo lugar, se materializam as necessidades daqueles que estão desempregados e podem descolar um bico de segurança, de garçom, etc., inclusive policiais que estejam fora da escala. Em terceiro lugar, aquele pessoal que disponibiliza lugares pra estacionar os veículos nas proximidades da festa com segurança total.
Por fim, vem o terceiro escalão. A sua composição é meio hipócrita, haja visto que os do primeiro escalão (os donos da festa), insistem em fingir que ele não faz parte da festa deles, porém sem ele, a festa seria muito chata para muitos membros do primeiro escalão e os músicos que, não podem ficar por aí andando com o “bagulho em cima”, então compram no local, muitas vezes garantem o privilégio estabelecendo-o no contrato. Hipocrisias a parte, o “boqueiro”, é o personagem principal desta festa, ele garante a alegria absoluta com maconha para os menos favorecidos, metilenodioximetanfetamina (popular êxtase) para os que só querem se animar um pouquinho e a boa e velha cocaína, sempre eficaz e, que acelera a alegria da maioria, além de combustível para as bandas. Pode esparramar as carreiras que o povo do nariz sem pêlo está chegando!
Tudo isso misturado com as drogas lícitas, chama-se CARNAVOTU e, é a síntese e o sonho anual de uma população que economiza seus tostões para comprar um abadá e alavancar esta festa, tornando-a cada vez mais brilhante e popular, elevando nas alturas o nome da nossa grandiosa cidade e da nossa altiva população.
Eu tenho um filho, até agora eu tenho conseguido mantê-lo muito longe da Ângelo Bimbato, porém muitos pais da nossa cidade não conseguem, pois é a aspiração máxima almejada e esperada pelos que lá materializam os seus sonhos e conceitos de uma juventude normal que precisa de diversão. Eu não sei até quando conseguirei segurá-lo, porém no momento, o que me resta é rezar pelos que não conseguiram ser detidos pelos seus.
Eu fui jovem nesta cidade e naqueles tempos, tinha uns caras muito loucos. Tinha uns que empinavam umas motos ao redor da Praça São Bento e a multidão se aglutinava pra assistir estas manobras, mas se eles caíssem, eram somente eles quem sairiam machucados, ou um curioso que não soubesse ou não tivesse noção de uma distância segura. Os velhos da época, quando viam aqueles artistas da motocicleta com uma roda no ar, resmungavam – Esse aí ta maconhado. Alguns deles morreram, outros carregarão as marcas pro resto da vida pela juventude transviada e radicalidade.
As pessoas comprometidas com a população naquela época, preocupadas em garantir a integridade dos que davam o show e da platéia que assistia, mudaram o trânsito da Praça, colocaram a polícia pra agir ostensivamente e impedir os abusos e, o que sobrou daquela geração de loucos, envelheceu sem produzir discípulos. Outro dia eu encontrei um daqueles loucos que viviam numa roda só pelas ruas e, pude constatar que ele se tornou um pacato senhor, tem um sitinho aqui nas redondezas e umas vaquinhas de leite, planta uma lavourazinha e tudo. Revelou-me que ainda de vez em quando vai lá ao boqueiro que o servia nos seus tempos de insana loucura e compra uma “coisinha”, enrola o seu baseado, fuma olhando para as suas terrinhas e vaquinhas, contemplando a vida. Ele conseguiu, mesmo dentro da loucura da sua geração envelhecer e, olha que aquela loucura de antes não chega nem aos pés dos insanos que estamos fabricando hoje.
Então, só me resta perguntar para as autoridades e para os integrantes do primeiro escalão – Senhores, o que vocês estão fazendo para delimitar a distância segura entre as pessoas de bem e o CARNAVOTU?
Se não existe uma distância segura, vocês deveriam acabar com esta insanidade, assim como fizeram com os malucos radicais da São Bento, pois acabar com o terceiro escalão e com os produtos que eles comercializam, vocês não conseguem, então deveriam aumentar a distância entre os mercados e, não permitir que fiquem assim tão próximos dos nossos jovens, infelizmente mesmo diante de tanta informação, ainda reféns dos seus apelos.
Eu sobrevivi aos malucos do meu tempo porque encontrei uma distância segura para assistir a loucura deles. Agora não existem mais distâncias seguras, tudo está muito próximo e, um “trem” desgovernado ameaça adentrar as nossas casas e atropelar aquilo que nos é mais caro. Se você consegue ficar aí parado e esperando a hora...
Ps; O engraçado em tudo isso é que para algumas coisas, nos querem provincianos e enterrados no atraso e para outras, nos fazem modernos e antenados nas últimas tendências metropolitanas. Pura obra dos que ganham muito com tudo isso!
Se sufocarmos a nossa juventude com esporte arte e cultura, talvez possa não sobrar espaço para os CARNAVOTU’s da vida. Você pode até usar aquela máxima de que a educação e o conhecimento sobre todos os malefícios das drogas estão em todos os lugares e, só entra quem quer. Aí então lembre-se de que o caminho do bem é solitário, árduo, desconhecido e sem sinalização que aponte o caminho, enquanto que o do mal é fácil, fluente e todos te indicam o caminho a seguir pra se chegar lá!
Escrito por roberto.lamparina às 12h11
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