ZECA PIMENTEIRA
Definitivamente eu cheguei à conclusão de que o Galvão é um “Zeca Pimenteira”. Todas as narrações em que ele está presente, o(s) representante(s) do Brasil inexplicavelmente perdem. É fato lamentável e facilmente verificado nos Jogos Olímpicos, se o Galvão narrar, é certeza de derrota.
Além do Ronaldinho Gorducho e do Gaúcho, a mais nova vítima do Galvão nas Olimpíadas de Pequin, foi o Giba da Seleção de Vôlei do Brasil. Foi só o Galvão começar a exaltar o nome dele com aquela eloqüência que lhe é característica e o cara foi secando igual galho de arruda na mão de pessoa que está carregada de malfeitos. Aliás, se o Comitê Olímpico tivesse observado esta barreira espiritual atravancando os caminhos das equipes brasileiras, certamente teria encomendado uma coroa de arruda para cada atleta em disputa e com certeza teria trazido pra casa muitas coroas de louro. Mas, se não foi desta vez, quem sabe na próxima, se as autoridades competentes reconhecerem esta barreira, quem sabe da próxima, nossas equipes trarão muitas glórias e ouro para o Brasil, basta um gesto simples, quando o pessoal da intendência carregar todo o equipamento atlético e os tarecos todo dos atletas, basta encher os containeres de pequenos galhinhos de arruda anti-Galvão.
A coitada da Marta da Seleção Feminina de Futebol, bem que tentou quebrar esta corrente maligna e romper esta ameaça na marra, mas o olho do Galvão realmente tem muito poder na encruzilhada, sim, porque aquela bola que ela limpou da zagueira e bateu de bico a queima-roupa, não foi a goleira dos EUA quem defendeu, foi o olho ruim do Galvão quem secou aquele gol certo. Como pode uma goleira defender uma bola daquela? Nem o Nkono, aquele goleiro espetacular de Camarões que jogou três Copas do Mundo e fechava o gol como ninguém, além de sair jogando com as mãos e os pés numa perfeição nunca mais alcançada por goleiro nenhum no mundo, conseguiria defender uma bola batida daquele lugar com tanto reflexo.
Na fórmula 1, aí nem se fala, você lembra do Rubinho, aquele outro que o Galvão acabou com a carreira dele a ponto de virar piadinha em todas as emissoras nacionais e internacionais. Você liga a televisão e vê o pessoal do Pânico dando uma tartaruga de presente pro Rubinho. No Programa do Tom, aquela piadinha do engarrafamento em São Paulo por causa da chegada do Rubinho na cidade. No Casseta, esses não perdem uma oportunidade de avacalhar o pobre corredor, até faturaram uma nota preta com a versão de uma música desmoralizando o pobre.
As outras vítimas constantes do Galvão são os seus colegas de jornada esportiva, o Falcão e o Arnaldo. O Falcão até tira de letra e sai da saia-justa que o Galvão o coloca constantemente, só no sapatinho. O Arnaldo, pobre juiz aposentado, acostumado com todo mundo o xingando e a sua pobre mãe recebendo aqueles adjetivos típicos de mãe de juiz, achou que iria gozar de tranqüilidade na sua aposentadoria, arrumou emprego molezinha na Globo – Só comentar arbitragem, não precisa marcar falta, nem cartão vermelho, nem puxar pro time do coração, nem agüentar semi-analfabeto suando e falando palavrões aos berros na sua cara. Pra complicar toda esta molezinha, colocaram-no junto com o Galvão. Tem dias que eu sinto que o Arnaldo está com uma 765 carregadinha só esperando o momento para descarregá-la em público por debaixo da bancada de transmissão, bem nos culhões do Galvão.
O Casão, sobreviveu a tudo, a democracia corintiana, as perseguições da mídia nos seus tempos de centroavante rock’n’roll, aos zagueirões sedentos de sangue, aos altos e baixos que estão sujeitos os jogadores de futebol que são reféns das suas fases, porém quando se viu cercado profissionalmente e assediado constantemente pela língua do Galvão, teve uma recaída nas drogas e está passando esta fase difícil que todos nós estamos presenciando.
Na internet, o Galvão só perde pro Bush em hostilidade, todo mundo odeia o Chris, digo o Galvão. Em meio a tudo isso, uma boa notícia sobre o Galvão está sendo anunciada no submundo da internet. Dizem..., ainda envolvido em sigilo absoluto, que o Galvão assinou um pré-contrato com uma emissora Argentina para a próxima Copa e irá narrar os jogos da Seleção Portenha durante a competição. Diante desta afirmação, só podemos lamentar pelos nossos hermanos argentinos e termos uma única certeza, se não formos hexa, eles também não serão tri, o que já é algum consolo. É, eles vão descobrir o que nós já sabemos, o Galvão seca... Que vaya com Dios Galvão!
Escrito por roberto.lamparina às 18h17
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