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BRASIL, Sudeste, VOTUPORANGA, VILA MARIN, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Esportes, Informática e Internet
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Blog de roberto.lamparina
 


OFÍCIO ENVIADO AO SUPERINTENDENTE DA PRF EM BRASÍLIA

Ao Ilmo. Senhor

Superintendente da Polícia Rodoviária Federal;

 

 

          Venho por meio deste ofício, relatar os acontecimentos que estão acontecendo nas rodovias federais, mais precisamente nas áreas onde estão instaladas e em funcionamento, as balanças que efetuam as pesagens nas citadas rodovias.

          É sabido que a verificação da pesagem está a cargo do DNIT, no entanto as áreas em que as balanças estão instaladas, bem como toda a segurança no entorno, continuam sendo da responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal e, sendo assim, cabendo ao Senhor Superintendente, o apontamento público do problema para as devidas medidas visando a sua solução.

          Acontece que balanças como a que existe e está em operação após a subida da Serra de São Vicente na BR 364, não possui área de espera para que se efetue a pesagem, ficando todo o movimento intenso de veículos de grande porte do tipo Bi-Trem e Rodotrem que por lá trafegam, a esperar a vez para ocupar o espaço destinado as pesagens, no acostamento, inclusive se deslocando pelo acostamento, as vezes por mil metros ou mais. Não é necessário dizer que obrigar um veículo a se deslocar pelo acostamento, é induzir o motorista a cometer uma infração prevista pelo Código Nacional de Trânsito vigente, e no mínimo uma irresponsabilidade dos agentes do DNIT que estão colocando em risco a vida de todos os outros usuários da rodovia que não estão obrigados a entrar no recinto de pesagem.

          A situação fica ainda mais crítica nos dias de feriados prolongados, onde o fluxo de veículos de passeio aumenta e, as rodovias ficam tomadas por motoristas que não possuem a vivência na estrada e as devidas habilidades ao volante. O motorista profissional estradeiro, não dirige somente com os instintos comuns aos demais motoristas, mas também com a experiência e a percepção de quem está acostumado com os hábitos do trânsito de uma determinada região.

          O despreparo dos agentes do DNIT fará com que esta rotina fatalmente ainda se torne macabra, pois ao invés do agente se dirigir pra entrada do recinto de pesagem e, quando o fluxo estiver saturando o sistema, efetuar a liberação imediata do fluxo, eles ficam ali, segurando todo mundo como se fosse possível e estivessem preparados para verificar a pesagem de todos. Não tendo onde esperar na fila, todos estão rodando pelo acostamento, configurando a indução a infração.

          Se o motorista se recusar a trafegar pelo acostamento e passar pelo sistema de pesagem sem efetuar a mesma, o incompetente agente anota o número da placa para fazer a notificação de evasão da pesagem.

          Senhor Superintendente, não é necessário salientar a gravidade desta situação e todos os riscos que ela, desnecessariamente está oferecendo ao usuário. Quando o sistema não possui a capacidade de efetuar a verificação do peso de todos os veículos, é necessário que os caminhões sejam liberados imediatamente e desobstruam o sistema, afinal todos são inocentes até que se prove o contrário.

          Tudo neste nosso Brasil só se busca uma solução após ter feito algumas vítimas, se perdurar esta situação, muitas vítimas pagarão o preço desta incoerência.

          Três cópias deste ofício serão encaminhadas, uma para o próprio DNIT e duas para dois órgãos de imprensa distintos e de credibilidade para que se possa comprovar depois do acontecimento da fatalidade que avisados foram, só não tomaram as providências cabíveis.

          Certo de contar com a vossa colaboração e o vosso apreço;

          Votuporanga-SP, 26 de Maio de 2.008.    

 

  

ANTONIO ROBERTO MARTINS FERNANDES

Motorista profissional de caminhão com vinte anos de experiência na estrada.



Escrito por roberto.lamparina às 14h05
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VEJA A MORAL DA ESTÓRIA

 

          A novela das oito que passa as nove na Globo, sempre foi o grande ditador de modas, conceitos e opiniões que nortearam a nossa sociedade contemporânea. Quando foi necessário ditar os moldes da sociedade que queriam, eles faziam uma novela dentro dos parâmetros pretendidos e só esperavam o modismo se espalhar.

          Na atual do horário, parece que instintivamente a trama insinua certa cumplicidade entre todos os opostos seguimentos sociais e ideológicos, no sentido de revelar como moral da estória, a certeza de que este lado ou aquele, tanto faz, mais cedo ou mais tarde, o que impera mesmo, é o lado dos que verdadeiramente detêm o poder.

          O personagem Juvenal Antena, por exemplo, é uma liderança autoritária que comanda a sua comunidade pelas suas ordens sem admitir questionamentos a não ser de um ou outro mais próximo. Complementa o poder da Justiça com a sua própria, assim como faz com a segurança pública na comunidade e, administra financeiramente um caixa financeiro paralelo que mantêm todos estes serviços em operação, coisa que a administração estatal não consegue cumprir a contento.

          A personagem Branca, é uma representante da elite da novela que parece não ter nenhum pudor em ostentar a riqueza e o luxo e, dentro do seu direito democrático, ostenta uma preferência nítida pelo lado ideológico que ela representa, afinal, ser rica, loira e gostosa, como ela mesma disse em uma cena, não é pecado e sim um privilégio de poucas.

          Quando os dois se encontram, fica claro esta intenção de acomodar os dois lados dentro de um mesmo ambiente, fictício é claro, pois na vida real, pobre só vai a Copacabana pra trabalhar como pedreiro, motorista, doméstico, ou integrar gangue de arrastão na praia e rico só sobe o  morro pra fazer filmes de favelas ou integrar ONG`s que desenvolvem trabalhos voluntários dentro das comunidades, uma espécie de vale-céu que amortiza o peso na consciência e ainda poderá levar o portador direto para o Paraíso.

          Nós ficamos ali, presos pela trama e querendo adivinhar os capítulos seguintes. Alguns conseguem estabelecer um limite entre a realidade, a ficção e as manobras que a trama executa pra chegar onde pretende. Muitos ainda acreditam que tudo aquilo é só a arte imitando a vida.

          Eu entrei em uma banca de jornais e passava os olhos nas diversas revistas que davam inúmeros finais para os últimos capítulos da trama e, percebi que uma das revistas que estava próxima estava aberta. Peguei-a e vi que era uma edição já passada da revista da “direitona”. Comprá-la eu não ia, como estava aberta, comecei a folhear. Chamou-me a atenção uma matéria assinada por um dos seus articulistas onde ele afirmava que o fim da CPMF representava o fim da única forma que o Governo tinha em meter a mão no bolso dos afortunados. Oras, por que será que eles não diziam isto antes de votarem contra este imposto que eles mesmos criaram e decretaram o seu fim quando lhes conveio?

          Para eles, errado e correto é só uma expressão que pode ser manipulada de acordo com os seus interesses. A CPMF era uma covardia tributária, não porque foi à direitona que a inventou como medida emergencial para um setor que jamais se disponibilizou a totalidade dos recursos arrecadados para a finalidade primeira, mas porque não possuía mecanismos para que se obrigasse o Governo a cumprir com a finalidade para que foi criada que era o investimento na saúde pública.

          Como nas novelas deles, tentam manipular a opinião pública com velhas táticas totalitárias, misturando tudo e depois passando a versão deles como moral da estória.

          Nós, pobres alienados televisivos, geralmente só nos atemos aos recursos artísticos, porém o buraco que eles querem chegar, é mais em baixo e, é o seu buraco que eles querem ocupar indiscriminadamente, entrando e saindo quando bem quiser.

          Só mesmo a novela das nove pra me fazer ler a porcaria editorial que eles insistem em produzir em grande escala!

         

         

         

 



Escrito por roberto.lamparina às 00h13
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O MUNDO MÁGICO DE OZ

(Que não é o da Dorothy e sim da Prisão de Segurança Máxima Oswald Maximum)

 

          O trabalho de combate à extração ilegal de madeiras na região amazônica que foi iniciado pela ex-ministra Marina Silva, não pode ser somente na tentativa de frear esta devastação absurda onde os aproveitadores de um sistema frágil de regras de extração e de fiscalização dessas regras, burlavam todos os entraves e as exigências das leis de meio ambiente vigente e principalmente, contando ainda com a ajuda de funcionários do próprio órgão fiscalizador.

          No entanto, este arrocho na fiscalização empreendido pelo Ministério do Meio Ambiente, deveria já estar sendo seguido pelas medidas sócio-econômicas que vão garantir o sustento daqueles que trabalhavam na mão-de-obra desta extração ilegal e que agora estão desempregados ou a caminho de estarem.

          Esta tarefa não é das mais fáceis, porém elas já deveriam ter sido exaustivamente discutidas com as autoridades regionais e, imediatamente postas em prática. Quando se diz que não pode mais tirar o sustento de uma atividade que era a impulsionadora praticamente única de toda uma região, tem que se apontar o caminho por onde seguir. Infelizmente ainda, não é o que se vê. Puxaram o tapete dos madeireiros, porém estes não precisam rigorosamente da atividade pra viver. A grande maioria deles só permaneciam tocando ainda o negócio, pelas facilidades até então, em prosseguir com uma atividade muito lucrativa e de simples administração. Os empresários madeireiros possuem fazendas que eles compraram em estado bruto e bem baratinha e já formaram, estão valorizadas e cheias de bois pastando, possuem bens, equipamentos, máquinas que podem virar capital e se converter em outros negócios, porém os pobres peões de serrarias, estes são analfabetos ou quase, não têm profissão, pois nestas regiões, a maioria deles é oriunda da atividade garimpeira primária e manual que está praticamente morta com o baixo preço do ouro e o alto custo de extração. Outro detalhe que inadvertidamente talvez estejam esquecendo, é que uma grande maioria destes peões, residem em moradias precárias feitas de madeira no próprio pátio das serrarias e que agora com o fechamento das empresas, terão que se mudar e irão inchar ainda mais as cidades próximas e provocar uma convulsão social urbana.

          Um estudo regional das tendências econômicas que poderiam imediatamente substituir a atividade madeireira, já deveria estar em prática nestas regiões, para que a população não seja levada a este iminente colapso social.

          Ao contrário da mobilização pela nova estruturação econômica da região, o que se vê é a construção de novos presídios. Em Rondônia, Acre, Mato Grosso e Pará, o que se prolifera em grande escala é o empreendimento estatal no setor carcerário. No momento, muitos dos peões de serrarias que estão sendo dispensados, estão migrando para a mão-de-obra na construção de algumas usinas de álcool que estão em construção na região, as PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) que estão sendo construídas em regime de parceria público-privada (em RO pelo Grupo Cassol e em MT pelo Grupo A.Maggi, os dois grupos empresariais de propriedade dos dois governadores respectivamente), ou então para as obras nas penitenciárias que estão em construção por todos os estados da região. Provavelmente depois que terminarem as obras, serão eles mesmo quem possivelmente irão habitar aquele imóvel carcerário, pois chefe de família desempregado é convite certo para a desordem e a criminalidade.

          A lentidão programada para arrastar os processos de desapropriações de terras para fins de reforma agrária, esbarra em interesses diversos. O Judiciário entende na sua maioria, que não pode quebrar o direito a propriedade, então caminha a passos de jaboti e se mantêm assim, em cima do muro. No Legislativo, os interesses dos grandes latifundiários estão dispostos e, os financiadores de campanhas políticas estão muito bem representados dentro deste poder. No executivo por sua vez, o alto índice de popularidade presidencial, não obriga o mandatário supremo a implementar medidas e colocar em prática a sua retórica ideológica e, já no seu segundo mando, ainda não implementou o projeto agrário que sempre defendeu que a esta altura, com o assunto exausto e com pouca disposição em reavivá-lo, inerte permanecerá.

          A reforma agrária seria a única medida capaz de resolver dois dos grandes problemas de uma só vez. Primeiro, direcionar os órfãos da atividade madeireira sem preparo e sem instrução para qualquer outra atividade, para o campo e assenta-los para ganhar o seu sustento dignamente implementando a agricultura familiar e segundo, impedir que a famigerada agricultura em grande escala, ainda mais impulsionada pela ameaça de fome mundial e a necessidade de produzir combustíveis renováveis, entre como  ciclo de exploração natural secundária e, termine por devastar ainda mais as áreas onde a madeira de valor já foi retirada e a manutenção da área como está, a espera da reestruturação natural florestal, fica economicamente inviável. Pra quem não sabe, a agricultura mecanizada de hoje em dia, não permite que sequer um único toco seco fique no caminho das grandes máquinas computadorizadas como os modernos tratores, colheitadeiras e pulverizadores.

          Politicamente neste mando, isso será impossível e possivelmente na iminência do outro lado assumir o Poder Federal, inadmissível, pois nem ideologicamente e em teoria, este seria o caminho deles. Então, só resta mesmo, encomendar mais presídios aos grandes empreiteiros e acelerar a extração de minério de ferro das montanhas da Serra dos Carajás e empreender ainda mais através do BNDES, a extração da rocha magmática da qual se origina o cimento, pois com o ferro se produz treliças e vergalhões que irão modelar a estrutura e com o cimento, sedimentar e solidificar a moradia de brasileiros que aprisionados pelo ócio e motivados pela obrigação de dar de comer para os seus, não tiveram outra opção senão roubar e matar.

          Os empresários desses setores descritos, além do grande crescimento que já ostentam, agradecerão e, ainda com os resultados prósperos do negócio, aplicarão os dividendos na aquisição de mais terras e na concentração ainda mais da riqueza, do poder e do latifúndio, pois os empresários em questão, também são os proprietários dos grandes latifúndios que tanto atrasam o Brasil.

          Sem produzir desculpas e nem motivações, eu, particularmente só tenho um menino, feiiinho, a cara do pai, já tem quinze anos, porém se faltar alguma coisa pra ele, eu mato e morro, sem questionar qual nem quem, pois os fins justificam os meios e penso ser assim com todo mundo. Então, que preparem logo as faixas, as tesouras e as autoridades para discursar na festa inaugural, pois inquilinos bastante, já existem e, a população só tende a crescer!

 

         

         

         

 



Escrito por roberto.lamparina às 16h30
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