DE PDS A PQP, TODOS QUEREM TE... AJUDAR
(O título deveria estar em verso, porém com a censura moral, está em prosa)
Os interesses estão sempre acima da verdade ou da mentira e dependendo do que seja interessante no momento, eles podem ser legítimos ou simplesmente estar compondo um personagem que naquele momento pode render algum proveito. O povo que tem uma memória mais curta do que um maconheiro centenário, se esquece muito rapidamente do personagem anterior, o que torna a manipulação desses interesses ainda mais fácil.
Um dia já muito distante, assistindo o Programa do Jô e se não me falha a memória de careta, ainda no SBT, ele tinha como convidado o cantor Zeca Pagodinho, isso com o Zeca bem no começo da sua trajetória de sucessos. O apresentador Jô Soares no meio da entrevista e já em tom de afirmação diz que o Zeca, apesar da aparência de um pé-de-cana cachaceiro que o seu semblante transparecia, não bebia absolutamente nada, sequer um copinho de cerveja. Tudo isso foi confirmado de imediato pelo artista.
Alguns anos se passaram e novamente eu estava lá no meu mesmo sofá velho, rasgado e cheirando a cachorro molhado e o Zeca Pagodinho comigo sentado no confortável sofá do Jô. Logo no início da entrevista, o apresentador chamou o Alex e mandou abrir aquela geladinha que estava à espera do artista. Naquele momento eu ficava a me perguntar – mas ele disse um dia desses aí mesmo na televisão que não tomava bebidas alcoólicas de jeito nenhum, então como pode?
A imagem de artista responsável, sóbrio, cumpridor de compromissos e de contratos, não era mais necessária. Agora, o Zeca era famoso, assinara um contrato de publicidade com uma das grandes cervejarias do Brasil e podia tomar a sua geladinha tranquilamente aos olhos do grande público e ainda ganhando uma baba de responsa.
Assim como estas conveniências são manipuladas diante dos nossos olhos, porém poucos percebem, outras muito mais cabeludas, frequentemente nos enredam nas suas intenções pré-estabelecidas.
O PSDB, quando foi fundado em 1988 por grandes expoentes políticos como Mário Covas, Franco Montoro, José Richa, Fernando Henrique Cardoso, entre outros, justificaram a dissidência com a desculpa de que o PMDB de onde partiram, estava Arenoso demais, referiam-se a dissidentes do PDS, antiga ARENA que se acomodaram no PMDB com o fim da ditadura militar que eles sustentaram no poder por vinte anos. A máxima de que quando o barco está afundando, são os ratos os primeiros a saltar fora, é uma verdade absoluta. Os novos partidários de uma nova legenda chamada PSDB, fugiam da peste Arenosa que estes ratos fugitivos do PDS representavam.
Poucos anos depois, o PSDB já se agigantado por todo o Brasil e muito bem legitimado com grande representatividade política, assume o governo federal pelas mãos de Fernando Henrique Cardoso e justamente eu lhes pergunto - com que lado ideológico ele conseguiu compor a sua governabilidade? Os seus sócios no consórcio governista foram os herdeiros legítimos do PDS que depois virou PFL e a parte mais Arenosa possível do velho PMDB de que tanto os tucanos correram tempos atrás.
Mais como pode ser isso? É fácil, agora eles já estavam purgados pelo tempo de todos os pecados de que a existência política pecaminosa os submetera e novamente estavam a distribuir o poder máximo da Nação aos mesmos anti-heróis de antes.
Isto aconteceu não somente no âmbito político daqueles que declaradamente vivem da arte de fazer política, ou pra não dizer um palavrão, só “políticos”, como também no empresariado aliado do regime que fez fortuna vivendo das graças dos militares. Quando na impossibilidade de um regime totalitário se manter no poder se vislumbrava como uma realidade incontrolável, esses mega-empresários também “ratos” já estavam subido em palanques democráticos junto com a massa de manobra que gritava por “Diretas Já” e, estão por aí até hoje enrolados em um manto dito democrático como se dele fizessem parte verdadeiramente. A fortuna que não os incomoda de forma nenhuma veio do autoritarismo e das ações vergonhosas que aquele regime emplacou por longos vinte anos. Mas, isso é passado e o que passou, passou... Eles contam com aquela velha memória de maconheiro sênior do brasileiro e conhecem muito bem aquele samba do Bezerra da Silva que diz que malandro que é malandro, só vai na reza com terço próprio na mão, pois malandro que toma terço emprestado na reza, não reza com devoção.
Escrito por roberto.lamparina às 01h33
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GREENVILLE DA NOROESTE PAULISTA
Com a eterna dúvida em saber se é a arte que imita a vida ou o contrário, podemos de agora em diante ter a certeza de que realmente é a vida que imita a arte. Definitivamente esta condição se consolidou diante das mudanças no trânsito ocorridas em nossa cidade.
Só não sabemos quando é que serão complementadas as mudanças totais no trânsito e vai se iniciar a troca da mão de direção. Sim, pois talvez muitos não saibam, porém aqui também será instituída a mão inglesa de direção!
Na ânsia por consumir os R$ 292.000,00 para, na opinião da administração municipal, melhorar o tráfego de veículos pelas ruas da cidade, os responsáveis pelo setor de trânsito, sem ter muito no que mexer, protagonizaram um flash-back de Aguinaldo Silva em “A Indomada” e não é que os resultados foram exatamente os mesmos da ficção. Um caos e uma bagunça sem tamanho, seguido dos acidentes inevitáveis que as mudanças de uma hora para a outra causam em um trânsito que está por décadas sem alterações tão significativas. Será que ninguém pensou que seria necessária uma conscientização dos motoristas antes de iniciarem as mudanças pretendidas?
Na trama de Aguinaldo Silva, o delegado Motinha termina por ser empurrado em um grande buraco aberto pela prefeitura de Greenville e que as mudanças no trânsito e da mão de direção eram o centro do desvio das atenções populares para encobrirem as tramóias e falcatruas que o buraco aberto escondia. O delegado se deu bem, caindo naquele imenso buraco, vejam só, foi parar lá no Japão e retornou casado com uma bela oriental.
Ainda não dá pra prenunciar aqui qual é o buraco, ou quais são os buracos que pretendem esconder. Será que seriam aqueles buracos que o período das chuvas teima em abrir todos os anos e deixam as ruas com cara de alguma Br dessas que cortam o Brasil? Ou será que seria uma cortina de fumaça pra esconder o estranho novelo embolado da ETE que se desenrolou da noite pro dia inexplicavelmente? Será que a prefeitura assinou convênio com a Associação dos Martelinhos de Ouro da cidade e como o Juvenal Antena e a sua associação de moradores, ganhará uma comissãozinha sobre cada acidente causado pela bagunça no trânsito? Nós não sabemos ainda, porém logo já vai dar pra ter uma noção.
O fato é que as mudanças que precisam ser implementadas na rua central da cidade, estas, ninguém tem coragem de comprar briga com a Associação Comercial e implementá-las.
Como na fictícia Greenville, muitos acontecimentos mágicos acontecem por aqui. Será que o Aguinaldo Silva é de Votuporanga? Eu sou nascido aqui, moro a quarenta anos no mesmo endereço onde nasci na Rua Tocantins, aquela que é um dos caminhos principais de entrada da cidade e era preferencial, o que ajudava muito no disciplinar dos que vinham de fora e não conhecem o trânsito local, mas agora está com parada obrigatória decretada desde o cruzamento com a das Américas até toda a sua extensão pelo centro. A minha família é pioneira e dos que aqui primeiro chegaram e, nunca ouvi dizer que o Aguinaldo Silva é votuporanguense. Então, pois só pode ser que a vida imita a arte!
A Rua Tocantins, é um imenso circuito de rua noturno, aonde os boêmios e freqüentadores da vida noturna da cidade, vindos dos botecos da Av. João Gonçalves Leite e, já meio ou totalmente chapados na “canha”, testavam as suas habilidades ao volante naquela ex-via preferencial. Será que estes pilotos brahmeiros agora vão se lembrar lá do alto das suas espumosas, misturadas com caipiroscas de pinga, ou de vodka, tanto faz, que a Tocantins agora não é mais uma preferencial em toda a sua extensão? Que preparem os sacos mortuários!
Esperamos também que estes agentes que serão contratados para disciplinar o trânsito, como anunciou o prefeito, sejam mesmo somente para orientar o motorista e não se tornem com o passar do tempo, ferozes e implacáveis coletores para vorazmente meter a mão no bolso do povo que, já tanto sofre com a voracidade dos outros níveis de Poder que não têm a mínima pretensão de educar ninguém para as leis e as normas de trânsito, só querem mesmo é arrecadar os dividendos oriundos das infrações.
Outra pergunta que eu estou ansioso pela resposta e já que entramos no terreno da ficção... Há tempos atrás, em uma de suas últimas colaborações para o Diário de Votuporanga, o jornalista Luiz Carlos Bordoni questionou a má vontade dos políticos locais em trazer para a nossa cidade uma das unidades do CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica). Em uma conversa com o presidente Lula na Granja do Torto, Lula revelou-lhe que faltou interesse das lideranças municipais em trazer o projeto do CEFET para a cidade. Muitos meses se passaram depois desta afirmação do brilhante jornalista, porém até agora, ninguém se manifestou. Quem se cala, consente.
Com o imenso crescimento da máquina de produzir dividendos e principalmente acomodar lacaios que virou a UNIFEV, não é difícil imaginar porque faltou interesse em trazer para a cidade um centro de formação tecnológico de nível e, principalmente G R A T U I T O. Certamente, a concorrência poderia afetar o desempenho da máquina principal e sob o controle municipal, assim como outras instituições sem fins lucrativos, mas com muito poder acomodativo e de politicagem que estão sob o comando do rolo compressor municipal.
Em Greenville, o prefeito foi uma das vítimas do “seu buraco”. É bom lembrar deste final fictício, pois dia mais, dia menos, a realidade nos bate a porta!
Escrito por roberto.lamparina às 19h24
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