A MODERNA MÁQUINA DO TEMPO
Assistindo um velho vídeo no You Tube do último debate pela TV entre os candidatos Fernando Collor de Melo (antes do botox) e Luis Inácio Lula da Silva (ainda sindicalista da esquerda) na campanha de 90, me fez lembrar o quanto a política já foi mais agressiva e menos falsa e marketeira como é hoje. No debate, em nenhuma ocasião o candidato Collor se referiu ao Lula pelo seu nome e sempre usando o termo “meu oponente”. Também em momento algum houve uma trégua de cortesia entre os candidatos e a todo instante, era levantada uma polêmica e uma arapuca se armava. Por ironia geográfica, os dois nordestinos, mesmo que representando lados opostos, um o luxo e o poder e o outro a miséria e a escória social. Como manda a lei de duelos dos “cabras” nordestinos, de camisas amarradas, cada um na sua vez desferia um golpe fatal no outro. O Collor levou a melhor naquela ocasião e o Brasil e os brasileiros pagaram e pagam o preço até hoje.
Talhado pelas Organizações Globo para ser o representante do seu grupo no poder, esta não mediu esforços para transformar um político regional inexpressivo em caçador de marajás e menos de dois anos depois o diplomou Presidente da República.
O que veio a seguir você ainda deve se lembrar, confisco das aplicações financeiras, inclusive da poupança e a quebra da confiança que mesmo depois de muitos anos passados, a República ainda não conseguiu reverter o quadro e toda aquela bandalheira que se seguiu depois.
Alguns especialistas e cientistas políticos atribuem a nossa inexperiência eleitoral como fator preponderante para esta ilusão eleitoreira que os grupos interesseiros e interessados no poder exercem nas pessoas despreparadas para absorverem o conteúdo fictício das campanhas eleitorais e classificá-los de acordo com as suas características.
Hoje, com a explosão da internet e esta fazendo parte do cotidiano de uma boa parte da população, as intenções estão muito mais às claras e assim que os formadores de opinião lançam as suas intenções, todos os contrários já começam a definir as suas verdadeiras aspirações e as estratégias de combate.
Fazer política não é mais como antigamente, tudo tem que ser estudado minuciosamente e rigorosamente posto em evidência os prós e os contras.
Todas as atitudes de um político são movidas por intenções seguintes. O Presidente Lula (Juvenal Antena) não estaria por aí desfilando de mãos dadas com a ministra Dilma Roussef (sargentona Guigui), se nesta atitude não estivesse implícita alguma intenção. Muitos do outro lado, já estão a enumerar as intenções verdadeiras do Presidente. Com fôlego pra enfrentar muitos anos de boa briga política e muito bem alimentado e calcificado com os deliciosos pernis de coelho que dizem a oposição, é farto na sesta básica presidencial, todos se perguntam – qual será o próximo passo da raposa barbuda?
E aqui nos inabaláveis terreiros tupiniquins, o que será que o prefeito Carlão quis dizer dias atrás, quando afirmou que é uma vergonha a situação atual da ETE. A ETE é uma das suas promessas de campanha ainda do seu primeiro mando e, ele já está há sete anos e alguns meses no poder, então de quem é a vergonha?
Ninguém duvida de que no estágio que ela está, sairá ainda nesta administração. Perguntamos-nos então, por que será que ninguém mediou os interesses e acertou as arestas entre os verdadeiros interessados na concorrência que possuem credenciamento para a obra, o preterido pela direção da Autarquia e o resto dos participantes que, sequer estão preparados para efetuá-la e só estão ali emperrando o sistema e conturbando a situação, tentando obter alguma vantagem financeira dos verdadeiros interessados.
Esta afirmação soa mais estranha ainda, haja visto que por aqui, dizem os que mandam, não precisará ter eleições, pois o próximo prefeito já está eleito e, o seguinte também, então não seria preciso postergar a obra pra ser concluída mais nas vésperas do pleito como é de praxe política em ano eleitoral. Isso é que é política de longo prazo!
É por isso que é sempre bom o cara ter uma máquina do tempo em casa, de vez em quando, só por nostalgia, você pode dar uma passadinha no passado e logo depois uma esticadela lá pelo futuro e ver como se comportará o resto dos pobres mortais que não possuem este recurso. Na minha máquina ultrapassada, só da pra ver o passado, e na sua?
Ps; Ainda em tempo, quem será que foi o mago do marketing que saiu distribuindo por aí que aquele calçamento novo que está sendo feito na Praça da Matriz pode ser classificado como ecologicamente correto, por conter pequenos espaços entre as peças que absorvem a água? Se fossemos revestir pelo menos uns dois terços das terras do planeta com aquele material, talvez fizesse alguma diferença, porém alguns metros quadrados de uma praça..., este deve ser o novo Duda Mendonça do pedaço. Ecologicamente correto, é construir imediatamente e colocar em funcionamento a ETE, divulgar as campanhas e intensificar as ações que visem à coleta seletiva do lixo, entre outras ações verdadeiras de respeito ao meio ambiente.
Escrito por roberto.lamparina às 14h53
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