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Blog de roberto.lamparina
 


REINAÇÕES DE NARIZINHO

          Com todos os partidos se articulando para as eleições municipais e já azeitando as armas e preparando a munição para a guerra presidencial em 2010, o presidente Lula se vê em uma encruzilhada moral digna das fraquezas pertinentes a um ser humano de carne e osso. Com os seus velhos companheiros perfilados e a disposição do chefe para passar em revista e escolher um provável exemplar que possa representar a bandeira e a causa petista, nenhum, nem dos companheiros de sempre e muito menos do bloco dos aliados, possui os requisitos e as qualificações necessárias para enfrentar o consórcio Demotucano. Então ele olha pra um lado e vê o companheiro Eduardo Suplicy, imaculado, inabalável, inatingível, porém sem a ambição política necessária para disputar o cargo, além do que seria um candidato próprio, pois nunca foi figura partidária que fechasse completamente com os ideais do partido. Mais a frente está o companheiro Mercadante, esguio, educado, fino, competente, preparado, comprometido com o partido, porém teve a vida publica comprometida no escândalo do mensalão que está ainda muito recente e não caiu no esquecimento público. A companheira Marta está disponível, já administrou com bom desempenho a maior cidade da América Latina e só não foi melhor porque pegou a prefeitura depois de um ciclo vicioso e corrupto marcado pelas administrações de Maluf/Pitta, o resto das intrigas contra ela é inveja destilada pelos que vêem nela uma mulher dinâmica e moderna, porém ainda não está na hora de uma mulher na presidência e Marta sabe que não está preparada pra ser moída nesta máquina. O Genoíno, depois do mensalão virou invisível e é melhor pro Partido que ele continue assim, pelo menos por mais alguns anos. O Palocci, este a oposição reconheceu o perigo eminente que ele representava enquanto ocupava o Ministério da Fazenda e o liquidou no ninho, não permitindo que o filhotão alçasse vôo. Entre os aliados do consórcio governista a inexpressividade é ainda pior.

          Com os índices de popularidade no segundo governo tão alto, o que não aconteceu no segundo mando do arquirrival FHC que encerrou o seu mandato se arrastando e agonizando nas pesquisas de aceitação pública, no seu íntimo o presidente Lula se pergunta – por que não mudar as regras do jogo e comprar um terceiro mandato e continuar a contentar o meu povo brasileiro tão sofrido? Está dúvida lhe está clara nas suas atitudes e lhe consome os ideais democráticos que baseou toda a sua vida política.

          A oposição sabe que se o Presidente perder esta idoneidade democrática que sempre ostentou, perde outra vez, pois nos seus quadros também não possui alguém com expressividade política pra enfrentar Lula e a máquina administrativa, então já esbraveja e questiona antecipadamente o caráter e a formação política do Presidente tentando imputar-lhe um selo autoritarista pra intimidar as suas intenções e evitar o desastre certo que seria medir forças novamente com a expressividade política que o Lula representa.

          Com todas estas dúvidas rondando a cabeça chata de nordestino do Lula, a única certeza é que está muito em cima pra tentar criar uma nova alternativa que esteja à altura da disputa. Revigorar uma das Fênix adormecidas com o selo de qualidade petista, seria acender uma vela no escuro, não garante nada. Então o Lula tem dois caminhos seguros, ou rompe a sua conduta democrática e promove um golpe de estado branco (ou verde cor de dólar), como fez FHC pra obter um segundo mandato, no caso dele um terceiro, ou então corrompe os quadros do inimigo e traz para perto de si e acomoda em algum dos partidos do bloco aliado o Aécio Neves, único expoente inimigo que poderia transitar do lado do Presidente e do seu grupo e que deseja a Presidência tanto quanto uma noiva intocada anseia pela noite de núpcias.

          Com as preferências dentro do tucanato apontando Serra como o presidenciável do Partido, o Aécio sobra e o Lula agradece, pois afinal 2014 não está tão longe assim e corromper o seu histórico democrático com um golpe de estado seria manchar a biografia do ex-operário proletário que entrou pra história governando o Brasil por duas vezes por eleições diretas e, terminaria os dois mandatos com a mesma popularidade que começou.

Ps; Se você não conseguir um vínculo do texto com o título pense da seguinte maneira: o Lula seria o Pedrinho (luta com dragões e até com o Minotauro Serra), a Marta a Emília, o Visconde o Mercadante, etc..., o Brasil então se enquadraria neste roteiro como o Sítio do Pica-pau Amarelo, calmo, tranqüilo e cheio de heróis e lendas.

           



Escrito por roberto.lamparina às 15h39
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O VELHO PÉ SUJO

          Ainda falando em pessoas que julgam os outros pela aparência, ofício, convicções religiosas e etc. e tal, eu não sei o seu nome verdadeiro, conheci-o somente pelo seu nome estradeiro, de vista e de longe, porém apesar do seu histórico parecer lendário ou proveniente de um destes contos que estes marketeiros de vendas usam pra ilustrar as suas palestras de motivação comercial, ele existe e está por aí nas estradas esburacadas e empoeiradas deste nosso Brasil.

          Diz à lenda que o velho Pé Sujo entrou em uma concessionária que representa uma das grandes montadoras de caminhões em Ponta Grossa-PR, cidade onde possui endereço fixo, pois caminhoneiro não tem residência, mora pelo mundo e, ao ser recepcionado pelo vendedor disse estar interessado em adquirir um cavalo-mecânico novo para a sua frota. O vendedor vendo as vestias sujas do suposto cliente, sandálias de dedo nos pés, barba por fazer e um odor que sugeria uma longa temporada de abstinência de um bom banho, logo tratou de ir despachando o suposto andarilho que na sua equivocada concepção, tirava uma onda de frotista e, tratando-o com descaso e desdém, desmerecia o futuro cliente. O vendedor passou o preço e quando o Pé Sujo pediu um desconto no preço à vista e em dinheiro vivo, foi a gota d`água para o vendedor que perdendo a paciência chamou o gerente para educadamente convidá-lo a se retirar da loja.

          Quem é, não precisa de cartão de visita pra ser e, sendo o Pé Sujo proprietário de uma frota já bem consolidada de veículos do tipo bi-trem, ele se dirigiu a uma concessionária concorrente e de imediato foi reconhecido pelo vendedor que veio atendê-lo e cercado de mimos e paparicos efetuou-lhe a venda. Não que esta cordialidade comercial fosse necessária, pois para um homem rude e rústico feito o Pé Sujo, a qualidade e o preço, eram os únicos diferenciais importantes. Depois deste acontecimento, gradativamente o Pé Sujo foi substituindo toda a sua frota pelos veículos da nova marca e dizem que ele está muito satisfeito com a nova bandeira.

          O velho Pé Sujo é caminhoneiro das antigas e ainda mantém o mesmo sistema de trabalho que o levou a prosperar e a ficar conhecido. Todos os seus caminhões carregam e esperam para sair todos juntos com a ordem do chefe. Ele pega o adiantamento do frete e abastece todos os caminhões pra poder obter vantagens no preço do combustível, paga a comissão dos motoristas imediatamente e depois é que segue viagem com a sua frota em fila rigorosamente indiana até a descarga. Se um quebrar, param todos e assim é que prosperou o velho Pé Sujo.

          Esta é só uma das estórias que o folclórico e lendário Pé Sujo ostenta sobre si. Noutra, dizem que ele encostou o seu caminhão em um posto para abastecer e foi resolver um problema em um dos outros da frota. O frentista abasteceu, olhou o óleo e ao abrir a porta e se deparar com toda aquela sujeira no interior da boléia, não teve dúvidas. Sem conhecer a excentricidade do cliente, fez uma faxina daquelas no interior da cabine na expectativa de ganhar uma gorda “caxinha”. Ao chegar ao seu veículo e se deparar com toda aquela limpeza, não titubeou em chamar o gerente do posto e exigir que o frentista fosse demitido sumariamente.

          Se lenda ou verdadeiro eu não sei até aonde é realidade e onde começa a ficção. O que eu sei pelo que vi, é que o velho Pé sujo, pelos traços do rosto e pelo total desleixo com a sua aparência, facilmente poderia ser confundido com uma destas pessoas que andam pela beira das estradas de lá pra cá e daqui pra lá, não que isto justifique qualquer tipo de discriminação ou preconceito.

          O Pedro e o Bino, mesmo na ficção, são os últimos remanescentes de um glamour que a estrada perdeu há muito tempo. Antes a sociedade mesmo que ficticiamente reconhecia a existência dos caminhoneiros, hoje estamos em um completo esquecimento e só temos a agradecer a lendárias figuras feito o Pé Sujo que venceu por suas próprias convicções, independente de ter que obedecer a modismos ou de aplausos ou críticas, desempenha o seu papel na sociedade e apesar de todas as dificuldades da classe neste país, é uma lenda viva e ainda está em plena atividade por aí. Este é o velho e folclórico Pé Sujo de Ponta Grossa.

         

   



Escrito por roberto.lamparina às 12h50
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SÁBIO ILUSTRE

 

          Eu repudio ferozmente as pessoas que julgam as outras pela aparência, ofício, religião, ou qualquer outro critério pelo qual não se possa definir com fidelidade e verdadeiramente uma pessoa. Não que eu tenha a hipócrita atitude de execrar quem julga ou afirmar que só existe um Ser capaz de julgar. Isso no plano superior que quase todo mundo tenta alcançar, até pode ser verdadeiro, porém neste que habitamos momentaneamente é hipocrisia, pois julgamos e estamos sendo julgados a todo o momento, independente do nosso conhecimento e da nossa disposição para tal.

          Um destes indivíduos que se julga apto a julgar os outros indiscriminadamente, escreveu no espaço para “comentários” do Blog que mantenho ativo na internet à custa de muito sacrifício e dispendioso consumo de um tempo que eu não tenho livre, para corrigir a postura correta do termo Brazil em uma publicação com o título “Brazil..., qual é o seu negócio?”, que segundo ele, não se usa o z e sim o s na palavra Brasil que é um substantivo próprio e bá ba bá..., explicou gramaticalmente o uso correto e o seu por que. Se este atento leitor tivesse lido com atenção e se fosse ele um conhecedor mínimo das questões que consomem as entranhas do nosso Brasil, saberia que quando eu usei o termo Brasil com z eu estava me referindo ao Brasil dos empresários e das empresas que captam os recursos financeiros onde estiverem pra triplicá-los para os seus investidores, que produz dividendos, que exporta, o segundo maior produtor de soja do planeta e que muito em breve será o primeiro, já que os EUA que ocupa a primeira posição atualmente, não têm mais áreas disponíveis pra aumentarem a sua produção e o Brasil ainda possui muitas outras possibilidades ecologicamente corretas para aumentar a área de plantio. O outro Brasil é o real e gramaticalmente correto com s, que possui uma legião de analfabetos ou quase inadmissível, com uma violência urbana incontrolável, uma distribuição de terras que está muito próximo de um colapso agrário pelos que exigem a sua parte neste latifúndio de desigualdade da distribuição, uma corrupção crônica entranhada nas suas vias administrativas, políticas e todos os seus poderes constituídos em todos os níveis, uma minoria de abastados que sobrepõem os seus interesses aos de milhões de famélicos que agonizam dentro do seu próprio território e tantos outros fatores que constituem este caos inominável.

          O Brazil com z que exporta milhões de toneladas de soja por ano, deixa o Brasil da carência e do desamparo refém do câmbio e do mercado, sem ter uma política que garanta que o óleo extraído da soja do Brasil e pelos brasileiros com s, chegue a um preço acessível ao consumidor nacional e, faz o inusitado papel de “Mãe Gentil” e amável que distribui carinhos aos filhos dos vizinhos para manter o seu altivo sistema podre de gestão, mas nega um único afago aos seus consangüíneos que sequer possuem força moral e intelectual pra se levantarem deste “Berço Esplêndido” de ignorância. Ainda alguns de nós se acham capazes de distribuir lições de Língua Portuguesa, esta que nós brasileiros nunca conseguimos entender muito bem, porque nunca tivemos acesso livre e disponibilizado ao seu entendimento e só os brazileiros é que têm este acesso  ao seu emprego lingüístico e gramatical correto.

          Para preservar a identidade do senhor ilustre conhecedor de línguas, eu excluí o seu comentário da página o mais rápido possível, preservando assim o nome arrogante do sábio ilustre. Este será o nosso segredo e de talvez alguém que diariamente busca pelos meus delírios na internet e teve tempo pra ler o comentário em questão. Espero que este sábio não me considere um autoritário presunçoso por não permitir a exposição das suas opiniões e sugestões e, continue a oferecer comentários e ajustes nos meus pensamentos doentes e sem nexo!

 

         



Escrito por roberto.lamparina às 16h39
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ÁLBIDO SUCESSO

 

          Ultimamente temos visto centenas, milhares de pessoas que se especializaram em criar ou produzir receitas de sucesso para terceiros. Com um dito popular, definir este conceito é muito fácil, se você pudesse prever os números que seriam sorteados na Mega-sena acumulada, você venderia esta informação pra alguém?

          Em um país tão inconstante como o nosso, passar receitas de sucesso e conceitos de fracasso é um paradoxo perigoso e ilusório. Provavelmente estes que se especializaram em fazê-lo, são aqueles que não protagonizam nem o sucesso e jamais terão capacidade pra sobreviver a um fracasso.

          Qual a receita que poderia ter galgado a condição extraordinária grupos empresariais como o Grupo Votorantin, o Grupo Gerdau, o Grupo Sílvio Santos, a CBPO, entre outros que tiveram como centro dos seus negócios, pessoas fortes e muito bem representadas a nível governamental. A colher-de-chá governamental em algum momento certamente impulsionou, indiscutivelmente a história nos conta.

          E qual seria a receita de sucesso que impulsionou o Grupo Facchini, por exemplo, uma pequena marcenaria que eu conheci ainda criança quando em 1973 meu pai adquiriu um caminhão novo e encomendou uma carroceria do seu Euclides e ele pessoalmente foi até minha casa fechar o negócio. Muitos anos mais tarde eu encontrei o seu Euclides na sua serraria em Imperatriz-MA, onde ele já estava morando havia muitos anos e, pessoalmente e já muito velho, ainda comandava com mãos de ferro a extração de madeiras na região e a serraria que abastecia as suas indústrias da matéria-prima principal.

          Nestes anos que separam o 1973 de 1996 quando eu o reencontrei em Imperatriz, vinte e poucos anos se passaram e a sua empresa havia se tornado uma das maiores indústria de carrocerias e implementos agrícolas e rodoviários do Brasil.

          Em um país com o nosso histórico econômico e financeiro nos últimos trinta anos, será que poderíamos enumerar um diferencial que levou a todo este sucesso empreendedor? É lógico que não, além da capacidade e da vontade dos proprietários e dos seus colaboradores mais antigos, muitos foram os fatores que arrastaram este crescimento e que provavelmente em algum momento estagnou-o também, porém a perseverança e a confiança em um setor que necessariamente vislumbrava um crescimento obrigatório e rápido elevou o Grupo Facchini a ser a potência nacional que representa hoje. O equilibrar na corda bamba da economia, compôs o cenário e forneceu os ingredientes para o sucesso, assim como para o fracasso de outros. A euforia dos novos planos econômicos impulsionou, o seu seguido fracasso estagnou, porém, o setor desafiava e exigia um desenvolvimento rápido e obrigatório, pois um país com as dimensões territoriais exageradas como o Brasil e, dependente quase que exclusivamente do transporte rodoviário, não poderia ser diferente.

          Os Euclides não precisam ir mais pessoalmente à casa dos clientes para tirar um pedidinho, porém, sabem que já o fizeram e de todos os outros sacrifícios maiores que fizeram para empreender esta grande indústria que é inquestionável quando o assunto é sucesso empresarial rápido e duradouro.

          Não existe cartilha para o verdadeiro sucesso, ele ocorre naturalmente quando se faz o que é certo e no momento certo, assim tão simples que provavelmente se tivessem que tomar novamente as decisões estando na mesma encruzilhada já percorrida, novamente recorreriam das mesmas armas, muito trabalho e uma boa dose de bom senso!

          Parabéns ao Grupo Facchini pelo sucesso e por elevar nas alturas o nome glorioso da nossa Votuporanga.

         



Escrito por roberto.lamparina às 15h12
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BRAZIL..., QUAL É O SEU NEGÓCIO?

          Existem coisas que nós pobres mortais jamais entenderemos. Quando o dólar estava com o preço cotado nas alturas em relação ao nosso pobre real, a explicação da indústria para o preço do óleo de soja para o consumidor ser tão alto, era de que a matéria-prima em questão, a soja, era cotada no mercado internacional em dólar e isto justificava os preços altos no mercado interno. A indústria então implorava pela melhoria na infra-estrutura dos transportes para que os preços pudessem a partir da economia na redução dos custos, encolherem um pouquinho para o consumidor final e, moralmente desatrelar esta condição do câmbio desfavorável.

          Grandes melhorias infelizmente não vieram, porém, a linha de ferro que liga o MT e passando por MS ao principal porto da América Latina, já está operante há muitos anos. O porto de Santos hoje passa por inúmeras melhorias e ampla modernização em todos os aspectos e não pode sequer ser comparado a sua condição operacional de hoje ao amontoado de ferro velho e guindastes enferrujados e abandonados que eu conheci há vinte anos atrás. A hidrovia São Simão/Paraná/Tietê, importante ligação de escoamento pelos rios que cortam o trajeto por vias hidroviárias até bem próximo da capital paulista, também há muito tempo já é uma realidade. Então, por que será que o preço do óleo de soja subiu tanto e nunca abaixou um único centavo nas prateleiras dos supermercados?

          Você que tem boa memória, ainda deve se lembrar de uma propaganda exibida pelo Grupo Caramurú na televisão, onde o seu presidente, logo que a hidrovia São Simão/Paraná/Tietê começou a operar, afirmava que a economia com a redução dos custos no transporte seria repassada para o consumidor imediatamente. Isso nunca aconteceu, nem naquele tempo, nem depois com a queda do dólar, porém agora a desculpa para os preços estarem tão absurdamente altos é a de que a cotação do preço da soja no mercado internacional subiu demais devido a lei da oferta e da procura. Os americanos diminuíram a produção de soja para plantarem o milho pra fazer álcool combustível e a soja sofreu um impacto imediato com a diminuição da oferta.

          Então, porque será que quando o preço estava baixo, bem próximo do custo de produção e os chineses até contaminaram um lote nosso de soja com sementes expurgadas com veneno para poderem se safar da obrigação de cumprirem os contratos assinados com os nossos exportadores, já que o mercado oferecia quantidades excedentes e preços melhores do que os contratados, o preço na indústria nacional não caiu?  Compraram a matéria-prima quase de graça. O lógico seria que os preços tivessem sofrido uma diminuição substancial.

          A indústria no nosso país é especialista em dar desculpas e se aproveitar de ocasiões como estas. Os nossos empresários possuem uma mentalidade extremamente fértil e conseguem desta forma iludir o consumidor e continuar a prática abusiva de sempre, com os lucros astronômicos que se acostumaram a acumular. Na impossibilidade de manipular esta política de resultados expressivos e certos, o negócio então é reclamar da falta de incentivo governamental no setor. O governo por sua vez, se sente muito menos incomodado em ter o empresariado lesando o povo paulatinamente, do que tê-los nos seus calcanhares na forma da sua voraz representatividade política, incomodando e fabricando crises setoriais as portas do Palácio do Planalto.

          Estamos esperando pra ver na hora em que o mercado irá sofrer nova reviravolta, qual será a nova desculpa!

          E a CPMF, quando será que veremos sobrar àquela alíquota nos nossos bolsos e não nos bolsos dos aproveitadores de situação?

     

 



Escrito por roberto.lamparina às 15h10
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