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Blog de roberto.lamparina
 


AS REVOLUÇÕES, SEUS PECADOS E PECADORES

          Dos grandes movimentos políticos e sociais da história, cada um se movendo pela carga ideológica que carregava ou desenvolvia para que pudesse arrastar consigo a confiança dos ferrenhos defensores ou somente simpatizantes das suas opiniões, a Revolução Russa talvez tenha sido o evento mais marcante em termos de perseguições e violência para aqueles que em algum momento, movido pelos mesmos ideais defenderam a mesma idéia e, Leon Trótski, um exemplo implacável de sujeito admirado e perseguido num mesmo contexto.

          Tendo sua liderança e suas idéias o conduzido à condição de importante líder do Partido Comunista, fundador e comandante do Exército Vermelho, obteve vitórias significativas no campo prático das ações que pregava, porém com as derrotas dentro do Partido e a concentração do poder por Stálin, as perseguições foram implacáveis e quase todos os seus parentes próximos foram perseguidos e assassinados em um período conhecido historicamente como “expurgo dos inimigos do povo”. Mais tarde, já no exílio no México, o próprio Trótski seria assassinado por um agente a serviço de Stálin que disfarçado, conseguiu entrar em sua casa com o pretexto de uma audiência e atacou Trótski com um golpe fatal de picareta que trazia escondido no casaco.

          A obra intelectual de Trótski permanece viva e alimenta os sonhos de igualdade das pessoas com as mesmas aspirações de uma vida melhor e mais digna até hoje no mundo inteiro.

          Dos grandes expoentes revolucionários do século XX e que ainda permanece vivo, o Comandante e ex-presidente Fidel Castro de Cuba é a lenda revolucionária que manteve pelo uso da força aliada aos ideais revolucionários de igualdade, um poder longevo e soberano na sua Ilha. O que lhe garantiu esta soberania naturalmente não foi à valentia de guerrilheiro e nem a liderança de comandante chefe das forças armadas, mais sim o apoio financeiro e bélico garantido na época da Revolução Cubana pela URSS e mesmo depois da dissolução da mesma com a Perestroika de Gorbatchev, sem o apoio financeiro da madrinha, porém a nova Rússia continuou mantendo o respaldo bélico.

          O homem em todos os tempos, de alguma forma, sempre buscou em sua maioria uma maneira simples de poder obter o seu sustento de forma contínua e segura e, sempre poder contar com esta fórmula. Nesta caminhada, houve tempos em que esta procura pelo sustento significava algo indigno pela situação social onde o sujeito se encontrava, porém para que esta minoria que se sentia diminuída trabalhando pudesse vadiar, a maioria tinha que trabalhar duro pra compensar. Em algumas sociedades e civilizações, esta diferença causou e causa um grande desconforto nos seus membros, enquanto em outras, a natureza passiva do povo produz um comodismo inexplicável.

          Este histórico de passividade excessiva em que sempre nos encontramos nós brasileiros, nos causa o prejuízo moral de nos sujeitarmos aos desmandos de tudo quanto é grupo majoritário no poder, mesmo que infinitamente minoritário na representatividade deste poder e que contam com a nossa passividade certa para compor com os seus interesses de dominação e conquista.

          Aqui, nunca haverá uma liderança capaz de unir esta maioria que vive desprezada e subjugada pelas ações de quem governa, a menos que o ajuntamento da militância seja feito nos intervalos da novela das oito, ou nos dias em que não esteja passando nenhuma minissérie, ou A grande Família, ou que não tenha futebol na quarta, ou depois do BBB que não seja em dia de eliminação, porque depois da eliminação está todo mundo no Chat de bate-papo com aquele expoente excepcional que naquela semana foi banido da convivência com meia dúzia de star`s que não o consideram estar mais fazendo parte da constelação. Depois de tudo isso, o Pedro Bial ainda ganha uma baba pra ficar descrevendo metaforicamente à participação ridícula do indivíduo eliminado da casa que em poucos dias de convivência mútua, conseguiu cometer os sete pecados capitais umas cinco ou seis vezes na sua curta estada na casa e, esta é a razão do Capitalismo atingir a perfeição moral que a sua total imperfeição prática sugere e afirma. O Capitalismo se esconde por trás de um sentimento de liberdade presumida que aprisiona o ser na sua mediocridade e insignificância. Ele condiciona e prende a atenção do expectador que vive diariamente uma condição completamente oposta ao do personagem de sucesso Bial e dos seus heróicos participantes que naquele momento disputam também uma vaga em meio à comida e bebida farta em uma casa luxuosa e com o conforto a que todos nós mereceríamos, festas com combustível e oportunidades para se libertar geral de todos os conceitos e os preconceitos e produzir tendências para quem sabe um dia também ocupar um lugar ao sol. Nesta inebriante busca, uma minoria conseguirá chegar ao almejado, enquanto a grande maioria servirá como componente asfáltico que revestirá o caminho para os vencedores.

           É esta liberdade presumida do Capitalismo que está oculta no seu contexto e na sua mensagem que precisa ser levada ao conhecimento das massas oprimida pelo sistema e que se acha possuidora de uma autonomia de mudança que na verdade não tem. Para podermos atingir a condição de pleitearmos uma Revolução Social que nos de acesso a usufruir das nossas riquezas de forma justa e igualitária, é preciso que a nossa sociedade passe primeiro por um período de Evolução.

         



Escrito por roberto.lamparina às 23h06
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A COBRA & O SAPO NO BBB10

          A crise de passividade por que passa o brasileiro é algo que nem a ciência nem ninguém podem explicar.

          O cara trabalha, paga religiosamente os seus impostos e não tem disponível a contento a contrapartida que deveria receber em troca, mesmo assim ele religiosamente continua a pagar os seus impostos e no mais absoluto silêncio.

          Os governantes fazem de tudo para que o povo se revolte e promova algum movimento novo, quem sabe uma nova revolução ainda não diagnosticada nem filosofada por nenhum expoente filosófico, algo que não precise de uma linha a seguir, somente romper com tudo isso que está aí e começar algo novo, mesmo que correndo o risco de ficar pior do que já está, se é que seja possível. Pelo menos sairíamos desta inércia, um passo adiante, uma mudança.

          Nada..., tudo permanece exatamente como está. Políticos em todos os níveis vivem a vender as nossas almas e ganhando as comissões milionárias sobre esta venda, nem um único centavo do dinheiro público é gasto sem que alguém receba uma comissãozinha pela sua emissão, desde o alto escalão que decidiu aonde esta verba seria aplicada, até efetivamente quem a deliberou de fato, todos fazem parte da mesma “quadrilha” que consomem os nossos recursos e fazem com que nos tornemos ainda mais dependentes desta manobra política de dividir as bênçãos do poder entre os que os detém e os seus lacaios.

          A discussão da moda, vejam só, é decidir qual das duas facções governou pior, se a chefiada pelo aristocrata FHC que vendeu o patrimônio dos brasileiros para o capital estrangeiro, protagonizou o maior golpe da história econômica nacional com a desindexação da moeda do dia pra noite e causou o enriquecimento de alguns poucos privilegiados que tomaram ciência da operação e a total desgraça dos milhões de brasileiros que não foram agraciados com esta informação privilegiada,  estabeleceu a ditadura política tendo que comprar do Legislativo mais um mandato pra poder cumprir os compromissos com aqueles que o conduziram ao poder e, tornou o país ingovernável. A outra é liderada pelo ex-proletário sapo-barbudo Lula que tentou manipular a ditadura política com os recursos públicos, comprando também o apoio do Legislativo para votar nos assuntos do seu interesse, distribui migalhas aos pobres em troca de apoio político e descobriu-se recentemente que indiscriminadamente metia e permitia outros meterem à mão no erário público através de saques nos cartões corporativos que foi justamente inventado pelo seu colega antecessor FHC que também possivelmente usava este artifício para contentar os seus mais próximos e satisfazer os seus desejos pessoais.

          O sujo e o mal lavado estão no paredão e nós ainda ficamos perdendo tempo para decidir qual é o pior. As influências negativas deste nosso triste período político são tão profundas que outro dia em uma reportagem de um telejornal regional, perguntaram pra uma criança de dez anos o que ela queria ganhar de aniversário e ela respondeu de pronto que queria um “cartão corporativo”!

          Por que será que DEUS nos puniu tão severamente e não colocou em solo brasileiro um exemplar de Homem que tivesse a condição de apontar o caminho aos demais? Será que ele na sua infinita sabedoria estava equiparando as coisas? Ele não nos puniu com os terremotos e nem com os vulcões, porém não nos deu um Moisés, sequer um Castro, pelo menos um Muammar Al Qathafi pra nos guiar seguramente pelos vales tenebrosos da ganância e dos interesses humanos, já que para sobreviver neste ambiente, à criatura tem que ser muito mais impura do que o meio insalubre em que vive.

         Ficamos reféns então do FHC, das corporações e dos amigos dele, do Antonio E. Moraes e dos banqueiros que compõem a cúria tucana e do outro lado do muro, com o Lula e com o Zé Alencar, o Jorge Gerdau e alguns banqueiros que não estavam satisfeitos ou jogam nos dois lados.

          Quanto à vergonha dos cartões corporativos, o presidente Lula ainda pode mudar isso, ele governa e o seu governo ainda pode mudar os rumos desta triste história. Nós não queremos a apuração de nada por CPI`s ou coisa parecida,  porque isso nada resolve e estão todos comprometidos nesta lama imunda, nós queremos que a torneira se feche imediatamente e estes que se aproveitavam da torneira aberta, paguem pelo que consumiram imoralmente e moralmente sejam condenados.

          Que saudades que eu tenho do Zé Dirceu, este sim foi o melhor Presidente que tivemos, foi indicado e não eleito pelo voto direto, assim como a minoria gosta, tem nível superior, formado pessoalmente na faculdade do próprio Castro, nenhum escrúpulo e muito preparo para o exercício do poder, além de ter dado provas de que sabe muito bem do que este país precisa para sair desta hipócrita Democracia de Bananas (vide a idealização e coordenação do mensalão, fenômeno político que permitiu por alguns meses a governabilidade do Lula) para verdadeiramente ocupar o lugar de potência a que as suas dimensões e características certamente o conduzirão algum dia.

          Não pense que eu me sinto envergonhado por admitir ter saudades do Zé Dirceu, porque você inconscientemente também sente, só ainda não se deu conta disso. O Zé Dirceu era o parasita intestinal que contrabalanceava a atividade e provocava os espasmos pra que a sujeira fosse expelida. Sem ele, o material está se acomodando no interior do órgão, a hora em que explodir, sai de baixo, vai ser m... pra todo lado!

         

         

    



Escrito por roberto.lamparina às 10h50
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DANÇANDO NA CHUVA

 

          Coincidências a parte, as iniciais do nome do prefeito Gilberto Kassab são as mesmas do protagonista de “Dançando na Chuva” Gene Kelly, a diferença é que Kelly se movimenta muito melhor diante das câmaras do que Kassab.

          Bastaram algumas horas de chuva intensa para que toda a propaganda sem trégua que o prefeito Gilberto Kassab da capital paulista submete os munícipes paulistanos desde o dia em que assumiu a prefeitura no lugar do eleito José Serra que se desligou do cargo para assentar-se muito mais confortavelmente no trono do Palácio dos Bandeirantes, irem por água abaixo junto com a enxurrada de lama e entulho e, ir parar junto com a imagem do prefeito nos córregos que cortam a Capital.

          Por ironia do destino, na propaganda eleitoral gratuita da qual tinha direito naquele dia, momentos antes de começar o temporal, os ex-pefelês de pedigree ou os modernos e tonificados DEMO`s, como preferir, estavam todos reunidos sem economizar elogios internos à postura do prefeitão deles. Gastaram todo o arsenal de convencimento e de técnicas de controle das mentes em dez minutos de propaganda. O César Maia, o Rodrigo Maia, O ACM Neto, o José Agripino, entre tantas velhas raposas do cenário político e os coadjuvantes, cada um dava o seu testemunho de fé no prefeito que desta vez está pretendendo adentrar a porta da prefeitura pela frente e não pelos fundos como no mandato que se finda.

          Como castigo vem a galope, a chuva caiu e forte, eu estava lá e presenciei todo o sofrimento do paulistano mais uma vez. Nas proximidades da Avenida Aricanduva, eu tentava me deslocar até o km dezessete da Airton Sena e levei quase três horas em meio a ruas alagadas e congestionamentos onde o caos era a única ordem vigente.

          No dia seguinte, as reportagens que mostravam os detalhes do pesadelo da noite passada, davam mais uma vez a manchete e a certeza de que a fragilidade da cidade que cresceu por todos os lados e de todas as formas, não permite que políticos aproveitadores e pulhas se vangloriem de ações mínimas do ato de governar, não se instalando verdadeiramente no poder para resolver as questões sérias e complexas que uma cidade do porte de São Paulo arrasta no seu histórico.

          A população exigia no microfone das reportagens a presença do prefeito no mutirão da limpeza e na reestruturação da ordem. Os âncoras dos telejornais conclamavam a presença do prefeito nos locais atingidos pelo temporal, finalmente o prefeito entendeu que governar a maior cidade da América Latina, não é só falar manso e fazer pose pra fotografia enquanto discorre sobre as suas ações demagógicas e se vangloria de feitos mínimos da obrigação rotineira de quem governa. O prefeito de uma metrópole como São Paulo, além do que faz bem o Sr. Kassab, tem que executar as obras de canalização dos córregos e contenção de enchentes e, no caso de não conseguir evitar o desastre natural com as ações práticas, tem que coordenar imediatamente a reestruturação de tudo para que volte o mais breve possível a normalidade e as pessoas possam voltar ao seu ritmo habitual, pois a metrópole não para, pode ocorrer o que for que no dia seguinte as pessoas estarão juntando os cacos e tentando colocar tudo de pé novamente.

          As enchentes são um dos velhos problemas da cidade de São Paulo que cresceu sem nenhuma programação e desrespeitando as noções básicas da geografia e do urbanismo, porém outros prefeitos tão ruins e até piores como os corruptos Maluf e Pitta fizeram obras tentando evitar este desastre para os paulistanos, podemos questionar a qualidade e os preços das obras, porém foram feitas.

          Já o atual prefeito..., este só cuida da sua própria imagem..., ele passou quase três anos tentando colocar o seu ilustre nome desconhecido do eleitorado paulista na vanguarda e convencer todo mundo que aquele descontrole inicial onde ele tentou agredir um cidadão que protestava contra uma das suas campanhas de marketing político desnecessária, era só fruto do esquecimento em tomar um comprimidinho diário de Gardenal e que não iria se repetir. Agora, o senhor prefeito para se manter sob controle e ainda candidato da tulha tucana e pefelista, terá que continuar tomando a dose diária e ainda comer um pedacinho da caixa pra ver se o remédio surte o efeito desejado!

         

         



Escrito por roberto.lamparina às 10h42
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