AMERICANZUMBÍ
O mundo está mesmo virado de pernas pro ar. Vejam só o dilema em que se encontra o povo americano que se dividem em apenas duas vertentes ideológicas, os Republicanos e os Democratas. Os Republicanos já estão com o seu escolhido praticamente acertado na corrida para a sucessão do também Republicano Bush, porém entre os Democratas a decisão está difícil. Está tão complicado e apertado o processo de escolha de um candidato Democrata para concorrer à corrida presidencial que algumas mentes mais sarcásticas já começaram a produzir as piadinhas que vão alfinetar e minar as intenções e as forças do adversário. Racistas e machistas ao extremo, mesmo que disfarçados por uma túnica democraticamente perfeita, a sociedade americana está no dilema entre escolher um candidato Democrata negro, ou uma candidata mulher, ainda por cima loira e desmoralizada pelas ações do seu marido, o ex-presidente Bill Clinton que não perdia uma oportunidade para assediar as mulheres que estavam a sua volta. Se ela não conseguiu sequer controlar os ímpetos sexuais do seu marido, como fará ela pra governar o maior império econômico do planeta e ainda de quebra governar o resto do mundo que vive em função da economia americana?
Nos filmes hollywoodianos, a figura do presidente quase sempre é representada por um negro, mesmo este nunca tendo ocupado o cargo máximo na Casa Branca, agora parece que aquele pesadelo do inconsciente americano está bem próximo de virar realidade e já estava na hora, pelo menos assim, eles podem colocar a culpa de todas as porcarias que eles fazem pelo mundo nas costas de um sujeito, como diria aquele outro lunático que governou o mundo por algum tempo, de uma raça inferior. Seria mais ou menos o que nós fizemos inconscientemente aqui no Brasil, o Presidente Lula pode cometer os maiores equívocos ou as maiores gafes que ele sempre será perdoado, porque também pertence a uma raça inferior, a dos pobres, porque aqui no Brasil, ser pobre também é motivo de discriminação, mesmo ele não sendo mais tão coitadinho assim, carrega os ranços da coitadisse no seu histórico.
Mas, voltando aos atos discriminatórios alheios, com um “negão” na presidência estaria explicado o porquê de os americanos não assinarem nenhum acordo de redução de gases tóxicos na atmosfera, ou de ficarem fazendo guerra com tudo que é país produtor de petróleo que não aceita ler pela sua cartilha só pra poder comprar petróleo barato pra movimentar a sua máquina de guerra pelo mundo e controlá-lo militarmente. Estaria tudo resolvido, pois o ditado é largamente difundido e até na África, todo mundo sabe que negão, quando não faz na entrada e nem na saída, deixa um bilhete avisando que tomou um espasmódico e certamente virá fazer mais tarde.
O mundo não agüenta mais outro presidente americano Republicano e certamente deve ser um Democrata o escolhido, seja ele um negão ou uma mulher, novamente a sociedade americana estará na vanguarda democrática como exemplo de nação livre, soberana e com os direitos estendidos a todos os membros da sociedade, até mesmo um afro-americano ou uma lóreal-homan frígida que não conseguia sequer acender o charuto do marido presidente.
Só a título de esclarecimento, eu não sou racista, só não gosto de negão..., como o meu amigo Juvenal Antena, sou muito mais as neguinhas!
Escrito por roberto.lamparina às 14h02
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NA QUARTA, É SÓ CINZAS
O carnaval é realmente uma grande festa popular. Os homens se despem do tradicional preconceito e até os mais machões por algum tempo acabam se achando confortáveis em trajes minúsculos femininos, tão confortáveis que até alguns se decidem por continuar naquela jornada, mesmo depois da quarta-feira de cinzas.
Aqui no interior, é mais um ciclo festivo onde o prolongamento do feriado, permite a liberdade para pular, dançar, beber entre outras tantas atividades exercidas com mais liberdade nesta época festiva.
Nos grandes centros, é a libertação total de um povo que vive escravizado pela vida dura das grandes cidades, dos que tomam várias conduções lotadas às cinco da manhã pra poder chegar as sete no trabalho todos os dias e fazer o mesmo percurso de volta na tarde.
É também a grande oportunidade para que seja implantada a lavanderia que tornará límpido todo o dinheiro da contravenção e do tráfico de drogas que usa destes subterfúgios para poder tornar estes recursos legais, além de demonstrar o poder econômico destes mandatários e distribuir as migalhas que controlam estas comunidades, fazendo dos seus moradores, bravos defensores dos seus brasões e das suas heranças carnavalescas que passam de pai pra filho.
E o Brasil, o que ganha com isso? Eu sou suspeito pra responder esta pergunta, pois nunca fui um folião inveterado, sempre preferi e prefiro as manifestações mais artísticas ou culturais, talvez a minha aversão pelas grandes multidões me leve a estas conclusões, porém o direito e a liberdade aos festejos devem ser para todos e, cada um pode observar por um ângulo. Do meu ângulo de visão eu só consigo enxergar uma bebedeira sem sentido, jovens que se iniciam no consumo indiscriminado do álcool e do tabaco por ocasião dos festejos, uma manifestação e uma vulgarização em massa da sensualidade feminina que culmina com uma banalização do sexo indiscriminado e do aumento comprovadamente por estudos, da disseminação das doenças sexualmente transmissíveis como a Aids, além da terrível constatação de que é no período carnavalesco que aumentam consideravelmente o número de mulheres grávidas que não são casadas e nem estão vivendo um relacionamento estável. Socialmente é um caos, então, por que ninguém faz nada para acabar com esta festa pagã?
O Brasil perde economicamente com a improdutividade do feriado, perde socialmente com a manutenção e a obrigatoriedade da massificação das políticas de controle e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, perdem as relações familiares, abaladas com os excessos dos festejos e as suas conseqüências, perde com o aumento brutal de veículos que se deslocam de todas as partes e consequentemente os acidentes que aumentam vertiginosamente nesta época e matam ou deixam inválidos, perpétuo ou momentaneamente, centenas de brasileiros, entre outras perdas direta ou indiretamente relacionadas aos festejos carnavalescos. Então, se nós mais perdemos do que ganhamos, então por que a manutenção desta trágica rotina anual de festejos que também reforça a imagem externa de que não existe pecado do lado de baixo do Equador?
Nós assistimos às touradas espanhola e ficamos com o coração partido quando o toureiro sacrifica o boi, achamos desleal o homem ser dotado de inteligência e ainda ter nas mãos uma espada, porém assistimos os desfiles de carnaval e achamos tudo àquilo deslumbrante, mesmo sabendo que naquela arena, nós e que estamos fazendo o papel do boi, estamos nos matando, nos corrompendo, nos contaminando e nos desvalorizando perante a imagem mundial, puramente para os interesses de poucos que realmente lucram com o carnaval.
O boi, ainda tem a dignidade de morrer lutando e, luta até o final pra defender a sua vida. Nós estamos morrendo por conveniências carnavalescas e achando tudo um luxo. É nota dez em alegorias, dez na comissão de frente e a nossa escola pode chegar facilmente neste ano a bater o nosso próprio recorde de desgraça do ano passado.
Uma frase publicada em um grande jornal de circulação nacional exprime e resume os meus sentimentos, “o carnaval é o único evento alegre que provoca a mesma sensação de união que um desastre nuclear”.
Escrito por roberto.lamparina às 00h47
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CARGA PESADA II
O assunto “transporte Rodoviário de cargas” é demais importante para ser tratado com superficialidade e eu poderia ficar especificando por horas o câncer que agride o setor e o torna tão importante e por isso mesmo é tratado com tanta superficialidade que é para não dar uma supervalorização no serviço de transporte e conduzi-lo a sua real importância e verdadeiro valor agregado.
Por então, vamos aos fatos. O tacógrafo é um equipamento obrigatório em veículos de carga desde a implantação do código de trânsito vigente, porém ninguém nunca admitiu a possibilidade de aceita-lo como relógio de ponto para o motorista do veículo. O monitoramento via satélite está implantado em praticamente todo o veículo de frota e em um número muito grande de autônomos e permite a vigilância via satélite entre outras tantas, também do horário de trabalho.
Não é por falta de ferramentas ou de dispositivos que possam coordenar esta vistoria que esta lei nunca sairá do papel, mais sim porque ela não interessa pra ninguém, além de alimentar a demagoga idéia de que reduzindo a jornada de trabalho, reduzirão os acidentes.
Somos testemunhas aqui na nossa região, onde com o dinheiro farto disponibilizado pelo setor canavieiro, as usinas se obrigam a adquirirem frota própria de veículos para o transporte da cana e não tendo mão-de-obra capacitada para operar estes veículos em uma jornada legal de três turnos de oito horas cada durante o período da safra da cana, estão se arranjando como podem e que Deus nos proteja destas atitudes.
Além do problema da mão-de-obra capacitada, tem o problema dos salários que não condizem com as responsabilidades de um profissional que esteja em condições de operar estas máquinas. Um profissional reconhecidamente comprovado, não se sujeita a ganhar um salário que pela categoria não passará de R$ 1.000,00 entre todos os benefícios e, está aí a grande dificuldade em implantar mudanças que vão gerar prejuízos para todos e encarecer ainda mais os custos em uma economia onde tudo está carecendo de rever custos para se tornar competitiva.
Levando como exemplo o transporte regional, as dificuldades seriam imensas, porém, possíveis. No transporte de longas distâncias, estas seriam impossíveis. As cargas saem de São Paulo com destino a Manaus, por exemplo, hoje, num período de 12 a 15 dias as mercadorias estarão disponíveis no destino, cinco dias de estrada e aproximadamente 8 ou 10 de balsa. Se o sistema de redução da jornada de trabalho for implantado, este tempo aumenta para no mínimo 13 dias de estrada. Numa economia imediatista onde ninguém tem estoque de nada e tanto o comércio quanto à indústria trabalham com os recursos do dia, este país estaria quebrado na primeira semana.
Não levando em conta o preço da tonelada transportada que teria de subir a razão de pelo menos 100% do valor de hoje, para poder equilibrar as despesas aumentadas no setor que teria que contratar o triplo de profissionais, treina-los e providenciar estrutura no escalonamento no decorrer da linha rodoviária praticada.
Então diante de todos estes fatos, quem boicotaria estas leis, não seriam os legítimos representantes do setor, mais sim aqueles que se acostumaram a explorar este setor e fazer dele o contrapeso que balanceia as relações comerciais.
Dentro de uma empresa, quando se determina cortar custos em algum setor, sempre é o transporte quem “pagará o pato” e sempre será assim. O Brasil não possui estrutura portuária, então, a soja é armazenada em cima de caminhões que não conseguem receber um único tostão sequer pela armazenagem e fica a disposição dos exportadores o tempo que for necessário para agilizar o embarque nos corredores de exportação. O Brasil não possui armazéns para comportar toda a produção, não tem problema, também pode ficar mais uns três ou quatro dias em cima de caminhões até que se normalize o problema de espaço físico. Quando se fala em pagar estadias pelo tempo perdido no embarque e no desembarque, os sindicatos que representam à categoria, ou melhor, que deveriam representar a categoria, são os primeiros a se venderem e fazer acerto por conta com os grandes exportadores que controlam o setor.
Este é o resumo de um setor que não possui qualquer representatividade política e vive agonizante entre a incompetência governamental em gerir e investir os recursos públicos para solucionar os seus problemas físicos e a fragilidade da economia que se acostumou com a eficiência sempre certa do transporte mesmo diante de tantas dificuldades e crises em todos os setores da economia.
Escrito por roberto.lamparina às 17h03
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CARGA PESADA I
Muito se tem comentado a respeito das mudanças que poderiam estabelecer regras que hoje não existem no transporte rodoviário de cargas.
Um grande conjunto de regras está por ser anunciado e, tem como prioridade principal, ordenar o setor e diminuir o número de acidentes nas estradas.
Num país com dimensões continentais como o Brasil, este ordenamento não deveria basear-se em exemplos vindos de países que não possuem as mesmas peculiaridades que as nossas, porém sempre que precisam de um horizonte a seguir, se apegam naquilo que aparentemente deu ou está dando certo entre os europeus e os países mais desenvolvidos e, tentam do dia pra noite uma transição completamente equivocada.
Um juiz trabalhista de MT deu parecer favorável a uma ação civil publica, com pedido de liminar, pedida pelo procurador Paulo Douglas Almeida de Moraes onde estabelece a fixação do limite de oito horas para a jornada de trabalho dos motoristas de caminhões.
Esta medida é tão irreal quanto o próprio delírio e o desconhecimento daqueles que a pretendem. E vejam só por onde tentam iniciar o debate, por Mato Grosso, um dos principais produtores de soja do Brasil onde a malha rodoviária federal simplesmente está no limite das suas condições devido ao tráfego intenso de caminhões que transportam não só as riquezas internas do estado, como também dos estados da região Norte que obrigatoriamente passam via rodoviária por MT.
Se os interesses feridos por esta medida ficassem restritos somente por estas peculiaridades, estaria tudo certo, porém o próprio governador do Mato Grosso, conhecido como o “rei da soja”, é um grande interessado nesta questão, pois seus negócios pessoais envolvem diretamente as regras e as condições do transporte rodoviário.
Em um setor que obrigatoriamente até agora, viveu completamente a mercê dos ordenamentos e das regras, querer implantar regras do dia pra noite é uma imbecilidade e de uma demagogia tamanha que até nos chama a atenção.
Dizer que esta medida diminuiria acidentes é de um desconhecimento tamanho que nos remete a pensar nas verdadeiras intenções daqueles que a pretendem.
Se hoje, trabalhando em uma jornada mínima de dezesseis horas diárias, o número de caminhões é completamente insuficiente para a quantidade de cargas transportadas e o déficit do transporte é visível, como fará o rei da soja pra escoar a sua produção anual de milhões de toneladas? E a Bunge, a Cargill, a ADM... que representam os interesses de milhares de investidores pelo mundo que apostaram em um mercado que até então no Brasil, segue sereno e sem riscos imediatos, com lucros astronômicos para aqueles que acreditaram no nosso potencial produtivo.
Reduzindo a jornada diária a metade, teríamos que estar prontos para oferecer de imediato o dobro, no mínimo, de veículos disponibilizados somente para este tipo de transporte. A frota de veículos então, teria que ser dobrada pra fazer o mesmo serviço.
Não existe hoje no mercado de veículos pesados, nenhuma montadora que tenha condições de entregar veículos imediatamente. As principais montadoras possuem listas de espera que chega a seis meses, isto sem falar que o preço de um conjunto novo, pronto pra trabalhar, chega hoje no mercado com um custo próximo de R$ 370.000,00 para o transportador que não possui uma única garantia sequer de que o seu alto investimento lhe trará resultados de fato, pois sequer existe um preço mínimo garantido para a tonelada transportada.
Se verdadeiramente estivessem interessados em resolver os problemas de um setor que carrega o Brasil nas costas, começariam pela exigência imediata da reestruturação da malha rodoviária, depois em um segundo plano pela estruturação e organização do transporte rodoviário de cargas dentro de regras claras e garantidas pelo mercado; assim como as que regem o transporte de passageiros, com preços e demandas garantidas e, depois de terem adquirido esta excelência, pensariam no ordenamento garantido para o setor dentro das regras trabalhistas vigentes.
Comparar as condições do Brasil com outros países e se basear nisto, é no mínimo um sinal de que estão completamente perdidos na questão e estão colocando em risco a vida de milhares de pessoas que estarão ainda mais a mercê da incompetência daqueles que administram um setor vital para a economia de qualquer nação.
Em qualquer rodovia européia é possível dentro das oito horas trabalhadas, um veículo pesado percorrer uma distância de no mínimo 600 km No Brasil, pra se deslocar os 200 km entre Cuiabá e Rondonópolis, é necessário cinco horas de aventuras entre buracos, trânsito intenso de veículos pesados, paralisações por acidentes e operações tapa-buracos emergenciais e a postura indigna de praticamente todo o efetivo da Policia Rodoviária Federal que não pode ver surgir no horizonte à visão de uma carreta que logo se dirige para o meio da pista e não tendo onde abordar com segurança o veículo que dentre as tantas dificuldades do setor, certamente estará irregular em algum dos quesitos obrigatórios, para todo o trânsito em fila indiana, até que o motorista satisfaça as suas necessidades e complemente o seu salário em um ciclo vicioso que é banal pra quem como eu, conhece a rotina e os problemas das estradas.
As autoridades responsáveis pelo setor, tratam à corrupção policial como sendo algo isolado, reconhecem que ela existe, porém entre um número muito pequeno do efetivo, porém nós que vivemos e conhecemos o dia-a-dia nas estradas, sabemos e conhecemos o efetivo pelo nome e pelas atitudes incabíveis que eles tomam pra coagir e conseguir o que querem. Nas rodovias federais que cortam o MT, GO e MS, o efetivo chega a um número assombroso muito próximo dos 100% dos que diariamente são corrompidos com os tradicionais “cafezinhos” que não custam menos de R$ 50,00.
Dar poderes pra esta PRF corrupta fiscalizar também à jornada de trabalho na estrada, é colocar o lobo pra tomar conta do galinheiro e uma prova clássica de que nada sabem, nada vêem e nada fazem para poupar verdadeiramente as vidas humanas, só estão tentando tampar o sol com a peneira, como sempre!
Escrito por roberto.lamparina às 17h02
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