A OCA CAIU!
Um dia desses, nas férias de Julho, levei meu filho comigo para uma viagem para o Sapezal - MT. Na travessia pelas terras demarcadas como território indígena dos Parecis, paramos em um recanto paradisíaco as margens do rio Papagaio em uma pequena lanchonete para pegar uma água gelada e tomarmos um refrigerante. No balcão da lanchonete se recostava um índio e sua filhinha, uma indiazinha de mais ou menos uns três anos de idade. O índio então pediu uma daquelas cápsulas gigante daquele refrigerante que tem até na China e como acompanhamento um rizóli encharcado de óleo que pela aparência repousava na estufa a pelo menos vinte e quatro horas. A indiazinha tomou o oleoso nas mãos e o devorava como se fosse uma iguaria. Ao término da refeição, o índio fechou bem a cápsula, retirou do bolso uma nota das grandes, do tipo onça pintada, pagou a conta e se dirigiu a uma motocicleta destas de trail que estava estacionada na porta. Acomodou a pequena acompanhante, desobrigados do uso incômodo dos capacetes e foram embora.
Meu filho então me perguntou:
_Pai, cadê o cavalo dele?
Infelizmente eu tive que desencantar o menino e falar a verdade:
_O cavalo dele é japonês, tem 250 cilindradas, não precisa de pasto, é só pegar os dividendos do pedágio que eles cobram pela travessia no seu território e encher o tanque. Mesmo porque, índio brasileiro não é cavaleiro, isso é uma versão americanizada do cinema, os índios americanos é que ficaram conhecidos pela tradição da montaria e na doma de animais de sela.
Igual ao meu menino, muita gente, já grande, não conhece a verdade sobre os índios.
O homem que se acha civilizado, tentou impor ao índio a sua forma de viver e ele tomou gosto, apenas pelos prazeres e confortos civilizados, as obrigações eles não querem assumir, pelo simples fato de que se escondem por trás da sua cultura e do título moral de guardiões e proprietários das terras.
É muito reconfortante dirigir uma caminhonete importada dessas japonesas de última geração no meio do cerrado, caçar anta e cateto de noite com aqueles faróis de alcance máximo. Se estiver muito calor na noite, o motorista liga o ar condicionado do veículo e a brisa sopra suave no interior da cabine. Quando aquela sucatear pelo uso indevido, é só vender as riquezas da reserva e comprar outra. Tem muita madeira, pedras preciosas e outras riquezas ali, afinal, os pássaros não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, então pra que se preocupar!
Este é outro equívoco do homem civilizado, querer que o índio trabalhe a terra e, somos nós quem pagamos pelas máquinas e instalações que hoje estão sucateadas nas aldeias. Os tratores traçados, eles usam pra passeios no cerrado e desentocar tatu, às instalações agrícolas estão apodrecendo sem nunca terem sido sequer usadas. Silos, secadores de grãos e outras instalações e implementos, completamente desperdiçados.
Índio gosta mesmo é de caçar; com espingarda de repetição, gosta de pescar; com motor e barco de alumínio, pois entalhar tronco para fazer canoa é coisa de cuiabano que não tem o que fazer naquele calor infernal.
Se eu pudesse fazer um apelo às autoridades que se ocupam com a vida indígena, eu diria – parem de tentar transformar o índio em homem branco, pois os índios que vocês já influenciaram não têm mais conserto, já se transformaram em bons capitalistas, adoram a vida confortável e o consumo das porcarias que abastecem este conforto, estão viciados em antibióticos, bebidas alcoólicas, adoram as sagas hollywoodiana e não perdem as novelas Globais. Fiquem longe das tribos que ainda não foram infectadas por esta doença para não os contaminarem também. É muito mais barato para nós, supostos civilizados e contribuintes, que infelizmente fomos educados com a falsa menção de que “é trabalhando que se constrói”.
Sinto muito se estou desencantando também os senhores leitores, mas a verdade está pra quem quiser ver nas tribos da região Norte.
Ps; Eu sou totalmente a favor do custeio da vida indígena pelo homem branco que o contaminou e estragou a sua forma correta de viver e, totalmente contra este desejo do homem branco em escravizar o índio a sua semelhança social comprovadamente decadente.
Escrito por roberto.lamparina às 18h05
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E TUDO SE RENOVA PRO ANO QUE VEM
Na agonia de um 2007 galopante que passou feito ciclone, o que poderíamos dizer como testemunho das experiências vividas é que: aos agnósticos; não tomarás o nome do teu Deus em vão e, não acreditando neste Deus, tudo é possível. Aos técnicos da Seleção Brasileira; não escalarem na mesma equipe o Robinho e o Ronaldinho Gaúcho, pois futebol é um jogo de equipe e estes dois só jogam pra torcida, sobrecarregando a equipe e deixando-os reféns da sorte de os dois estarem em um dia de breve inspiração. Aos senhores Deputados e Senadores; que cumpram com os seus deveres civis e quando der um mau passo, não tente colocar na conta da Mendes Junior, sempre lembrando que praticamente tudo nesta vida é remediável, menos as declarações de uma ex-amante rancorosa no calor dos acontecimentos. Aos da Direita; que se batizem com outra sigla, pois como Democratas, correm o risco de serem solicitados e por falta de prática, não atenderem a solicitação, além de que os desbravadores das mensagens subliminares podem desvendar a mística entre o nome DEMO e o patrono do grupo. Aos da Esquerda; que jamais confiem nos do Centro, pois eles não conseguiram ser nem Direita e nem Esquerda, feito parasitas, vivem ocultos comendo das duas mãos em cima do muro. Aos jogadores digamos um pouco mais sensíveis do que os outros; que não tomem banho nunca em chuveiro do tipo quartel olhando pro colega do lado e se o fizer, dê uma desculpa que está com torcicolo. Aos corintianos; que tenham fé, pois a segunda divisão nem é tão ruim assim, quem sabe lá vocês possam ser campeões e se não for, não tem como descer mais fundo, já estão no fundo do poço. Ao Presidente Lula; se o Chávez começar a correr atrás do senhor, não se desespere, provavelmente ele só quer lhe passar “barata”. A Comissão de Ética do Senado; que aquele beijo da Senadora Idelí Salvatti no Senador José Sarney, só pode ser coisa do Bita do Barão, pai-de-santo do Sarney.
Em um ano repleto de tragédias e poucas boas novas, podemos nos certificar de que nós nada somos além de mero instrumento de forças superiores e, sendo assim, reforçando o lado pelo qual julgo estar na batalha, gostaria de lembrar o Salmo 91, o meu preferido e deixá-lo como mensagem de esperança de tempos melhores para todos nós.
Salmo 91-4 – Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será teu escudo e broquel.
Um feliz 2008 para todos!
Escrito por roberto.lamparina às 10h25
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