OS DEVORADORES DE CÉREBROS
Diante da provável ameaça o ministério do bom senso adverte, "a massificação da mídia além de não surtir os efeitos esperados, podem surtir efeitos contrários"
Diante da eminente possibilidade de uma possível transferência ou incorporação de um dos meios de comunicação mais tradicionais da cidade, por parte daqueles que momentaneamente usufruem do poder municipal, ou seja, são os únicos interessados em direcionar a mídia de encontro com o foco de visão da confraria estabelecida no poder e, certamente os únicos a possuírem o capital necessário para esta incorporação, venho a elucidar-lhes que esta fórmula de manipulação dos pensamentos é velha e apesar de muito usada, está gradativamente caindo em desuso, tornando este investimento sem o retorno imediato esperado.
Os maiores caciques políticos deste país, são os proprietários da mídia falada, escrita e televisiva e mesmo assim não estão conseguindo arrastar as multidões de outrora. Só o Sarney se presenteou com onze emissoras de rádio enquanto usufruía do poder máximo federal e mesmo assim não conseguiu eleger novamente sua filha governadora do seu domínio maranhense.
O invisível Quércia, o falecido ACM, o ensaboado Jader, entre outros tantos políticos profissionais, também são proprietários de outras tantas emissoras e outros tipos de mídia e nem mesmo com esta massificação da mídia, conseguiram alcançar os seus objetivos, isso porque existem pessoas dispostas a desfazer esta lavagem cerebral executada a conveniência por estas lideranças que não querem perder nem o poder e nem a ascensão aos demais.
Os seguimentos de mídia em geral, foram se tornando um instrumento particular de manipulação dos pensamentos daqueles que já ostentam o poder ou que dele pretendem tirar proveito e, os empresários do ramo que usam a ética profissional como bandeira e como forma de continuarem coexistindo a estas regras, gradativamente foram sido expulsos da forma mais comum em minar ou detonar um obstáculo, torná-lo comercialmente inviável, depois encampá-lo e tirar o proveito estabelecido.
No entanto, estas articulações e conspirações tramadas nos bastidores do poder, sempre esbarram no vazamento das informações ao conhecimento público das intenções daqueles que pretendem usufruir dos proveitos obtidos por um instrumento de manipulação tão eficaz e, este perde parcialmente o seu poder de apelo e persuasão.
Portanto senhores confrades, a massificação da mídia não é mais garantia de sucesso e é melhor compor com a imparcialidade dela, do que apegar-se a uma totalização de idéias que todos sabemos aonde quer chegar!
Escrito por roberto.lamparina às 12h32
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COSA NOSTRA
Infelizmente diante de murmúrios e conversas não autorizadas de que o Jornal estaria sofrendo pressões ainda pela publicação de uma crítica justa e que dentro da imparcialidade regida, ofereceu amplo direito de defesa para que os alvos da crítica exercecem o seu direito, lamentavelmente me chega a notícia de que boicotes e pressões se fazem arma na mão daqueles que detêm o poder...
A melhor maneira de corrigirmos nossas falhas ou abrirmos os nossos horizontes para visualizá-las, é permitir com imparcialidade que elas possam ser apontadas. Sendo assim, podemos tomar as providências para corrigi-las ou tomar ciência de que elas existem. A menos que você se considere um ser tão perfeito que não possa cogitar a possibilidade de ter cometido algum erro, por menor que ele possa parecer.
Ao administrador que administra algum bem público, esta receita é ainda muito mais extensiva e verídica, pois é um direito de todos visando o bem comum, que as falhas sejam apontadas para que possam ser corrigidas em benefício da maioria. Para quem administra a “coisa pública”, elogios e aplausos são dispensáveis. Então, se é isto que pretendem e esperam os tais administradores, que procurem um circo ou uma oficina de teatro, pois lá, se for do agrado do público, os aplausos ecoam naturalmente da platéia. Seria oportuno, apenas como receituário de uma experiência de vida de alguém que muito luta sem esperar recompensas, pois isto eu já tenho. No entanto, um deles dirá – e o que fez de tão importante para ter o poder de apontar e direcionar críticas? Então eu direi, sou um cidadão e como tal, tudo posso respeitando os limites dos meus direitos e dos meus deveres.
O aplauso de quem administra o bem público é a crítica, é ela que aprimora a administração e é este aprimoramento que conduz a uma gestão eficaz e que vai modelando e aparando as possíveis arestas que possam surgir nesta caminhada.
Quem não aceita as críticas, não pode administrar nada que não seja da sua exclusiva propriedade, pois assim sendo, você faz como queira e o que você fizer estará perfeito.
A este grupo que se formou por anos e que agora possui ligações sólidas por toda a estrutura social e administrativa em nossa cidade, alcançando os seus tentáculos poderes antes nunca visto, que isto lhe sirva de lição. No momento vocês estão muito bem ramificados e muito bem instalados dentro do poder que faz com que toda a estrutura ou a engrenagem funcione perfeitamente, porém este poder foi conferido pela maioria que não conhecem os métodos de que vocês se cercaram para amealhar este poder, porém em algum momento isto pode mudar...
A melhor forma de se manter as críticas sobre controle, não é abafá-la, mas sim discuti-la da melhor forma possível em transformar a crítica em ação resolvida. Portanto o desabafo editado pelo Jornal Diário de Votuporanga de uma cidadã que se sentiu humilhada diante do tratamento recebido por um ente dentro da Santa Casa já rendeu o que tinha que render que foi o apontamento público de uma questão que afeta a nós todos. Não adianta vocês que estão com os desígnios da cidade ficarem a manipular a mídia local, boicotar, ameaçar com os poderes que vocês possuem, pois ela cumpriu com o seu papel de informar e dar voz a uma cidadã que se sentiu naturalmente ultrajada nos seus direitos de cidadania. Vocês tiveram a oportunidade de se defenderem e o fizeram.
Até os grandes veículos de mídia que tradicionalmente sempre se nortearam por uma linha ideológica, mantêm nos seus quadros os contrários para que possam ser apontados com imparcialidade. Não é nada inteligente calar os contrários e sim combatê-los em qualquer frente de batalha, se é que vocês possuem argumentos para tal, se não possuem, então estão mesmo no caminho certo.
Vivemos em uma bela cidade que sempre se orgulhou das suas diferenças, que permitam que estas diferenças continuem a aflorar, este sempre foi o nosso diferencial.
Escrito por roberto.lamparina às 00h44
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AGRADECIMENTOS...
Este e-mail eu enviei para o Diretor do Jornal Diário de Votuporanga, Danilo Camargo, logo nos dias que se seguiram a publicação, parabenizando-o pela iniciativa e coragem de editar um desabafo de uma cidadã que fatalmente estava na contra-mão dos interesses daqueles que governam a cidade.
Novamente eu gostaria de agradecê-lo por sua coragem em publicar o texto de repúdio de uma cidadã que dentro do seu direito em se opor a determinados acontecimentos que ocorrem dentro da Santa Casa que é o hospital do povo, decidiu em caráter de desabafo tornar público o que presenciou e, relatando-nos os fatos com as características verídicas que infelizmente nós usuários do SUS conhecemos muito bem, novamente nos retorna a dura realidade de que a Santa Casa melhorou sensivelmente, porém está ainda muito distante do que realmente necessita e merece um ser humano que na procura pela solução dos seus problemas de saúde, só pode contar com os poucos recursos e providências dispensados pelo SUS.
Com esta sua notável atitude, mostra-se um discípulo da vivência de cidadania que seu saudoso pai sempre ostentou, acima de qualquer dos interesses que se fizessem maior, o bem estar do seu povo era sempre prioridade e superior a todos, sem falar na incrível capacidade profissional de noticiar o fato e garantir total direito à defesa, sem nunca emitir preferências pessoais, somente se atendo aos fatos noticiados.
Sem desmerecer a atual gestão da Santa Casa, eles tiveram total oportunidade de defender as suas atitudes e os posicionamentos dos responsáveis pela administração da entidade, porém nada pode mudar o fato de que a Santa Casa precisa urgentemente entre outras coisas, humanizar o atendimento ao SUS.
É por presenciar fatos iguais e ainda mais graves que estes narrados pela jovem Karla de Moraes Dumbra que por diversas vezes também escrevi alguns desabafos que tenho publicado no Blog tentando mobilizar os cidadãos para que exerça os seus direitos de fato no sentido de exigir dos responsáveis pela administração da entidade uma mudança de atitude.
Política se faz no “senadinho”, na Câmara Municipal, na Prefeitura Municipal, que é o reduto destinado para tal, na Santa Casa se faz “Misericórdia” e não podemos aceitar que os dois termos estejam dispostos na mesma cumbuca, mesmo sabendo que para o bom andamento da Misericórdia e inevitável o trânsito articulado na política, porém que não ousem enveredar por este caminho, pois estaremos aqui de olho para barrar esta possibilidade.
Como a matéria escrita pela Karla não veio acompanhada nem de telefone e nem e-mail, por favor, transmita a ela os meus agradecimentos em nome dos menos favorecidos e dos usuários do serviço que ela ousou apontar defeitos que todos vêem, porém poucos perdem o seu precioso tempo tentando fazer algo que realmente colabore para uma mudança em prol de todos.
Muito obrigado, bom trabalho e uma boa tarde!
Escrito por roberto.lamparina às 00h28
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