BOM DIA PEZINHO DE ARFACE
Na cidade de via única, sem ter pra quem reclamar...
A euforia da atual situação e signatários da administração municipal, já contam como certa a indicação do membro da confraria que irá substituir o atual prefeito e que há muito vem sendo preparado para esta substituição planejada nos mínimos detalhes nos bastidores do cenário político local. Quando o jovem político foi colocado naquele local estratégico para iniciar-se publicamente na arte de fazer política, eu disse para meus familiares e amigos mais íntimos – depois de esgotadas as possibilidades do atual, este será o nosso futuro prefeito!
A falta de uma corrente que verdadeiramente ofereça um segundo caminho, tem contribuído para que isto se concretize como foi muito anteriormente, estrategicamente e milimetricamente deliberado pelos que são responsáveis pela continuidade da confraria na administração municipal. Quem perde e muito com isso, é o povo. É a concorrência que aprimora a eficácia da boa gestão, não existindo esta concorrência, só nos resta continuarmos seguindo por esta perpendicular planejada.
Bajuladores e eternos confrades se revezam na arte de fazerem o que mais sabem. Não tem “saco” que agüente! Não precisará nem ter eleição, os que decidem, já decidiram e ta acabado.
A bandeira empunhada com veemência pelos que querem a perpetuação no poder enaltece com eloqüência a administração da Santa Casa. Em primeiro lugar, a Santa Casa não é nem cabo e nem cabide eleitoral. Em segundo, quem conhece o atendimento da Santa Casa imparcialmente, sabe que apesar dos esforços da atual administração e o investimento maciço de recursos vindos de todos os lados, esta, na sua função principal que seria o bom atendimento daqueles que precisam, não têm como pagar e necessariamente são vítimas do SUS, continua na mesma situação crítica em que já esteve muito anteriormente, independente dos esforços da atual administração. A Santa Casa conseguiu encontrar na atual gestão integrada entre a provedoria/prefeitura, todas as possíveis saídas para os seus problemas econômicos buscando os recursos onde quer que eles se possibilitem para manutenção e o agigantamento na estrutura física da entidade, porém a essência da Santa Casa de Misericórdia que é justamente a misericórdia, isso dinheiro não pode comprar, somente uma mudança de atitude e posicionamento daqueles que administram esta entidade poderia recolocar a Santa Casa como realmente uma instituição de misericórdia, reforçando os ideais daqueles que a idealizaram. Um ser humano aflito pela dor não espera, não entende o porquê de tanta burocracia e de tanto descaso por parte do corpo clínico que completamente congelado pela rotina hospitalar, não entendem que o paciente é impaciente pela sua própria condição de dependência e fragilidade causada pela dor ou suposta sensação de tal. Quem afirma isto, não é um político direcionando o ângulo de visão aos seus interesses, ou um cliente usuário de plano de saúde que foi mal atendido, é um cidadão que usa o SUS e que sente na pele as suas amarguras convivendo nas intermináveis filas de espera com pessoas com os mesmos problemas. Para o indivíduo que tenha um bom plano de saúde, é fácil passar contrato de fidelidade, experimente fazer uma pesquisa entre os atendidos pelo SUS.
Escrito por roberto.lamparina às 01h21
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CONTINUAÇÃO...
A cidade cresceu e não consegue colocar a disposição dos munícipes áreas de lazer e para prática esportiva onde a nossa população possa gratuitamente desfrutar nos seus momentos de descanso. O carnaval, a festa mais popular do brasileiro, aqui, virou um comboio de status e uma forma de se sobrepor daqueles que possuem condição financeira, deixando claramente num só olhar, todas as variações sociais possíveis totalmente à mostra. O rico compra o direito a brincar o carnaval em cima do trio elétrico, a classe média compra o direito de brincar o carnaval no chão, aproveitando-se do som do rico, porém sem status para freqüentar a carroceria, o pobre fica assistindo tudo lá da esquina do Centro de Lazer do Trabalhador (que ironia) defronte do Assary, porque não pode comprar, só vender. Lá, faz o seu carnaval particular. A parte dos pobres que já aprenderam a conviver com estas discrepâncias sociais, aproveita o momento em que o rico, o quase e os pobres honestos estão inebriados com a festa pagã, para sorrateiramente alivia-los dos seus pertences materialistas desnecessários, surrupiando-lhes o som do carro, os faróis de milha, antenas de rádio, pneus e outros acessórios. A outra parte dos pobres que não podem se dar ao luxo de brincarem a mais popular das festas, revezam-se na esquina com seus carrinhos de cachorro-quente, churros, churrasquinho de “gato” e outros produtos que possam ser comercialmente viáveis nestes dias de festejos.
Vemos nos grandes centros urbanos os mesmos problemas relacionados ao lazer, porém existem áreas públicas e clubes mantidos por entidades de classe que conseguem dar este suporte social para a população.
Votuporanga é uma cidade que tem sua base econômica voltada para a indústria e principalmente a moveleira. Exige-se, portanto, que as entidades responsáveis pelos recolhimentos sindicais, entrem com a contrapartida.
Os ricos já têm o Votuporanga Clube para freqüentarem, os remediados têm o Assary. Aos pobres só restou o CSU e alguns poucos clubes particulares de propriedade das empresas que os patrões tiveram o bom senso de pensarem no lazer dos funcionários.
Não compondo o coro dos bajuladores e nem daqueles que querem se opor a qualquer custo, somente o de cidadão que cumpre com os seus deveres e exige os seus direitos – por que foi cortada a verba que fornecia o lanche para as crianças carentes do projeto de judô mantido em parceria com a prefeitura no CSU?
Escrito por roberto.lamparina às 01h18
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