O FILHO PRÓDIGO
Todas as cidades homenageiam seus filhos mais reluzentes, que se destacam ou que colaboram ou colaboraram de alguma maneira para que o nome da cidade fosse elevado e conhecido até os recônditos mais longínquos desta nossa Nação.
Assim foi com José Bento Monteiro Lobato, que se imortalizou como escritor de contos infantis e o nome de Taubaté-SP, local onde nasceu e que lhe rende homenagens até hoje. Outro local que ficou nacionalmente conhecido pelo sucesso do filho pródigo, foi Brodoswki-SP, terra natal de Cândido Portinari, pintor mundialmente conhecido que retratava as paisagens interioranas da sua infância na pequena cidade vizinha de Ribeirão Preto.
Poderíamos ficar apontando por horas as pessoas que elevaram e elevam o nome das suas cidades até aos patamares mais altos do conhecimento. Zequinha de Abreu, o músico de Santa Rita do Passa Quatro; Cachoeiro do Itapemirim, berço esplêndido do rei da música romântica Roberto Carlos; Três Corações, Bauru e Santos, mães gentis de Pelé, o rei do futebol que as três cidades insistem em ostentá-lo como filho orgulhosamente. São Bernardo do Campo não gerou no ventre da sua sociedade o Luis Inácio Lula da Silva, porém recebeu de braços abertos o Luis Inácio da Silva, retirante nordestino, formou-o metalúrgico e diplomou-o Presidente da República, o primeiro presidente popular na história política brasileira e sendo assim, mesmo não sendo filho de sangue, adotado com amor, legítimo é.
Aqui em Votuporanga, temos exemplos dignos de pessoas que contemplam esta caminhada de sucesso e certamente eternizadas serão pelos seus feitos. O Jornalista Nelson Camargo, ícone da comunicação local que não nasceu aqui em Votuporanga pela simples ordem cronológica dos fatos, porém ajudou a levantar no então Sertão da Noroeste Paulista, esta jovem e bela cidade. A família Facchini, com todos os seus empreendedores que levam o nome de Votuporanga para todo o Brasil e pelo Mundo. Adotados por amor, como o cronista Artur de Carvalho que diariamente nos brinda com suas contribuições, sempre exaltando valores humanos e pessoais, contribuindo intelectualmente para a formação de uma sociedade que pensa e que respeita os pensamentos alheios e ainda, o cara já esteve sentado no sofá do Jô e falando de nós.
Assim como têm cidades que ostentam orgulhosamente o cordão umbilical dos seus pródigos, têm outras que tentam de todas as formas ocultarem ou disfarçarem as relações sangüíneas ou afetivas dos seus reluzentes.
O Roberto Jefferson, por exemplo, vocês sabem de onde ele veio? Provavelmente você nem sabe mais quem é o Roberto Jefferson. Para aqueles que esqueceram, é aquele ex-gordo e ex-deputado que teve cassado o seu mandato por envolvimento no esquema de arrecadação de propina na administração do Correio e que agora reaparece na mídia como uma espécie de Moisés dos trabalhadores, guardião da tábua dos mandamentos trabalhistas (CLT). “Você sabe de onde eu Venho? Venho do morro, do engenho,... Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra sem que eu volte para lá;...” (Brasília). Ele não é de lá, mais é um subproduto forjado nos estreitos e obscuros corredores do poder federal.
E o Clodovil, você sabe de onde veio? Essa é fácil, nasceu em Elisiário e foi criado em Floreal-SP, nossa vizinha, portanto na ausência da mãe, os vizinhos ficam como responsáveis. Criado em Floreal e batizado com o nome de Clodovil..., depois ainda tem gente que não acredita que existem pessoas capazes de preverem o futuro.
Os quatrocentos e noventa e tantos mil votos dedicados ao Clodovil, certamente não foram para ele julgar os dotes femininos das suas colegas de Parlamento, mesmo porque é um assunto que ele não entende, ainda se fossem os dotes masculinos...
Desse jeito, nem dará tempo para o Clodovil abalar as estruturas de Brasília, perderá o mandato antes. Seria bom se Elisiário e Floreal, eternizassem logo o mago das tesouras antes que ele perca o trono, a coroa e o cetro e volte a ser só a bicha velha que não consegue mais satisfazer o seu ego pessoal trabalhando na televisão porque nenhuma das redes de TV não lhe dá mais um emprego.
Escrito por roberto.lamparina às 19h20
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