REVOLUÇÃO NO VALE INCAICO
Na América Latina, tudo acontece com certo atraso, causado pela acomodação dos interesses daqueles que estão no velho mundo desenvolvido, habitado por seres humanos de primeira categoria e, em segundo plano e depois de suprida as necessidades do primeiro, respectivamente é a vez dos gentios, nativos, índios, ou qualquer outro termo que se usa pra se discriminar os seres humanos que estão genuflexos, abaixo da linha do Equador e adjacências.
Parece que desta vez, com uns quarenta anos de atraso, silenciosamente, se espalha uma Revolução Socialista. Sem armas apontadas e nem guerras declaradas, somente usando e abusando da pior e mais mortal das armas, à mídia e o excesso de informações que o mundo moderno proporciona em tempo real, os novos Castros, Guevaras & Cia. Ltda., apresentam para o mundo a nova versão de uma sociedade digna e igualitária para romper com todas as injustiças e mazelas que o capitalismo dominador impôs aos colonizados até hoje.
A Revolução Socialista desta feita, não se faz pela força, nem pelo comando implícito de uma superpotência Socialista, haja visto que não mais existe este escudo, pois “até na China toma-se Coca-Cola”. É somente baseada nos apelos e nas promessas de seus líderes tentando fazer história e quem sabe melhorar um pouquinho a vida de uma população tão escravizada e tão penalizada pela história.
Os ideais socialistas, desta vez se apresentam como realidade, devido ao fracasso de todas as outras tentativas já experimentadas e mal sucedidas, não levando o bem estar e a justiça social até as camadas mais necessitadas da população.
Nações como a Venezuela de Hugo Chávez e a Bolívia de Evo Morales, estão tentando escrever uma outra página nas suas Histórias, valendo-se de receitas ao pé-de-ouvido do Cel. Fidel Castro e de outras personalidades remanescentes daquela utopia de outrora, suas lideranças estão conseguindo amealhar o poder e centralizando-o em suas mãos para a partir daí ditar as regras da transição.
O Caminho certamente está em rota de colisão com o dos donos do mundo e da conseqüente “Coalizão”. Portanto, resolvido as questões no Afeganistão, no Iraque, no Irã, etc., certamente a fuligem incômoda será retirada.
Como diria o polêmico e espalhafatoso jornalista Paulo Francis, “deixa a esquerda falar, que eles se enredam no próprio discurso, se não funcionar, ao primeiro tiro, são os primeiros a saírem correndo”, é tempo para ver pra crer.
Todas as ideologias e todos os regimes planejam e se modelam pelos mesmos objetivos, o bem estar do seu povo, na maioria das vezes estes objetivos são esquecidos pelo caminho e o que impera mesmo é a vontade daqueles que detém o poder e dos que os rodeiam, foi assim com todos os extremos já presenciados pela história, até o Nazismo de Hitler, mesmo sem ter nenhum modelo de administração planejado e bem sucedido, por algum tempo cumpriu com os compromissos do seu mentor. Por isso fica claro e lógico dizer que todos os caminhos levam a Roma, porém nem todos chegarão lá.
Escrito por roberto.lamparina às 21h44
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MÁQUINA DIABÓLICA
Dois velhos amigos e compadres que não se viam há muitos anos, ocasionalmente se encontram na rua:
_Carlos..., como vai, há quanto tempo a gente não se vê. Como vai à vida, e a família, como está?
_Vai indo..., como Deus quer! – respondeu o amigo cabisbaixo e meio desconsolado.
_Há quantos anos que a gente não se encontrava hein! E a comadre, como está?
_Vai Bem, na verdade bem melhor do que eu. Nós nos separamos há uns dois meses!
_Mas compadre!!! Não me diga uma coisa dessas. Você e a comadre se davam tão bem, parecia uma união perfeita.
_E era..., quinze anos de uma ótima convivência, centrada, pacifica..., um belo dia ela disse que queria o divórcio. Eu indaguei os motivos, exigi uma resposta e ela disse simplesmente que não suportava mais viver comigo, a nossa vida a dois seria uma tortura para ela. Fazer o que, procurei contornar a situação de todas as formas, mas foi impossível e, estamos separados já há dois meses.
_Mas compadre, você acha que a comadre arranjou outro homem e por isso ela pediu o divórcio?
_Certeza, certeza, eu não tenho! Eu só sei que desde o dia em que eu comprei um computador e instalei na minha casa, a minha vida nunca mais foi à mesma. É um tal de Orkut, MSN, sala de bate papo e tudo isso foi desmoronando e destruindo a nossa convivência e o nosso relacionamento. Compadre, eu vou lhe dizer uma coisa, se você quer continuar vivendo bem e em paz com a sua família, jamais coloque um computador na sua casa. Essa máquina é coisa do demônio! Ela é mil vezes mais perversa e diabólica do que a sua antecessora, à televisão.
_Compadre..., por acaso você não sabe de algum computador de segunda-mão bem baratinho pra vender?
Escrito por roberto.lamparina às 21h41
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POVO X POVO
O Brasil vive uma guerra silenciosa entre os poderes constituídos e a criminalidade em todos os níveis. Contra o crime organizado, perdemos feio, pois os criminosos são organizados e os nossos poderes constituídos, é verdadeiramente uma bagunça generalizada. A cada ciclo governamental, uma nova receita milagrosa diferente promete vencer o inimigo, porém parcialmente parafraseando Stalone Cobra, “se o crime é uma doença, estamos muito longe de obtermos a cura”.
Contra a criminalidade corriqueira e decorrente de todos os fatores sócio-econômicos que esmagam a população mais carente há várias décadas, vivemos frequentemente às lágrimas com nossas baixas irreparáveis. É uma guerra sem vencedores, pois o cidadão de bem, que paga os seus impostos e cumpre os rigores da lei, vive ultrajado e ameaçado pelo indivíduo que por muitas vezes, não por vontade própria, vive a margem da lei e na criminalidade, escravizado pelo vício das drogas e certamente incapacitado para o trabalho e para uma vida normal.
O Estado não consegue proteger o cidadão de bem, não consegue ressocializar o criminoso e muito menos treinar e aparelhar moral, intelectual e materialmente os agentes civis e militares que estão sob o seu comando nesta tarefa, haja visto os recentes casos de milícias que estão em guerra com traficantes do Rio e que investigações mostraram que são formadas por PMs, ex-PMs, e Bombeiros.
Diante desta total incapacidade, todas as ações que visem à segurança do cidadão de bem já deveriam ter sido tomadas há muito tempo. Não adianta ficar debatendo se a diminuição da maioridade penal resolverá ou não a questão, se a pena de morte deve ou não ser implantada como forma de se fazer justiça, se o cidadão tem o direito de portar uma arma para a sua defesa pessoal ou deve morrer executado friamente e de mãos limpas, clamando pelo perdão de um bandido, talvez, quem sabe, alguém dos poderes constituídos ache normal um pai ver o seu filho de seis anos, ser arrastado, amarrado pelo cinto de segurança do seu próprio automóvel que acabara se ser roubado, e os ladrões em fuga o arrastarem por nove ou dez kilômetros até a morte, sem que seus pais pudessem ter nenhum tipo de reação, a não ser implorar pela clemência Divina que não veio.
A dor que a família do menino João Hélio passa hoje poderá ser a minha ou a sua amanhã, pois estamos totalmente a mercê dos criminosos e não temos nem o sagrado direito a autodefesa, pois nos foi tirado os meios por lei, um pai de família, trabalhador, que mentalmente esteja apto a portar uma arma para defender-se e aos seus, não pode fazê-lo, porém criminosos que nada têm a perder e com o cérebro corroído pela cocaína e pelo crack, freqüentam até estádios de futebol com uma arma na cintura – e cadê as forças do Estado para desarmá-los? Estão ocupadas, fazendo barricadas nas ruas defronte os quartéis e as delegacias, entrincheirados, porque o serviço reservado da Polícia descobriu que haverá mais uma onda de terror organizada pelo PCC ou por qualquer outra das facções criminosas que se criam e se proliferam no lodo interno dos presídios, pelo também despreparo do Estado em separar e direcionar a população carcerária de acordo com os seus delitos e os seus níveis de periculosidade. O Estado é cruel com o cidadão que paga os impostos e não tem a contrapartida e é também cruel com o criminoso porque não lhe oferece oportunidades dignas de mudança.
A diminuição da maioridade penal, a pena de morte e o direito ao porte de armas, são ferramentas que poderiam ser usadas momentaneamente para conter a violência banalizada do momento. O que não dá pra fazer é ficar quieto assistindo que a mídia interesseira e ávida por notícias, juristas sem causa e supostos especialistas em segurança pública, fiquem passando publicamente a receita de um bolo que até hoje eles não conseguiram confeitar.
Cabe a sociedade decidir se quer morrer lutando pela vida, ou viver com a eterna culpa diante da incapacidade de reagir baseando-se no ineficaz escudo do Estado.
As autoridades responsáveis, que tenham almenos a decência de se desculparem publicamente com esta família e se disponibilizem prontamente em todos os aspectos práticos. Como cidadão de bem e sujeito a qualquer destes atos descritos, gostaria de pedir desculpas a esta família em meu nome e em nome da minha família, pois a sociedade somos nós quem construímos, e esta, permitiu que um crime bárbaro fosse cometido com esta família. Que Deus tenha piedade de nós.
Escrito por roberto.lamparina às 22h51
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