PICTURE IN BLACK AND WHITE
O político profissional é mesmo um insaciável pelo poder. O governador eleito José Serra no seu discurso de posse ao invés de ressaltar as suas idéias e os seus projetos para o futuro governo de São Paulo, iniciou já no seu discurso de posse no governo de São Paulo, a sua candidatura para a Presidência em 2010. Assim como fez com a prefeitura de São Paulo, onde somente se aproveitou da confiança depositada pela população para fazer do cargo um trampolim político para concorrer ao governo do Estado, novamente dá mostras das suas verdadeiras intenções de somente somar ao seu currículo político e permanecer em evidência no cenário político Nacional.
Bom para o PCC, que não precisa fazer politicagem e já partem logo para as ações, tendo o seu comando bem definido, estratégias traçadas e colaboradores já indicados e empossados, partem logo para as ações administrativas, sem trâmites burocráticos. Deve ser por isso que se intitulam criminosos organizados, enquanto que no poder público constituído o carro está passando a frente dos bois e fica clara a desorganização e a bagunça.
Enquanto o Estado for governado por pessoas sem as menores intenções de resolver os graves problemas que se acumulam por décadas, a população continuará sujeita a todo o tipo de subordinação e injustiça, enquanto políticos incompetentes e despreparados demonstram as suas vaidades e do alto de um cimo de experiência e sabedoria vomitam a sua demagogia barata, a população acuada pela pobreza e pela marginalidade se vê encurralada por grades de ferro e pelo toque de recolher ordenado pelos criminosos que verdadeiramente conseguem estabelecer um certo controle nesta bagunça administrativa.
Um dia destes eu conversava com um pequeno comerciante de um bairro em Taboão da Serra na grande São Paulo e notei que o telefone público defronte o comércio dele estava todo furado por projéteis. Então perguntei se aquela área que aparentemente parecia tranqüila era perigosa. A resposta foi de pronto – quando o traficante que manda aqui na área está solto, isso aqui é um paraíso. De vez em quando a polícia vem aqui e leva ele para a delegacia e aí o paraíso vira um inferno, porque a polícia não fica aqui para oferecer a segurança que ele representa. Então os outros traficantes começam uma disputa pela área, aí é tiroteio a luz do dia e o que era o paraíso vira um inferno. Depois do “acerto”, eles o trazem de volta e ele novamente reestrutura a paz. Aqui ninguém rouba e nem mata se não for por ordem dele, e isto dá certa sensação de segurança pública.
Pelas minhas andanças pelas grandes cidades do Estado, descobri que esta tática de controle populacional não é somente usada em Taboão da Serra, mas sim por todos os redutos populacionais fora de controle do Estado. Você pode percorrer as ruas de bairros como São Mateus, Vila Formosa, Tatuapé, Vila Carrão, etc. na cidade de São Paulo e outras localidades da grande São Paulo e, após certo horário, você não encontrará uma viva alma nas ruas, muito menos o efetivo militar. Estão todos aquartelados ou em suas casas na busca pela proteção que o aparelhamento do Estado não consegue oferecer.
O governador eleito José Serra, tem a obrigação de interromper este ciclo de insegurança pública que explodiu de forma descontrolada, principalmente nas gestões dos seus correligionários de partido que não tiveram pulso firme e nem vontade política de interromper este ciclo e, começar dizendo como fará para conter este avanço da marginalidade sobre a sociedade indefesa e desprovida de mecanismos que ofereçam as alternativas que a elite possui (segurança privada). Depois de resolver esta questão delicada, certamente ele não precisará de tanto esforço para se auto-promover e para se tornar notório e estará qualificadíssimo para disputar uma vaga para ser inquilino no Planalto em 2010.
Ps: para aqueles que não conseguiram traduzir o sugestivo título, este é: “RETRATO EM PRETO E BRANCO”.
Escrito por roberto.lamparina às 14h11
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PÁTRIA AMADA, IDOLATRADA, SALVE, SALVE
Mais um ano se inicia e, novamente renovam-se as esperanças de que possamos ver o nosso povo e a nossa grande nação arrancar desta quase inércia para uma nova era de desenvolvimento e progresso para todos os setores da sociedade. A vontade do povo se fez realidade nas urnas e mostramos o nosso amadurecimento político tão almejado para o bom andamento da Democracia. Então novamente o presidente metalúrgico terá uma nova oportunidade para colocar em prática toda uma vida de teoria e militância política, desta vez, sem ser amaldiçoado pela herança política da oposição, como ele próprio se referiu ao seu primeiro mandato recebido do PSDB. Agora a herança não tem mais como ser contestada e o presidente terá que mostrar toda a sua capacidade e usar todos os recursos disponíveis para fazer avançar o país e cumprir com as promessas de campanha se quiser efetivamente ver seu nome escrito de forma definitiva na história política nacional.
O avançar que nós cidadãos conscientes esperamos, não é o progresso a qualquer custo, sem respeitar o meio ambiente e sem critérios, mas algo planejado e devidamente estudado os seus benefícios e os seus impactos, não se caracterizando como um desenvolvimento disforme e inconseqüente, visando apenas números que nos remetam a uma visão irreal ou um chorrilho passageiro de esperança, mas algo duradouro e abrangente que tenha a pretensão de se alcançar a todos sem distinção.
Já vivemos tempos em que os nossos governantes usando métodos típicos dos regimes totalitários, nos desviaram do verdadeiro campo de visão, nos direcionando para uma sensação inverídica de progresso e de bem estar social, nos encaminhando até a insuportável situação em que nos encontramos hoje. As grandes cidades vivem os reflexos do crescimento desorganizado e do desrespeito aos seres humanos e ao meio ambiente. As pequenas cidades e as novas fronteiras de progresso vivem as incertezas da falta de planejamento e de um manejo sustentável para que se possam explorar na plenitude todas as suas potencialidades sem que tenhamos um alto custo social e ambiental.
Tudo isso tem que ser devidamente debatido e colocado num terreno prático para que possamos encontrar o melhor caminho para todos os setores invariavelmente.
Diante de tantas necessidades urgentes e inadiáveis, temos que exercer um papel mais extensivo e otimizar ao máximo as expectativas que se apontam no cenário mundial, cobrando e exigindo ações governamentais em todos os níveis, que vão de encontro com estas nossas necessidades que não mais podem ser adiadas e nem esquecidas. O cidadão consciente do seu papel, não pode se abster das responsabilidades de construir uma nação que verdadeiramente atenda aos desígnios dos versos cantados no Hino Nacional (Dos filhos deste solo és mãe gentil,...) .
Nós brasileiros, que nascemos e crescemos escutando que o Brasil é o país do futuro, estamos fartos desta nossa condição futurista e temos o direito de desfrutarmos desta nossa condição hoje, agora, sem que tenhamos que esperar mais por este futuro promissor e prometido que nunca se concretiza. E para que isso se torne uma realidade e não um sonho inatingível, é que devemos engrossar o préstito daqueles que realmente acreditam em um Brasil grande como Nação e para o desfrute de todos sem os costumeiros oportunistas e confrades que sempre se aproveitam do bolo na sua totalidade, restando ao povo apenas as migalhas.
Escrito por roberto.lamparina às 10h17
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