SAC - SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR
Um leitor do post gentilmente enviou-me um e-mail pedindo esclarecimentos a respeito do post “Menino de Engenho”, dizendo não entender a razão do título em relação ao conteúdo do post. Realmente se o leitor não tiver lido a obra homônima de José Lins do Rego, ficará difícil a compreensão, contudo sendo este conhecedor desta obra prima da literatura brasileira, irá facilmente encontrar os parâmetros que me fizeram chegar a esta definição nominal do título. Como na obra do José Lins do Rego, eu narro um período ou um ciclo econômico que está prestes a se encerrar como aquele oligárquico e escravagista visto pela óptica de um menino órfão (Carlinhos), quando por uma trágica circunstância foi levado por um tio para morar e ser educado pelo avô José Paulino no Engenho Santa Rosa, um engenho de cana-de-açúcar do Nordeste brasileiro já em início da decadência do ciclo do açúcar.
Como é nítido em minha narrativa no post, tento fazer uma acareação entre os dois tempos e entre as duas classes e assim como os senhores de engenho do José Lins, deixava claro que o poder gerado por eles tornava o mundo melhor, tentei concluir que as pessoas que estão desmatando e comercializando as madeiras das nossas florestas, também não pensam que estão prestando um desserviço a humanidade, eles acreditam que são os desbravadores de um futuro promissor e progressista.
Para os conhecedores da obra do José Lins, muitos outros parâmetros serão nivelados e dispostos num horizonte comparativo.
Estas são algumas das comparações que me fizeram chegar até aquele título. Espero ter sido claro e desculpem-me pela complexidade.
Escrito por roberto.lamparina às 23h46
[]
[envie esta mensagem]

PRISÃO DE VENTRE
Meia dúzia de pessoas manifestando descontentamento é muito pouco para um contingente de oitenta e tantos mil habitantes, vamos exigir, vamos botar pra quebrar, ninguém na SAEV, nem na PM vai investir do bolso, o dinheiro é nosso e a ETE é prioridade e promessa de campanha do Sr. Prefeito.
Existem coisas que a gente só se questiona quando determinados assuntos se tornam a pauta constante das notícias que normalmente não fazem parte dos assuntos diários da nossa comunidade. Desde o corte criminoso de algumas árvores do logradouro público em nossa cidade, diversos outros assuntos ecologicamente corretos têm vindo a tona, como o eterno pleiteio da construção da ETE, um sonho daqueles que pensam na preservação de um mundo para si e para as futuras gerações, pois esta nossa geração não foi a primeira a habitar o planeta e com toda a certeza não deverá ser a última.
O jornalista, escritor e articulista do jornal “Diário de Votuporanga” Luiz Carlos Bordoni, nos bem lembra dos nossos direitos de cidadania e das obrigações do setor público para com a população e que pelo visto certos administradores nomeados pelo executivo municipal, não estão a par das suas atribuições e perdem o seu tempo precioso e muito bem pago por nós contribuintes, para explicar o inexplicável.
A viabilização do ETE, bem como os recursos necessários vindos de onde vier, é uma necessidade de primeira grandeza, devendo ser o alvo das exigências de todos os setores da sociedade, principalmente daqueles que por ofício, se ocupam da política e por isso dentro do contexto conhecem os atalhos e as ramificações do poder e não correm os riscos de serem extemporâneos. Sendo assim, pessoalmente acredito que este legislativo vigente, pouco tem feito para que os nossos interesses de cidadãos estejam acima dos interesses políticos que eles estão representando momentaneamente e dentro das ações que são da atribuição legislativa, intensificar a cobrança e o debate que se faz necessário dentro do mérito da questão.
Tendo o Diretor Superintendente da SAEV, o Sr. Walter Trindade, já nos elucidado da quantidade de esgoto lançado diariamente no córrego Marinheirinho e que esta, é maior do que a própria vazão do córrego, não nos resta mais nada a não ser esperarmos ansiosamente o início da transformação dos sonhos em realidade e nos lamentar pelos prejuízos já causados ao meio ambiente por uma população estimada em 01/07/05 de 82.526 habitantes, segundo os dados do IBGE, que na frágil condição de seres humanos, todos os dias pelo menos uma vez por dia e por motivo de força maior, obrigados são a se sentarem naqueles confortáveis tronos de louça e lá depositarem os seus dejetos, tendo alguns minutinhos de reflexão durante este ato, questionem-se - para onde será que vai toda esta sujeira? Seria muito mais reconfortante se a resposta fosse uma ETE e não o córrego Marinheirinho. Quem sabe assim, talvez até o material descartado fluísse mais suavemente sem tanto esforço!
Escrito por roberto.lamparina às 16h14
[]
[envie esta mensagem]

|