Meu perfil
BRASIL, Sudeste, VOTUPORANGA, VILA MARIN, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Esportes, Informática e Internet
MSN - roberto_lamparina@hotmail.com




Arquivos
 16/11/2008 a 22/11/2008
 09/11/2008 a 15/11/2008
 02/11/2008 a 08/11/2008
 26/10/2008 a 01/11/2008
 19/10/2008 a 25/10/2008
 12/10/2008 a 18/10/2008
 05/10/2008 a 11/10/2008
 28/09/2008 a 04/10/2008
 21/09/2008 a 27/09/2008
 14/09/2008 a 20/09/2008
 07/09/2008 a 13/09/2008
 31/08/2008 a 06/09/2008
 24/08/2008 a 30/08/2008
 17/08/2008 a 23/08/2008
 10/08/2008 a 16/08/2008
 03/08/2008 a 09/08/2008
 27/07/2008 a 02/08/2008
 20/07/2008 a 26/07/2008
 13/07/2008 a 19/07/2008
 22/06/2008 a 28/06/2008
 08/06/2008 a 14/06/2008
 25/05/2008 a 31/05/2008
 11/05/2008 a 17/05/2008
 04/05/2008 a 10/05/2008
 27/04/2008 a 03/05/2008
 20/04/2008 a 26/04/2008
 13/04/2008 a 19/04/2008
 30/03/2008 a 05/04/2008
 16/03/2008 a 22/03/2008
 24/02/2008 a 01/03/2008
 17/02/2008 a 23/02/2008
 03/02/2008 a 09/02/2008
 30/12/2007 a 05/01/2008
 09/12/2007 a 15/12/2007
 25/11/2007 a 01/12/2007
 04/11/2007 a 10/11/2007
 21/10/2007 a 27/10/2007
 14/10/2007 a 20/10/2007
 07/10/2007 a 13/10/2007
 09/09/2007 a 15/09/2007
 02/09/2007 a 08/09/2007
 19/08/2007 a 25/08/2007
 05/08/2007 a 11/08/2007
 29/07/2007 a 04/08/2007
 22/07/2007 a 28/07/2007
 15/07/2007 a 21/07/2007
 08/07/2007 a 14/07/2007
 01/07/2007 a 07/07/2007
 24/06/2007 a 30/06/2007
 17/06/2007 a 23/06/2007
 10/06/2007 a 16/06/2007
 20/05/2007 a 26/05/2007
 06/05/2007 a 12/05/2007
 29/04/2007 a 05/05/2007
 22/04/2007 a 28/04/2007
 08/04/2007 a 14/04/2007
 01/04/2007 a 07/04/2007
 18/03/2007 a 24/03/2007
 04/03/2007 a 10/03/2007
 11/02/2007 a 17/02/2007
 14/01/2007 a 20/01/2007
 07/01/2007 a 13/01/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 26/11/2006 a 02/12/2006
 19/11/2006 a 25/11/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 22/10/2006 a 28/10/2006
 15/10/2006 a 21/10/2006
 08/10/2006 a 14/10/2006
 01/10/2006 a 07/10/2006
 24/09/2006 a 30/09/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006
 10/09/2006 a 16/09/2006
 20/08/2006 a 26/08/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 blog do josias de souza
 blog da Denize Gonçalves
 blog do josimar
 blog da rosely sayão
 blog da soninha
 blog do artur
 blog do paulo cosmo
 Blog da Renatinha
 rricardo
 Lara Permegiani
 Poeta Gibim




Blog de roberto.lamparina
 


DURO DE MATAR

 

          Em meio a tantas informações que correm de boca em boca sobre a intimidade do Presidente Lula, nós pobres súditos, repetimos o que ouvimos da boca dos outros e vamos passando como se fosse uma corrente gigante e inquebrável. Porém na falta de um elo entre as que são verdades e as que são meras especulações dos concorrentes, dos inimigos políticos e de membros dos setores classistas insatisfeitos, misturamos todas essas informações em um grande caldeirão de fofocas e sempre nos deliciamos com a primeira prova.

          Outro dia minha sobrinha disse que não ia votar no Lula porque o pai do namorado dela disse já ter trabalhado com o Lula no ABC e que ele era um “pinguço”, vivia bêbado. Aí então fiquei com aquilo na cabeça, fiz umas contas, lembrei-me que em 82, foi o período das grandes greves do ABCD e o Lula já era líder grevista e membro do Sindicato dos Metalúrgicos, passados mais ou menos vinte e quatro anos deste episódio. Um bebum, ou pinguço, que foi o termo usado por minha sobrinha, bebendo assim indiscriminadamente por vinte e quatro anos, se verdadeira fosse esta informação, com toda certeza já estaria morto, ou de cirrose ou de “afina canela”, aquela doença que dá em bêbado que ele vai afinando a canela até que bate a canela e babau, já era. Lembrei-me também que a imprensa direitista toda a vez que quer achincalhar a administração do Lula, mostra imagens do presidente jogando futebol na Granja do Torto com os amigos e companheiros (insinuando que o boneco de ventríloquo, só serve para aquela finalidade). Então associei as idéias e percebi que esse negócio de pinguço é mais uma campanha dos fofoqueiros anti-Lula, porque pinguço não consegue arremessar nem bituca de cigarro, quanto mais jogar uma partidinha de futebol frequentemente, principalmente com a idade já avançada do presidente.

          Resolvi então fazer uma pequena pesquisa e tentar entender o fenômeno do “fofoquismo indiscriminado” entre as pessoas que estão diretamente sob os holofotes da mídia, principalmente aqueles que axerceram o maior cargo público da República.

          O presidente Getúlio Vargas, indiscutivelmente o maior personagem da República, não ficou só conhecido pelos seus feitos populistas, trabalhistas e nacionalistas, mas também por ser um gaúcho baixinho e atarracado, chato e que gostava muito de passear as escondidas com as vedetes famosas da época, talvez ele gostasse de levá-las para o Palácio do Catete para mostrar-lhes a rima. Já JK, também não ficou só conhecido por seus feitos futuristas e sua visão de grande empreendedor, mas também por sua virilidade incontida. Quem tem cavalo “inteiro” sabe que cerca não é capaz de segura-lo nas proximidades de uma égua no cio. O presidente FHC, um pouquinho mais comportado no quesito virilidade (não era santo, dava suas escapadinhas com atrizes e famosas), implantou o Plano Real, controlou a inflação, vendeu o patrimônio do povo brasileiro para os grandes grupos empresariais e protagonizou a invenção da Ditadura Política, porém nem só por todos estes atributos ele ficou imortalizado pela história, também pelo fato de ter um ego maior do que o território brasileiro e um incontrolável asco pelos pobres, diziam os mais próximos, que toda a vez que ele era obrigado a estar muito perto dos pobres, ou em campanha, ter que tocar ou pegar crianças no colo (o que foram raríssimas vezes), sua assessoria tinha que dar um jeitinho e levá-lo para um local privado para fazer a desinfecção imediata com álcool.

          Percebi então, que estes comentários podem ser verdadeiros ou não, dependendo das intenções de quem os propagou e para quais finalidades implícitas almejavam os tais comentários.

          Descobri também, que os bastidores do poder é igual a um filme de Hollywood, pode até ter um roteiro baseado em fatos reais, no mais é pura manipulação das ações, dos pensamentos e dos sentimentos de uma maioria em detrimento aos benefícios escusos de uma minoria hipócrita, mesquinha e que jamais admitirá a derrota.

         

         



Escrito por roberto.lamparina às 18h54
[] [envie esta mensagem
]





ALÍ BABÁ E OS QUINHENTOS...

         

 

 

UOL Busca 

 

 O que será que move um cidadão de bem, respeitável aceitar ser cabo-eleitoral (corruptor) do Maluf. Pedir voto para si, já é uma coisa bastante complicada, para o Maluf então, é algo a meu ver inominável. E não é que tem gente que se preste a esse papel. Outro dia o cara bateu na minha porta com uns santinhos eleitorais na mão, me deu um e começou a falar dos planos de campanha do Maluf, o que ele vai fazer quando novamente estiver morando em Brasília, como se ele fosse um debutante na capital da república. O Maluf é um velho cabotino do eleitorado, dispensa apresentações, não precisaria gastar um único níquel com propaganda eleitoral, nem sujar as ruas, nem gastar papel, era só aparecer com aquela sua aparência inolvidável e o número em baixo, teria assim melhorado muito a sua imagem, tornando-se um político ecologicamente correto, mas as velhas práticas políticas infalíveis, o remetem aos seus tempos de indicação biônica.

          Para um político nacionalmente conhecido, ser eleito deputado, não é nenhum feito para se alardear, tenho por mim, que muitos dos cidadãos que estão no esquecimento e na geladeira do eleitorado, deveriam recomeçar por ali.

          Já pensou uma Câmara Federal formada por Orestes Quércia, Paulo Maluf, Fernando Collor de Melo, Celso Pitta, entremeando os outros quinhentos e tantos afortunados morais que lá já se encontram.

          Como diria uma personagem do global “Zorra Total” – vou falar, não vou falar, vou falar! – Com um plenário desses, era formação de quadrilha na certa, era só a PF cercar a entrada e a saída do Congresso e transforma-lo em um grande presídio de segurança máxima – você fala demais, Aderballlll!

          Como isso ainda não é uma realidade, teremos que nos contentarmos com a possibilidade de termos pelo menos dois destes nomes discursando em plenário no próximo ano legislativo, o que já pode ser considerado formação de quadrilha. No rítimo acelerado com que a PF está trabalhando, não nos surpreenderia a manchete nas primeiras páginas dos jornais.



Escrito por roberto.lamparina às 18h20
[] [envie esta mensagem
]





LIGAÇÕES PERIGOSAS

Este artigo foi escrito em parceria e com a colaboração do escritor e jornalista LUIZ CARLOS BORDONI. Muito obrigado pelo seu empenho, apesar das suas atribuições, ainda encontrou tempo para este assunto de interesse público.

Quem assistiu ao debate da Globo, na terça-feira, teve uma aula gratuita de comportamento e histórico político. Os cinco candidatos deram um bom exemplo de civilidade e mostraram que, apesar das diferenças, em alguns momentos, todos transpareceram ter brotado de um mesmo caule. Para compreendermos as ligações e as (sempre encobertas) ramificações políticas, voltemos um pouco no tempo para estudarmos não os personagens principais de hoje, mas os seus mentores, os seus mestres ou gurus políticos.

Comecemos pelos que se auto-intitulam “melhores” (o real significado de ”elite”). José Serra, por exemplo, (o Serra pós-Une, que nada tem a ver com o outro, o do bunker estudantil, embora sejam o mesmo). Serra fundou o PSDB juntamente com Covas e FHC, tendo os três como mentor político Franco Montoro, senador eleito governador, em 1982, pelo PMDB, de onde saiu, posteriormente, para apadrinhar o cantão dos tucanos.

E quem surgia à mesma época e também afilhado de Montoro? Ele mesmo, Orestes Quércia, que veio a ser o vice e, depois, sucessor do próprio Montoro no governo paulista e que ali fez carreira (e fortuna). Foi no vácuo do padrinho desertor que Quércia assumiu aos poucos o controle estadual do partido, aí já sob o patrocínio de Ulysses Guimarães, Severo Gomes e Cia (limitadíssima). Essa foi época da gênese de Fleury, o Borman invisível (mas nem tanto) do Carandiru.

Fizemos este rápido retrato falado de tais “notáveis” apenas para constatar, juntamente com o prezado leitor, que ambos são “brotos” da mesma árvore (não a da sabedoria, mas a da matreirice), ainda que os galhos de um e outro tenham se aberto em direções divergentes. Que ambos são partes de um mesmo contexto, isso é inegável.

Descendo dos elitistas aos mesocratas, é óbvia a diferença em todos os sentidos; o moral, inclusive. Mercadante e Plínio, historicamente, foram forjados na luta. Parceiros e fundadores do PT, ambos são mentores intelectuais de muitas das plataformas ainda hoje defendidas pelo Partido dos Trabalhadores, e que também são bandeiras de ambos, ainda que em campos opostos, separados pela inflexibilidade da parte de petistas que defendiam uma postura mais canhota (a ala de Plínio) e a moderação de outra (Mercadante e os sensatos), que defendia uma postura mais liberal que viabilizasse as alianças que resultaram na eleição de Lula a Presidente, em 2002.

Radicalismo à parte, consignadas as justas diferenças, pois o “quem é quem” é indispensável no processo eleitoral, os dois são também partes de um mesmo contexto. Isolado no meio desta briga de “cachorros grandes”, ficou o Carlos Apolinário, que por diversas vezes fez questão de frisar que o seu partido, o PDT, é o “partido das mãos limpas”, embora só víssemos as mãos de Brizola, que já as acenou para a vida. Como o PDT não governa mais nada, talvez isso explique a cantilena catilina.

Ousasse o pedetista a recorrer ao silêncio e a vantagem seria dele. Não no debate, mas no confronto com ele mesmo, diante do espelho. Afinal, nem só Serra e Quércia constituem o legado de Montoro. Há, também, Carlos Apolinário, que ingressou na política em 1980, ao se filiar ao PMDB pelas mãos do mesmo padrinho, partido em que permaneceu até 2001.

Com a bênção do então candidato a governador Franco Montoro, Apolinário foi eleito deputado estadual em 1982 e reeleito por duas vezes consecutivas, em 1986 (quando se afinou com Quércia) e 1990. Em 1994, chegou à Câmara dos Deputados, mas não conseguiu a reeleição. Em 2000, candidatou-se à Câmara dos Vereadores de São Paulo. Já como vereador, deixou o PMDB em julho de 2001 e filiou-se ao PGT (Partido Geral dos Trabalhadores), disputando o governo de São Paulo. Em fevereiro de 2003, se filiou ao PDT. Por enquanto.

Desenhado o perfil dos litigantes, se analisarmos mais detidamente tão íntimas relações, nós descobriremos que, apesar dos discursos diferenciados, há muitas outras coisas que os candidatos têm em comum. Senão vejamos.

Franco Montoro era profundo admirador de Paulo Freire, filósofo e educador que desenvolveu um método de ensino muito usado até hoje. O mesmo Freire cuja pedagogia o PT adotou como programa de educação em suas plataformas de governo no início da sua disseminação como partido político, metodologia que, aliás, antes de Lula lá, já estava na prática pedagógica diária das cidades e Estados governados pelo Partido dos Trabalhadores (inclusive o governo do Professor Cristovam, no DF, antes de abandonar o partido).

(continua...)



Escrito por roberto.lamparina às 00h26
[] [envie esta mensagem
]





LIGAÇÕES PERIGOSAS

(...continuação)

Em meio a tantas características em comum, só o tempo pode inserir tantas diferenças em matérias tão iguais. O resultado desta ação do tempo nós presenciamos no debate: um Serra acuado por doze anos de (des) mando do seu partido no Estado, aos quais se somam quatro inimigos vorazes só esperando o momento para abocanhar a jugular do tucano. Como jugular tem a ver com sugar sangue e nesse negócio de sanguessuga o Serra é muito mais credenciado, a questão é hierárquica.  Os outros pobres iniciantes, talvez ainda tenham muito que aprenderem para chegarem ao topo desta cadeia alimentar.

 

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:

 

Vejamos o que diz o “dossiê Folha”:

“O início das derrotas de Quércia nas urnas coincide com o aparecimento de suspeitas de irregularidades na gestão como governador. Em 1991, o jornal Folha de S.Paulo revelou que o peemedebista firmou oito contratos sem licitação, no total de US$ 315 milhões, para a importação de equipamentos israelenses para universidades e polícias de São Paulo. O negócio teria sido superfaturado e realizado por meio de empresa de fachada sediada no paraíso fiscal de Dublin, na Irlanda. Três anos depois, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou denúncia de estelionato contra o político peemedebista”.

 

“Em 2002, um levantamento feito pela Folha de S.Paulo revelou o aumento no patrimônio do peemedebista de R$ 9,8 milhões, em 1996, para R$ 64,8 milhões, cinco anos depois. Um crescimento de 562%, segundo os bens declarados por ele ao Tribunal Regional Eleitoral. "Sou empresário, antes de ser político", ele se defendeu na época. Quércia concentra em seu nome e no nome de familiares o controle de empresas nas áreas de comunicações, agricultura, mercado imobiliário, construção e venda de veículos”.

=

Esta foi publica em O globo, em 18/08/2006, às 16h52m:

“Candidato mais rico na disputa pelo governo do Estado, Orestes Quércia tem bens 128 vezes mais valiosos do que José Serra, do PSDB, segundo colocado no quesito bens declarados. Quércia nasceu em Igaçaba, distrito de pedregulho, interior de São Paulo. [...] Atualmente, é presidente do PMDB de São Paulo. Empresário do ramo imobiliário, Quércia também atua nas áreas de comunicação e agronegócios. São dele, por exemplo, o jornal Diário do Comércio e Indústria (DCI), a Rádio Novo Brasil FM e o Hotel Jaraguá, no centro de São Paulo”.

Eu acrescento:

Quércia apoiou Lula nas últimas eleições. Quis indicar alguns “afilhados” na área dos Transportes, mas não teve as suas pretensões atendidas. Por isso defendeu, sem sucesso, o rompimento do PMDB nacional com Lula.

=

A propósito do Serra, aí vai um trocadilho “sem-vergonha”: Montoro fez um monturo (lixão, depósito de lixo) a quem deram o nome de serra. 

SERRA

Há um escândalo anterior ao das sanguessugas. A Polícia Federal encontrou cerca de R$ 1,34 milhão em espécie na empresa Lunus, de Jorge Murad, marido e secretário de Ciência e Tecnologia de Roseana Sarney. Jorge Bornhausen, presidente do PFL, acusou Serra de ter usado a PF, subordinada ao ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira, aliado do ex-prefeito. Serra e Nunes negaram ter manipulado a PF. A imagem de cédulas amontoadas de dinheiro correu o país e minou a candidatura da governadora, que desistiu do Planalto e foi eleita senadora. O PFL não lançou candidato a presidente nem apoiou Serra.

Outra coisa:

Serra esperava que sua candidatura ao Planalto se tornasse um consenso no PSDB. Isso não ocorreu devido à tenacidade de Alckmin na disputa interna. Perdida a chance da candidatura presidencial, Serra decidiu concorrer à sucessão de Alckmin e tentar manter o maior Estado do país sob domínio tucano.

A saída da Prefeitura poderia ser um problema. Serra teria de explicar ao eleitor por que deixou o cargo mesmo tendo se comprometido a cumprir os quatro anos de mandato, durante a campanha de 2004. O tucano abandonou a prefeitura paulistana um ano e três meses após tê-la assumido. A julgar pelos números das pesquisas, o eleitorado parece não se importar com o compromisso quebrado. O Serra foi sacana e parece que agora é a vez do eleitor. Que droga!

=

             Diante de tanta informação, fica mais fácil chegar a uma conclusão.

 

 



Escrito por roberto.lamparina às 00h18
[] [envie esta mensagem
]





LÁBARO DOS LACAIOS

          Às vezes sou traído pelo meu próprio ímpeto, dá uma vontade de atirar na televisão o que estiver à mão. É uma ação efêmera, mais graças a Deus, ele fez o cérebro bicameral, um lado manda jogar e o outro me clareia com as conseqüências deste ato que só iria me causar mais prejuízo ainda, além do intelectual, ainda teria que arcar com o prejuízo material e financeiro.

          Um jornalista experiente com muita bagagem jornalística anuncia a reportagem âncora do seu programa com uma pergunta. - Como um pequeno país como o Chile conseguiu se tornar o país mais competitivo comercialmente na América Latina?

          Oras, é tempo eleitoral, todos querem defender os seus interesses, mas daí a achincalhar os telespectadores com este tipo de embuste e de colocação capciosa é mera exploração do jornalismo na formação da opinião aos antigos moldes do “cabresto”. A resposta já se encontra na pergunta, um pequeno país, pequenos problemas, uma pequena receita bem administrada, controle rígido da corrupção, etc.

          Dentro dos nossos lares encontraremos a resposta, simples e objetiva. Quem é pai sabe do que eu estou falando, quando os filhos são pequenos, os problemas são pequenos, é uma febre aqui e ali, um tombo da bicicleta e uns arranhões, uns galos na cabeça, aos mais levados talvez algumas suturas, mas felizmente ou infelizmente eles crescem e aí é que vem o pesadelo, ele quer sair com os amigos, ele quer chegar tarde,  não quer estudar e por aí em diante. É aí que se não estiver bem alicerçada, a casa cai.

          Muitos irão dizer que este conceito não é aplicável porque existem países pequenos e que não conseguem o desenvolvimento e a manutenção da sua sustentabilidade. Aí já é um assunto questionável, têm que se examinarem todos os contextos pra se chegar a alguma conclusão. É fácil você jogar na mídia um questionamento baseando-se somente em uma posição no ranking emitido por alguma entidade destas internacionais que pra nada servem além de alimentarem os embusteiros, especuladores e os aproveitadores da mídia.

          Ouve-se este tipo de questionamento interesseiro na televisão e amanhã o Zé Povinho (desses ignorantes que são enredados por esta mídia), está igual a papagaio de pirata na obra repetindo aquela asneira que ouvira na noite passada.

          A mídia precisa deixar de ser capciosa e interesseira, precisa se ater aos fatos, ao jornalismo e aos jornalistas, cabe a missão de informarem, denunciarem, acompanharem os desdobramentos e não de tomarem atitudes no sentido da tomada de posição pública, pró ou contra, direita ou esquerda, preto ou branco. Se eles fizerem bem feito o trabalho deles, dentro das suas ações, já estarão implícitos os seus objetivos.

          O povo brasileiro tem urgência de rever muitos conceitos que lhe foram embutidos ao longo de muitos anos por uma mídia servil dos ideais totalitários de uma ditadura militar e depois da ditadura política implantada pelo governo FHC, começando a ver com seus próprios olhos e não somente para o foco visual que lhes é direcionado o campo de visão por esta mídia endividada e escrava destes vermes que por não terem a coragem de revelarem os seus verdadeiros objetivos, vivem na coxia incógnitos.

         

         



Escrito por roberto.lamparina às 10h38
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]