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Blog de roberto.lamparina
 


OS IMORAIS

          Em tempos de campanhas eleitorais, somos obrigados a assistirmos toda e qualquer maluquice que os candidatos e os seus marqueteiros inventam. Dependendo do tempo há que o indivíduo tem direito, o sujeito se propõe a cada situação ridícula que provavelmente seus familiares lhes negam o parentesco. Uns gesticulam e falam alto, outros ironizam e em tom de ameaça prevê que” Brasília jamais será a mesma”, têm alguns que até tentam fazer dobradinha com os filhos buscando descolar ao mesmo tempo duas “boquinhas” nos enormes mamilos da república, que de tão amável e bondosa, carinhosamente é conhecida como “Mãe Gentil”.

          O candidato que não é reincidente até que tem o direito de esgotar todas as suas possibilidades a qualquer preço, porém velhas figurinhas que já ocuparam diversos cargos em diversas legislaturas, perdem moralmente este direito. O candidato Paulo Maluf, por exemplo, ele já foi tudo o que um político sonha em ser menos Presidente da República, ele já fez de tudo, já procurou petróleo em SP, já construiu rodovias e túneis aos montes, já colocou o Pita na prefeitura, já enviou muito dinheiro para o exterior, já conseguiu sair da cadeia, etc. - O que será que ainda almeja para o bem do Brasil e dos brasileiros o candidato Paulo Maluf ? – Será que ao chegar a certa idade os homens se acham onipotentes?

          O Zé Dirceu e o Roberto Jéferson, se possível fosse, também certamente estariam concorrendo novamente ao pleito eleitoral, mas felizmente estão com seus direitos políticos cassados e destes estamos livres.

          Já com o ex-deputado Waldemar da costa Neto, nós não tivemos esta sorte e novamente o elemento está aí de novo pleiteando uma vaga. O pior de tudo é que é bem possível que ele consiga, foi presidente do PL, deputando de influência e que fazia muita politicalha com os recursos do povo e da União, certamente receberá guarida dos velhos cúmplices e outros novos comparsas surgirão.

          A deputada Ângela Guadagnin, aquela que é bailarina, dançarina, striper, etc., também tenta renovar o seu alvará para mais quatro anos. Tomara que o povo não se esqueça das atitudes imorais da deputada, e que me perdoem as dançarinas e as stripers pela comparação, porque as dançarinas e stripers dançam e até tiram à roupa, porém não fazem “sacanagem “ em público.

 



Escrito por roberto.lamparina às 21h45
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SORTE OU AZAR

Este artigo eu escreví em 2000+_, infelizmente não encontrei nenhuma vítima para publicá-lo, foi escrito bem no auge do sucesso meteóricos dos grupos de pagode e de música baiana, vai aí que a parada é boa...

 

          Existem pessoas que definitivamente nasceram com o c... virado para a lua. Acreditem ou não, isto é “sorte”.

          Sorte é o termo usado popularmente para se traduzir um acontecimento bom, por exemplo: acertar na loteria, é sorte, você perder o avião e este cair, é sorte, casar-se com uma mulher rica, é sorte e hoje em dia é quase um milagre.

          No entanto ao mesmo passo que existe a sorte, existe também o oposto a ela, o “azar”, ao qual se é atribuído tudo de ruim.

          Ao longo de nossas vidas sofremos a ação ou a influência destes dois acontecimentos tão discutidos e ás vezes tão desleais.

          Quem não se lembra do ex-deputado João Alves, membro da comissão de orçamento, aquele que ganhava na loteria toda a semana, isto é que é ter sorte, enquanto milhares de apostadores passam uma vida toda jogando e não conseguem ganhar nada.É os políticos costumam ter muita sorte!

          No meio artístico então, nem se fala, a sorte impera para alguns enquanto outros estão aí fazendo de tudo para sair do anonimato e quem sabe um dia pertencerem ao clube dos sortudos.

          Vale tudo para aparecer,  se você quer entrar para o clube dos pagodeiros, você tem que estar com o visual em cima, cabelos coloridos, aquele óculos escuro tradicional que não se usa no rosto e sim na cabeça. Tem que mudar também sua personalidade, introduzir no seu dia-a-dia aquele ar de malandro típico carioca, misturado com um tom mais sério de paulista e aquela virilidade aparente do mineiro que “come um trem quetim no cantim”.

          Há, mas se o seu grupo é o sertanejo, aí a coisa muda de figura, aí você tem que se adequar, aprender a falar o “goianeis”, que é a linguagem oficial do goiano caipira, usar aquelas calças jeans bem apertadas e se acostumar com aquele enchimento que eles usam, aqueles para que se dê um volume aparente a certas regiões.

          Se você tentar entrar para estes dois grupos e não conseguir, não desanime, pois a sorte ainda pode bater à sua porta, basta você usar um pouco o seu extinto de sobrevivência tupiniquim e dar aquele jeitinho que só nós brasileiros conhecemos.

CONTINUA...

 



Escrito por roberto.lamparina às 22h20
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CONTINUAÇÃO...

          Arrume um parceiro, pode ser seu compadre, sai mais barato, arrume uma dançarina loura e outra morena, estas duas sim têm que ser de primeira, para que agradem a todos os gostos. Aí então é só escrever umas letras bem picantes para que elas possam usar toda a sua sensualidade e todo o seu carisma.

          Você canta, seu compadre anima a platéia e as dançarinas enfeitiçam os homens e deixam as mulheres envenenadas de inveja. De vez em quando, você pergunta ao seu compadre o que ele está achando de tudo isto, ele então com uma fala ensaiada e na ponta da língua irá dizer, “eu gostio muitio”.

          Grandes poetas modernos que interpretaram a saga urbana do dia-a-dia como ninguém, feito o Cazuza ou o Renato Russo, se revirarão em seus túmulos, mas você fará fortuna, passará a integrar a lista dos freqüentáveis, no entanto como toda a sorte pode ter como conseqüência uma força contrária que é o azar, infelizmente você e sua família também passarão a fazer parte da lista dos seqüestráveis. Você  contratará muitos seguranças que mesmo assim não conseguirão garantir-lhes à segurança, quanto mais te livrar das investidas daquele chato de carteirinha que é o Otávio Mesquita, mas você será um sortudo vencedor e irá tirar isto tudo de letra.

          A única coisa que realmente irá tirá-lo do sério é a crítica, cruel e incompreensível aos olhos do artista, não entende que este país é uma democracia e como tal, têm que se disponibilizarem espaços para todos os estilos e que a capacidade de representar sua cultura através da música, revela o nível intelectual de um povo.

          Gostaria de desculpar-me pelo tom de ironia em minhas palavras e finalizar com o ditado popular “quem canta, seus males espanta”, só assim poderemos exorcizar este nosso pobre ciclo cultural.

 



Escrito por roberto.lamparina às 22h09
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EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NA CRISE PASSADA

          O estado de São Paulo vive hoje a pior crise de segurança pública e institucional de sua história. A falta de uma política elaborada com metas definidas levando-se em conta os aspectos positivos e negativos das ações governamentais nos levou a esta situação absurda de desgoverno total.

          O responsável direto pelos últimos doze anos de governo, tirou de seus ombros a responsabilidade e tenta de toda forma enumerar parceiros e distribuir dividendos pelo fracasso governamental. Arrumar companheiros para dividir glórias é fácil, difícil é dividir fracassos.

          Governar é realmente uma ação que faz do governante um verdadeiro artista. Depois de eleito para um cargo executivo, antes que diplomado fosse, o indivíduo deveria ser obrigado por lei a fazer um curso rápido de “artes cênicas” para que este,

 interpretasse melhor o seu papel e com o aval de um verdadeiro mestre no ofício.

          Retrocedendo um pouquinho no tempo para uns poucos anos atrás, quando o estado do Rio de Janeiro passou pela mesma crise institucional na segurança pública por que passa hoje o estado de São Paulo, o então governador Geraldo Alckmin frequentemente era requisitado pela mídia em geral para dar receitas e dicas de segurança pública, ao qual ele o fazia com muito entusiasmo, às vezes até extrapolando os limites, como oferecendo treinamento especializado para o contingente da PM do RJ.

          O então governador paulista, sempre engrossando a voz e a veia do pescoço, falava da sua firmeza no comando das questões de segurança pública, dos seus investimentos e dos seus resultados até então disfarçados por uma máscara aparente de segurança.

          Esta firmeza governamental alicerçada por tantos anos de políticas públicas de segurança implantadas, de nada adiantou e hoje ninguém assume os seus erros, um joga a bomba no colo do outro. O atual governador diz que não é o culpado e que também tem agido com firmeza diante da insurreição do PCC. O ex-governador, diz que o culpado é o presidente da república que cortou orçamento em segurança pública, e assim por diante.

          O fato é que na hora de atirar pedras no telhado do vizinho, atiraram-nas, mas agora que as pedras estão caindo sobre os seus telhados, ninguém quer se comprometer com os reparos. O melhor deste teatro amador, ainda está por acontecer, só o que falta, são os atuais responsáveis pela segurança do RJ serem solicitados e intercederem com suas atuais receitas do sucesso em segurança pública aqui em SP.

          Nós os paulistas, estamos pagando para ver o dia em que o governador Cláudio Lembo vai encaminhar as transferências dos chefes cadeieiros para o presídio federal de segurança máxima de Catanduvas-PR. Já existe uma bolsa de apostas na internet pagando três por um, como ele irá empurrar esta decisão com a barriga até a posse do novo governador e não correrá o risco de ser o responsável por mais uma onda coletiva de violência. Nesta novela é melhor ser coadjuvante do que ser o personagem principal.



Escrito por roberto.lamparina às 14h21
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MUIÉ BOBUS & ELEIÇÕES 2002

Revirando meus arquivos, encontrei esta pérola publicada pelo JORNAL DIÁRIO DE VOTUPORANGA, em tempos eleitorais é bem lembrada, aí vai...

          A professora Maria Lúcia Victor Barbosa semanalmente nos brinda com sua visão “bidediana” do momento político do nosso país e nos enriquece com suas colocações próprias em sua árdua missão de defender inimigos da Pátria e os vilões do capitalismo mundial, responsáveis pela grave crise que assola as economias em todo o mundo.

          Na ânsia de defender um capitalismo voraz liderado pelos EUA através da ALCA, ela se esquece em primeiro lugar que o capitalismo não serve a dois senhores, um ele serve, o outro ele escraviza. Com toda a certeza ela pertence à classe daqueles que estão se servindo do capital.

          Eu e outros milhões de brasileiros que infelizmente estamos do outro lado, temos o direito e a obrigação de nos defendermos de mais esta tentativa absurda de sermos novamente dispostos feito peças descartáveis no jogo de xadrez desta tal economia globalizada.

          Como educadora em primeiro lugar, a professora deveria cumprir com o seu papel de educar e nos colocar a par do que seja ALCA, já que ela tem certeza que nós não sabemos do que se trata. No entanto já que a socióloga, escritora e professora universitária não cumpriu com a sua missão, este humilde motorista de caminhão terá que tentar fazer o seu papel. Com uma linguagem tão simples e comum, até o mais humilde dos analfabetos (estes que os senhores do capital lhes negaram o direito à instrução, porém lhes deram o poder do voto), entenderão.

          A ALCA nada mais é do que o sinal verde para que os capitalistas americanos subsidiados pela sua economia estabelecida, nos sufoquem com seus produtos num mercado igualitário em que não teremos a mínima chance de nos defender, tornando-nos assim, fiéis mercados consumidores de seus produtos, mantendo os empregos na América, o capital na mão dos capitalistas e empurrando ainda mais a pobreza mundial lá pro terceiro mundo, deixando-nos ainda mais à mercê do imperialismo americano, reforçando ainda mais à imagem deles de defensores da justiça e da ordem mundial.

          Em detrimento disso, em nosso país, será a ruína da indústria nacional que já agoniza com juros altos e a carga tributária excessiva emplacado por um governo desestabilizado que não consegue conter o déficit público e jamais terá condições de subsidiar nossas indústrias com juros mais baixos e tributação justa para que possamos nos dispor no mercado comum em condições de concorrer sequer com nossos vizinhos do MERCOSUL, quanto mais com nossos “patrões americanos”.

          Temos como exemplo simples, o arroz uruguaio, que chega ao mercado brasileiro mais barato do que o arroz produzido no Brasil, pois o governo uruguaio subsidia a agricultura com juros mais baixos, os insumos agrícolas com isenções de impostos, etc., enquanto o governo brasileiro pune nossa agricultura produtiva com altas taxas de juros, atrazo na liberação de custeios para a agricultura e a alta tributação de impostos.

          Se não conseguimos ganhar mercado almenos dos nossos vizinhos uruguaios, você acha que conseguiremos fazer frente aos nossos patrões americanos?

          Tem gente que ainda tenta misturar as coisas pra ver se no final consegue ludibriar o povo. Colocam tudo no mesmo recipiente para ver se conseguem misturar, ligam o triturador, mas no final todos estão ali inteiros, cada qual como eles são.

          Os senhores capitalistas enganam-se com as intenções de Lula, ele não quer acabar com o capital e nem com os capitalistas, ele só quer acabar com a miséria, ao que todos os candidatos deveriam estar comprometidos, pois é por esta miséria que vivemos hoje, é que nos tornamos reféns dos nossos próprios instintos.

           

 



Escrito por roberto.lamparina às 22h25
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O CONTADOR DE HISTÓRIAS

          Na semana em que comemoramos o aniversário da cidade, eu gostaria de também manifestar a alegria e a satisfação de ser votuporanguense. Entretanto não gostaria de falar de coisas nem de pessoas que já são patrimônio moral da cidade, gostaria de fazer alguma coisa diferenciada. Contar uma breve historia de como surgiu o povoado, sua localização geográfica e sua formação social, qualquer pessoa bem informada pode fazê-lo, no entanto somente pessoas que dedicaram suas vidas vivendo aqui todos os anos, criando seus filhos e netos e cumprindo suas jornadas como seres humanos (nascem, crescem e morrem) e jamais tiveram por aqui suas passagens lembradas à não ser por aqueles que lhe são mais próximos.

          Existem pessoas que são mais atuantes dentro de um contexto social e outras que não tendo tanta atuação são mais passivas, porém com importância também relevante num contexto de grupo. É para estas pessoas que eu gostaria de dirigir minhas homenagens e acender nossas lembranças, porque falar dos colonizadores e das pessoas que se destacaram ao longo destes sessenta e nove anos de fundação, acredito que já foi dito e já é do conhecimento público de todos. Eu gostaria então de render desta vez uma homenagem aos milhares de anônimos que lado a lado com as figuras mais expressivas da sociedade ergueram esta bela cidade e este reduto de paz e tranqüilidade para se viver e prosperar.

          Impossível seria arranjar uma maneira de homenagear todos os anônimos de forma que estes pudessem também ter seus nomes lembrados e terem um justo reconhecimento pela dedicação e o empenho de toda uma vida, então pensei, pensei, e cheguei à conclusão de que sozinho eu não posso fazê-lo, porém posso dar início neste justo processo de agradecimentos e homenagens lembrando-me daqueles  com quem convivo e convivi ao longo dos meus trinta e oito anos vivendo aqui no rincão da Vila Marin e da experiência vivida por meus pais e avôs que são pioneiros anônimos desta cidade e que entre outros tantos já estão em sua última morada.

          Começarei então pelos saudosos; Cabo Noel (papai- noel da Vila Marin), Dito Jueira, Roberto Vivo, Mané Corte, Zé Madaloso, Orestes e Guilherme Megiani, João Garcia, Antonio e Francisco Fogaça,  Pedro Peres Cervantes, Adauto Lupo, João Sanches, Donato Laridondo, Toninho Maçon, Jerominho (do DER), Osvaldo Marioti, Gonçalo e Eugenio Martins, e finalizando meus avós João Martins Fernandes e Felicidade Fernandes Garcia.

          Dentre os que ainda estão em nosso convívio gostaria de lembrar de Alberico  Fogaça, Zé Gregui, Jeromão (do DER), Antonio Escremin, Mané Barranco, Dim Bereta,

Gentil Barbosa, Antonio C. Parreira, Chicão Garcia (tomateiro), Euripedes Grandizoli,

Roberto e Osvaldo Algarve, entre tantos outros anônimos que não será possível lembrar nesta pequena homenagem a estes nomes e a todos os seus familiares que viveram e vivem os difíceis caminhos da vida comum e anônima.

          Gostaria que esta homenagem aos anônimos se estendessem a outros bairros contado pela memória de outras pessoas que como eu tendo os pés fincados neste chão,

também tem histórias pra contar.

          Por força do meu ofício de quase vinte anos, eu viajei muito e conheci pratica-

mente todo o Brasil desde as planícies arrozeiras alagadas de Rio Grande, Pelotas, Jaguarão na divisa do extremo do RS com o Uruguai até as margens mais remotas da região Norte passando por todos os estados do Nordeste, cada uma com sua beleza e suas peculiaridades como a rusticidade e a força do sertanejo nordestino, o apego cultural  das tradições nortistas mesmo diante de tantas adversidades, o espírito empreendedor que contaminou as pessoas que migraram para estados como Rondônia e Acre e lá construíram suas vidas e suas histórias, porém Votuporanga é o único lugar onde eu me vejo envelhecer, se DEUS assim me permitir.

 

 



Escrito por roberto.lamparina às 18h59
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TORTURA A BRASILEIRA

          Novamente começou a tortura. Com o início da propaganda política gratuita obrigatória no radio e na TV estamos novamente expostos ao desprazer de assistirmos obrigatoriamente uma programação que não é exatamente da preferência nacional.

          Em tempos de democracia, é proibido o uso do termo “proibir”, no entanto deveria ser criada uma espécie de censura para certos termos e palavras usadas pelos políticos em suas campanhas eleitorais. Deveria ser criada uma cartilha com os termos censurados e certamente palavras como trabalho, novo, renovação, honestidade, entre outras, deveriam ser abolidas do repertório eleitoral.

          Você pode pensar que eu estou radicalizando, que existem exceções, porém certas palavras da língua portuguesa não se acondicionam muito bem quando estão num mesmo balaio de expressões. Por exemplo: vamos brincar de jogo rápido. Eu menciono um termo e vocês rapidamente me definam ele. Se o termo em questão for “trabalho”, certamente todos definirão como a aplicação das forças mentais ou físicas na construção de uma obra, sol quente, noite fria e chuvosa, cartão de ponto, suor, dor, entre outros termos. No entanto se o termo questionado for “políticos”, certamente você dirá que é o sujeito que se ocupa da política, um negociador e de imediato virão outros termos como:

desprezível, desonesto, corrupto, mentiroso, demagogo, nepotismo, comissões, desvio orçamentário, sanguessugas, CPI/CPMI, e vai por aí afora. Aí então você chegará na mesma conclusão que cheguei com relação à censura destes termos.

          Na impossibilidade de realizarmos este desejo totalitário de censura, só nos resta mesmo assistirmos mais esta campanha e tirarmos algumas conclusões imediatas sobre os candidatos e seus legados eleitorais, por exemplo: o candidato Orestes Quércia, bem que poderia ter seu nome associado à frase “e o tempo não para”, de tanto que ele se glorifica dos tempos em que foi governador, mas o tempo não para e a fila anda. O Alckmin facilmente se identificaria com o termo “papai sabe tudo”, porque ele parece um pai, fala grosso, sempre de cara feia e com aquela experiência de quem já viveu uns mil anos. Já o candidato Mercadante é de difícil definição, mas talvez “exame de próstata”, seja o mais adequado, o seu semblante permanente o incrimina, parece sempre que ele acabou de sair do consultório do urologista e precisa disfarçar a satisfação que está sentindo. A definição mais clara que me vem à mente é do candidato José Serra, “o médico e o monstro”, porque ele lembra a medicina pelos tempos em que ocupou o ministério da saúde sem nunca ter sido médico, e monstro por seus próprios méritos.

          Contudo, teremos que votar em um deles e infelizmente não é nenhum buraco no escuro, todos são figurinhas bastante conhecidas e se não podemos censurá-los verbalmente, nós podemos desligar o televisor.

         



Escrito por roberto.lamparina às 18h52
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CARRUAGEM DE FOGO, OU CARAVANA ELEITORAL?

          Ultimamente com tantas notícias veiculada pela mídia denunciando, escandali-

zando e bombardeando a opinião pública com tanta propaganda negativa, uma iniciativa da central de Jornalismo da TV Globo nos fez ver uma luz no fim do túnel, porque são tantas denúncias, tanto estardalhaço, tanta expectativa e no final nada acontece, a própria mídia que dispara o alarme não acompanha o desenrolar do caso e logo se concentra em outra notícia e aquela denunciada anteriormente vira prato requentado.

          Então um programa de jornalismo sério noticia que vai deslocar uma equipe de conceituados profissionais para percorrer o Brasil do Oiapoc ao Chuí denunciando problemas, mapeando e registrando o desejo do povo brasileiro, suas aspirações, seus sonhos e suas esperanças. Esta equipe então começa seu roteiro pela região Sul e segue em frente.

          Nós, pobres telespectadores acompanhamos dia a dia esta aventura e nos chocamos com tanta superficialidade, tanta falta de vontade de mostrar para os brasileiros que não tem a oportunidade de conhecer o Brasil, suas belezas e suas incoerências. Os bravos aventureiros que excursionam com a caravana do JN nada mais estão fazendo do que umas boas férias. Nos três mil e tantos kms. percorridos pela equipe nada de novo apresentou à não ser demagogia jornalística. Que os estados do sul sofrem com o destempero climático e seus agricultores sofrem crises econômicas e que está provocando uma grave crise social por conseqüência, é público e notório.  Que a indústria calçadista do R. G. do Sul amarga crise e desemprego por causa do câmbio baixo também não é segredo de ninguém e o setor já passou por muitas outras crises piores que deixaram alguns empresários do Vale do Sinos milionários e outros na mixórdia, faz parte. Qualquer que for a pesquisa levando em conta setores da economia em que as perguntas forem dirigidas aos membros setoriais, as críticas serão de imediato, nunca ninguém dirá que o seu setor está em franco desenvolvimento e não necessita da ajuda governamental.



Escrito por roberto.lamparina às 18h49
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CONTINUAÇÃO

           O que nós que conhecemos o Brasil esperávamos ver realmente é um inventário

documentado com áudio e vídeo dos problemas que nos envergonham, que nos atrazam e que nos remetem a Idade da Pedra. Nós gostaríamos de ver noticiados velhos problemas como as más condições das rodovias federais como à BR 101 e 116, a corrupção policial que as acompanham em todo o seu trajeto, a falta de um sistema eficaz que submetam todos os veículos de carga à pesagem obrigatória, a insegurança nacional que é viver nas estradas brasileiras com assaltos de cargas e de veículos aos milhares, a vergonha que se transformaram as concessões das rodovias estaduais privatizadas, principalmente nos estados de SP, PR e RS que tem contrato para extorquir o usuário garantido por lei, além de tantas outras distorções que acontecem Brasil adentro. Só como exemplo, vou citar uma distorção burocrática absurda; o arroz tipo 1 que chega até a mesa dos brasileiros em sua grande maioria é produzido na região sul, parte é importado do Uruguai e adicionado ao nacional para melhorar a qualidade e aumentarem os lucros, porque o arroz uruguaio é mais barato do que o nosso, aí então este arroz é vendido e embarcado nos caminhões do RS para o estado do PA por exemplo. Na divisa fiscal do estado do RS e SC é efetuado pelo fisco um passe fiscal de trânsito para que esta mercadoria trafegue pelo estado de SC e esta maratona fiscal será repetida por quase todos os estados em que esta mercadoria passará simplesmente em trânsito até o seu destino final. Agora você acompanhe comigo quantas fronteiras fiscais são: SC, PR, SP, MG, GO, TO, MA e finalmente PA, esta mercadoria está em cima de um caminhão e seu condutor submetido a esta tortura fiscal fazendo o passe na entrada do estado e dando baixa na saída do mesmo e a pior de todas as incoerências é que se neste verdadeiro calvário fiscal se um passe destes se extraviar sem ter sido dado à baixa pelo fiscal por qualquer erro involuntário dele mesmo, são os condutores quem sofrerão as penalidades da lei.

          O estado de São Paulo é o único estado que aboliu a fiscalização nas fronteiras, concentrando as ações do fisco internamente no estado e com barreiras itinerantes.

          Parece óbvio que esta anarquia burocrática só nos consome tempo e recursos, além de onerar a já tão pesada estrutura da máquina fiscal. O que falta realmente é que alguém com o peso de formador de opinião denuncie, para que sejam tomadas medidas necessárias para a solução deste e de outros tantos problemas.

          São muitos os problemas que deveriam ser apontados para que a sociedade deles tome conhecimento. Eu poderia passar horas dissertando sobre eles e ainda teria muito assunto, poderíamos falar sobre a prostituição infantil no corredor das principais BRs por todo o Brasil, mostrar um pouco da vida de crianças e adolescentes que se prostituem em troca de alguns tostões para que possam quem sabe um dia terem mudados os seus destinos e suas vidas. Poderíamos falar também das amarras que sustentam ainda nos dias de hoje os coronéis da política no norte e no nordeste subjugando uma legião de analfabetos e iletrados ao seu próprio benefício e dos seus protegidos, construindo verdadeiros impérios econômicos como o de Jader Barbalho no PA, ACM na BA, do clã Sarney no MA, que é dono de tudo o que existe de importante no estado e governa conforme sua vontade, obedecendo a seus próprios conceitos de justiça, muitas vezes eles próprios sendo à justiça.

          Diante de tantos problemas sem soluções, não adianta ficarmos passando de leve sobre a ferida, é necessário que alguém coloque o dedo e aponte. Já que se prontificou  à fazê-lo, a caravana JN deveria parar com a demagogia jornalística e apresentar os problemas ao povo brasileiro e o povo brasileiro aos seus problemas. 

          Vivemos em um país com dimensões territoriais muito vasta, diferenças sociais

gritantes e um povo com uma incrível capacidade de sujeição. Nós nos adaptamos a tudo, nos estados mais desenvolvidos da federação é proibido o consumo de carnes se estas não forem abatidas em frigoríficos e com inspeção federal, contudo em todos os estados do norte e nordeste, carnes são comercializadas nas ruas, nas feiras públicas sem qualquer condição mínima de higiene, são penduradas na porta dos estabelecimentos e ficam ali até serem comercializadas, o restante que não é vendido de imediato é charqueado e vendido posteriormente.

          Toda esta adversidade deveria ser mostrada e colocada em debate para que o nosso povo exija os seus direitos e os nossos governantes assumam compromissos no sentido de resolverem questões que realmente são do interesse público.

          Os altos custos desta aventura jornalística desta forma ineficaz, de nada servem se foi imbuído de sinceros compromissos de relatar a verdade com imparcialidade e retidão, além de ser um desperdício do talento editorial do jornalista Pedro Bial, que tem recursos e moral para ir muito mais além do que este pobre passeio turístico.

 

               



Escrito por roberto.lamparina às 18h46
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DO ÊXTASE AS NAUSEAS

           Era uma daquelas damas pomposas e discretas, roupas modernamente combinadas e sofisticada, daquelas que já passaram um pouquinho da idade, mas ainda

causam uma certa euforia nos homens e uma pitadinha de inveja nas mulheres.

           Senta-se à mesa acompanhada de um cavalheiro, o garçom se aproxima e o cavalheiro educadamente consulta a dama e executa o pedido. Após vinte minutos passados chega a mesa o pedido, é um prato muito elegante cujo principal ingrediente

é macarrão. A dama com um toque de classe que lhe parecia peculiar estendeu o guardanapo no colo e se inicia na degustação do requintado prato.

           Entre garfadas o diálogo sussurrante foi dando espaço a uma fala singular da dama, o cavalheiro abaixando os olhos as vezes respondia com um hã hã, confirmando

a afirmação da dama, mas aquele pequeno fio de macarrão insistia em ficar alí grudado no canto da boca, o pior de tudo é que todo mundo já havia notado. No início parecia um tanto constrangedor, o cavalheiro tentando chamar a atenção para o fato sem que isto fosse uma atitude dolorosa para o recato da dama, aquele drible da visão, alternando com os olhos o foco da ação, mas o fiozinho de macarrão continuava lá, as vezes mudava de lugar se deslocando mais para baixo e as vezes um pouquinho mais para cima grudando no suave bigodinho molhado pelo calor do prato e do clima com a  predominância dos dias mais quentes do verão.

           Um copo de vinho e pronto, parece que tudo está acabado, ela não é mais o espelho da sala.

           O garçom se aproxima, oferece a sobremesa, e para o asco dos demais o show vai

continuar.



Escrito por roberto.lamparina às 18h43
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PASCÁCIOS, NÉSCIOS & CIA. LTDA.

          A política é realmente algo que uma pessoa honesta e de bem jamais poderia almejar para sua vida, contudo nós vivemos tempos em que não se pode mais se abster do fato de que só se consegue mudar um sistema mesmo que parcialmente ou provisoriamente se nós interferirmos diretamente nele, não dá mais para ficarmos sentados no alto do muro esperando que as posições sejam formadas à nossa revelia sem que possamos também externarmos as nossas opiniões e os nossos desejos.

          Somos de modo geral tratados como pobres pascácios pelas classes políticas que não tendo uma meta nem um programa verdadeiro para governar ficam se estocando mutuamente sem que se produza o mínimo de resultado para aqueles a quem eles juram estar em defesa.

          Os novos tempos da política brasileira tem criado uma certa distinção nítida entre as classes sociais e isto é muito mais prejudicial do que benéfico para a sociedade.

          Nós o povo, queremos uma política às claras, que os candidatos venham nos conhecer e nos dar satisfações de seus atos, não é o contrário, porque eu não posso e não tenho condições de conhecer o candidato na sua essência, eu só conheço o que ele quer que seja externado, mas ele pode e têm que vir até nós e andar entre nós e conhecer os nossos problemas e os nossos anseios, eu não passei procuração pra ninguém expor os meus anseios em meu nome.

          Tomamos como exemplos positivos os candidatos C. Buarque (PDT) e H. Helena (PSOL), estão com suas campanhas nas ruas, nas praças, nas portas de fábricas, nos sindicatos, nas feiras, no boteco da esquina, nas favelas, não estão dizendo asneiras para um seleto grupo de pessoas que ali só estão que me perdoem os moralistas de plantão, para “babar nos ovos de um pela - saco”.

          Com o fim das campanhas milionárias cheias de artistas, efeitos visuais e marketing, não sobrou muita coisa para o candidato se ocupar, resta agora que ele se preocupe mais com suas ações do que com sua imagem pública que verdadeiramente e de um modo geral não anda nada boa.

          Recebemos a visita do candidato a governador Jose Serra que lamentavelmente só falou para uma platéia de girondinos . Chegou em Votuporanga cercado por um esquema policial de dar inveja ao próprio anti-cristo G. W. Busch. -Do que será que tem medo o candidato José Serra?-Será que ele tem medo da insegurança pública que os seus correligionários implantaram em São Paulo?-E quais serão os planos que ele tem preparado para resolver o problema?- Será que estes planos darão resultados concretos em dois anos?- Porque ele só tem dois anos para colocar em prática a sua mágica governamental, depois ele tem que mudar o discurso e subir mais um degrau no trâmite

político nacional, assim como fez com a prefeitura de São Paulo, abandonando-a na mão de um vice que 60 % da população não sabem sequer o nome.       

                   Entre todos os pecados cometidos pelo candidato José Serra, dois são inadmissíveis, - 1 o colégio eleitoral de Votuporanga não só se compõe de girondinos, - 2 que não se pode formular uma acusação sem que se tenham as devidas comprovações, incorrendo assim o candidato José Serra como postulante de um crime ou no mínimo um irresponsável basbaque.

           Se existe mesmo qualquer evidência que ligue o PT ou qualquer outro partido político com o PCC ou qualquer outra organização criminosa, isto deve ser investigado e devidamente evidenciado e provado, para que este partido possa ser banido do cenário político nacional e suas lideranças condenadas por este crime.



Escrito por roberto.lamparina às 18h41
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WONDERFUL WORLD OF THE PIGs.

Quando não se tem problemas inventamos, por muitos anos somos assediados pela indústria canavieira que por diversas vezes rondou nossos limites e por inúmeras vezes foi rechaçada as possibilidades desta inclusão pelas autoridades municipais vigentes.

Desta vez foi o contrário, nossos bravos representantes foram quem abriram as portas para que esta indústria se instalasse aqui em nossa região. Manchetes de jornais passados confirmam o comprometimento da prefeitura municipal na figura do sr. Prefeito e de seus colaboradores no sentido de viabilizarem a inclusão desta indústria em nossos domínios.

Realmente se pensarmos somente nos aspectos positivos a indústria canavieira representa a expansão do mercado de trabalho, novos horizontes se abrem para que outras indústrias secundárias do setor canavieiro possam se radicar na nossa região como já aconteceu por exemplo na região de Ribeirão Preto que é hoje completamente cercada pela paisagem canavieira. Esta paisagem gerou o progresso regional como o de Sertãozinho que é o parque industrial metalúrgico especializado na construção e nos reparos das engenhocas e máquinas das unidades canavieiras e de muitos outros municípios que de uma forma ou de outra se aproveitam deste grande mercado de oportunidades ao qual representam as indústrias canavieiras.

Este desenvolvimento gigantesco é a parte benéfica da coisa, a maléfica estamos começando a ter conhecimento de apenas um de seus malefícios, dezenas de outros ainda deveremos presenciar e ainda repudiaremos e arrependeremo-nos.

Contudo, já é tarde já está feito, a indústria já está instalada e a fuligem já permeia nossas casas e nossos quintais todas as manhãs, e agora? O que fazer? Acalmem-se que os nossos problemas só estão começando, muitos outros tendem a aparecer como o sucateamento das rodovias asfaltadas e o próprio logradouro urbano que com o vai e vem de veículos pesados tendem a se deteriorar rapidamente. E não para por aí não, muitos outros pequenos problemas advindos do setor aparecerão como o aumento de uma população de menor renda que vindas de outras regiões migram para cá em busca de novas oportunidades e diante das dificuldades se tornarão dependentes da caridade dos programas assistenciais do município, refém social.

Ainda não chegamos na parte em que o setor canavieiro realmente entra em colapso que não é o caso de imediato porque o setor atualmente está em grande ascensão, mas infelizmente tudo que sobe um dia há de descer, quem não se lembra nos anos de 1.997 até mais ou menos 2.002 a crise por que passou o setor em que muitas cidades reféns desta atividade tiveram boa parte de seus trabalhadores dispensados do trabalho e se tornaram massa de manobra na negociação entre usineiros e o governo federal que para absorver a crise no setor autorizou o aumento adicional do álcool nos combustíveis para poder dar vazão ao excesso de álcool produzido pelas usinas e encalhado nos tanques.

Contudo acredito que a prefeitura municipal provavelmente pensou muito e ponderou todas estas questões e certamente tem a solução para todos estes problemas, pois tem gente preparada suficientemente para tal. Esperamos ansiosos o desfecho deste primeiro percalço, lembrando que muitos outros virão.  



Escrito por roberto.lamparina às 18h31
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PULSO FIRME

                                               “PULSO FIRME”

 

          Sexta-feira, anti-véspera do dia dos pais, o telefone toca no Palácio dos Bandeirantes:

          _Alôoo, aqui é o governador Cláudio Lemmmm...

          _E aí loco, só tou ligando pra ti lembrar que eu tô esperando o asa dura pra me levar pra casa, eu e os rapais tamo esperando essa parada acertada táaa. Háa, quase que eu esqueço, os rapais não querem ir de TAM, arruma outro bondão, firmeza!

          Quem pensa que a vida de político é fácil, se engana redondamente, são tantas decisões, tantos afazeres, tantas pressões e tantas críticas que ás vezes o pobre cristão deseja ser um cidadão comum, mas logo passa e tudo volta a ser aquela loucura de sempre.

          O governador pega o interfone e chama sua secretária:

          _Dona Belmira, por favor, a senhora já reservou as passagens do Saulo e da comitiva dele?

          _Sim, senhor governador, já está tudo confirmado!

          _Então está bem, muito obrigado dona Belmira.

          O governador então volta para seus afazeres corriqueiros, assinar papéis e mais papéis, despachos e ofícios, é quase que um ato instintivo vai rubricando aquelas folhas por horas e horas.

          Novamente o telefone toca:

          _Alôoo, é o governador Cláudio Lemmm...

          _P... que ...ril mano, nóis num combinô du se mandá a parada pra nóis, nóis ta aqui no aeroporto já fais quinze minutos, quase morto de tanto esperar e não tem nada acertado meu! Se tá vacilando malandro, depois que eu der na partida ninguém desliga.

          O governador então desconfia do engano e pergunta:

          _Por favor, quem é que está falando, não é o Saulo?

          _Que Saulo meu, é o Marcola!

          _Me desculpe sr. Marcola, é que eu pensei que fosse o Saulo. O problema do sr. já está sendo solucionado imediatamente.

          O governador desapontado com o próprio equívoco desabafa:

          _Eu preciso mandar instalar um identificador de chamadas aqui no Palácio, senão, qualquer dia desses eu perco o controle da situação!

         

         

         



Escrito por roberto.lamparina às 18h18
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INCIDENTE INTERNACIONAL

 

          O telefone tocou no Palácio do Planalto:

          --Alôoo;

          --Ligação à cobrar, para aceitar, continue na linha após a identificação;

          --É o Chirac, Jacques Chirac, eu quero falar com messiê Lula.

          --Só um momento, eu vou anunciar ao presidente. Presidente... é um tal de Chirac...

          --Chirac, quem é esse Chirac?

          --Não sei, mas ele disse que se chama Jacques Chirac, ainda é à cobrar...

          --À cobrar, todo mundo agora pegou este costume de ligar aqui à cobrar, daquí a pouco até a oposição vai tá ligando aqui à cobrar pra me criticar, mais pode passar esse tal Chirac pra minha sala que eu atendo.

          --Alôoou, é o Lula...

          C'est une écriture. –Oi Lula, je vous bondis seulement pour charger l'appositive. Il peut commander la chemise du gaucho dédicacé de Ronaldinho. J'ai informé à vous que ses équipes jaunissent quand il a cela à jouer avec le mien, des mes vieilles sont plus jeunes, mes grosses personnes sont plus maigres, mes noirs sont plus blanches, d'ailleurs nôtres technicien n'est pas tetraplégic en tant que ses

Escrito por roberto.lamparina às 18h16
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continuação

          --Rápido, rápido, chamem um tradutor, chamem a Polícia Federal, eu acho que é uma ameaça terrorista!

           Rapidamente a segurança presidencial foi acionada e imediatamente o plano de segurança “F’ foi colocado em ação. Em poucos minutos o Palácio do Planalto foi evacuado e o presidente, o vice e seus familiares já se encontravam em segurança em um abrigo secreto anti-atômico.

           A Polícia Federal amparada pelos melhores especialistas em línguas internacionais convocados de última hora, iniciaram a tradução da possível ameaça terrorista.

            Meia hora depois a polícia federal adentrou o abrigo presidencial com o resultado da mensagem traduzida.

            Isto é uma gravação:

-Oi Lula, eu só te liguei para cobrar a aposta. Pode mandar a camisa do Ronaldinho Gaúcho autografada. Eu te avisei que o seu time amarela quando tem que jogar com o meu, os meus velhos são mais jovens, os meus gordos são mais magros, os meus negros são mais brancos, além disso o nosso técnico não é tetraplégico como o seu.

               O presidente Lula coça a cabeça se lembrando da aposta que fez com o presidente francês Jacques Chirac quando esteve em recente visita naquele país europeu.

                Em uma exclamação desabafou ironicamente:

               --Só faltou o Chirac dizer que o “socialismo” dele é mais vermelho do que o meu!                 

 

 

       

 

           

 

 

 

 

 



Escrito por roberto.lamparina às 16h37
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CONTINUAÇÃO

          O senhor acomodou-se em uma cadeira rústica, cabisbaixo e entre olhares súbitos tentava quem sabe reconhecer alguns daqueles seus companheiros de martírio.

          O senhor com traços orientais aproxima-se e tenta puxar uma conversa:

          _O senhor não me parece estranho, tenho à impressão que já o conheço de algum lugar! Como é mesmo seu nome?

          _Meu nome é Castro, mas o senhor também não me parece estranho, tenho a impressão de também o conhecer!

          _Háaa, me desculpe, que falta de educação a minha, meu nome é Ho Chi Min.

          Então o senhor com um vago sorriso parecia ter tido um daqueles lampejos de memória:

          _Ho Chi Min do Vietnã?

          _Sim do Vietnã do Norte!

          E os dois se abraçaram num longo afago fraternal como dois velhos amigos que não se viam à muitos anos. O senhor oriental então grita para todo mundo que estava ali na sala:

          _Pessoal, pessoal... por favor atenção, este novato que acabou de chegar é o camarada Fidel Castro!

          Neste momento todos saíram de suas formações e rodearam o novato envolvendo-o entre aplausos, cumprimentos e votos de boas vindas. O tempo passa, as feições mudam e as pessoas não se reconhecem de imediato. O oriental, aos berros, ia então ciceroneando o novato:

          _Aquele lá na frente é o Ernesto Guevara, aquele outro que ta atrás dele é o Hugo Blanco, aquele de casaca preta é o Mão Tse Tung e aquele lá em pé na frente da porta é o Stalin.

          De repente a porta se abriu e uma voz estrondosa ordena que entre o próximo. Era a vez de Stalin que humildemente pede licença e adentra à sala. No local paira um silêncio que faz parecer um corredor de hospital, houve-se então sons de chicote misturado a um toque de tambor que mais parecia um ritual africano indígena. Trovões relâmpagos tudo ao mesmo tempo. Então o novato pergunta aos demais:

          _É sempre assim aqui é?

          _Assim!!! É que o senhor ainda não viu aquela outra fila lá da direita! Respondeu o oriental com um certo alívio de estar na fila da esquerda.

                                                                      F       I       M

 

   

 



Escrito por roberto.lamparina às 15h24
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ACERTO DE CONTAS

          Entrou porta adentro aquele senhor alto, uniforme impecavelmente engomado, mas sem perder aquele toque meio desgastado de quem um dia se refugiou em Sierra Maestra.

          Acompanhava-o um senhor com um certo ar de superioridade, barbas e cabelos brancos e longos, carregava na véstia amarrado à cintura uma grande chave igual à estas que os políticos costumam oferecer em solenidades públicas. Chegaram os dois até uma sala que estava repleta de pessoas, algumas com um ar indiferente, outras não conse-

guiam disfarçar à angústia e o incômodo que parecia já ser de longo tempo. O senhor de longos cabelos e barbas branca ao que parecia chamava-se Pedro, pelo menos era assim que todos se dirigiam a ele. Pedro então se aproximou dos últimos da fila e perguntou em tom auto e com voz de comando:

          _Por favor, quem é o último?

          Imediatamente um senhor com traços orientais respondeu ser ele o último.

          Pedro então disfarçando aquele ar carrancudo e em tom de brincadeira exclama:

          _Já era, agora o último é aqui este nosso amigo que chegou agora!

          Postou-o ali no rabo da fila sentenciando-o a aguardar a chamada de sua senha, virou-se de costas e seguiu em direção a porta de saída

Escrito por roberto.lamparina às 15h13
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