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BLOG DO ROBERTO LAMPARINA
 


COMÊ, COÇÁ E ROUBÁ..., É SÓ COMEÇÁ

          Lidar com a “coisa pública” é uma tarefa complicada, principalmente quando esta lida envolve interesses e quantias que não saem diretamente dos nossos bolsos.

          Dando uma rápida olhada nos demonstrativos das contas públicas da arca da viúva municipal, logo você se depara com quantias e quantidades que não se fazem compreensíveis sem explicações mais aprofundadas.

          Eu sou experiente na arte de prestar contas, trabalho por toda a minha vida como empregado, longe das vistas do patrão, aquilo que nas barras da lei se classifica como trabalho não vigiado, onde o patrão não exerce uma vigília constante sobre o mesmo. Desta forma conheço todos os sentidos da palavra desconfiança. Para aliviar esta desconfiança, foram criados mecanismos que diminuem esta conduta desconfiosa de ambos os lados. Por exemplo: mesmo o transporte sendo gerido por regras trabalhistas em que a categoria rodoviária se enquadra em benefícios tais, como pagamento de diárias (valor que compreende as despesas de um indivíduo, fora da área da sua moradia, incluindo três refeições diárias e uma hospedagem), na prática, ninguém (bem poucos) segue esta regra e a maioria absoluta se baseia no pagamento de comissões sobre o faturamento bruto, o que é muito prejudicial à classe, pois nossos direitos trabalhistas ficam incidentes sobre valores bem menores do que os que auferimos normalmente, porém é uma maneira de tornar o relacionamento profissional de ambos (patrões e empregados) menos desgastantes. Eu passo em média, vinte e cinco dias fora da minha casa – Já pensou no transtorno que seria pegar notinha de todas as despesas diárias para apresentar para o meu patrão? Então ganho um pouco mais para bancar estas despesas por minha conta, o que me faz um sujeito preocupado com aquilo que como e com o custo daquilo que como. Fica aí então, à receita para dor no bolso.

          Como durmo no emprego, hoje dá pra se comer razoavelmente bem em todos os lugares do país com uma diária de R$ 35,00 por dia. Não existe comida comercial que possa custar mais do que R$ 15,00 por um selv-service, com vinte tipos de salada, quatro ou cinco tipos de carnes, grelhados, refogados, cozidos e os tradicionais; arroz, feijão e macarrão do brasileiro. Quando esta modalidade é servida acompanhada de mais uns vinte tipos de carnes assadas, o preço sobe então para R$ 20,00 em média, por pessoa. No almoço procuro fazer uma alimentação dentro da normalidade, daquela que todos nós precisamos para garantir os nossos níveis de energias. No jantar, algo bem leve, como uma sopa ou algum lanche bem magro.

          Aquele disco voador laminado que todos chamamos de marmitex, não existe lugar no Brasil - que seja do meu conhecimento -, que custe mais de R$ 10,00 o aparelho, e olha que eu conheço muito desta modalidade.

          Pois bem, acontece que nas contas públicas/2009, nas compras de 01/01/2009 até 31/08/2009, somente em três grandes fornecedores badalados no tour gastronômico local, a PM honrou faturas de despesas com refeições que se somam na absurda quantia de R$ 27.691,20.

          Não é a despesa total com o quesito, é apenas a somatória de três dos principais fornecedores, sendo o Lanchopão agraciado com um consumo de R$ 3.979,30, o Paulo Albertoni com R$ 9.451,70 e o Walcir Filó com R$ 14.260,20.

          Por estes números descobrimos que a mudança no poder municipal mudou também as preferências gastronômicas da nova administração, pois o ex-prefeito & Cia., eram freqüentadores assíduos do Lanchopão e lá gastavam, digo, dispensavam maior contingente dos nossos recursos públicos. Já a nova administração, demonstrativamente, prefere o Filó para assinar aquela notinha que será cobrada lá na arca da viúva, honrada pontualmente com os “nossos” recursos públicos.

          Então, de posse destes dados (independente dos órgãos que os requisitaram, pois a fonte pagadora é a mesma, a velha e boa arca..., e a responsabilidade é do chefe da gestão), com uma calculadora em mãos, descobriremos que nos 243 dias da demonstração de contas, a generosa arca proveu uma diária de R$ 113,00 em média para gastos com alimentação, gastos estes que certamente, pelos ambientes mais requintados em questão, somente se referem aos bambas do primeiro escalão municipal. Agora é que vem a questão... – Quantos são os abençoados que estão incluídos nesta diária??? É certo que o chefe do executivo local precisa ter esta prerrogativa para receber visitantes importantes e autoridades, e lhes fazer a corte, porém os demonstrativos de contas não deixam claros os motivos destas despesas, além de que, são ininterruptas, sendo Setembro, o único mês em que os três fornecedores não constam na lista demonstrativa, pelo menos naquela que está disponível no site até agora. Se persistir esta inadimplência física da viúva, certamente os fornecedores sentirão saudades dos abençoados com o virtual cartão corporativo municipal.

          A prerrogativa deveria ser somente para o prefeito, o resto da cambada, que engordem um porco caipira, ou umas galinhas de campina lá num puxadinho, ao lado do almoxarifado municipal, e possam banquetear com os produtos desta lida.

          Entre as dispendiosas despesas com inexplicáveis insumos gastronômicos em fornecedores diversos, destacam-se fornecedores que se repetem na preferência comercial mensalmente. Os outros devem ficar muito p... da vida com a amnésia municipal para com os seus comércios.

          Então Senhor prefeito, melhor seria recomendar para os seus colaboradores, que dentro de uma mesma linha de preços praticados, diversifiquem os fornecedores, pois esta é a melhor maneira de coibir os pequenos abusos e ranços que possam surgir diante de uma longeva relação comercial entre o setor público e o privado, contentando a todos e passando mais transparência nas ações, pois somos caipiras (os verdadeiros) aqui do interior, todo mundo se conhece e a parentela é muito abrangente, podendo os interesses pessoais se sobrepor aos públicos. 

          Entre as despesas inexplicáveis, gostaria que alguém me explicasse, já que esta referência deveria fazer parte da prestação de contas públicas (moralmente e não por força de uma legislação) – Por que tantas despesas com hospedagens na cidade e na região? Dentro deste questionamento, destaco faturas honradas nos meses 04 e 05/09, que somaram quase dez mil em favor de Alzira Argentino Votuporanga – EPP e o já tradicional hotel votuporanguense lá em Valentin, o Maduga, que arrastou da viúva, mais de quatro mil no mês 02 e 04/09.

         Gostaria também de encontrar no site, as páginas que mencionam todo o funcionalismo público municipal, devidamente descriminados os cargos e salários, assim como todos os cargos e salários dos comissionados. É direito do cidadão e um dever do gestor público em prestar contas do nosso dinheiro. Não sei se a minha limitação virtual está me impedindo, ou ainda não temos esta prestação de contas disponível por aqui. Se alguém tiver a resposta, por favor, não se faça rogado.

          Mesmo que eu receba todas as explicações plausíveis, muito de vez em quando, também me permito banquetear no Filó e procurarei saber do proprietário o que ele anda servindo para os prefeituretas (picaretas da prefeitura com poder de crivo real) que, permitiu trocar mais de quatorze mil dos cofres da PM para o cofre do empresário, até agora. Deve ser algo muito exótico, como patê de fígado de ganso albino, daltônico e manqueta de nascença da Patagônia (preferencialmente, aqueles com disfunções psicossomáticas, do tipo que emitem um grunhido ao mesmo tempo em que estremecem a asa esquerda e um pequeno espasmo na perna manqueta. Esta espécie é muito cara e rara), ou sebo da canela de grilo virgem da Antuérpia, que dizem fazer milagres entre os reumáticos, além de ser o mais potente estimulante sexual já estudado pela comunidade científica do mundo todo (se de fato forem legitimamente virgens). Haja grilo antuérpio pra tanto reumático e também alguns broch...!!!

          Mas, o assunto pede uma piada. Um caipira ganhou uma boa grana e foi almoçar em um restaurante fino. Não sabendo se portar naquele ambiente, olhou o traje requintado e os modos finos do cavalheiro da mesa ao lado, e imitava todos os seus gestos e as suas atitudes. O cavalheiro fez o pedido da entrada, e o caipira repetiu o pedido. O cavalheiro pediu o prato principal, e o caipira novamente repetiu o pedido. Ao final, o cavalheiro pediu a sobremesa e o caipira sem saber o que pedir, continuou repetindo o pedido. Depois do repasto, o cavalheiro estalou os dedos educadamente e pediu para o garçom arrumar-lhe um engraxate para lustrar os sapatos. O caipira, sem saber do que se tratava, pediu um também. O cavalheiro educadamente retrucou – Pode trazer um só que dá pra nós dois. O caipira então, sensivelmente abalado nos nervos, exclamou – Um só não..., você come o seu, que eu como o meu!!!

          Háaa, já ia esquecendo. Prefeito Marão Filho, nós estamos passando por uma infestação de ratos aqui na Vila Marin. Eu já cansei de ligar na SAEV para virem dedetizar o emissário de esgoto, mas o pessoal da SAEV diz que tenho que ligar na PM, aí eu ligo na PM e eles dizem que tenho que ligar na SAEV. Enfim, os ratos “também” estão se proliferando aqui na Vila, logo não haverá queijo que chegue.

           

PS: Como eu sei que o Karlos vai falar das despesas faraônicas do Lula, já vou logo me antecipando e dizendo que o Lula eu não conheço, não sei o que come e nem faz parte do meu convívio, mas se eu tivesse a chance de vê-lo, daria os parabéns pelo brilhante trabalho e uns puxões naquela orelha saliente pelo absurdo dispêndio de dinheiro público nas despesas da Presidência. Não encontro ele na padaria, na farmácia e nem em qualquer outro lugar. Apesar de que, também não tenho mais encontrado o prefeito em nenhum desses lugares... Deve ter se mudado daqui para poder administrar melhor o município à distância. No futebol, dizem que o técnico, da arquibancada, enxerga melhor o jogo.

 



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 01h50
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VIVER A VIDA..., EM SP É F...

          Fora à chuva e o alagamento geral que eu peguei na terça em SP, a confusão generalizada que se seguiu até no sábado enquanto eu ainda estava tentando sair de lá, e as manchetes dos grandes jornais de circulação nacional, que escondem o caos e a bagunça que atravessa o Estado de São Paulo de Norte à Sul, inclusive a capital paulista, para que possa ficar surrando midiaticamente o Governo Federal e a figura demoníaca que pleiteiam para o Lula (faturador de menininhos do MEP), quase tudo já está voltando para o leito do Tietê, inclusive a imparcialidade jornalística e as receitas de faturamento dos barões da mídia paulista.

          Esta semana aconteceu de tudo em SP, até mesmo uma mulher grávida de nove meses que resolve trabalhar até nos últimos dias de gestação e se depara com o alagamento do “Alagão Serra” no caminho. Nervosa e cercada de água por todos os lados, resolveu que teria sua filhinha num lindo parto debaixo d’ água. Acontece que as águas sob ela eram as águas do Tietê.

          Fica aí então a minha contribuição ao Desgovernador José Alagão Serra – Que tal o senhor inovar as práticas natalícias e tornar obrigatório um curso para gestantes, que as prepare para a eventualidade de um parto debaixo d’ água? Haja visto que a cidade vive alagada e nestas condições, seria muito propício esta adequação prática, inclusive poderia incluir este serviço em uma questão de saúde pública de urgência urgentíssima, desprezando as tradicionais convenções dos editais públicos para a implantação do novo sistema. Assim as mães que entrarem em trabalho de parto em dia de alagão, não terão que mobilizar o efetivo público, os helicópteros e os heróis do salvamento aéreo para uma simples operação de resgate parteiro.

          Se a gestante estivesse preparada para o parto “aqüífero”, era só a futura mamãe, de posse de uma imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (a mãe de todas as mães), com a oração devidamente editada no verso da imagem, abrir as pernas e o rebento sairia logo nadando nas águas do Tietê. Seria muito mais barato e o neném já nasceria ativando o seu sistema imunológico contra: o tifo, o tétano, a leptospirose, a giardíase, a peste bubônica, as hepatites diversas, a esquistossomose, entre outros tantos focos infecciosos que habitam aquelas águas chorumelentas do Tietê. Seria uma grande economia de recursos públicos se as nossas crianças já nascessem vacinadas contra estas doenças naturalmente.

          Teve também o sujeito que alagado pelo caos que assolava a cidade e vendo que perderia a partida do vôo internacional que o teria como passageiro, resolveu deixar o veículo que dirigia abandonado no meio do trânsito congestionado e seguir correndo para o aeroporto. Não dei seqüência nos desdobramentos da notícia, mas, a menos que este passageiro seja o Franck Caldeira, acho que ele deve ter perdido o vôo, ainda terá que resgatar o seu veículo e levar uma dentada dolorosamente no bolso, pelo serviço de apreensão e as muitas multas geradas pela irresponsabilidade. Mas a idéia foi boa e também deveria ser adequada a nova realidade paulista. Ao invés daquele riozão todo que não serve para absolutamente nada, a não ser de sumidouro do dinheiro público, pois os tucanos verdes (raríssima espécime de tucanos ambientalistas suíços, que vivem aqui, porém possuem domicílio bancário na Suíça), já mergulharam nele uma grande fortuna, mas ele ainda permanece ali paradão. Acho que deve ter algum tucanosuiçoduto (duto que leva o dinheiro tucano para a Suíça) no fundo do rio. Poderia então ser construídos ao longo do rio, vários terminais hidroportuários. Assim os hidroaviões pousariam na extensão do rio e os passageiros não precisariam se deslocar para lugares distantes do alagadiço para embarcar confortavelmente em um avião, pois o mesmo desceria ali pertinho no rio, bem pertinho de onde você se encontra ilhado em cima do seu automóvel à espera do embarque. Pequenos barcos fariam o transbordo final. Pensem na praticidade da minha idéia, acabaria com toda àquela bagunça que é o entorno de um aeroporto.

          Esta idéia poderia ser amadurecida, principalmente se o ex-Quércia, voltasse a residir no Bandeirantes. Tenho certeza que ele já pensaria mais adiante e planejaria a construção de uma eclusa ligando a Bacia do Tietê ao mar pelo litoral santista. Do jeito que o Quércia gostava de eclusas, provavelmente construiria logo uma em cada ponta do litoral paulista, para não congestionar o trânsito dos navios cargueiros. Imagina..., você não precisando mais descer a serra e o mar subindo até lá em cima pela moderna engenharia de uma eclusa.   Poderia nomear o corredor hidroportuário do Tietê/Atlântico, com uma homenagem e mimo ao ex-Covas, logicamente concedendo a exploração das subidas e descidas dos navios, é claro. Mais claro ainda seria a ganhadora da concessão, a ECOVIAS, é claro.

          Agora, se o Alagão Serra quisesse mesmo acabar com as enchentes em São Paulo, deveria dar um pulinho no Rio, mais precisamente no Leblon, onde o Maneco está neste exato momento tomando um choppinho gelado e contemplando as belezas do seu bairro, enquanto escreve tranqüilamente os próximos capítulos da sua nova das nove.  É chato procurar um carioca paras resolver problemas de SP, mas fazê o que??? – Se aqui no berço dos Bandeirantes denodados, não se está encontrando saídas!!!

          Desgovernador..., primeiro peça o endereço do Dr. Moretti para o Maneco, depois o senhor - vestido de humanidade e simplicidade -, sem esta sua arrogância de Presidente eleito pelo PIG, pague uma consulta ao Dr. Moretti e peça encarecidamente que ele se sensibilize com o seu caso e que faça uma mágica clínica costumeira, para que o Tietê possa voltar a andar. Se ele vai conseguir fazer a modelo Luciana (tetraplégica que só consegue mexer a bolinha do olho), à andar – Certamente conseguiria também fazer o Tietê andar! E melhor..., sairá muito mais barato do que o plano de contingências que os tucanos usam para o rio.

          A solução para o maior problema do desgoverno Serra, bastaria uma consulta com o Dr. Moretti!!!

 

PS: O Desgovernador Alagão Serra Pedágio anda lendo muito o Blog do Lamparina, bastou o Lamparina afirmar que ele cobra as maiores tarifas de pedágio do planeta e as estradas estão uma merda (como soa bom este termo, é extremamente sonórico, parece até uma iguaria gastronômica exaustivamente esperada. E ainda agora, totalmente popularizado e liberado da hipocrisia lingüística, pelo catedrático Lula), e o Desgovernador lançou uma delirante campanha publicitária, paga com os recursos do governo de SP, para tentar reafirmar a brilhante privatização da malha viária paulista e a eficiência das concessionárias. Publicidade para as concessionárias pagas com o dinheiro do contribuinte paulista e com a marca do desgoverno tucano. Que falta faz uma mídia independente e um Ministério Público apartidário!!!

 



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 15h39
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O PIG AGONIZA...

Contra o estupro do jornalismo 

 

O Movimento dos Sem Mídia, entidade da sociedade civil fundada em 13 de outubro de 2007 a partir de manifestação de repúdio de cidadãos (então ainda desorganizados) à realidade trágica que vige no Brasil de os seus maiores órgãos de imprensa atuarem como meros apêndices de partidos políticos, volta a se manifestar publicamente.

O que nos traz aqui não envolve apenas o jornal Folha de São Paulo, mas um grupo restrito de meios de comunicação. Este jornal apenas foi escolhido como símbolo do mau jornalismo que é praticado pelos impérios de comunicação controlados por meia dúzia de famílias abastadas.

Estamos aqui hoje principalmente para protestar contra o ataque covarde deste “órgão de imprensa” não a um político, não a um partido, mas a duas instituições nacionais, a Presidência da República e o jornalismo - e, por conseguinte, ao povo brasileiro.

Em 27 de novembro, este jornal, em consonância com os interesses político-partidários dessa meia dúzia de famílias que controla a comunicação de massas no Brasil, publicou um texto ladino e covarde de autoria de um colunista do veículo, o sr. Cesar Benjamin, ex-aliado do presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, e, de vários anos para cá, um de seus maiores inimigos políticos.

Uma página inteira de jornal foi concedida pela Folha ao colunista para que, em um mísero e odioso parágrafo, destilasse todo o seu rancor, toda a sua inveja, enfim, para que libertasse a horda de seus demônios interiores na forma de acusação irresponsável e covarde ao chefe da nação de que ele teria assediado sexualmente um companheiro de cela enquanto esteve preso durante a mesma ditadura militar que o mesmo órgão de imprensa apoiou e com a qual colaborou ativamente.

A Folha é pior do que veículos como o jornal o Estado de São Paulo ou do que uma revista Veja, apesar de, à diferença destes, permitir que quem diverge de sua linha editorial possa se manifestar esporadicamente em suas páginas, obviamente que muito menos do que os concordantes.

Os outros veículos supra mencionados seriam “melhores”, se é que isso é possível, porque, apesar de não assumirem que atuam como despachantes dos interesses do governador José Serra, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do partido deles, o PSDB, não se empenham tanto quanto a Folha em falsificar uma inverossímil “isenção”.

Voltando ao texto infame deste jornal que desencadeou esta reação de tantos setores da sociedade brasileira por sua covardia e pelo desrespeito aos mais comezinhos princípios que embasam o instituto do jornalismo, o Movimento dos Sem Mídia lembra aqui o princípio pétreo de sempre se ouvir um acusado e, juntamente a essa acusação, de se publicar a versão dele dos fatos denunciados.

Não foi o que aconteceu quando a Folha publicou o insidioso texto “Os Filhos do Brasil”, que transformou mera fofoca de um ressentido em fato jornalístico. A calúnia foi “escondida” em meio a um texto incrivelmente longo (uma página inteira de jornal), escrito no âmbito do desespero da imprensa partidarizada com o filme biográfico sobre o presidente da República que chega aos cinemas no início de 2010.

Sabendo da enormidade que cometeria e para poder alegar isonomia no denuncismo, poucos dias antes este jornal publicou, com um “pequeno” atraso de 18 anos, uma história que a imprensa brasileira escondeu por todo esse tempo, a história do filho ilegítimo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com uma jornalista da Globo, a qual, depois de engravidar do poderoso político, foi “degredada” na Espanha junto com o filho.

O argumento deste e de outros órgãos de imprensa para nunca terem divulgado a história sobre o ex-presidente tucano foi o de seguirem um princípio que jamais valeu para políticos que não apóiam, o princípio de respeitar a vida privada das pessoas públicas. 

Poder-se-ia respeitar esse princípio, sim, se não fosse inexplicável a Globo sustentar uma vida luxuosa para uma jornalista durante tanto tempo sem que ela ofereça a esse império de mídia qualquer serviço conhecido do grande público, pois não se conhece qualquer produção jornalística relevante da mãe do filho até então nunca reconhecido pelo ex-presidente FHC.

O conluio entre a Folha e os políticos que hoje representam os interesses da direita brasileira fica claro quando se nota que a história sobre o filho ilegítimo do ex-presidente tucano só foi divulgada no momento em que ele decidiu reconhecer esse filho e pouco antes do ataque dissimulado e covarde ao presidente da República, agora acusado de ter tentado cometer crime de estupro sem nenhuma prova além da palavra de um seu inimigo político.

Este Ato Público que ora fazemos não constitui mera defesa ou mero desagravo ao presidente, porém. Protesta-se aqui contra a tentativa da Folha de dissimular suas preferências políticas e de ignorar todos os princípios básicos de todos os manuais de jornalismo conhecidos ao tentar vender uma mentira tão vil à sociedade.

Nos últimos dias, com a revolta crescente diante da publicação de acusação tão grave – e sem qualquer elemento probatório – ao chefe da Nação e à própria instituição Presidência da República, a grande imprensa, assustada com a repercussão do crime da Folha, teve que repercutir um escândalo desvendado pela Polícia Federal contra a oposição.

O jogo de cena dessa imprensa criminosa, partidarizada e mentirosa não engana ninguém e pode ser facilmente desmontado. Basta recorrer aos arquivos de uma Folha para constatar que o surto de “isentismo” dos últimos dias é totalmente atípico. Com efeito, o passado (recentíssimo) condena despachantes de políticos como a Folha.

E apesar de a Folha ter endossado a acusação do ressentido Cesar Benjamin ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicando a fofoca do colunista sobre um suposto comportamento criminoso do presidente sem lhe dar o mínimo direito de defesa, tal comportamento foi desmentido por todos os que viveram a situação descrita em 27 de novembro.

O Movimento dos Sem Mídia afirma que este protesto não tem qualquer fundo partidário ou de culto à personalidade do presidente da República, que, como qualquer outro político, deve ser submetido a fiscalização séria da imprensa, contanto que esta se estenda a qualquer político independentemente de sigla partidária ou de ideologia.

O que pede o Movimento dos Sem Mídia, o que exige a sociedade brasileira, o que impõe a ética jornalística, pois, é o fim desse tipo de jogada política baixa, suja, mesquinha, covarde e imoral. Queremos, sim, que a classe política seja toda submetida à fiscalização da imprensa. Queremos que a imprensa seja livre, mas que trate a todos os políticos da mesma forma.

A previsível acusação que este jornal verterá de que estão tentando cercear sua “liberdade de imprensa” só se sustentaria se o veículo conseguisse se colocar a salvo do contraditório atacando seus críticos sem lhes dar voz. Mas isso acabou no Brasil e no mundo. Com a internet, aqueles que a imprensa partidarizada calou por tanto tempo agora podem se comunicar e se reunirem para, como ora fazemos aqui, soltarem a sua voz.

O mundo mudou e essa meia dúzia de famílias que sempre controlou a comunicação no Brasil não percebeu. Esses que fomentaram a miséria, a pobreza, a desigualdade, golpes de Estado, tortura, assassinatos políticos e tantos outros horrores, cada vez mais serão cobrados. O fato de estarmos aqui hoje deixa ver o novo país que está surgindo e que a família Frias, bem como suas congêneres, teima em não enxergar.

FONTE: Blog Cidadania.com - http://edu.guim.blog.uol.com.br/

 



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 14h04
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CAMINHEIRO

   

 

    

 

          Uma das muitas possibilidades que o meu ofício, muito sofrido e mau pago me possibilitou, foi a de conhecer todo o Brasil.

          Há uns doze ou treze anos atrás, eu pude pela primeira vez conhecer a grandiosidade histórica que acompanha a BR-040, no trecho compreendido entre BH e o Rio de Janeiro. Na primeira vez que passei por lá, não pude ser turista, pois estava sem tempo para tal, porém em outras vezes, pude aproveitar esta condição turística e conhecer de perto lugares como Congonhas, cidade que fica no Circuito Estrada Real, caminhos que eram percorridos por aqueles que se deslocavam da região mineradora das Minas Gerais até o porto de Rio de Janeiro, na capital do Brasil Colônia, e São Paulo, pelo caminho dos Bandeirantes.

          Congonhas possui muitos outros atrativos, além da localização em terreno bastante acidentado e montanhoso, como boa parte das cidades por onde a BR margeia em MG, possui também um acervo precioso do maior artista do barroco brasileiro, Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. O comércio local explora esta potencialidade e sobrevive desta herança histórica, recebendo milhares de turistas que visitam a cidade para contemplar a obra de Aleijadinho, além da peregrinação religiosa que leva milhares de devotos para a cidade na busca de alivio para as suas aflições espirituais.

          Entre as maravilhas de aleijadinho que pude conhecer, poderia destacar a obra magnífica esculpida no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, igreja barroca que possui esculturas esculpidas em tamanho real de 12 profetas, segundo dizem, esculpidas quando Aleijadinha já se encontrava em estado terminal da doença degenerativa que o consumia.

          Na macro-economia, como não poderia deixar de ser nas montanhas ferrosos das Minas Gerias, a CSN e a CVRD também estão presente com minerações na cidade e na região toda. Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco e demais cidades que formam a Bacia do Alto Paraopebas.

          Em cada porta que se entra, encontram-se réplicas das obras de aleijadinho para serem vendidas, tudo lembra a maravilhosa obra do artista barroco inigualável.

          Seguindo adiante, entre as curvas mortais e o sobe e desce de uma região montanhosa constante, nos deparamos com uma paisagem típica da região, onde predominam as velhas construções do tempo do Império e as igrejas que se multiplicam por todos os lados, espremidas entre caminhos e ruelas apertadas pelas montanhas e morros habitados.

          Mais adiante e já no meio do caminho entre BH e RJ, chegamos em Santos Dumont, local onde nasceu o Pai da Aviação, Alberto Santos Dumont (aí que eu fui descobrir que o Tolentino e o Gasolina não foram os pais da aviação, só a local..., brincadeirinha!!!). Dando uma rápida olhada da margem da BR para o alto, onde a cidade se avista pelas voltas do morro, percebe-se porque o rapaz queria voar, não dava pra descer lá de cima andando, então teve que inventar algo que planasse.

          No meio de toda esta beleza, caminha paralelamente o Circuito Estrada Real, com pousadas e hotéis que, resguardam a beleza e a rusticidade dos ares imperiais. Circuito turístico que corta as áreas históricas, devidamente convivendo num mesmo ambiente, o antigo clássico e o moderno, com o gostoso e único pão & lingüiça mineiro, acompanhando o roteiro gastronômico barato e sem igual, por todo lado que se ande.

          Passando pela exuberante e gigante Juiz de Fora, terra do topetudo mais mal falado do Brasil (ninguém lá quer assumir a camaradagem conterrânea com o Itamar, pois todos dizem que lá, ele é só uma bichana), logo estaremos na divisa com o RJ e a paisagem vai mudando gradativamente de figura, onde as longas descidas de serras vão sendo substituídas por um relevo um pouco mais constante e mais verde.

          Logo após a divisa entre os estados, largando a BR e pegando a Rodovia do Aço, que nos levará a Volta Redonda, ali você pode contemplar a paisagem e fazer uma longa viagem no tempo. É um retorno ao passado, aos velhos casarões dos engenhos, ainda alguns preservados nas suas características arquitetônicas principais. Fazendas que conservam os ares da época, uma paisagem única e absolutamente deslumbrante aos olhos de um conhecedor da nossa história. Velhos engenhos, ainda em grandes áreas de terras, as rodas d’ água, as senzalas, o passado perpetuado como se tudo tivesse se passado ali ontem.

          Aos com sensibilidade mais aflorada e de espírito leve, virando o rosto e deixando o vento que sopra daqueles campos entrar pelos ouvidos, ainda dá pra escutar o zunido da chibata e o urro de dor que sai da boca do negro vadio e fujão. Rei que foi no seu continente, não queria trabalhar de sol a sol em troca de uma porção de ração de fubá e uma boa sova por dia. As festas na casa grande, aonde tudo vinha da Corte e de outros reinos, o som do piano no canto da sala para os sarais, onde o velho Senhor de Engenho havia importado da França o instrumento, e enviado pra lá sua filha mais velha para aprender a tocá-lo, só para poder mostrar aos demais, quem era o Senhor no seu engenho. Grandes estábulos que guardavam a preciosidade do engenho - os cavalos valiosos do Senhor -, que valiam muito, mais do que cem negros bons de foice e podão (os cavalos dos Senhores, ainda continuam valendo muito mais do que os negros..., e brancos pobres também).

          Eu conheço uma variedade de lugares belos, como as cidades da Serra Gaúcha, com lugares que nem de longe parecem compor um cenário do Brasil. Picada Café, Ivoti, Gramado, Canela, entre outras que, são redutos europeus entranhados na região serrana do sul do país, as margens da BR-116, paraíso de vegetação exuberante, com paisagens cinematográficas, com flores e cheiros que nos remetem ao gosto e ao prazer de um inverno nos Alpes Suíços. Porém o roteiro barroco, histórico e cultural que se apresenta às margens da BR-040, seguindo pelos caminhos da Estrada Real, é inigualável, uma aula de história ao ar livre, com o vento a lhe revelar os segredos de um passado ali tão presente. O cheiro do barro fresco, se misturando ao perfume sacro da madeira do mobiliário, de velas e incensos que exalam das velhas e históricas igrejas, sendo canalizado pelos ventos que dobram os morros e as montanhas, tudo isso deve ter servido de inspiração para o Aleijadinho compor tamanho acervo artístico.

          Esta viagem no tempo nos remete novamente ao retorno forçado para a nossa realidade, com a certeza de que este nosso passado escravocrata nunca será passado, pois mudam os cenários e os figurantes, porém o enredo é o mesmo. Alguns poucos Senhores de Engenho (oligarcas herdeiros da elite étnica eterna), com as chibatas nas mãos e com a proteção das espessas paredes das casas grandes (o capital), governam uma legião de escravos (negros, pardos e até brancos, que compõem a imensa maioria de pobres e trabalhadores), que vivem nas senzalas modernas (favelas e submoradias destinadas à raça inferior miscigenada), se alimentam de tudo aquilo que sobra e cai da mesa dos Senhores (assistencialismo condenado pelas elites), porém agora, começam a esboçar alguma indignação com a dominação das minorias (revolução social que se vislumbra). Quantos anos mais serão preciso para que esta gente se liberte verdadeiramente do opressor?

          Este Brasil colônia e imperial ainda existe, não só pela obrigação de se guardar a nossa herança histórica e cultural, mas também como uma subliminar mensagem para lembrar aos brasileiros que: quem nasce na casa grande é Senhor de Engenho e quem nasce na senzala é escravo e, que isto deverá sempre ser assim. E assim tem sido durante todo este nosso ciclo de escravo parcialmente forro. O parcialmente é quando nos querem contribuintes voluntários, tributando o nosso mais básico consumo e nos pagando uma das piores remunerações do mundo pelo nosso trabalho. Ainda insistem na tese de que nos pagam pouco, porque não temos especialização – Mas como teríamos...??? Se nos negaram isso até ainda a pouco e renegam aquele que está nos disponibilizando a ferramenta certa.

          A ostentação do poder não se dá mais só pela pose de Senhor da grande casa e dono dos cavalos de raça pura, mais também pelos jatinhos (porque podem tê-los), pelos iates, pelos carrões importados que se multiplicam nas garagens e pelos phd’s pendurados nas paredes, certamente comprados em alguma universidade que vende estes títulos no atacado. Não percebem que cultuam a ignorância e os conceitos separatistas de segregação social escancarada, além do que, perpetuam esta ignorância afastando ainda mais os dois lados de uma possível convivência sadia e pacífica.

          Hoje em dia, a casa continua grande, porém está muito mais distante, bem lá longe na segurança imaginária dos condomínios fechados, kilometricamente distante das senzalas. E tão longa é esta distância, que o senhor de engenho está perdendo o controle sobre os seus escravos, pois já desconhece a sua realidade atual. Esqueceu-se de que é o olho do dono que engorda o porco.

          As correntes que nos prendem os pés, não mais são materiais e sim imaginárias. Qualquer hora dessas, as maiorias descobrirão isto e haverá uma fuga em massa dos domínios do engenho e do cárcere moral do Senhor algoz!!!

 

 

 

 

                                                                                                                    

 



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 18h01
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VOTE EM UM PICARETA E GANHE DOIS

 

          Cada vez que eu revejo aqueles vídeos do arruda (em letras minúsculas sim, pois este indivíduo não merece nenhum respeito, nem no nome) embolsando aquela grana para presentear os habitantes do DF com panetone$, tenho a total certeza de que o homem é o ser mais odioso e hipócrita que uma cruza de cobra venenosa com o ET de Varginha, possa produzir. É canalhesco demais, olhar aquilo tudo e saber que é só uma pontinha de sujeira que escapou, não representando verdadeiramente sequer, a milionésima parte da realidade. Eu não estou entrando no demérito partidário específico não, pois a corrupção não atinge somente o partido A ou o B, mas todos em geral. Partido político virou associação para o crime, e já faz tempo que isto é assim, ou sempre foi..., sei lá.

          Se partido político fosse coisa séria, os DEMos não estariam passando por esta humilhação pública, pois teriam expulsado o arruda e o acm naquele escândalo do pianismo no Senado. Como isso não aconteceu, o arruda voltou mais poderoso, com um cargo no Executivo do DF, cargo este que certamente foi comprado com o dinheiro da sujeira que oferecera já em campanha.

          Mas, o acm não poderia ser expulso do partido dele, pois o partido não era só dele por força de expressão, mas sim por ser o proprietário mesmo, como um dos últimos coronéis remanescentes do Nordeste, mandava prendê e mandava sortá na hora em que bem queria.

          O presidente Lula, diante da atrocidade dos fatos, insiste em revitalizar o debate em torno da Reforma Política – Mas Presidente..., a política brasileira não precisa de reforma, precisa de um milagre, pois é o único fator que poderá acabar com o financiamento público de campanhas..., e de filhos fora do casamento bancados pelos aliados, e de viagens com a sogra, e de presentes que os políticos ganham dos empreiteiros, e esta nova modalidade de pilhagem do dinheiro público  que o arruda inventou, a lucrativa fábrica de panetone$. Senhor Presidente esqueça esta reforma política, pois ela já começa errada quando determina o financiamento público das campanhas. Melhor seria liberar geral e dar descontos no IR para quem financiasse a libertinagem política, assim ficaríamos sabendo, de verdade, quem são os libertinos e aqueles a quem se entregarem.  Hoje não mais se sabe a mando de quem estão, pois se vendem a vários interesses, todos contrários aos da população de quem compraram o voto baratinho, a preço de xepa.

          Quem acompanha a leitura do Blog, já sabe na prática, qual o método usado para se eleger facilmente ilustres desconhecidos (jogou aonde este arruda para já ter sido eleito Senador da República???), comprando votos que te fazem dar passos certos, sem o tradicional tiro no escuro que é uma eleição de fato.

          O homem político brasileiro é que precisa ser reformado, seu caráter e seus valores estão completamente distorcidos por décadas de uma vivência mundana com os interesses privados escusos que governam este nosso país. O dia em que a política deixar de ser ofício e sim atribuição daqueles que realmente se importam com o mundo a sua volta e com o seu semelhante que, chora ou ri - de acordo com as suas ações -, a reforma ética da classe política estará em trânsito e os verdadeiros culpados pelo choro serão responsabilizados, assim como reconheceremos facilmente aqueles que tentam trazer bem estar para que esta nossa população sofrida possa sorrir. Hoje, o sujeito entra na igreja para conseguir uma base de aliados e assim, sem compromisso com nada e nem com ninguém (nem com a sua fé, nem com o seu Deus), assistimos estarrecidos aquele vídeo ridículo do indivíduo orando pela graça de um ladrão vagabundo.

          E além do mais, negociar com a “coisa pública” é o sonho de todo o empresário. Todo empresário sonha em ter o Estado como parceiro comercial. O segundo sonho mais vislumbrado pelo empresariado é arrumar um financiamentozinho no BNDES, pois ele sabe que uma vez com a grana pública na mão, nunca mais precisará pagar, ainda corre o risco de arrumar avalistas (lobistas) que lhe consiga um novo financiamento, com a argumentação devidamente picaretesca de que, seja para arrumar meios possíveis de se quitar o débito primeiro.

          E os nichos de negócios que o Estado oferece..., ninguém consegue bater. Eu conheço um sujeito que está milionário comprando trilhos velhos de leilões de sucata ferroviária (trilhos, principalmente provenientes das substituições de linhas do metrô de SP), comprando a preço de banana, como sucata por kg, coisa de R$ 0,10 o Kg, aí leva para o seu galpão na grande SP, onde tem um estoque de causar inveja na Vale. Depois, vende estes mesmos trilhos para as obras públicas, como base para a fundação de pontes principalmente, pela bagatela de R$ 85,00 o metro linear. O metro linear destes trilhos, em média, lhe custou R$ 5,00, pois cada metro pesa 50 Kg. Embolsa o absurdo lucro de 1700 por cento. Quarqué pontezinha de pinguela de córgo, com 50 mts de comprimento usa em média 1500 mts de trilhos para a fundação da sua base estrutural, dependendo da profundidade e do tipo do solo da obra.  Mas aí, deixo a palavra então com o Dr. Karlos, que é o nosso engenheiro especialista em vigas, pontes e outras coisas do gênero rígido ...

          Resumindo, o cara embolsa R$ 120.000,00 de lucro, só em uma obrinha de nada, em cima de um material que certamente foi descartado fora pelo próprio Estado, na sua farra administrativa irresponsável. Apenas como exemplo, o governo do MS está construindo sete pontes - mais ou menos deste mesmo porte -, num trecho de estrada que ligará Figueirão à Camapuã – Quem não gostaria de pegar uma teta dessas? Eu pagaria o implante de uma prótese biônica computadorizada no dedo do Lula se ele ajeitasse essa pra mim com o André Puccinelli, ou então pagaria o tratamento para livrá-lo deste vício da sodomia (inclusive, sodomizando toda a oposição) que ele adquiriu na prisão da “ditabranda”. Melhor seria livrá-lo do álcool, pois ninguém mais agüenta estas declarações que o Lula anda fazendo em total estado de embriaguez – Pô Presidente, aqueles vídeos do arruda não só falam por si, como estão legendados em cinqüenta idiomas diferentes. Experimente mostrar aqueles vídeos lá no Japão e repare na reação da japonesada, pode ver que eles já vão estendendo logo o pano branco para o haraquiri!

          Ainda bem que o Lula não dirige..., só o País, mas este não está incluído na lei de tolerância zero de álcool, pelo contrário, só bebendo para agüentar tanta incompetência desta oposição. Imaginem se o Lula fosse uma pessoa sóbria, com perfil psicológico dentro da normalidade e formado em Harvard? Certamente seria do PIG e o vice do Serra em 2010, pois o cargo agora está vago.

          O lema do marketing da campanha Serra/Arruda terá que ser mudado, ao invés de vote em um careca e ganhe dois, será, vote em um picareta e ganhe dois.  Quem se habilita?!!!

               

 



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 17h44
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O DIABO É CARECA, VESTE PRADA, MAS É DO BRÁS

         

          Eu estou me transformando em um verdadeiro Uruca, aquele personagem de “Os Flinstones” que, é tão azarado que uma nuvem negra e chuvosa o acompanha para todo lado. É só eu colocar o pé na capital paulista, que chove forte, aí é aquela tragédia de sempre.

          Você liga a tv e é obrigado a assistir o Kassab com aquele cabelo preto de Nuget e assentado em gomalina, tentando explicar o inexplicável. A semana passada foram dois dias de cão, onde na quinta, levei quase sete horas para atravessar a marginal do Tietê, da altura do Cebolão até a Ayrton Sena, nas proximidades da USP do Parque Ecológico, e na sexta, novamente a cidade se rendeu ao caos e a desordem, com Kilômetros e mais Kilômetros de engarrafamentos provocados por chuvas torrenciais que caíram por diversas regiões da cidade.

          O trânsito não anda, as pessoas buscam soluções mirabolantes com medidas que, acabam comprometendo a segurança e piorando ainda mais o trânsito, como trocar de faixa a todo o momento, na busca por um melhor posicionamento que, quase sempre é uma ilusão, pois a faixa ao lado, parece que flui mais rapidamente, porém só parece, lá na frente o agente causador do engarrafamento está lá e paralisa todas as vias.

          Na falta do tão sonhado planejamento estratégico dos transportes públicos, o cidadão tira o seu carrinho mil da garagem e corajosamente tenta partir solitário para o trabalho a bordo deste. O trem metropolitano passa com as pessoas se espremendo, o metrô e a frota de ônibus, idem – Por que ninguém desenvolveu alternativas que evitassem este caos, se já estão no poder há todo este tempo?

          O Maluf diz que quando estava com a bola, fazia ela rolar e mesmo com suas obras custando cinco ou seis vezes mais do que valiam, conseguia acompanhar o crescimento da cidade. Já durante a dinastia tucana, a coisa parou de vez, mas os preços das obras públicas caíram no custo, para três ou quatro vezes mais do que valem, o que de certa forma já é algum progresso.

          O roubanel levou uma década para ser inaugurado o seu primeiro trecho e depois de inaugurado, até hoje, ainda estão furando o chão e substituindo isso e aquilo, mas os pedágios estão lá, firmes e fortes. Em todas as saídas nos deparamos com as terríveis cabines de furto. Não interessa se você entrou pela Bandeirantes e vai sair já na Castelo, paga o preço e pronto.

          As expansões do metrô..., aí já é uma obra de engenharia complicada, mas na administração tucana, ela é mais complicada ainda, pois a cidade sofre de uma infestação incontrolada de tatus, onde eles provocam a abertura de crateras no subterrâneo e os desabamentos são constantes, levando as obras a se desenvolvem em ritmo de tartaruga..., manca de duas das patas.

          No trecho do roubanel que está em construção, desconfio que os engenheiros são os mesmos que planejaram o projeto habitacional de dois dos três porquinhos. Estão fazendo um castelo de areia, pois não pode ventar, que algo desmorona – A culpa é da OAS, não da construtora amiga, mas da sigla (obradas dos amigos do Serra).  

          Se você conseguir entrar e sair da capital paulista sem cair nada em cima de você e sem ser engolido por nenhuma cratera do consórcio SESSAB (Serra/Kassab), você é um felizardo, aí é só alugar um caminhão-forte pra vir pagando os pedágios e poder sair de lá.

          A administração tucana extrapolou todos os limites do bom senso e do malcaratismo em São Paulo. Contrariando o ditado, não existem mais caminhos que levem a Roma. Em SP, se existir este caminho, ele está pedagiado de 40 em 40 Km, devidamente esburacado e com tarifas com reajuste garantido pontualmente, pois a única certeza em SP é o dia do reajuste dos pedágios. Esse não falha nunca, deu zero hora do dia estabelecido para o aumento, os preços viram e se você não tiver o dinheiro para pagar, é ultrajado pelos funcionários das concessionárias e ameaçado pela força militar pública.

          Tem uns quarenta dias, eu passei pela via D. Pedro no sentido Jacareí/Campinas e estava começando uma obra nas proximidades de Jarinú. Passei novamente por ali esta semana, e o pedágio já estava cobrando. Outro pedágio relâmpago que logo entrará em funcionamento é o de Paulínia/Cosmópolis. Outros dois entraram em funcionamento na Rodovia do Açúcar, um na altura de Capivari e outro em Rio das Pedras, todos absolutamente marcados por alguma irregularidade, pois colocam primeiro a praça em cobrança, para depois dar uma maquiada e dotar o trecho de infra-estrutura com o dinheiro auferido do próprio contribuinte. Além é claro, da tarifa abusiva praticada pelas concessões absurdas. É um típico caso de polícia e de Justiça, porém os tucanalhas privatizaram também a Justiça paulista, que visivelmente se arrasta de joelhos atrás do desgoverno paulista do ectoplasma avampirado.

          As estradas privatizadas, que pelo preço das tarifas de pedágio deveriam ser mais macias do que colo de mãe, estão entregues ao acaso. A via D. Pedro, na faixa da direita, não se consegue trafegar por ela em boa parte da sua extensão, de tanto solavanco que se leva. Na Washington Luis, nosso caminho habitual para SP, em alguns trechos os solavancos se fazem rotineiros também por dezenas de Kilômetros, com o agravante de interferirem na dirigibilidade do veículo, pois alguns já esboçam os sintomas de buracos, como na descida de Santa Adélia, onde a situação é crítica e mortal.  

          Os pedágios deveriam ser implantados nas rodovias de alto nível, como algo alternativo, onde você escolheria e optaria por transitar nestas condições e, pagando por isso, porém em SP o cerco está fechado obrigatoriamente, até mesmo nos carreadores de laranja e de cana. Não se chega a capital paulista por qualquer lugar, onde não se tenha que pagar em seis ou sete praças de pedágio. É simplesmente um absurdo que não se verifica em nenhuma outra parte do mundo, só aqui na Chuiça (termo usado pelo PIG para qualificar uma pseudoditadura midiática, que vende a imagem de SP como sendo um paraíso em equilíbrio, um PIB da China + IDH da Suíça) brasileira.          

          O desgoverno de São Paulo é total e ilimitado. Transferiram as responsabilidades do setor público diretamente para o cidadão, porém continuam gerenciando um caos interminável. Repassaram as obrigações de tudo, mas tudo ainda continua extremamente péssimo.

          Se o Desgovernador não cuida mais da maioria das estradas, repassou parte da educação para o poder público municipal e por incompetência direta, ao ensino privado, não cuida do sistema energético e nem telefônico, enfim, privatizou todas as empresas públicas – O que está fazendo o Desgovernador Zé Vampiro? Vive a passear pelo interior, fazendo sua campanha para presidente, desde o dia em que tomou posse no Bandeirantes. Passeia às nossas custas, coordenando e abastecendo as quadrilhas tucanalhas que orquestrou durante os muitos anos em que o seu partido governa SP. Organiza a formação das empreiteiras que, logicamente diversificadas, atuam na organização criminosa constituída pelo partido. A empreiteira amiga X coleta o lixo na cidade Y, enquanto a outra empreiteira amiga de Y manipula as licitações e ganha todas as concorrências públicas de X, tudo avalizado e devidamente retirado à porcentagem que fomenta campanhas e mais campanhas do consórcio tucanalha/demente. É só mala de dinheiro ilícito que vai e volta por todo o estado, todas devidamente logotipadas com a marca da administração tucana, o tridente de três pontas. A isto, dá-se o nome de neoliberalismo, que em outras palavras, é a liberação do governante das suas atribuições públicas, para que possa estar livre para associar-se em crime organizado e perpetuar-se no poder.

           A cidade de São Paulo amargou um triste retrocesso com a volta de Maluf e as máfias da “turcada” que ele criou na administração municipal e depois ainda, conseguindo eleger o já foi tarde Pitta para encobrir suas sujeiras. O Estado de São Paulo amarga um atraso administrativo irreparável com este ciclo absurdo do desgoverno tucano, fomentado pelo banditismo e a tucanalhice que corrompe qualquer ideal democrático que um dia deve ter povoado os ideais daqueles que fundaram esta instituição política. Depois então, compondo o eixo do mal, um prefeito demo(nio), estrategicamente plantado lá, pois para conseguir a sua entrada na prefeitura de SP, o Zé Vampiro traiu até os próprios companheiros de bandeira.

          O Zé Pedágio e sua gang estão muito distantes de Maryl Strrep e suas companheiras menos conhecidas de Hollywood, além de não passar graça alguma nas suas ações, mas existem alguns palhaços que acham graça nesta palhaçada vigente. Não vejo a hora da treva virar claridade e mudarmos o roteiro deste filme, banindo estes canalhas da administração paulista para sempre, assim como os Malufs e os Quércias da vida. Que o esquecimento público também lhes condenem, pois podem até conseguir um encosto no Poder Legislativo, pois já ocuparam cargos de grandeza executiva e qualquer 100 mil votos os elegem para uma vaga na Câmara Federal, porém no Executivo, segurando a chave do cofre..., jamé, never, никогда,てな決しい, etc...



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 13h46
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INICIAÇÃO DO FALA MANSA

Eu gostaria de fazer a apresentação devida do nosso Fala Mansa, porém como não sei nada dele, veremos do que ele é capaz. O rapaz (?) tem talento, é persistente e está devidamente motivado pela fama e glória de escrever suas felinas palavras aqui neste espaço improdutivo – Você ganhou a pena Fala Mansa, manda ver, quebra tudo...

 

 

                            “ASSIM NASCE UMA ESTRELA”

                             (por Fala Mansa – 24/11/2009)

    

          Depois de muita insistência, o Lamparina acabou cedendo (no bom sentido, é claro) e aqui estou eu para a minha primeira colaboração ao Blog. Depois de pensar muito naquilo que poderia me alçar ao estrelato, aos anais da fama (uiiiiii), como homem (homem não fica bem para mim), digo, pessoa da noite, cheguei à conclusão de que teria que ser algo que, definitivamente, chocasse, ou fizesse com que as pessoas, ao saírem para a noite, temessem à língua felina do “Fala Mansa”, se enquadrassem na classe e na elegância, sob pena de verem seus nomes expostos por este “boca maldita”. Para as fofoquinhas habituais e as noticinhas de encomenda, já existe a concorrência, que noticia as plásticas, as viagens para Dubai, Bariloche e etc... Venho com um novo conceito, onde o colunismo social deixa de ser uma encomenda barata daqueles que se acham mais ricos e mais famosos e passe exatamente pelo calvário de ostentar tanta notoriedade e não se fazer jus dela, estando assim na condição mais de crítico social, do que propriamente um vendedor de ilusões.

          Nesta caminhada, prometo ser duro com as gambófas, mocréias e as peruas desvairadas, afeminados secretões e grosseirões, sempre primando pela elegância e pelo bom senso do avaliado. Dê onde vem tanta credencial para tal?  Acompanhem e verão...

          Muitos me odiarão, outros tentarão contratar jagunços para dar cabo da minha vida, todos tentarão saber a minha verdadeira identidade (coisa que nem o Lamparina – meu editor amado -, sabe, pois só me conhece virtualmente) – Quem será que se esconde por trás do Fala Mansa? Mas, uma coisa é certa, se homem, mulher ou qualquer outra variação possível, o Fala Mansa é um colunista social e neste ramo, nem tudo é aquilo que parece ser.

          O texto é basicamente escrito por mim e enviado por e-mail ao Lamparina, com a edição aos moldes das ferramentas de escrita e formatos do Blog. Como um defensor ferrenho da democracia, o Lamparina já me assegurou carta branca e livre censura, pois é assim que deve ser. Aos incomodados, nomeamos desde já, o FORUM da Comarca de Votuporanga para que sejam sanadas as possíveis divergências. Sempre lembrando que, Tiradentes, o herói da Inconfidência Mineira, só virou mártir pela incapacidade daqueles que o enforcaram. Se tivessem mantido ele desqualificadamente vivo, teria sido aposentado pela Coroa Portuguesa, no reles cargo de auferes, provavelmente com a boca toda banguela, possivelmente com incontinência urinária incontrolável e certamente teria ido a óbito por causas naturais, enquanto conversava com as prostitutas de Vila Rica e relembrava os velhos tempos, onde se dizia “bom naquilo”.

          Como matéria inicial, uma crítica bem humorada, bastante positiva e construtiva, sobre a programação da TV UNIFEV, para que esta desenvolva um aprimoramento contínuo das suas programações, sempre visando o enriquecimento do conhecimento e da cultura da nossa gente. É lógico que não faltará uma boa dose de veneno, pois é este ingrediente que força a produção dos anticorpos naturais.

          Bacon City jamais será a mesma. A promessa é velha, mas que promete..., lá isso promete!

 

 

                                   “JOGA PEDRA NA GENI”

         

 

          Assistindo outro dia a programação da TV UNIFEV, lamentei profundamente o pobre conceito de qualidade emitido pela responsável pela programação. Dá-se a impressão de que, por ter um orçamento modesto, a programação rigorosamente precise ser medíocre.

          Isso não é regra, pois é possível se obter um bom nível de qualidade técnica, com um custo razoavelmente baixo. Os programas Ká Entre Nós e Cine Mix são a prova disso.

          O Ká Entre Nós estampa uma modelagem corriqueira, sob o comando do nosso amigo maluquinho, Marquinhos Dóres, porém alguém precisa dizer a ele que em tv, não precisa ficar com aquela eloqüência prolongada e chata, não é rádio, onde o sujeito precisa denotar a fala para que compense a falta de imagem. Em tv, se fala de maneira normal como se expressa habitualmente, pois a imagem lhe acompanha e traduz as suas intenções e o seu gesticular. Não precisa ser robô, você coloca ênfase naquilo que mereça, mas também não precisa ser locutor de AM em tempo integral. Fora estes rompantes de eloqüência é legal o trabalho do Marquinhos (o nosso Serginho Groisman).  Porém, quando o programa vai ao ar pela TV, precisa perder o formato e as características daquelas rádionovelas de antigamente. Precisa também elaborar melhor às perguntas - quando recebe a visita de entrevistados -, para que estas não se tornem algo excessivamente repetitivas e para que cumpra com a missão pretendida de repassar conhecimento e informação ao público em geral.

          Na parte técnica, o direcionamento do trabalho do operador de câmera é péssimo. O operador de câmera é quem conserta as distorções de imagem, corrige os excessos ou valoriza o simples, se assim for necessário. Apenas como exemplo, outro dia eu assistia ao programa e entre os entrevistados, estava uma senhora completamente deslocada do bom senso. Terrivelmente maquiada para um programa que seria exibido naquele horário do dia, empetecada de entulhos, badulaques, bijuterias e penduricalhos, um perfeito trabalho de arte, devidamente assinado pelo atelier do Didi Decorações. Gosto não se discute, apenas se lamenta por aqueles que não são possuidores de um bom, mas o bravo operador de câmera insistia em dar rasantes visuais no dorso da senhora e enfocar todo aquele universo multicolorido e decorado da convidada, mesmo quando a câmera não deveria estar direcionada para ela.  Os outros convidados devidamente vestidos para a ocasião e horário, acabaram por se sentirem convidados de última hora que, possivelmente entraram no estúdio errado, pois foram convidados para um programa de entrevistas, onde teriam expostos os seus conhecimentos profissionais, mas estavam mesmo por decorar o cenário havaiano da Ilha da Fantasia, tendo surpreendido o Senhor Hurk de calças curtas e no ar.

          O operador de câmera poderia ter mantido o gosto fashion duvidoso da senhora a uma distância tal, que nem perceberíamos este pequeno deslize, porém ele não passava um só instante sem dar um zoom nela e certamente hipnotizado por todo aquele cenário multicolorido esbanjado pela convidada.  

          Já o Cine Mix é um formato maravilhoso, porém com pequenos acidentes técnicos. Já faz algum tempo que não assisto, porém o último programa que assisti, ainda apresentado por aquele casal gracinha (o Murilo xodozinho e a..., não sei o nome dela), dava a impressão que os apresentadores estavam a bordo de uma locomotiva da velha FEPASA. Entre a ansiedade da apresentação e os chiliques provocados pela responsabilidade de estar na frente das câmeras, o casal se perdia em meio ao balançar involuntário de cabeças e aos lapsos de dicção de ambas as partes. Problemas que, facilmente poderiam ser sanados pelo (s) responsável (is) pela direção, orientando os seus dirigidos e passando-lhes confiança, pois talento há, só precisa ser lapidado.

          Enfim, é possível fazer uma programação de qualidade e gastando pouco, porém também é preciso gente competente para fazer esta programação modesta e de alto nível.

          Muito mais novidades nas minhas próximas colaborações, sempre lembrando que, “não precisa passar o inverno na Noruega para encontrar o tédio, basta que você acompanhe a concorrência” e se não quiser virar notícia, não saia de casa, pois onde estiver o Fala Mansa, certamente você será notícia, boa ou ruim!!!



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 18h11
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E-MAIL RECEBIDO DE UM BLOGUEIRO

Eu recebí este e-mail do jornalista Jair Viana, pessoa muito conhecida por aqui, que mesmo não mais fazendo parte da nossa realidade cotidiana, acompanha de perto os nossos passos. A ele, o meu obrigado pela referência.

De:

jornalistaviana@bol.com.br

 

 

Comentário:
Caro Lamparina, Seu blog é o máximo, pois traduz, de forma inteligente, tudo aquilo que alguém que pensa, realmente pensa. Parabéns pelo trabalho. É de espaços democráticos como este, que a sociedade precisa. Não sei se é de seu conhecimento, mas pesquisando na Net, cheguei a números que vão de causar impacto. O seu blog é avaliado diariamente, não apenas por seus leitores do dia-a-dia, mas também por aqueles que medem nosso trabalho através do blog ou site. Um levantamento da ALEXA THE WEB INFORMATION COMPANY, que mede a audiência na internet, mostra a importância e o alcance de seu trabalho.

 



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 16h59
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TENHO DITO... TANTA BESTEIRA ULTIMAMENTE

 

Eu devo ser um daqueles do populacho que ficavam gritando “liberdade para Barrabás” no julgamento do Nazareno, colaborando assim na crucificação do Anjo e na libertação do ladrão!

Atendendo a pedidos, estou aqui hoje para comentar os comentários insanos de um comentarista louco. Parece engraçado, pois apesar deste comentarista ser de idade já avançada e com muita experiência, comporta-se como um juvenil primário, daqueles que não perdem uma oportunidade para corrigir o professor.

          Então vamos lá. Dr. Wilson Romano Calil, comentarista de sábado do jornal regional da Tv Tem, entre um vasto currículo. Até daria meu lugar sentado no ônibus para o senhor por questão de educação, porém como o senhor tem sido um menino mal, ficará aí de pé, de castigo pensando nas incoerências que andas dizendo.

          Incorporando então para esta ação, o espírito do grande cronista de Votuporanga Artur de Carvalho – Meu Deeeeus, esses caras tão tudo loucos!!! Como agente e operário do PIG regional, falha em sua missão de enganar o povo com os recursos teatrais que usa em seus comentários para o grande público em bom horário televisivo, pois eles se perdem no mar de incoerências em que se baseia para defender suas teses. Outro dia o Senhor demonstrou todo o seu conhecimento cristão narrando passagens e provérbios bíblicos - provavelmente adquiridos naquelas coleções de CDs gravadas com a imponente voz do Cid Moreira -, citou os provérbios e as Sagradas Escrituras, repugnando o comentário absolutamente verdadeiro e claro que o Presidente Lula fez, referindo-se a uma provável coalizão de Jesus Cristo com Judas, se o mesmo fosse obrigado a governar o Brasil de hoje. Pois bem, usou os seus recursos teatrais para desqualificar as palavras do presidente, porém esqueceu de dizer que, o Nazareno era o filho de DEUS, que veio na terra com missão estabelecida e que mesmo tendo livre arbítrio, preferiu seguir seus desígnios e foi pregado na cruz por isso. O senhor queria dizer então, que o Lula deveria ter se entregado a esta oposição corrupta gerida pelo consórcio tucano/demente e ter ido pro céu, assim como fez Cristo? É isso que devia estar querendo dizer, pois sempre coloca os tucanos inimigos da Pátria nas alturas. Pois é, mais o Lula fraquejou e se entregou aliando-se ao PMDBósta que o seu FHC também se entregou para comprar um segundo mandato, mas diferentemente do seu líder, que está acabando com as cutículas de tanto roer unha, está no céu, mesmo tendo como anjos momentâneos, os demônios interessados e movidos à poder do PMDB. Vive das graças de uma população que vocês não conseguem mais enganar com vossos velhos conceitos e vossas velhas técnicas de possessão. São as graças de um povo que deixou de ser miserável e passou a ser apenas pobre. Poderíamos já ter atingido um estágio social mais elevado, porém vocês não permitiram os nossos avanços, pois nos queriam presos ao laço do passarinheiro, mas essa passagem bíblica o senhor conheceu pelas graças do Cid.

          Senhor Calil, pela sua inocência galopante, o senhor também deve acreditar que aquele dinheirinho que a quebra do sigilo bancário do caseiro Francelino revelou indevidamente, é uma quantia caridosa depositada pelo pai biológico ao filho bastardo. O Francelino só disse a verdade, porém sabemos de onde veio o dinheiro para que ele tomasse coragem de revelar a súbita verdade.

          O senhor deve acreditar também que os aloprados do PT compraram o dossiê dos Vedoin no episódio dos sanguessugas em um Hotel de Cuiabá, onde ficou comprovado com notas de hospedagens, que os dois lados mandaram representantes para o leilão do material e, o material verdadeiro em questão, acabaria com a vida pública de dois dos grandes expoentes políticos do consórcio tucano/pefelê, inclusive o vosso presidenciável Zé Pedágio. Como isso não aconteceu, podemos supor então, que quem arrematou o material verdadeiro, foram os vossos agentes, caindo os alopadros do PT, no golpe do dossiê furado.

          Também deve acreditar em papai-noel, aquele velhinho gordo que entrega presentes de trenó e veste aquela roupinha vermelha. Senhor Calil..., se papai-noel existisse, provavelmente seria um capitalista magro, malhado de academia e de spa, grisalho tipo Richard Gere, viria de jatinho - porque pode -, e usaria uma roupa azul e branca cheia de estrelas, afinal, só entrega presentes nas casas dos ricos mesmo, porque usaria então o vermelho, ostentando o símbolo máximo do inimigo?

          Na semana seguinte, o senhor veio com outra máxima e tentou embutir em nossas mentes, onde o seu texto, aliado ao seu recurso cênico, nos revelava um profundo marasmo intelectual, pois o senhor tentou desqualificar novamente o presidente Lula, sem nenhum argumento sólido, dizendo que na Europa os governantes incentivam a população a poupar e aqui no Brasil, o novedediano ébrio, incitava a população ao consumismo desenfreado. Senhor Calil..., mas não estamos nós no centro de uma grande depressão financeira mundial (provocada pelos seus companheiros mandriões neoliberais), onde o recurso vislumbrado de imediato, foi incentivar o consumo para que a corrente financeira pudesse seguir adiante? Então o Presidente só usou e abusou do papel de chefe do Executivo e líder político máximo, seguindo a tendência e as normas determinadas pelas políticas econômicas mundiais, pois a tarefa foi passada para o mundo todo e não só aqui no Brasil, onde as economias teriam que financiar o consumo e alavancar a produção que se estagnou com a escassez dos recursos financeiros que vocês jogaram fora nos papéis podres das bolsas.

          Se o Presidente Lula tivesse feito exatamente o contrário, vocês teriam-no crucificado por não ter incentivado o consumo e travado a economia, porém agora, com as ações se revelando e surtindo efeito prático, não conseguem encontrar entradas para malhar o Presidente. Então falam ao vento, ao léu e aos surdos, pois não possuem mais a capacidade e o poder de convencimento de outrora.

          Vocês agentes do PIG se acostumaram a maquiar as mazelas de São Paulo com pejorativos longínquos, mas quando se verifica o problema a nível federal, conhecem muito bem as duas sílabas do culpado, Lu-la.

          Eu, como “contador de causo”, desde 1998, quando me deram voz, fiz oposição dura às privatizações da era FHC e ao seu governo sórdido contra os interesses do povo brasileiro, como demonstram os arquivos do Diário de Votuporanga, e de 2006 em diante, estão todas no histórico do Blog do Lamparina no http://ro.lamparina.zip.net. Orgulho-me de revirar estas páginas de arquivos e saber que fui inimigo leal e combatente ideológico das minhas convicções de forma espontânea e verdadeira, e não tendo que seguir uma cartilha que determinasse os factóides que deveriam ser criados e os inimigos a se golpear. Seria triste se eu, já bem velhinho, assim na sua idade, tivesse que olhar para os meus netinhos e admitir que passei toda a minha vida militando do lado errado. Posso até um dia ter que admitir isso, mas terei a consciência limpa por ter sido leal até com os meus rivais ideológicos.

          Quando vocês agentes do PIG pararem de falar mal do Lula diuturnamente, nós aí  perceberemos que está acontecendo alguma coisa de errado, até mesmo nos ocorrerá que o velho sindicalista ébrio esteja se passando para o lado de vocês.

          Fiz 41 esses dias, mas ainda sonho em ver o meu país livre desta corja e desta imprensa parcial de pena comprada por exploradores, que hoje, estão tendo que repensar o seu preço, pois logo, este grande império de mídia vendida que construíram, não terão mais pra quem passar vossas sessões de hipnose grupal.

          Então Senhor Calil, falando de contador de causo para contador de causo, quando o senhor não tiver nada de novo e concreto para falar, use a minha técnica. Eu conto uma piada de “português” e sempre funciona. Poderia lhe sugerir algumas do meu repertório, pois tem àquela do casal de portugueses (meio velhinha, mas sempre provoca novas risadas) que estavam comendo pipoca e o Manuel perguntou para a Maria:

          _Queres Ketchup Maria?

          E ela então respondeu:

          _ Não Manuel, quero que me comas!!!

          Vá em frente Senhor Calil, use e abuse, experimente e seja feliz.

          E tenho Dito!!!        



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 11h54
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OFÍCIO ENVIADO AO MAQUINISTA DO TREM DA MORTE

Ao

Exmo. Senhor Governador do Estado de San Paul

Dr. José Chuiça Chirico Feio por Fora e por Dentro Pedágio Abusivo Civita Frias Marinho

 

 

          Venho por meio deste, mui encarecidamente, pedir que Vossa Excelência retome em regime de urgência urgentíssima, o projeto de duplicação da Rodovia Euclides da Cunha, trecho compreendido entre as cidades de Mirassol até Santa Fé do Sul.

          Sei que muitos têm manifestado efetivamente este desejo perante Vossa Excelência, como os nobres Deputados Estaduais que representam a região Noroeste, o Rodrigo Rosachiclete Gracinha e o Vaiz Embora pra Lima e Não Volte, além de prefeitos e vereadores regionais, como nosso ex-baconiano Cherano e Bebeno Pinga na Tari dos Outros é Refresco.  Sei também que a nossa estimada “mestra das mestras”, Órca Baba com Frieiras na Frente, também enviou uma pequena missiva à Vossa Excelência, evidenciando as nossas necessidades e deixando claras as possibilidades imensas de dividendos políticos que o Senhor auferiria com esta obra.

          Decidi então reiterar o clamor popular, haja visto que, como o Senhor deve saber, sou trucker dos bons, e infelizmente não sou adepto das práticas tão sutilmente sugeridas pelo Bonner e a Fátima (lúcido e sóbrio, como alguém pode viver assim num mundo destes!), aquela dos 40% que são viciados em álcool e drogas, fazem pipi em pneus, comem de marmita e em movimento, não tomam banho, não bebem leite e nem freqüentam a missa de domingo, porém nesta semana, vinha eu conduzindo o meu veículo pela referida rodovia, absolutamente sóbrio - há que se deixar claro novamente -, quando mais ou menos, a uns cem metros da entrada de Santa Salete, uma depressão decorrente entre a faixa de rolamento e a terceira faixa, por muito pouco não causou o tombamento lateral do veículo que eu dirigia, onde por agravante, ainda estava carregado de pluma de algodão, carga esta de alta periculosidade, pois pela altura máxima permitida, o veículo e o condutor referido, torna-se uma vítima em potencial, incapaz de qualquer ato de defesa prévia. Sei que o Senhor é homem muito ocupado e eu não quero que sejas obrigado a se ausentar das suas funções palacianas e se deslocar até aqui na barranca do Rio Grande, nas barras das três divisas, para declamar o meu epitáfio, nesta minha remota partida abreviada pelos percalços da Euclides da Cunha. Sei que eu não poderia ter honra maior, mas temo que outros pleiteiam tomar à dianteira para lavrar este epitáfio em profunda lucubração, mas deixo claro e sob testamento na expressão da minha vontade neste ato, que a minha preferência é pela sua oratória.  Sugeriria até que começasses pela exaltação da minha postura cidadã e pela minha busca constante do ideário liberal na fé inabalável em São Serapião, assim como Vossa Excelência, e terminasse com aquela célebre e modesta frase de minha autoria – “Para cada pobre e nordestino que tem a sorte de nascer morto, São Serapião acende uma vela no céu e deposita um dólar na conta de um capitalista em algum paraíso fiscal”. É por isso que crise nenhuma nunca conseguirá descapitalizá-los.

          Sei que Vossa Excelência é leitor assíduo daquele “bloguinho” que tento manter atualizado na Internet a duras penas, o http://ro.lamparina.zip.net, e que tens acompanhado a minha campanha ostensiva para espantar daqui do nosso feudo, aqueles comunas vermelhos que ora, bem momentaneamente, usurpam do poder federal pelas mãos do molusco novedediano Ébrio Paraíba da Silva. Está difícil manter a nossa superioridade intelectual, desde a popularização desta diabólica Internet e destes vermes virtuais que se multiplicam, digo vermes, mas não é verídico, pois até as bactérias e vermes conseguem, em pouco tempo, encontrar resistência para as drogas que as aniquilam. No entanto os pobres levaram centenas de anos pra descobrirem quais as drogas que os consumiam, qualificando assim os vermes, como seres mais evoluídos do que estes deprimentes pobres.

          E é com este credenciamento que empenho à Vossa Excelência e reitero o pedido de tão ilustres personagens locais como a Dona Órca Baba, mesmo não estando eu ainda à altura de tamanha grandeza e expressividade intelectual.

          Gostaria também de colocar a vossa inteira disposição, aquela nossa empreiteirazinha local que o senhor ajudou a fundar e que, se possível, pudesse “mexer os pauzinhos” para que ela ganhe nesta sua concorrência armada, algum trecho da obra, ou no mínimo, entre como sub-contratada das vencedoras nesta empreitada, haja visto que tanto tem nos ajudado nas obras do Rodoanel, descolando-nos sempre alguns biquinhos aqui e aculá.

          Excelentíssimo maquinista da Locomotiva da União, se não fosse pedir demais, gostaria também que o senhor desse aquele jeitinho que só o senhor sabe, e incluísse o nome desta nossa empreiteirazinha no consórcio que ganhará a concorrência para explorar as praças de pedágio que, certamente serão edificadas neste nosso trecho, tendo a certeza de que sempre saberemos lhe ser gratos, como de costume, basta que mandes o número da conta.

          Peço encarecidamente, que o Senhor Governador mantenha vigilância constante aqui neste meu bloguinho e que ao menor sinal de contaminação pela “peste vermelha” aqui neste espaço, aperte o botão de start dos mísseis nucleares que apontam na direção do humilde endereço deste servo de Vossa Excelência, não permitindo jamais que eu me torne um abduzido das hostes vermelhas, pois antes disso, preferiria à morte.

          Gostaria também de confirmar a minha presença para que meu nome conste nas listas do Plano Emergencial de Segurança Pública Vip, aquela que garantiria a segurança e imediata evacuação de membros expressivos da sociedade, no caso de uma nova e remota revolta por parte dos dirigentes do PCC e, que eu possa ir para um abrigo subterrâneo seguro, juntamente com o Senhor e sua digníssima família enquanto os “rapazes” fazem a faxina. Depois do desmoronamento das resistentes muralhas do PIG, não sei ainda por quanto tempo poderemos suportar tamanha pressão.

          Sem mais delongas e certo de contar com Vosso apreço e consideração, despeço-me com os singelos votos de otimismo e apoio irrestrito deste seu criado, nesta caminhada que faremos juntos ao Planalto em 200000000010, pois se eu pudesse lhe dar mil votos, mil vezes retornaria à urna e apertaria o confirma para o Senhor Chirico. Nosso mestre supremo viverá eternamente, por isso, despeço-me com nossa saudação oficial – Hei Hitler!!!

          Atenciosamente,

 

ROBERTO LAMPARINA MARTINS – Cidadão de Bacon City – San Paul - Brazil

Visitem meu Blog / http://ro.lamparina.zip.net – o Governador eu sei que visita, mas esta é pra vocês estafetas e lacaios dos Bandeirantes.

 

 

 

 



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 13h27
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ENTRE FORMIGAS E CIGARRAS

 

          Um dia desses entrei num boteco, bem precário desses que tem lá no Maranhão - onde a cerveja ruim de Itu, custa R$ 4,00 a garrafa e nem aparece ninguém pra sentar no colo da gente, porque cerveja nesse preço, só em z... -, acompanhado de um amigo. Sentamos e gaiatamente meu amigo pediu ao botequeiro que nos servisse a mais gelada da casa, àquela que ele tinha guardado pro vereador. Imediatamente então, emendei – Se é pra tomarmos cerveja de autoridade, traga logo a que o senhor guardou pro prefeito!!!

          O senhor agachou-se debaixo do balcão da espelunca e pegou uma garrafa do engradado e com o abridor em punho, foi logo ameaçando em sotaque carregado de maranhense do Azeitão:

          _ Querem que eu abra?

          _ Mas, esta está quente, o senhor pegou ali da caixa, retrucou meu amigo.

          _ Pois é, mas vocês pediram a que eu guardei pro vereador e pro prefeito e aqui no meu estabelecimento, se algum desses cabras entrarem porta adentro, é dessas que irão beber. Olha pro povoado e vê se eles merecem coisa melhor.

          De fato, a coisa por lá estava visivelmente precária.

          Bom, mas deixando os causos de lado e entrando na realidade... Na semana passada aconteceu um evento maravilhoso em nossa cidade, onde infelizmente eu, apesar de estar convidado, não pude comparecer, pelo simples motivo de ser um estradeiro, um viajante, um cigano, ou ainda como diria o meu amigo Karlos, apenas um “trucker”.

          Mas, mandei um representante ao evento, pois contratei os serviços de um profissional em colunismo social, devidamente credenciado e com acesso livre a todos estes eventos, somente para que nos coloque a par do que andam fazendo e pensando, os mais ricos e mais famosos e os que não são, mais adoram servi-los e servir de platéia para eles e depois, longe das vistas, acabam botando algum ossinho no bolso, pra levar pra casa e servir aos cães.

          Segundo meu informante e colunista Fala Mansa, a festa foi um sucesso. Marcaram presença por lá diversas autoridades, como o deputado gente deles, o prefeito e boa parte da nossa estimada câmara legislativa baconiana, além é claro do estafeta do deputado e do serviçal-mor do prefeito, esses dois últimos, presenças obrigatórias, devido ao encargo do ofício.

          Entre uma deliciosa costela que o tacho consumia sua graxa em fogo brando, uma cervejinha bem gelada e a missão oficial de traçar planos para legalizar um loteamento irregular, onde os que providenciaram a recepção aguardavam ansiosamente pela palavra amiga que colocaria fim a esta agonia. O fato é que o prefeito, devidamente acompanhado pelo empresário que loteou o local indevidamente, pediu paciência aos presentes e garantiu que a “coisa” vai andar, mas logicamente terão que desembolsar mais algum...

          O estranho nisso tudo, é que o atual prefeito não tem nada a ver com o loteamento irregular, pois não se deu na sua gestão e o empreendedor responsável pela irregularidade estava bem ali na frente de todos os presentes – Então, por que será que todos cobram providências do prefeito e não do loteador? Este assistia tudo, como se a coisa não fosse nem com ele.

          Outro fator curioso é o nosso legislativo se fazer presente em uma reunião onde estarão reunidos interesses contrários aos da representação popular, pois deveriam tomar a frente dos prejudicados e exigirem a devida reparação legal e imediata do loteador, e não ficar fazendo número, nem servindo de platéia para discursos inflamados de pústulas.

          O fato é que “fizeram” vistas grossas e o cara picou os lotes, vendeu caro (embolsando uma pequena fortuna em cima de uma área que nada valia em teoria), sem nenhuma infra-estrutura obrigatória e a área valorizou rapidamente, muito, devido a sua localização comercial privilegiada as margens da EC. Então, os proprietários estão contentes com a aquisição irregular, porém querem regularizá-la. Todo mundo ganhou dinheiro, porém o prefeito está com a bomba no colo.

          As formigas estavam ali tentando a regularização dos seus imóveis, pois são trabalhadores que compraram e pagaram por algo que deveria estar devidamente dentro da lei e não está. As cigarras estavam ali tentando encobrir as pistas deixadas pelo caminho, pois podem ser responsabilizadas (quem loteou e quem permitiu lotear irregularmente) – E o legislativo baconiano, o que fazia ali? Temo que a pergunta ficará sem respostas.

          Mas o ponto alto da festa foi o discurso comovente do deputado gente deles - já meio inebriado pelo combustível que abastecia o evento e com as palavras deslizantes devido a graxa da costela -, explicando como são acachapantes as peregrinações conjuntas que fazem na Capital Federal, ele e o prefeito, entrando de gabinete em gabinete (de bar em bar), estendendo o chapéu na busca pelos recursos que estão fluindo para nossa Bacon City. Depois se seguiu um discurso emocionante sobre a conduta memorável e irrefutável que o patriarca da família do prefeito sempre ostentou no seio da sociedade, sua liderança e seu espírito de cooperativismo. As palmas então fluíram, feito as lágrimas espontâneas que sempre brotam em nossos olhos quando assistimos a saga de Scarlet O’ Hara, ou a reunião dos irmãos separados pelo cientista maluco em Irmãos Gêmeos, aquela magnífica obra estreladas pelo Devito e Schwarzenegger.

          O Fala Mansa me relatou que contrataram até mestre de cerimônia, que puxava... as palmas e era seguido pelos demais, vai ser bom assim lá em Cardoso.

          Eu não estava lá, mas posso afirmar que o calvário deve mesmo ser grande, pois esses deputados conseguem falsificar tudo e para conseguirem algum lucro espúrio, certamente aqueles maltes que oferecem pelas mãos macias daquelas gostosas secretárias de gabinete, deve ser mesmo coisa horrível, produto de destilarias made in Ponte da Amizade, ainda por cima, quente né..., pois gelo nessa época do ano em Brasília, somente nos gabinetes dos deputados com voto no “conclave”, porque deputado do baixo-clero, nem pensar..., é cowboy mesmo. E aqueles petiscos que sempre servem em gabinete de deputado, têm cara de ser coisa vencida que iam jogar fora, ou restos do cardápio oferecido pelas companhias aéreas. Porém alguém, comovido com a penúria legislativa que atravessa a casa, deve ter doado para o repasto dos incômodos visitantes. Aposto a unha encravada do meu dedão do pé, que é coisa daquele sabonete do Nenê Constantino.

          Mas a pior e mais maçante parte desta súplica obrigatória em Brasília, são aqueles deputados e senadores boêmios que, passam as noites intermináveis no cabaré da Margô, ali na Quadra 910, conjunto F, Asa Norte, Brasília-DF. Um antro de ostentação, luxúria e perdição, onde tais legisladores insistem em arrastar seus convidados para demonstrarem ali seu poder e sua glória e, entre cálices e mais cálices do néctar de Baco, tudo devidamente pago com os recursos de alguma verba parlamentar disponibilizada para a atuação legislativa (porque não existe coisa pior do que puta cobrando cheque devolvido na porta da casa da gente). O imprevisível então, pode acontecer, até revelações importantes...

          Solidarizei-me com o suplício dos dois, apenas pelo relato choroso do Fala Mansa, ainda mais, quando o deputado gente deles, referiu-se como sendo um “caipira da terra”, atuando na Capital Federal do poder, em pról do nosso município. Aí foi o ápice do evento e segundo me reportou ainda o Fala Mansa, a platéia não se conteve e foi um chororô danado.

          Deputado..., o senhor tem muitas virtudes, mas esta sua modéstia ainda acabará por lhe prejudicar. O senhor é da terra sim, isso é inegável, mas caipira..., somos nós!!!

          Não posso perder a próxima de jeito nenhum, estas festas são bem melhores do que um show do Ari Toledo, ou mais emocionantes do que a temporada toda de Lost.

          Espero que o senhor prefeito, o deputado gente deles e os demais vereadores presentes no evento, nunca entrem no meu boteco para tomar uma gelada, pois possivelmente conhecerão a fúria de um botequeiro descontente e beberão daquela gelada no micro-ondas!

 

Ps: Espero também, que o ex-quebrando o sigilo do caseiro Palocci não me processe por plagiar parcialmente o título do seu livro, mas este título não poderia ser outro. E além do mais, este texto é muito mais revelador do que o livro todo do Palocci, que certamente deve ter muito mais coisas interessantes a contar, do que aquelas que contou na edição seu livro de pós-ministério. Esperávamos algum segredo mais cabeludo, mais alcoviteiro das vísceras do poder federal.



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 13h34
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ENTREVISTA FEITA COM O CÉLIO DO SURDO

 

          Aproveitando de uma proximidade que tenho com um membro importante da diretoria de um grêmio recreativo e esportivo de um dos bairros da zona norte da capital paulista, consegui extrair dele em entrevista, algumas informações importantes sobre a vivência nas grandes cidades, que servirão de parâmetros para nos exemplificar também, dos métodos utilizados em campanhas políticas hoje em dia. Como pessoas que não possuem atuação e, nem engajamento social e comunitário, conseguem se eleger para cargos eletivos com os votos de pessoas de uma determinada região e com interesses pré-estabelecidos.

          Na impossibilidade de revelar o seu verdadeiro nome, chamarei meu entrevistado pelo nome de Célio do surdo, aprisionado na informalidade, músico pretensioso, preto e pobre, mais um invisível morador de uma comunidade carente da cidade de São Paulo, criado na escuridão e nas fogueiras dos guetos paulistano, um típico subproduto dos bolsões de pobreza.

 

          Célio, pra começar, daria pra você resumir a sua vida em algumas poucas palavras?

 

          Você já disse na introdução quase tudo de importante. Músico, preto, pobre, abandonado pelo pai com mais cinco irmãos aos oito anos, sobrevivente das drogas, segundo grau incompleto e vivendo há mais de dez anos de serviços diversos, inclusive este de tomar conta e fazer a segurança de caminhões aqui nas imediações do Rodoshoping. A inclusão como membro ativo aqui da nossa associação comunitária do bairro, mudou a minha perspectiva de vida e acredito, que a partir desta mudança, ter contribuído para a transformação na vida de muitas pessoas que tiveram a mesma trajetória que eu tive.

 

          Célio, há quanto tempo você faz parte da diretoria desta associação comunitária e qual a finalidade dela junto à comunidade?

 

          Bem, já estou na diretoria há três biênios, mas antes disso, passei por diversos cargos dentro da associação, vivendo uma experiência associativa de mais de quinze anos e que começou com o carnaval. Uma pequena escola de batuque que mobilizava a comunidade em torno dos desfiles carnavalescos. Em seguida veio às atividades esportivas com o time sênior de futebol que se apresentava disputando torneios amadores pela cidade e assim foi se expandindo para estes dois lados, o carnavalesco e o esportivo, assim mesmo, como um lazer de um bairro de operários e que tem nestas atividades, a sua forma de lazer e de expressão.

 

          Qual a atuação da associação junto aos membros da comunidade e até que ponto vocês conseguem atingir os objetivos traçados com tamanha precariedade de recursos e possibilidades?

 

         

          Hoje a integração da associação junto aos nossos moradores é total. Tentamos estar presente ativamente na vivência das pessoas da comunidade, seus problemas, suas dificuldades, suas restrições, tudo acaba virando pauta nas nossas reuniões e procuramos, de alguma forma, encontrar maneiras de auxiliar naquilo que for possível. Ex: um membro estava encontrando dificuldades para conseguir tocar um pequeno comércio informal que mantém o seu sustento e dos seus familiares em uma rua movimentada aqui do nosso bairro e, volta e meia os fiscais da prefeitura o estava incomodando, querendo a sua remoção e do seu barraco (pequeno comércio de salgados e refrigerantes) do local. Acionamos então os nossos contatos políticos na Câmara Municipal de São Paulo e o fiscal parou de incomodar e perseguir o pequeno comerciante informal. Isto gera uma confiança total por parte dos moradores, que sempre nos depositam confiança e nos procuram para a solução dos seus problemas, até mesmo os pessoais de foro íntimo. Eles acreditam que podemos resolver o problema e, nós tentamos e fazemos tudo que está ao nosso alcance para tal.

 

 

          Quais os recursos financeiros que vocês possuem e como fazem a capitação destes recursos?

 

          Conseguimos angariar recursos com as promoções dentro da comunidade, às festas na quadra da escola e as atrações que conseguimos trazer e se apresentar para a nossa gente. Isso tudo com outras pequenas receitas auferidas aqui e ali, como doações de comerciantes e de empresas da região, além de gente que “pode” mais e se solidariza com o trabalho que desenvolvemos. É assim que vamos conseguindo manter a dignidade aqui na nossa comunidade. É muito problema e muita falta de recursos para resolvê-los, o que nos coloca em uma condição de priorizar as necessidades absolutamente mais básicas possíveis. Problemas de saúde, como exames e remédios que não estão disponíveis no sistema de saúde pública, é uma prioridade absoluta, assim como a manutenção de idosos e mulheres que não possuem convivência com parceiros e tem que arcar com as despesas da família, a associação acaba por ajudar com a distribuição de cestas básicas e tudo o que for possível, dentro das nossas precárias possibilidades.

 

          Então, a associação é uma parceira de todas as horas, presente nos bons momentos e nos momentos difíceis também?

 

          Exato, estamos presentes nas festas e no choro dos velórios em que enterramos nossos mortos, com a devida dignidade que todo ser humano deveria ter. Acompanhamos todo o processo de recuperação das famílias traumatizadas por brigas e separações conjugais, problemas com tutela de filhos, questões muitas, que vão desde o reconhecimento de paternidade, até a assistência total e acompanhamento jurídico para tratar da burocracia do pós-morte, como recebimento do auxílio funeral, legalização de pensões junto ao INSS, entre outros assuntos. Estamos tentando desenvolver um trabalho de esclarecimento dos nossos jovens sobre drogas, sobre aids e sobre métodos contraceptivos, através de palestrantes e cursos desenvolvidos aqui na sede da associação, mas é uma estrada de difícil acesso e estamos ainda na busca pelo melhor caminho.  Na verdade o melhor caminho passa pela ocupação do jovem, na sua evolução e desenvolvimento da sua capacidade produtiva e das suas potencialidades, como aprendizado de uma profissão, mas aí já entra em um terreno que não temos como atuar ativamente, pois são questões que deveriam estar nas prioridades das políticas públicas.

          Outra missão difícil é você conseguir embutir conceitos de cidadania, dignidade, honestidade, entre outros valores positivos, tendo o jovem inexperiente, o exemplo negativo do traficante que mora ao lado da sua casa, que anda de moto, tênis bacana e roupa de grife, enquanto ele, embalado por todos aqueles conceitos positivos, anda de pé, com tênis surrado da China e comprado numa pechincha no brechó, tendo ainda adquirido o resto do vestuário na banca da cigana aqui da vila.

 

          Qual a ajuda que vocês tem recebido do poder público para continuar com esta missão social?

 

          Do poder formal e na forma da lei..., nenhuma, pois os políticos só aparecem na comunidade em época de eleição e isso deve ser em todos os lugares, inclusive na sua cidade, que você já me descreveu como sendo de porte médio. Mas, quando eles aparecem por aqui, tentamos tirar o máximo de proveito da visita, pois não sabemos se, e quando voltarão. Temos nos comprometido com políticos que nos ajudam, que conseguem coisas para a comunidade e que sabem exatamente o valor que estipulamos pelos nossos votos, pois falar em política como uma forma espontânea de representatividade democrática, é a maior mentira que um político já inventou, pois o sistema político que presenciamos hoje no Brasil, se alimenta das pequenas necessidades de pessoas carentes de tudo (nosso caso), onde podem comprar, bem baratinho, a votação básica necessária para uma vitória em urna. Os interesses dos poderosos são saciados com a representatividade política maciça bancada com o dinheiro dos interessados e a nossa subsistência humilde, também precisa valer alguma coisa, já que só agregamos este valor em tempos de eleição. Temos conseguido muito material esportivo, muitas cestas básicas, alguns remédios, bem como algum dinheiro para fazer carnaval e conseguimos eleger todos os políticos com quem fizemos negócio, inclusive temos hoje um vereador representando os nossos interesses na Câmara Municipal. Este nosso vereador é membro da nossa comunidade e possui compromissos com nossa gente, porém os outros, em outros níveis, apenas pagaram pelo nosso contingente eleitoral e terminou aí o nosso compromisso, não nos representa e nem aos nossos interesses, é puro negócio, negócio este que mantém as nossas ações imprescindíveis para o bom andamento da nossa comunidade.

CONTINUA...



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 03h29
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...CONTINUAÇÃO

          Então, você definiria as ligações políticas existentes hoje, como sendo um negócio bom para ambos os lados? Tenho um companheiro lá em Votuporanga que possui um termo mais apropriado - ele diz que temos que ter os cascos vazios para que possamos trocar pelos cheios.

 

          Esta é a mais pura verdade, pois eles querem algo que nós temos e nós queremos algo que eles podem facilmente conseguir. Eleição, democracia, representatividade, são meras palavras sem nenhum sentido na boca de políticos que aparecem por aqui claramente no interesse comercial dos nossos votos e, são muitos, não pense você que seja um ou outro não. Aparece gente querendo comprar o voto da comunidade toda e que eu nunca vi, nem mais gordo e nem mais magro. Não é só aquele político que está estampado todo dia na mídia não, é o sujeito que está montado em um caixa para exercer a função pública a serviço de terceiros, o sujeito que quer ingressar na vida pública, mas não tem o reconhecimento público necessário e por aí vai...

 

          E como funciona o trabalho de gerenciar e canalizar estes votos da comunidade para o comprador – Quem garante que na urna, cumprirão o trato?

 

          Esta é uma questão simples, pois presenciam diariamente os nossos esforços para melhorar a vida deles, sabem que sem estes recursos angariados com a venda dos votos, seria impossível desenvolver os trabalhos em todas as frentes em que atuamos. Nós temos um colégio eleitoral que comparece e sempre nos dão o respaldo necessário para a concretização do negócio realizado, com uma margem bem próxima do número total de votos vendidos aos nossos clientes. Não se espante com o termo, mas é exatamente este, clientes... Eles ficam satisfeitos com o resultado da apuração e nós seguimos com nossas vidinhas medíocres, contornando as dificuldades que insistem em aparecer sem convite prévio. É o Zé da Vila que caiu, quebrou a perna e não pode nem fazer os biscates que fazia, tendo a associação de arcar com as responsabilidades e seguir provendo o pão para o Zé e família. A dona Maria Auxiliadora que não está mais conseguindo lavar roupas pra fora, porque está tendo que cuidar dos seus três netos, não conseguindo mais trabalhar e ganhar o seu sustento, a Valdíria que está “nóia” de novo no crack e seus filhos estão passando necessidades extremas jogados pra todo lado, e por aí vai...

 

          E como é feita a prestação de contas, esta contabilidade tão informal, perante os membros da comunidade?

 

          Rs, rs, rs... Nós pobres estamos tão acostumados com a informalidade em nossas vidas que é algo mecânico, natural. Um caderno, uma caneta e algumas anotações com os valores das transações e a contabilidade normal, baseada nos créditos e débitos do período. O que vai sobrando, vamos tentando aplicar nas nossas necessidades e dentro da nossa modesta visão de utilidade futura. Ex: adquirimos recentemente uma perua que está nos ajudando muito nos deslocamentos e nos trabalhos comunitários. Temos muitas outras necessidades, porém a grana está curta e eleição, só no ano que vem. Além do que, nós pobres, não temos muito no que amparar os nossos possíveis desvios de conduta, afinal todos sabem quem somos e como ganhamos a vida. Se você aparece comprando e ostentando algo que o seu padrão de vida não lhe permitiria, sempre alguém notará e saberá que ali tem...

 

          Pra encerrar, o que você está achando do governo do presidente Lula e, certamente já deve ter tido algum contato com o nosso atual governador José Serra, então, como vê a possibilidade da sua candidatura e as pesquisas que mostram a sua arrancada nas intenções de voto?

 

          Falar do Lula é algo que seria suspeito, pois minha mãe me contou que meu pai trabalhou com Lula quando ele era metalúrgico em São Bernardo e acompanhei a sua trajetória política até os dias atuais, então o descreveria como sendo o brasileiro do momento, o homem que todos gostariam de estar perto e no convívio, o cara que deu certo e certamente entrou para a história política deste país, por representar o povo no poder. Conseguiu algumas vitórias e outras derrotas, porém ninguém nunca poderá acusá-lo de não ter tentado. Quando todos tentavam de todas as formas desacreditá-lo e lhe atribuir diminutivos, ele seguia persistindo na missão de olhar somente para frente e hoje chegou lá, conseguiu atingir números, que como ele mesmo sempre diz, “nunca antes na história desse país”, um presidente conseguiu. Pra mim, Lula é mesmo “o cara” e sabe desfrutar desta condição confortável.

          Já o Serra é pessoa com quem estive reunido algumas vezes, sempre representando a associação. Sempre frio e perseguidor implacável das suas metas, principalmente na campanha para prefeito de SP, que foi a sua ressurreição política, depois da derrota para Lula em 2002. Não negocia nada diretamente e a palavra não, não existe no seu dicionário. Pra mim é surpreendente os números destas pesquisas que estão divulgando, apesar de a sua possível rival, a Dilma, ainda não ser conhecida do grande público e o Serra já ter perambulado pelo Brasil na busca dos votos para presidente. Acho que o Serra terá o fantasma do Lula como adversário em 2010 e será um páreo duro, pois o que tiver as bênçãos do Lula, terá o grande apoio de uma massa que teve a vida transformada pelas ações concretas do governo Lula.

          Você não me perguntou, mas como estou louco pra dizer..., aí vai. O Kassab é um canalha, pois esteve aqui na nossa comunidade quando assumiu a prefeitura na vaga do Serra, firmou algumas parcerias com a comunidade e nunca cumpriu nenhuma. Esse, nem pagando leva mais o nosso tesouro.

         

          A saideira - Qual o partido político mais presente, atuante e o da sua preferência?

 

          Essa é fácil, aquele que facilita as negociações e nos paga o preço que precisamos para continuar ajudando a nossa gente na sobrevivência digna nesta selva de concreto chamada metrópole, aonde a justiça não chega pra pobre, a polícia só vem pra invadir, prender, matar e discriminar, nunca estando presente para orientar ou ensinar e, os políticos que deveriam nos representar democraticamente, na verdade, só querem possuir temporariamente os nossos votos. Eles se dividem em grupos de interesses e nenhum deles se interessam por pessoas pobres, desajustadas socialmente, doentes do corpo e da alma. Esta é a nossa missão.

 

          Parabéns Célio, pelo trabalho desenvolvido e pela oportunidade dada, para que eu possa mostrar para a minha Votuporanga, uma pequena comunidade lá do interior de São Paulo, que apesar de tudo o que está acontecendo, com o endurecimento das pessoas diante de tantas necessidades, os fins sempre justificam os meios e, se foram estes os meios que vocês vislumbraram para tornar a vida das pessoas necessitadas e humildes, mais digna, há que se justificar, sempre enaltecendo as vitórias e procurando minimizar as derrotas.

          Afinal, se os direitos constitucionais se revelam uma farsa ajuizada, o Estado possui todas as ferramentas em condições de fiscalizar e normalizar a conduta dos políticos e não o faz, abrindo brechas para os maus gestores e manipuladores do eleitorado diante das suas necessidades tão básicas, é perfeitamente justo e possível que tentemos atingir um objetivo nobre, mesmo vindo desta imunda relação de dependência política.

 

          Obrigado pela oportunidade de falar para fora das nossas fronteiras, aquilo que os daqui, estão cansados de saber. Espero um dia ter a oportunidade de conhecer a sua Votuporanga e encontrar uma realidade diferente daquilo que me acostumei a ver por aqui.*

 

 

 

 

         



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 03h22
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DE GRÃO EM GRÃO, SEGUEM ENGANANDO O POVÃO

Gostaria de agradecer ao Poeta Gibim, por ter publicado este artigo na edição do dia 27/10 na página do seu JORNAL DO POETA GIBIM. Sendo este Jornal bastante lido pela nossa comunidade, acredito estar prestando um serviço de utilidade pública, abordando um tema que nos afeta diretamente e que seria de fácil solução, somente apostando no bom senso dos donos de supermercados locais.

 

          Eu vivo tentando encontrar um tempo para pegar o gerente do Porecatu de jeito, mas ele tem conseguido escapar da minha inquisição. Eu digo Porecatu, pois é o supermercado onde faço regularmente as minhas despesas essenciais do mês, mas o que eu gostaria mesmo, era de estender esta inquisição calórica para todos os supermercados da cidade.

          Acontece que sou cliente do Porecatu da Avenida Brasil, desde que se iniciou ali sua atividade e como sempre faço, não utilizo para pagamento das minhas despesas, qualquer outra forma, senão dinheiro. Aí então você paga lá suas despesas no valor de R$ 321,44 e a pobre operadora do caixa têm que se desdobrar em dez para fazer o troco milimetricamente dentro da quantia especificada. Leva quatro ou cinco minutos para o ajudante-empacotador correr no balcão do controlador de fluxo de troco e, trocar alguns tostões em moedas e miúdos, depois levar para a operadora de caixa novamente que, passará o seu troco em suas mãos, exatamente o restante correspondente daquela quantia descrita pelo cupom fiscal. Ao final, quando o empacotador volta ao seu posto, você próprio já acondicionou as suas compras naquelas desprezíveis sacolinhas plásticas, tão úteis e tão inimigas da humanidade.

          Num segundo exemplo, chega o sujeito em seguida, passa todas as suas mercadorias e para saldar o débito, emite aquele checão pré que, pode até ser estendido o pagamento para sessenta dias, dependendo da necessidade comercial e do calendário festivo. Não paga um único centavo sequer pelos juros e consegue efetuar esta manobra em menor tempo do que aquele que pagou as suas despesas com dinheiro, aquele papelzinho comercialmente seguro e ali na bucha, onde é só dar uma espiadinha na luz para verificar a autenticidade do papel-moeda e pronto, o valor troca imediatamente de mãos.

          Aí você se pergunta – Mas, não tem uma regra básica em economia que, adverte que nas relações comerciais, todo dinheiro possui um custo diário e aquele cheque pré, só se tornará dinheiro depois de cumprido o prazo entre este relacionamento de confiança estabelecido entre comerciante e cliente? Então, se todo dinheiro tem um custo e que este custo aparecerá ao final do prazo estabelecido nesta relação de confiança – Por que será que quem compra e paga com dinheiro e a vista, não tem o devido desconto em suas compras e ainda é punido pela demora no troco? Afinal não é só o custo provável até que o cheque seja compensado, como também o custo que esta relação acordada com emissão de cheque poderá causar, no caso de uma devolução, ou até de uma possível execução judicial para recebimento do mesmo.

          Então, os 1, 2 ou 3 por cento variáveis nas taxas de juros praticados no comércio, sobre os desprotegidos tomadores de crédito involuntários, podem se transformar num pesadelo e num prejuízo incalculável, no caso de devolução ou inadimplência deste cheque. Por isso, e pela solidez na operação, acredito ser correto pensar em um desconto pronto na ordem de 5 por cento para aqueles que efetuam o pagamento  em dinheiro, premiando-os com a sinalização de satisfação por esta transação absolutamente segura e sem riscos futuros.

          No entanto, isto não acontece, pois o dinheiro daqueles que pagam por suas compras em espécie é usado para financiar o prazo daqueles que emitem o checão pré, esses sim, são agraciados com o custo zero do financiamento do prazo (zero é maneira de dizer, pois este custo já está devidamente embutido no preço das mercadorias e todos nós pagamos um pouco, logicamente sem saber).

          Além do mais, a operadora de caixa não possui sequer autonomia para dar qualquer desconto, nem mesmo o mínimo para facilitar o troco, sem que isto lhe renda descontos no fechamento do seu período. Bastava um talonário de Debite-se, discriminado os centavos descontados na operação e estaria tudo facilitado para ambos os lados. Mas não, eles recebem até os míseros centavos do pobre cliente que é punido por pagar suas compras em dinheiro.

          Os disparates destas pequenas armadilhas resultam em diferenças gritantes nos preços finais efetuados pelos nossos supermercados locais, se comparados a outros que tenho verificado pelas minhas andanças por todo o Brasil, onde as vendas são efetuadas somente a vista, na solidez e segurança garantida dos cartões de créditos, ou qualquer outra das modalidades garantidas pelos agentes financeiros, não existindo aquela insólita viagem do cheque pré (aquele que o gerentão do banco só garante se o sobrenome oferecer robustez), bancada pelo consumidor que honra suas compras a vista e em dinheiro.

          Tomando como exemplo o meu consumo, gasto algo próximo de R$ 400,00 por mês no Porecatu. Nunca lhes passei um único cheque sequer e se estivessem me beneficiando com o meu desconto possível, economizaria R$ 20,00 ao mês, R$ 240,00 ao ano, número bastante expressivo, se multiplicado pelo número de clientes que efetuam suas compras usando esta medieval e mais eficaz modalidade de pagamento.

          Aí então se explica os sorteios de veículos, brindes e etc...

          É por isto que precisamos abrir nossas portas para a inclusão dos grandes varejistas no comércio local, pois carregam consigo infinitas possibilidades comerciais, sem o apego arcaico de velhas tradições comerciais regionais. Além do que, despertariam uma concorrência contínua, certamente culminando com a diminuição dos preços finais ao consumidor, pois dinheiro bom é dinheiro no bolso do consumidor e não financiando as promoções de comerciantes que iludem os seus clientes com este marketing enganoso das premiações, onde somente existe um único ganhador e o resto, todos somos perdedores potenciais.

          Mas, não permitam que estes comentários cheguem aos ouvidos dos donos da cidade, pois eles recebem benefícios para que esta modalidade comercial permaneça sob esta estrutura do século passado, além é claro das generosas doações para as entidades assistenciais que grupos políticos coordenam sob cabresto curto e sempre pensando nos dividendos eleitorais futuros.

          Além do mais, eles acham bacana torturar as operadoras de caixa com aquela pergunta – Você não sabe quem sou eu? Naquele momento em que as pobres moças pedem o número do telefone para anotar no verso do cheque. Eles acreditam que todo mundo tem obrigação de saber quem são, mais precisamente, o cargo que ocupam, ou ainda, o que ocuparam um dia.

          Nas grandes redes de varejo não tem esta canja, não tem xiximinhanega, você paga, oferece as garantias necessárias e ninguém quer saber quem é você, de onde veio, o que acha do movimento EMO, se esteve participando do desfile no dia do orgulho gay e etc...

          Sozinho, não posso mudar muita coisa, mas se todos os clientes exigissem este desconto devido, certamente teriam que mudar esta condição caipira do tapinha nas costas com a mão direita, enquanto a esquerda, nos revela uma suave passadinha por entre as nádegas.

 

 



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 10h05
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FUNCK DO MORDE E SOPRA

 

          No boletim informativo do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Votuporanga, editado no dia 17/10/2009, com respeito às manobras efetuadas pela administração municipal no sentido de levar na “lábia” os servidores e as suas justas reivindicações quanto ao valor do crédito em cartão magnético referente a cesta básica, é claríssima a postura da atual administração, onde se recusou a negociar com o sindicato, alegando austeridade econômica nas ações administrativas. Porém isso, não o impediu de no momento seguinte, criar 18 cargos de divisão e 19 de chefia de setor, ficando claro assim, que desde a sua posse, está fabricando e mobilizando todo o seu “estafe pensante”, no sentido de produzir cargos que possam atender ao contentamento da corja, digo os aliados políticos.

          Quando assumiu em Janeiro, o prefeito estava ciente das dificuldades gerenciais que enfrentaria, principalmente pela possível queda de arrecadação que se vislumbrava em decorrência da crise mundial. Então, o correto seria ter pisado no freio e enxugado a máquina, e não tê-la agigantado ainda mais. Cadê o tal choque de gestão que tanto pregam os atucanados da boa índole e da excelência em administração? Certamente foi sufocado pelas necessidades políticas.

          Por mais que tente assentar todo este pessoal na máquina, isso ainda não foi possível e tem sempre alguém esbravejando pelos corredores pela promessa eleitoral ainda não cumprida. Mesmo esparramando todos os aliados em tudo quanto é lugar possível, inclusive no setor privado amigo, como UNIMED, gráfica de editais e coisa e tal, já existe uma extensa lista de bajuladores esperando para a segunda chamada no segundo biênio. Eles estão se escalpelando para ver quem sairá e quem ficará nos solavancos e sacodes da máquina.

          Mas, isso não é nenhuma novidade, são só os espinhos de uma aliança avassaladora que não poderia perder a eleição de forma alguma, devido ao sórdido comprometimento da gestão passada. Explicar o fenômeno é fácil, é aquele dito popular que afirma que onde um morde, depois haverá sempre alguém encarregado de soprar. O ex mordeu tudo o que foi possível e agora o atual, vai passar os seus quatro anos soprando.

          As estórias se repetem. Lembram do Quércia, ele mordeu tudo. Depois veio o Fleury e ficou soprando por quatro anos. Lembram do Maluf, aconteceu quase o mesmo. Depois das dentadas do mandrião, veio o Pitta e..., quis ditar outro rítimo no funck do morde-sopra, querendo morder também, mas não era a vez de morder, ele estava ali pra soprar e então, se fu...

          Aqui, no momento atual, também é tempo de soprar. Caso o prefeito decida não seguir as regras, certamente terá o mesmo fim do Pitta.

          Mas, falando em ambientes apertados e insalubres, quando jovem, tive a honra de me debutar no selvagem mercado de trabalho, no pioneiro Escritório Contábil Líder, de propriedade do Senhor Miguel Gossn. Éramos em mais de vinte pessoas amontoadas em meio aquelas velhas máquinas de descrever Olivetti e ainda algumas daquelas máquinas calculadoras que tinha que apertar as teclas e puxar aquele ferrolho lateral.

          Naquele tempo, já havia uma postura ecológica por parte do Seu Miguel, que nos mandava enrolar as fitas das máquinas calculadoras já utilizadas, pelo outro lado, para que pudéssemos usá-las novamente. Não sei se era mesmo postura ecológica, ou era o fato de ele ser turco...

          Mas, o ambiente era apertado, meio que igual a PM hoje. Imaginem uma acomodação pequena, com velhas máquinas, velhas escrivaninhas e velhos arquivos jogando papel fora para tudo quanto é lado e, vinte e tantas pessoas espremidas naquela bagunça. Quando tava tudo bem, beleza, mas, mais de vinte pessoas num ambiente desses, é impossível todo dia estar bem. Sempre tinha aquele que estava desarranjado. Criamos então, uma lei oposta a da Princesa Isabel, a lei do “ventre preso”. Era a única forma de organizar e minimizar os efeitos colaterais daquela zona. Quem liberasse o ventre inadvertidamente, ficaria obrigado a fazer a faxina no banheiro à tarde.

          Bons tempos aqueles, velhos amigos que, mesmo apesar de não vê-los nunca, sempre estarão guardados em minha memória. Às vezes passo por lá e sinto até saudades, principalmente porque, muitos daqueles da minha época, ainda estão trabalhando lá, olha que já faz vinte e sete anos que eu comecei por ali. Ao Flávio Damião Curti, Paulo César da Silva, Maria Lúcia Sfoza, Alexandre Sereno Colato e se esqueci de alguém da velha guarda, que me perdoe. Meus sinceros parabéns pelo feito, pois passar tantos anos assim num único emprego, é realmente algo digno de muita comemoração e tenho certeza de que foi uma árdua jornada, pois nos quatro anos que estive ali, certamente me proporcionaram muitos dos meus cabelos brancos de hoje.

          Pela minha experiência vivida, recomendo então ao prefeito atual, que a única maneira de se organizar uma bagunça fora de controle, é prender o ventre. Identifica-se então o local onde está nítido o vazamento da biodigestão e lacra-se o reator. Deixe que as bactérias se digiram até o fim. Caso contrário, as bactérias fortificadas que ali habitam, estando alimentadas a gosto, produzirão tanto gás que o reator explodirá.

          Ainda um último conselho, preste muita atenção nos seus aliados mais próximos, e não se esforce para satisfazer todos os seus desejos, pois ainda assim, terá sempre alguém desarranjado. Serão estes que irão fortificar as bactérias para que possam explodir o reator.

          E se nada disso funcionar, lembre-se da sua origem turca e ordene-os a enrolar as fitas de máquina do outro lado. A única coisa que é imprescindível sua unilateralidade, é o papel higiênico, esse não dá pra ficar querendo fazer média em cima dele, senão acaba-se com as mãos sujas.

          Aos infratores, que se resignem as suas insignificâncias e os coloquem de castigo à faxinar os banheiros.

         

          



Escrito por ROBERTO LAMPARINA às 17h05
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